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O fim de Baco Exu do Blues

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O jovem Baco Exu do Blues está prestes a encerrar sua trilogia de entidades depois de gravar um disco em duas semanas na Toca do Bandido. Inspirado no deus do vinho que batiza seu primeiro prenome, o disco ainda sem nome conta com participações de Duda Beat, BK, Kiko Dinucci, Ney Matogrosso e Hamilton de Holanda, além de ter uma faixa de dez minutos chamada “Exu is King” em que ele ameaça “matar o seu Messias”, em seu disco mais político. Conversei com ele num papo para a revista Trip – confere aí.

Sexta Trabalho Sujo #001: Kiko Dinucci

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Que prazer receber o grande Kiko Dinucci, guitarrista do Metá Metá e um dos principais músicos e compositores de sua geração para a noite de abertura de mais uma curadoria com a minha assinatura: a Sexta Trabalho Sujo acontece toda sexta no Estúdio Bixiga, sempre às 21h30, e nesta primeira sessão o mago de Guarulhos mostra alguns de seus clássicos, além de músicas que estarão em seu segundo disco solo, que será lançado no ano que vem (mais informações aqui). Vamos?

Sexta Trabalho Sujo: Novembro de 2019

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Tenho o prazer de anunciar, como parte das comemorações dos 24 anos do Trabalho Sujo, que acontecem neste mês de novembro, que a curadoria das sexta-feiras no Estúdio Bixiga está sob os meus cuidados. A Sexta Trabalho Sujo trará sempre shows de artistas consagrados ou em ascensão para o palco da casa que fica em frente à praça do Bixiga, sempre às sextas, a partir das 21h30. E os nomes que começarão este primeiro mês são cinco: Kiko Dinucci, dia primeiro, mostrando sozinho novidades que deverão resultar em seu próximo disco (mais informações aqui); Luiz Chagas, que recebe Suzana Salles e outros convidados no dia 8; dia 15 é a vez da rapper mineira de ascendência chilena Brisa Flow; depois temos a ótima banda nova Crime Caqui para finalmente fechar o mês com os queridos Garotas Suecas, dia 29. Mais um ciclo que começa, vamos lá! O Estúdio Bixiga fica na rua Treze de Maio, 825, e os ingressos custam R$ 30 (R$ 15 antecipado aqui).

Vida Fodona #592: Prestes a virar o disco

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Trocando de pele.

Kiko Dinucci – “Chorei”
Kinks – “Party Line”
Suede – “Can’t Get Enough”
Wilco – “Theologians”
Police – “Synchronicity II”
Cidadão Instigado – “Como As Luzes”
Maglore – “Clonazepam 2mg”
Midnight Juggernauts – “Ending of an Era”
Luiza Lian – “Geladeira”
Lorde – “400 Lux”
Pharcyde – “Passin Me By (Hot Chip Remix)”
Quinto Andar – “Contratempo”
Gabriel Muzak – “Estética Terceiro Mundo”
Brisa Flow – “Grillz”
Ava Rocha – “Lilith”

Vida Fodona #587: Clima de fim do mundo

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O tempo fechou mas dá pra voltar ao normal.

Rakta – “Fim do Mundo”
Alessandra Leão + Kiko Dinucci – “Tatuzinho”
Midnight Juggernauts – “Into the Galaxy”
Isaac Hayes – “Medley: Ike’s Rap II / Help Me Love”
Pavement – “The Hexx”
Richard O’Brien – “Science Fiction, Double Feature”
Tim Maia – “Me Enganei”
Fellini – “Valsa de La Revolución”
Angel Olsen – “Special”
Los Hermanos – “Corre Corre”
Boogarins – “Sombra ou Dúvida”
Gabriel Muzak – “Estética Terceiro Mundo”
Juliano Gauche – “Pedaço de Mim”

Marcelo Cabral: Influxo Cabralha

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Quando Marcelo Cabral avisou que estava voltando da Alemanha para passar um tempo de volta no Brasil, cogitamos rapidammente uma temporada ao redor do universo musical do baixista e de sua recente experiência artística na Alemanha. Próximo à cena de improviso livre de Berlim, Cabral foi descobrindo um método de criação artística que permite fluir por outras linguagens, incluindo literatura, teatro e spoken word e entender como isso influencia diretamente o resultado musical. E assim ele pensou em Influxo Cabralha, uma reunião de amigos e magos da música instrumental que atravessa quatro segundas-feiras de abril no Centro da Terra. Na primeira, dia 8, ele toca ao lado de Mauricio Takara, Thomas Rohrer e Mariá Portugal. No dia 15 ele chama Guilherme Held, Thiago França, Juliana Perdigão e Angélica Freitas. Dia 22 é dia de Kiko Dinucci, Rodrigo Brandão e Juçara Marçal. E a temporada termina no dia 29, com as participações de Thomas Harres, Bella, Patrícia Bergantin, Maria Beraldo e Ná Ozzetti (mais informações aqui). Bati um papo com o Cabral sobre esta safra de shows e a influência de sua estada na Alemanha neste novo projeto.

Kiko Dinucci + Cadu Tenório: Imperador Ketchup

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“Tomei conhecimento da existência desse filme mais ou menos em 95, 96, por causa da foto de uma matéria de revista que minha irmã tinha em casa”, o guitarrista Kiko Dinucci lembra como conheceu o clássico cult Imperador Ketchup (Tomato Kecchappu Kōtei), do cineasta japonês Shūji Terayama, que faz a trilha sonora ao vivo nesta terça-feira, no Centro da Terra, ao lado do experimentalista carioca Cadu Tenório (mais informações aqui). “Era um texto sobre a nouvelle vague japonesa e falava Nagisa Oshima, Imamura, esses diretores maravilhosos – se não me engano, o texto tinha algo a ver com a Lucia Nagib, especialista em cinema japonês e brasileiro. Eu tinha uma banda chamada Nitrate Kid, o Wash, da banda Eu Serei a Hiena, que tocava baixo, estava indo morar no Japão e me deixou encarregado de fazer uma capa para a demo. Peguei algumas revistas para fazer colagem e me deparei com uma foto do filme nessa revista da minha irmã, eram umas crianças com umas maquiagens bizarras e acabei usando. Me lembro da legenda: cena do filme Imperador Ketchup. A foto e o título do filme me causaram estranhamento e atração, pensei: ‘esse filme deve ser demente’. No mesmo ano o Stereolab gravava um disco com o mesmo nome do filme Emperor Tomato Ketchup, mas só fui conhecê-los no ano seguinte.”

“Esqueci que esse filme existia e um dia, 20 anos depois, lembrei dele, baixei e assisti. Fiquei chapado. Achei que ele dialogava diretamente com filmes do cinema marginal brasileiro como Rogério Sganzerla, José Agrippino de Paula e Andrea Tonacci. Ele é assustadoramente moderno e contemporâneo até hoje, dialoga diretamente com esse tempo demente no qual estamos vivendo, de tanto delírio fascista e autoritarismo”, continua Kiko. “Muita pouca gente conhece esse filme no Brasil, gostaria que mais gente conhecesse. Já que não sou programador ou curador de cinema, arrumei um jeito de exibir o filme que é tocar por cima dele, é mais uma desculpa pra ver e mostrar o filme e me reencontrar com o Cadu.” O filme é indicado para maiores de 16 anos.

A trilha ao vivo não é o primeiro trabalho de Kiko com Cadu Tenório. “Já tinha ouvido a falar no Cadu por conta da cena da cena carioca que se apresentava quase exclusivamente na Audio Rebel dentro da programação do Quintavant. Depois ouvi as coisas que ele fez em parceria com o Marcio Bulk e gostei bastante. Em seguida, ele gravou o Anganga com a Juçara Marçal, e de lá pra cá criou-se uma amizade e admiração mutua. Tocamos juntos a primeira vez numa programação chamada Nós da Voz, idealizada pela Juçara no qual cantoras e cantores faziam improvisação livre ao lado de instrumentistas, mas tudo com ênfase na voz como instrumento. Nesse dia o time era a Juçara, Ava Rocha, eu e Cadu – e ali percebemos que havia uma sintonia sonora. Posteriormente a Juçara e Cadu me chamaram pra fazer alguns shows do Anganga e ela também convidou Cadu pra participar do show Encarnado. Desde então nos encontramos em diversas ocasiões. Fizemos no ano passado uma pequena residência no Sesc Paulista ao lado da cantora moçambicana Lenna Bahule. Estamos sempre inventando alguma história.”

Os dois inclusive já fizeram trilha de filmes ao vivo. “O Cadu toca sampler e eu toco guitarra, sintetizadores e sampler. Ficaremos ao lado do palco, dialogando com o filme que terá seu som original, trabalhamos por cima da trilha do filme. Já fizemos também a trilha do filme Hitler III Mundo, de José Agrippino de Paula e foi fantástico. Temos em mente fazer outras trilhas ao vivo. Cadu tem uma trilha original para o filme mudo experimental de terror gore Begotten.”

O próprio Kiko tem sua carreira cinematográfica paralela: “Às vezes faço trilha de cinema pra me aproximar desse universo, mas me divirto mais com trilha ao vivo de filmes clássicos, me dão mais liberdade, dá pra tirar mais onda. Gosto de fazer cinema também, dirigir… Estou escrevendo um novo roteiro ao lado do Clima (o compositor Eduardo Climashauska) que foi ator do meu filme mais recente, Breve Em Nenhum Cinema – dá pra ver ele no Vimeo, viu?”

Vida Fodona #583: O fim de um ciclo

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Adeus a um espaço físico

BaianaSystem + Curumin + Edgar – “Sonar”
Specials – “A Message to You Rudy”
Lucas Santtana + Seleção Natural – “Tijolo a Tijolo, Dinheiro a Dinheiro”
Warpaint – “Above Control”
Olivia Tremor Control – “Jumping Fences”
Boogarins – “Sombra ou Dúvida”
Bonifrate – “Refúgios”
Kiko Dinucci – “Seus Olhos”
Maria Beraldo – “Sussussussu”
Jards Macalé – “Pacto de Sangue”
Gilberto Gil – “Na Real”
Doors – “Soft Parade”
Stereolab – “Metronomic Underground”
Can – “Vitamin C”
Dr. Dre – “Nuthin’ but a ‘G’ thang”
Sexy Fi – “Looking Asa Sul, Feeling Asa Norte”

Rodrigo Campos: Qualidades Primordiais

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É com grande satisfação que recebemos no Centro da Terra um dos grandes cantores e compositores da música paulistana do século 21, o grande Rodrigo Campos, como primeiro dono das segundas-feiras de 2019. Em sua temporada Qualidades Primordiais, Rodrigo dividiu suas apresentações em quatro elementos, alquimicamente desdobrando suas temperatura e umidade para dissecar sua própria musicalidade. Em cada uma segunda-feira, ele reúne sensações diferentes de seus sambas a partir de seus convidados, “elas servem como um norteador para escolher as participações na temporada”, ele me explica “uma maneira mais de criar uma atmosfera do que fechar um conceito pra cada show. A ideia é ser um pouco aberto”. Na primeira segunda, dia 4, ele recebe os percussionistas Fumaça, Raphael Moreira e Victória dos Santos na noite Frio e Seco, regida pelo elemento terra. Na outra segunda, dia 11, ele recebe a nova colaboradora Maria Beraldo para a noite Quente e Seco, do elemento fogo. Na terceira segunda, a noite Frio e Úmido, do elemento água, ele conta com a participação de Kiko Dinucci e, finalmente, encerra seus trabalhos com a noite Quente e Úmido, do elemento ar, com Maurício Badê e Thiago França (mais informações aqui). Conversei com ele sobre sua temporada e ele conta o que pensou para seu mês de fevereiro no Centro da Terra.