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A coluna no 2 de domingo foi sobre o quanto a lei analógica ainda emperra a música digital.
Ameaças ao futuro
Grooveshark, Spotify e a lei
O anúncio oficial do lançamento do Google Music, serviço de distribuição de música do Google – que vinha sendo prometido há cinco anos, pelo menos –, não causou grande alarido, mas serve de rumo para refletir sobre o que está acontecendo.
Desde os LPs até os tocadores de MP3, a lógica para se ouvir uma música em um aparelho eraa mesma. Se antes carregávamos discos de vinil, fitas cassetes, pilhas de CDs ou CD-Rs queimados, numa versão mais recente, enchemos o iPod ou o celular de MP3. Apesar de isso parecer mais próximo da lógica digital, a prática ainda carrega resquícios do mundo da música analógica.
É preciso plugar o aparelho ao computador e esperar a transferência dos arquivos para o dispositivo. Mesmo que essa transferência aconteça sem cabos, ela segue a lógica de gravar uma fita cassete. Daí a importância do streaming. Você não precisa fazer nenhum download, basta apertar o play e ouvir.
A música está hospedada em algum servidor e é retransmitida para o aparelho em que você quer ouvir – seja portátil, seja um computador ouum aparelho de som de mesa – no instante em que você quiser. Ela não fica na memória do dispositivo e você não precisa deletar arquivos velhos para colocar outros novos. Mas esse sistema ainda não engatou. Seu principal rival é a lei, que funciona nos moldes analógicos.
Na semana passada, o Grooveshark começou a ver seu futuro sumir.O serviço online permite ouvir qualquer música de qualquer lugar do mundo, mas a gravadora Universal – uma das quatro que dominam o mercado fonográfico – resolveu engrossar. Entrou na justiça norte-americana contra o serviço, acusando-o de uso indevido de mais de 100 mil canções. E o site, que já foi expulso tanto da App Store da Apple quanto do Android Market do Google por infração de direitos autorais, pode estar com dias contados.
O Spotify, serviço semelhante e igualmente popular, sofreu, também na semana passada, uma baixa considerável, embora não através da justiça. O grupo STHoldings, que gere mais de 200 gravadoras independentes no Reino Unido, ameaçou tirar todo seu elenco do serviço, pois percebeu que o formato reduz o repasse de verbas para os artistas em outros tipos de comércio de música digital.
Dentro da porcentagem de músicas oferecidas via Spotify (que tem acordo com as quatro maiores gravadoras do mundo), a quantidade que a STHoldings representa é bem pequena. Mas a questão levantada pela notícia não diz respeito a infração de direitos autorais – e sim, à outra metade da equação: o repasse de valores aos artistas.
As questões em jogo envolvem muita gente: gravadoras, artistas, editoras de direitos autorais, empresários, rádios, novos serviços de distribuição e a legislação atual. Esta última, especificamente, pode definir os novos rumos para o futuro.
Depois eu falo um pouco mais sobre o Stop Online Piracy Act, um projeto de lei que está tramitando nos Estados Unidos e que pode determinar o futuro de quem escuta música (e assiste a filmes ou baixa aplicativos): ou o futuro digital realmente funcionará de forma livre e desimpedida (como nos mundos imaginados pelos rivais Facebook e Google) ou entramos num estado digital de vigilância constante em que a maioria dos ouvintes está fora da lei.
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Minha coluna no 2 de domingo foi sobre o ponto em comum entre o boato do iTunes no Brasil e o lançamento oficial do Google Music.
O futuro em streaming
Você ouvirá música pela internet
Mais uma vez, o rumor volta à tona, desta vez com uma data ainda mais específica: o iTunes, a loja online da Apple, estaria finalmente chegando ao Brasil em dezembro deste ano. A informação foi dada no site da revista Época, mas sem confirmação nenhuma e com a própria Apple desmentindo em seguida. Não é a primeira vez que esse boato ecoa no País – só neste ano, a informação já circulou pelo menos em duas outras oportunidades, com a única “garantia” de que a loja estrearia no Brasil ainda em 2011. O novo rumor é mais preciso ao datar a chegada do iTunes para o último mês do ano. Mas ainda é um rumor.
(Como também ainda tem status de boato a informação de que a Amazon, maior loja online do mundo, também desembarcaria no Brasil entre 2011 e 2012, mas isso é outra história.)
A semana passada também viu outro rumor sair da área de especulações com o lançamento oficial do Google Music, serviço que o gigante da internet promete há muito tempo. Em 2005, quando os primeiros rumores sobre o Google Music começaram, ele seria apenas um mecanismo de buscas específico para canções e discos. Mas, desde então, o mundo mudou, assim como o Google e a natureza do serviço. Deixou de ser um sistema de buscas para virar uma ferramenta que faz a ponte entre as duas maiores apostas do site: o Android, seu já estabelecido sistema operacional para smartphones, e o Google Plus, sua novíssima rede social. Com acordos fechados com três das quatro maiores gravadoras do mundo, o serviço apresenta uma novidade que ainda é inédita na maioria desses tipos de serviço: é possível compartilhar músicas inteiras com seus contatos, tanto via celular quanto pela rede social.
Tanto o anúncio oficial quanto o rumor à brasileira apontam para uma mesma direção: o consumo legal de música digital. Se há mais de dez anos era virtualmente impossível comprar músicas pela internet, quase 12 anos após o advento do Napster existem várias alternativas para ouvir e comprar música legalmente através da internet.
Isso já tem mudado e muito nossos hábitos e tende a mudá-los mais ainda. Não estamos apenas nos desprendendo da mídia física – o CD ou DVD – mas também da necessidade de estar em um lugar específico para ouvir o que quiser. Na semana passada também vimos o anúncio do novo iTunes Match (que permite que você ouça de qualquer lugar músicas que comprou via iTunes, não apenas no computador em que foi realizada a compra), extensão do iCloud, o último serviço da Apple apresentado pessoalmente por Steve Jobs. O próprio Facebook fechou uma parceria com o Spotify e, num estalo, também entrou nesse mercado de música. Por isso, se você ainda não escuta música digital, se prepare: o futuro será transmitido via streaming.
Publicamos na edição do Link desta segunda-feira um artigo do Peter Thiel – que é um dos nomes mais importantes do Vale do Silício hoje – que fala sobre um problema sério: a estagnação da inovação no século 21. Um trecho:
Responder à questão de se houve ou não uma desaceleração tecnológica está longe de ser uma tarefa tranquila. A questão crítica de por que tal desaceleração parece ter ocorrido é ainda mais difícil, e não há espaço para tratá-la por completo aqui. Encerremos com a questão correlata de o que pode ser feito agora.
Mais sucintamente, será que nosso governo pode religar o motor parado da inovação? O Estado pode impulsionar com sucesso a ciência; não há por que negá-lo. O Projeto Manhattan e o programa Apollo nos lembram dessa possibilidade.
Mercados livres podem não financiar tanta pesquisa básica quanto necessário. Um dia após Hiroshima, o New York Times pôde, com alguma razão, pontificar sobre a superioridade do planejamento centralizado em matérias científicas: “Resultado final: uma invenção (a bomba nuclear) que foi dada ao mundo em três anos teria tomado talvez meio século para se desenvolver se tivéssemos que depender de pesquisadores ‘primmas donnas’ que trabalham sozinhos”.
Mas isso era outra época. A maioria de nossos líderes políticos não é formada por engenheiros ou cientistas e não ouve engenheiros ou cientistas. Hoje, uma carta de Einstein ficaria perdida na sala de correio da Casa Branca, e o Projeto Manhattan nem seria começado; ele com certeza não poderia ser concluído em três anos. Não conheço um único líder político nos EUA, seja ele democrata ou republicano, que cortaria gastos com saúde para liberar dinheiro para pesquisa em biotecnologia – ou, mais geralmente, que faria cortes sérios no sistema de previdência para liberar dinheiro sério para grandes projetos de engenharia. Robert Moses, o grande construtor da cidade de Nova York dos anos 1950 e 1960, ou Oscar Niemeyer, o grande arquiteto de Brasília, pertencem a um passado em que as pessoas ainda tinham ideias concretas sobre o futuro.
Os eleitores hoje preferem casas vitorianas. A ficção científica ruiu como gênero literário. Homens chegaram à Lua em julho de 1969 e Woodstock começou três semanas depois. Com o benefício do olhar retrospectivo, podemos ver que foi aí que os hippies se apoderaram do país e que a verdadeira guerra cultural sobre o progresso foi perdida.
Os hippies envelhecidos de hoje não compreendem mais que existe uma grande diferença entre a eleição de um presidente negro e a criação de energia solar barata; em suas mentes, o movimento pelos direitos civis caminha em paralelo ao progresso geral em todos os lugares.
O artigo inteiro você lê aqui. Se prepara, porque não é pouca coisa. E abaixo, segue o texto de apresentação sobre Thiel, que escrevi para acompanhar seu texto original.
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Peter Thiel: O nome mais importante do Vale
Mestre de xadrez aos 13 anos e aluno número 1 de sua turma até o fim do segundo grau, Peter Thiel talvez seja o nome mais importante no Vale do Silício hoje, ainda mais após a morte de Steve Jobs. Mas ao contrário do fundador da Apple, Thiel não é muito afeito aos holofotes, preferindo agir nos bastidores e como arauto de novas tendências, em longos artigos como o desta página.
Nascido em 1967 em Frankfurt, na Alemanha, a carreira de Thiel começou a deslanchar ainda na faculdade. Estudante de filosofia na Universidade Stanford, na região de São Francisco, ficou irritado com a onda do politicamente correto que tomava conta do câmpus no final dos anos 80 e resolveu criar a Stanford Review em 1987, publicação que existe até hoje. Foi ali que recrutou alguns nomes que o acompanhariam em seu principal feito, quando resolveu bancar a ideia de um recém-conhecido que apareceu em uma de suas palestras, Max Levchin. Ele queria criar uma forma prática de conexão entre computadores portáteis, mas a conversa entre os dois evoluiu para outro rumo e, em 1998, os dois fundaram o PayPal.
Foi a partir da criação do site de pagamentos online que a carreira de Thiel decolou. Sua fama de visionário começaria a crescer logo em seguida, quando vendeu o serviço para o eBay e, com os US$ 50 milhões que levantou com a transação, começou a fase atual de sua carreira, a de investidor.
Começou a colocar dinheiro em empresas de ex-funcionários do PayPal, startups que, graças a seus investimentos, saíram do papel e se transformaram em titãs do mundo online, como o YouTube, o LinkedIn e o Yelp. Passou a ser conhecido como “o chefão da máfia PayPal” e logo abriu seu próprio fundo de investimentos, o Clarium Capital. Foi por meio dele que Thiel investiu meio milhão de dólares no Facebook em 2004, o mesmo ano em que ele foi criado.
Mas os negócios digitais são apenas parte dos interesses de Thiel. Ele também aposta pesado no desenvolvimento científico e abriu o Breakout Labs, um fundo de investimento apenas para financiar pesquisas de acadêmicos independentes, de preferência os que tenham ideias mais radicais.
Mas talvez o passo mais ousado do investidor tenha sido ao bancar um sonho de um ex-funcionário do Google, Patri Friedman, neto do ganhador do prêmio Nobel de economia Milton Friedman – um país startup. “Grandes ideias começam como ideias esquisitas”, disse Friedman, ao explicar o conceito por trás do Instituto Seastanding: criar plataformas móveis em alto-mar que funcionem como países, com sua própria legislação, governo e soberania. É isso mesmo: Peter Thiel, agora, quer fundar novos países.
Minha coluna do 2 de domingo foi sobre a principal rivalidade entre empresas de internet do mundo hoje.
Google x Facebook
Essa briga está só começando…
A capa da mais recente edição da revista Fortune escancara uma briga que não é novidade para quem acompanha de perto o universo digital. Em uma montagem, a revista colocou os dois CEOs de duas das maiores empresas de tecnologia do mundo em um embate típico dos velhos filmes de artes marciais: de um lado, Mark Zuckerberg, do Facebook; do outro, Larry Page, um dos criadores do Google.
A briga é velha e se acirra desde que a rede de Zuckeberg atingiu a marca de meio bilhão de usuários no meio de 2010. Piorou quando o Google resolveu concentrar suas forças em mais um projeto de rede social, o Google Plus, lançado no meio deste ano. O Plus se tornou – por motivos óbvios, afinal, ele é do Google – a rede social que cresceu mais rápido em toda a história, embora as pessoas ainda estejam fazendo aquela clássica pergunta que sempre acompanha o surgimento desse tipo de site: “e agora, o que é que eu faço?”
O Plus parece ainda estar pela metade porque ele realmente está. Quando foi anunciado, o Google frisou que não era uma rede social e sim uma “camada social” que estava distribuindo em todos seus serviços. Começou criando a sua versão para o botão “Curtir” do Facebook (o “+1”). Forçou o Feice a criar uma divisão entre os amigos (pois havia criado, no Plus, os “Circles”, em que você divide seu grupo de amigos em “família”, “pessoal do trabalho”, etc. e esta semana liberou a construção de páginas de pessoas jurídicas (antes, só pessoas físicas poderiam abrir contas). Houve também o vazamento de que o estariam para lançar o Google Drive, espécie de HD virtual em que você pode deixar tudo que quiser (fotos, filmes, música) online apenas para seu próprio uso.
As mudanças ouriçaram Zuckerberg, que desmereceu o novo projeto do Google como “um mini Facebook” em uma entrevista para a TV no início da semana passada. Mas é certo que é um vai ou racha. Ou o Google acerta de vez e desbanca o Facebook no seu próprio jogo ou cria mais um trambolho digital que pode deixar de ser usado em poucos meses. E isso pode ser, acreditem, seu fim. Será?
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E a minha coluna no 2 de domingo foi sobre a última sacada de Jobs e a nova novidade do YouTube.
A televisão do futuro
A última fronteira digital?
O casamento da televisão com a internet já vem acontecendo mesmo que o aparelho ideal para isso ainda não exista. O fato dos trending topics do Twitter quase sempre regularem com programas de maior audiência – seja no Brasil ou no exterior – é um indício disto. Outro indício é a frequência com que tablets e smartphones são usados em frente à TV – se você não reparou, comece a perceber. DVD players e TVs que vêm com entrada USB de fábrica também ajudam a comprovam que essa teoria: basta espetar um pendrive para assistir a conteúdo digital baixado no computador.
Não é que não existam aparelhos que já se proponham a fazer tal fusão. Já há vários modelos de aparelhos de TV no mercado brasileiro que, por exemplo, permitem assistir a vídeos do YouTube – e não só. As chamadas smartTVs pegam a lógica dos aplicativos, consagrada nos smartphones, e a transferem para a telona. Ainda são protótipos da TV do futuro, que não é nem uma televisão nem um computador, mas um híbrido de ambos.
Na recém lançada biografia oficial de Steve Jobs, o escritor Walter Isaacson conta que uma das últimas sacadas do pai da Apple foi perceber que o Siri poderia ser a chave final para a Apple TV deixar de ser uma promessa e a empresa mudar o mercado de televisão como fez com o de telefonia celular.
Siri, para quem não conhece, é um programa de reconhecimento de voz que entende o que foi dito e responde em forma de texto. É uma das principais novidades do novo iPhone, o 4S, lançado há pouco nos EUA (e, possivelmente, em breve no Brasil). Vários celulares já contam com um sistema parecido, mas a maioria limita-se a acionar funções do próprio telefone. Você fala “rediscar” e o telefone liga sozinho para o último número que foi acionado, por exemplo. A diferença do Siri para os outros é que ele não está restrito aos recursos do próprio celular – ele responde questões do dia a dia. Ele entende se você pergunta se vai fazer frio mais tarde e consulta um site para mostrar a temperatura prevista para o período. Pergunte qual é cinema mais perto de você que está passando um filme que você quer ver e ele faz isso.
A sacada de Jobs unindo o Siri e a Apple TV foi perceber que este sistema de reconhecimento de voz pode matar de vez o controle remoto – como o iPad almeja acabar com o teclado e com o mouse. Mas ainda estamos na mera futurologia.
Enquanto isso, o YouTube fechou, esta semana, um acordo com produtores de conteúdo para criar cem canais de conteúdo original, reunindo parceiros como celebridades (Madonna, Jay Z, Rainn Wilson, Tony Hawk), sites (The Onion e Slate) e estúdios de cinema e TV.
E enquanto a Apple (e outras empresas) se esforçam para imaginar o aparelho de televisão do futuro, o YouTube já está colocando em prática como funcionará esta programação.
• Em nome do Plus • Reader 2005-2011 • Não perca o contato • Objeto de desejo e muito caro • Mais barato • Muito além do game: um ano de Kinect • Quem está de que lado • Servidor • Chris Kaskie, do Pitchfork •
O futuro do cinema
Spielberg, Jackson e Tintim
Um amigo meu comentou outro dia, com certo alívio, que estava feliz por ler que as primeiras impressões à adaptação para o cinema das aventuras de Tintim estavam sendo boas. O alívio veio porque assim ele poderia dizer que gostou sem culpa de estar assistindo a um mico filmado, pois gostaria de qualquer jeito. Afinal, o personagem criado pelo belga Hergé é um dos principais nomes do quadrinho europeu e sua adaptação definitiva para o cinema vem sendo aguardada com muita expectativa.
Ainda mais pelo fato da adaptação ter sido encampada pela dupla Steven Spielberg e Peter Jackson. O primeiro dispensa apresentações. O segundo também, mas vale frisar que o trabalho que desenvolveu em seus filmes – principalmente em O Senhor dos Anéis e em King Kong – e no épico 3D de James Cameron, Avatar, funcionou como preparação para o grande desafio que é o novo filme, também gerado na fábrica de ilusões de Jackson na Nova Zelândia, os estúdios Weta, o melhor estúdio de efeitos especiais do mundo hoje.
As Aventuras de Tintim já estreou na Europa, só chega aos EUA no final do ano e no Brasil no meio de janeiro de 2012 e não é o principal passo dos dois diretores em suas carreiras, mas pode determinar o futuro do cinema. Pois utiliza atores apenas na captura de movimento e vozes, mas sem usar suas imagens – estas, todas geradas por computador. Isso já havia sido feito em Avatar, mas os personagens de Tintim são cartuns, e não humanos hiperrealistas.
Assim, os dois podem estar dando o passo definitivo para fundir cinema e animação e concretizar um sonho perseguido há décadas por George Lucas, que queria fazer Guerra nas Estrelas sem precisar filmar ninguém (não conseguiu), e por em prática uma inveja que o velho Hitchcock tinha de Walt Disney – ao resmungar sobre o quanto este último era feliz por poder simplesmente “apagar” um ator quando não gostava dele.









