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Da pergunta sobre como ilustrar uma notícia importante quase uma semana depois de ela ter acontecido, essa bela caixa do Skype, à la Microsoft, ilustra a página 3 do Link de hoje. A transformação da idéia em imagem ficou a cargo do Asta, que entrou na onda com sua habitual tiração de onda.
Falando nisso, esqueci de linkar a entrevista que o Murilo, lá do Link, fez com o Diego, idealizador do site Hominis Canidae, um dos melhores repositórios de música brasileira independente gratuita de nossa internet.
Hominis Canidae é homem-cachorro, hiena e por aí vai. Na verdade, ele é o novo de um álbum da banda paulista “Eu serei a hiena”, que eu gosto muito. Aí o nome antes era só isso: o nome de álbum e que não tinha nenhum blog com esse nome, mas acabamos criando uma simbologia para ele. Um dia um cara me mandou um e-mail dizendo: “Legal essa ideia do Hominis Canidae, se você deixar algo cair a hiena vai lá e pega. É como se vocês dessem um aviso: se der vacilo, tua música vai cair na internet, hein”. Aí a gente comprou a ideia.
A entrevista continua no site e faz parte de uma seção que estreamos há um tempinho, o Sábado Livre, idealizado pela Tati (a dona do P2P) e dedicado a falar de sites que divulgam a cultura do download. Passa lá.
Brasileiro – o gênio da falta do que fazer. Vi no LOL.
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E a minha coluna deste domingo no Caderno 2 foi sobre o final da terceira temporada de Fringe – ou melhor, sobre a importância da ficção científica.
Realidades paralelas
Fringe e a ficção científica
Não tenho como falar do final da terceira temporada de Fringe pois esta coluna foi escrita horas antes da exibição de seu último episódio, The Day We Died, que foi ao ar na noite de sexta-feira, nos Estados Unidos. Também não vou entrar em detalhes que possam antecipar alguma revelação para alguém que está começando a assistir à série agora ou que a acompanha através da retransmissão feita no Brasil pelo canal pago Warner. Vou falar sobre Fringe, mas sem entregar o que está acontecendo na série agora. Pois o assunto de hoje não é o roteiro complexo que atordoa até quem cogita o impossível e o inusitado (temas, aliás, recorrentes na história).
Fringe é o seriado mais importante na TV hoje por explorar as fronteiras mais mirabolantes da ciência e da ficção científica. Logo na abertura somos bombardeados por uma nuvem de tags que apresentam termos considerados impossíveis pela ciência tradicional: teletransporte, precognição, psicocinese, clarividência, percepção extrassensorial, projeção astral, criogenia, mutação, universos paralelos. O termo “fringe” indica limite e quando se refere à ciência fala especificamente daquela que é ridicularizada ou desprezada pelo cânone tradicional.
Na série de J.J. Abrams, o mesmo criador de Lost, acompanhamos o cientista Walter Bishop (interpretado magistralmente por John Noble), que foi internado no meio dos anos 80 em uma instituição psiquiátrica e solto em nosso presente por ser a única pessoa que pode saber lidar com fenômenos estranhos que começaram a acontecer sem motivo aparente.
Acontece que alguns episódios se passam nos anos 80, e a abertura do seriado é magistralmente recriada como se ele fosse exibido naquela época. E os termos que surgem na tela são bem mais familiares a nós: computação pessoal, nanotecnologia, clonagem, cirurgia a laser, engenharia genética. Termos que poderiam ser encarados na época como ficção científica, mas que hoje são apenas ciência.
Eis a função do gênero: apontar os rumos para onde a ciência da vida real pode seguir. Não duvide se, em alguns anos, os termos da abertura de Fringe dos anos 10 se tornarem tão comuns quanto os dos episódios que se passam nos anos 80.
A minha coluna no Caderno 2 foi sobre o debate sobre música eletrônica e redes sociais que mediei no YouPix, semana passada.
O DJ e a internet
Redes sociais e vida noturna
No dia 2 de abril, a colunista do C2+Música Claudia Assef publicou o artigo A Música Eletrônica Cresceu Demais?, em que comentava que os hábitos noturnos de São Paulo haviam mudado e como a noite paulistana havia deixado de se importar com música. Conversando com Facundo Guerra, empresário da noite e dono de casas como o Lions e o Vegas, ela ouviu que “os clubes já não são mais templos de música. São extensões das redes sociais, ponto de encontro. O cara vai na boate pra encontrar aquela menina que ele cutucou no Facebook. A música virou trilha de fundo”. E com as redes sociais, o artigo correu sozinho pela internet, gerando comentários acalorados e discussões enfurecidas.
Foi o suficiente para que a publicitária Lalai Luna, que também produz festas, resolvesse entrar na discussão, incentivando-a. Lalai estava na curadoria de uma das áreas do festival YouPix, que cresce ano após ano e que pode ter fôlego para disputar com a Campus Party o título de principal evento de cultura digital do País. E resolveu convidar algumas pessoas para continuar a discussão iniciada nas páginas do caderno. Além da Claudia e de Facundo, Lalai também participou da mesa e chamou a blogueira e produtora de festas Flávia Durante, o produtor e publicitário Bruno Tozzini e o jornalista e DJ Camilo Rocha e este nada modesto missivista para mediar a mesa. O título da discussão era propositalmente polêmico – As redes sociais estão matando a música eletrônica? –, mas o debate fugiu de rusgas fáceis e a discussão chegou a alguns pontos interessantes, que resumo aqui.
Sim – a noite virou uma extensão das redes sociais. As pessoas estão realmente mais interessadas em “reencontrar” pessoalmente os amigos com quem passaram o dia conversando, seja no Twitter, via Gtalk, no Facebook ou pelo MSN. E não é que as pessoas deixaram de se interessar por música, mas é que elas querem ouvir músicas que já conhecem, daí um fenômeno recente – de uns dez anos para cá – do frequentador que pede música para o DJ, algo considerado profano nos tempos em que o DJ era o soberano da noite. Talvez isso ocorra porque as pessoas estão ouvindo menos rádio e encontram, na noite, uma alternativa à zona de conforto que era o rádio em seus dias de glória.
Acontece que o DJ está perdendo a importância vertical que tinha sobre a pista – algo que afetou qualquer área que tenha sido invadida pela internet. Do mesmo jeito que as indústrias da música, do cinema, dos games, das notícias, entre outras, a cultura noturna também foi afetada pela horizontalização imposta pela rede. Agora é hora de aprender a lidar com isso para seguir a história.
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Na edição da semana do Link, pedi pra equipe do caderno comentar sua relação com os aplicativos e não poderia fugir de comentar meu vício portátil favorito, as enfezadas aves kamikazes e os malditos porcos verdes!
Nada vale mais que um pássaro voando
Depende do ângulo da borracha do estilingue e da hora do tapinha na tela. Tem também o tipo de pássaro arremessado e o material de que é feita a parede que ele tem de atravessar para matar o maldito porco verde. Morra!
“Opa, chefe, chegamos”, o taxista me tira do transe de explodir pássaros em cima de porcos. Calma, Ibama! Os bichos que explodem nas pontas dos meus dedos são os protagonistas de Angry Birds, um dos aplicativos mais populares do mundo. Tento conter o uso desses pequenos programas para não cair numa espiral de uso contínuo típica do meio digital – o “loop de tecnologia” descrito na série Portlandia. Mas eis que o celular me transporta para os Game Watch da minha infância e os Nintendinhos da minha adolescência, dragando mais energia vital que o player de MP3, checar e-mail ou tirar fotos.
Participo do YouPix hoje em uma mesa que vai, er, discutir “a importância dos trolls”. Sério. Olha o briefing:
18:32 – 19:30 > POR QUE OS TROLLS SÃO IMPORTANTES? (debate)
Gostando ou não, a trollagem é um dos pilares da cultura de internet e tem uma função saudável no desenvolvimento da rede. Por que os trolls existem? Qual a motivação e contribuição desses provocadores para a cultura de internet e a democratização da crítica? Mediados por Alexandre Matias (Link – Estadão), Demi Getschko (coordenador do NIC.br), Bruno Tozzini (Head of Social Media da DM9), Wagner “MrManson” Martins (sócio-criativo da Espalhe, ex-Cocadaboa), Eden Wiedemann (Gerente de Conteúdo e Mídias Sociais da F.biz) e Ana Brambilla (jornalista e editora de social media).
Lá no Ibirapuera. Vamo?








