A terceira temporada do seriado distópico inglês de Charlie Brooker estreia ainda em outubro no Netflix – assista ao trailer com trechos dos seis episódios inéditos lá no meu blog no UOL.
A série inglesa Black Mirror tem tudo para deixar 2016 ainda mais tenso – pois sua nova temporada chega com seis episódios simultaneamente pelo Netflix, ao contrário das duas anteriores (com três episódios cada), que foi espalhando-se lentamente pelo planeta. O trailer desta terceira temporada mostra flashes desses seis universos fictícios que flutuam entre a realidade digital de hoje e a ficção científica distópica de alguns anos adiante, imaginados pela equipe liderada pelo controverso Charlie Brooker.
E a série estreia este mês, dia 21.
Benedict Cumberbatch sobe ao palco de David Gimour para cantar um dos hinos do Pink Floyd – vê lá no meu blog no UOL.
É inevitável que um dos grandes momentos de qualquer show do guitarrista David Gilmour sejam as músicas que ele eternizou ao lado de sua banda original, o Pink Floyd – especificamente “Comfortably Numb”, um dos muitos épicos do clássico The Wall, palco para um de seus solos mais dramáticos. Mas imagine ir a um show do guitarrista e, logo depois dos acordes de introdução do hino, outro vocalista entra no palco, recitando uma letra mais falada que cantada. Apesar da silhueta esguia, não é Roger Waters, o outro cabeça do Pink Floyd durante seu auge nos anos 70 – e sim o ator inglês Benedict Cumberbatch. Foi isso que aconteceu na quarta passada, quando, durante um show de Gilmour no Royal Albert Hall em Londres, Gilmour abriu espaço, sem anunciar, para o intérprete mais famoso de Sherlock Holmes e futuro Doutor Estranho. E apesar da música não exigir muito do ator (o refrão ficou a cargo de Gilmour, como na música original), Cumberbatch segurou bem a onda – e o risinho entre os versos dava para perceber que ele estava realizando um sonho juvenil.
Afinal, quem nunca…?
A banda de mentira de Damon Albarn e Jamie Hewlett lançam mais um episódio para preparar terreno para um novo disco – falei disso lá no meu blog no UOL.
Não dá pra ter uma noção exata ainda pois estamos em plena transição, mas a carreira da banda de desenho animado Gorillaz será vista no futuro como um dos protótipos do pop do século 21. Criada pelo vocalista do Blur Damon Albarn e pelo criador dos quadrinhos Tank Girl Jamie Hewlett, a importância da banda de mentira vai além de sua realidade em duas dimensões (o que não é propriamente uma novidade, dos Archies ao Timmy and the Lords of the Underworld do South Park, passando por Josie & As Gatinhas e Mystik Spiral da Daria). Na verdade o que é interessante é a forma como eles vêm mudando a relação entre artistas e fãs a partir de seus principais vínculos – músicas, discos, shows e o contato nas redes sociais.
Pois foi pelas redes que o grupo anunciou seu aguardado quarto disco, o primeiro desde The Fall, de 2011. Primeiro apareceu a imagem acima, como uma capa de livro, falando sobre The Book of Noodle (O Livro de Noodle, sendo que Noodle é uma das integrantes fictícias da banda). Logo em seguida, por uma manhã, o grupo passou a alimentar suas contas com a história do início do novo álbum, um Kill Bill versão Gorillaz em uma história em quadrinhos à moda – bem – antiga, veja só:
She drifted away from Plastic Beach to safety, or so she thought. Years later Noodle is face to face with pure evil… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/xrGD3H0fgf
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/PWqdMBP16c
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Days after the attack… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/3gHD7ucqIS
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/LMKzalUSdq
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Noodle learned that… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/PPAlD63Hap
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/ICYGXPoYaS
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Disguising herself as… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/Hy1s5NgVYb
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/FrqTfhkizz
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Mazuu! #TheBookofNoodle pic.twitter.com/95hrPPfmGP
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Escaping Mazuu's sumo bodyguards… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/0ohSYUeneX
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/qDKYWvtGPs
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/emX9LdGsKz
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Digo que a história é bem antiga porque todas as cenas do quadrinho são parte de um quadro principal, que era uma das formas de se contar histórias visuais antes dos quadrinhos aparecerem ou o cinema ser inventado.
The Book of Noodle, no entanto, não é o nome do disco – e sim da fase. A banda divide suas obras em capítulos que incluem discos, shows, clipes, EPs, documentários e tudo que mais pode ser produzido dentro de uma temática. Isso foi definido após a série de lançamentos que originou a banda a partir do título de seu primeiro DVD, Celebrity Take Down. A fase seguinte chamava-se Slowboat to Hades (do disco Demon Days, de 2005) e a terceira era Escape to Plastic Beach (que incluiu os discos Plastic Beach, de 2010, e The Fall, de 2011). The Book of Noodle portanto joga uma luz oriental sobre a nova fase da banda, que deve ter seu quinto disco lançado no início do ano que vem – sempre com participações especiais inusitadas, como o maestro eletrônico francês Jean-Michel Jarre e a primeira colaboração entre o trio De La Soul e Snoop Dogg. Vamos aguardar.
Um analista de dados se dispôs a descobrir qual personagem aparece mais que a família criada por Matt Groening – e o resultado eu postei lá no meu blog no UOL.
Começando sua 28ª temporada, os Simpsons são o programa de TV de elenco fixo mais longevo da história – e sua influência e importância cultural ainda deve ser medida. E em 27 anos de carreira, a família amarela inventada por Matt Groening gerou uma quantidade impressionante de dados, prato cheio para analistas pop como o norte-americano Todd W. Schneider, que dedicou um post inteiro de seu site a navegar pelos números dos Simpsons.
E entre gráficos de audiências, um forte desequilíbrio de gênero (25% dos diálogos dos Simpsons são ditos por mulheres – se tirarmos Lisa e Marge o número cai para menos de 10%; reflexo de outro número: 10% dos roteiristas são mulheres), anotações sobre as interações e aparições de Homer e Bart e os principais cenários da série, o analista de dados consegue decifrar quais personagens dos Simpsons mais falam nas 27 temporadas: Homer lidera (com mais de 250 mil palavras), seguido por Marge (com 150 mil), depois por Bart (mais de 120 mil) e Lisa (100 mil). Mas além da família central, quais personagens coadjuvantes que mais têm fala em toda a existência dos Simpsons?
E a resposta é: Senhor Burns.
Seguido do Moe, Skinner, Flanders, Krusty, vovô Simpson, chefe Wiggum, Kent Brockman e a lista continua abaixo (repare como tem pouca mulher no seriado – as personagens femininas têm faixa vermelha).
São mais de 600 episódios sem nenhuma previsão de parar num futuro próximo. Para a nova temporada seus produtores querem concluir um desafio que vêm se impondo desde o início do desenho: criar um episódio de uma hora que precise de cada um dos sessenta minutos para ter sua história contada (todas as tentativas até hoje puderam ser editadas para caber no tamanho de 23 minutos do desenho). Como o próprio Todd Schneider conclui em seu post…
E o próprio Todd nos lembra que isso foi dito no 138° episódio da série, menos de um quarto da duração de todas as temporadas. Longa vida aos Simpsons!
A quarta adaptação do Netflix para um quadrinho Marvel já tem data marcada – falei disso no meu blog no UOL.
Ainda estou devendo falar do Luke Cage que estreou no fim de semana (já assistiram?), mas nem mal nos recuperamos de mais um seriado Marvel/Netflix e a parceria anuncia a data de lançamento do quarto seriado que produzirão conjuntamente. Punho de Ferro conta a história do bilionário Danny Rand (vivido por Finn Jones) que, depois de anos desaparecido, volta para Nova York decidio a lutar contra o crime organizado com as habilidades marciais – e místicas – que adquiriu quando esteve fora. A imagem acima é a primeira foto oficial do seriado, que estreia no dia 17 de março do ano que vem.
Punho de Ferro deve ter diálogo direto com Dr. Estranho, filme da Marvel que estreia em novembro e que também mistura misticismo oriental com artes marciais. É a quarta série da parceria Marvel/Netflix e a última antes da série Defensores, que reúne, na mesma história, os quatro personagens já apresentados em outros seriados: Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e o próprio Punho de Ferro. Defensores também deve estrear no ano que vem, mas não deve ser a última parceria dos dois estúdios, que ainda deve ter uma segunda temporada de Jessica Jones e um seriado sobre o Justiceiro, apresentado na segunda temporada do Demolidor.
Angelo Badalamenti de volta aos teclados da fria série é mais um teaser para o 2017 de David Lynch – postei o vídeo lá no meu blog no UOL.
A terceira temporada de Twin Peaks é uma realidade e estreia no ano que vem no canal norte-americano Showtime. A série criada e acalentada por David Lynch por duas magras temporadas no início dos anos 90 não apenas estabeleceu a reputação do diretor como um dos nomes mais freaks da paisagem hollywoodiana como começou uma lenta mudança na forma e no conteúdo dos seriados de televisão que deixaram de ser sitcoms repetitivas e se tornaram as obras-primas atuais.
E enquanto a série não tem data de lançamento definida, o diretor e a emissora trabalham só com a expectativa do público, divulgando informações esparsas que deixam qualquer fã do seriado original grudado na poltrona de emoção. Já foi anunciado um elenco com mais de 200 atores, que inclui tanto parte do time original de atores – como Kyle MacLachlan, Sherilyn Fenn, David Patrick Kelly, Miguel Ferrer, Sheryl Lee, Dana Ashbrook, o próprio Lynch, Ray Wise e Russ Tamblyn, entre outros – quanto novatos na série famosos na vida real – como Eddie Vedder (do Pearl Jam), Sharon Van Etten, Monica Bellucci, Amanda Seyfried, Ashley Judd, Laura Dern, Naomi Watts, Michael Cera, Tim Roth, Trent Reznor (do Nine Inch Nails) e Sky Ferreira, entre outros.
Agora é a vez de confirmar a presença do músico e compositor Angelo Badalamenti, autor da trilha original da série, em um teaser que passeia por uma misteriosa floresta…
A trilha sonora original de Twin Peaks, de autoria de Angelo Badalamenti, acaba de ser relançada aproveitando a proximidade da nova temporada – e pela primeira vez chegou ao formato vinil graças à loja Mondo.
Uma série de dicas aponta para uma possível turnê mundial dos robôs franceses – com passagem pelo Brasil! Comentei sobre isso lá no meu blog no UOL.
Foi só sair a escalação do Lollapalooza do ano que vem no meio desta semana para ouvir o misto de suspiro de alívio com grunhido de raiva da enorme multidão através das redes sociais, que contrastava-se com alguns milhares de fãs de algumas das principais atrações comemorando a vinda de seus ídolos e de outros tantos que gostam mais da atmosfera do festival do que das atrações em si.
Esse enorme suspiro-grunhido coletivo desdobrava-se em diferentes reclamações, que iam dos preços à ausência de nomes importantes, da repetição de bandas manjadas, do lugar coadjuvante de artistas brasileiros e do local realizado. E, logo em seguida, vinha a materialização desta reclamação coletiva na forma de piada, como aquele manjado meme que substitui o nome das bandas por exclamações do público em relação a cada um dos anúncios.
E, realmente, um festival deste porte cujas principais atrações são ícones velhos e que não lançam discos importantes há anos (em alguns casos, décadas). Metallica, Strokes e The Xx caminham para se tornar o que se tornou o Duran Duran, talvez o nome mais interessante da escalação de fato, por ser uma banda fora do radar de obviedades cuja carga de hits valeria esticar de um palco para o outro. Mas ele está ali na terceira linha da escalação e se, daqui a dez anos, o Metallica, os Strokes ou o Xx estiverem em um festival neste mesmo nível de importância, tudo bem dar uma olhada. Mas muita gente reclamaria caso o Duran Duran fosse o principal nome deste festival, como reclamou dos três principais nomes do elenco. Só o canadense Weeknd foge da nostalgia e chega ao país na turnê de lançamento de seu novo disco, Starboy, que vem sendo aguardado como o grande lançamento de sua curta carreira. Mas é um artista cujo apelo popular não é tão forte quanto o dos outros três – pelo menos por enquanto, mesmo com o hit “Can’t Feel My Face”, uma das grandes faixas do ano passado.
Falta ao lineup do Lollapalooza 2017 um nome de peso, um nome que seja tão unânime quanto os nomes da primeira linha mas que ainda esteja lançando discos e músicas relevantes para esta década. Nomes de artistas que eu nem acho tão interessantes, mas que são claros headliners de um festival deste porte, como Kanye West, Adele, Lady Gaga, Bruno Mars ou Muse. Ou nomes que estejam mais alinhados com meu próprio gosto musical e que tenham este mesmo peso popular: Beyoncé, Radiohead, Arctic Monkeys, Taylor Swift, LCD Soundsystem ou Lana Del Rey. Enfim – não faltam opções.
Até que nota-se um certo nome ali no meio, tapado, com anúncio marcado para daqui a duas semanas. Pela posição no cartaz não parece ser alguém de peso. E pelas pontas de letras que aparecem, parece que ali tem um V e depois um E… e é um nome curto. Tem gente vendo até W pra ver se encaixa o Weezer.
Mas acho que não são essas letras as do nome escondido. Como pode ser que ele não seja tão terceira linha assim.
No canal rede Reddit dedicado à dupla francesa Daft Punk já há uma especulação constante sobre a volta do grupo aos palcos. Desde o lançamento de seu excelente Random Access Memories de 2013 o grupo não sai em turnê e sua única aparição ao vivo foi ao lado de ninguém menos que Stevie Wonder no Grammy do ano seguinte, defendendo seu hit “Get Lucky” ao lado dos comparsas Pharrell e Nile Rodgers.
Acontece que apareceu o nome da dupla exposto no site do Lollapalooza norte-americano. O nome desapareceu logo em seguida, mas conseguiram tirar um print da tela, comprovando a mudança no site.
Outra imagem que surgiu no Twitter no fim do mês passado mostrava o nome da dupla num pôster impresso da edição chilena do festival, que tem dois nomes encobertos (o segundo seria o Jane’s Addiction, banda do criador do Lolla, Perry Farrell):
Mas será que o Daft Punk entra em turnê no ano que vem?
Porque faz sentido. Por mais que suas duas únicas turnês mundiais tenham começado em anos que terminam em 6, seus registros – os discos Alive 1997 e Alive 2007 – foram publicados em anos que terminam com 7 (mesmo porque as turnês entraram ano sete adentro). Assim, eles consagrariam um padrão de lançar discos ao vivo a cada dez anos, lançando turnês pouco antes deste lançamento. Some a isso o rumor de que a dupla (além de Lady Gaga, Radiohead, Kraftwerk e Stone Roses) está sendo cotada para tocar no festival inglês de Glastonbury do ano que vem ao desequilíbrio que o Daft Punk daria ao atual elenco do Lollapalooza e cruzem os dedos. E não custa lembrar que o hit que o Weeknd acaba de lançar – “Starboy”, que batiza seu novo disco, ainda não lançado – foi composto ao lado da dupla francesa…
O novo livro de Neil Gaiman, sobre mitologia nórdica, será lançado no Brasil em 2017 – falei mais sobre ele lá no meu blog no UOL.
2017 promete ser um ano nórdico. Não bastasse o encerramento da trilogia de Thor na Marvel, que reencena o clássico apocalipse da mitologia do norte europeu ao batizar o filme do estúdio no segundo semestre de Thor: Ragnarok, o lançamento da série inspirada no primeiro romance de Neil Gaiman, Deuses Americanos, que conversa bastante com essa mitologia, vem chancelar a aura asgardiana que paira sobre o ano que vem. Percebendo isso, o próprio Gaiman já anunciou o lançamento de um livro em que ele conta a saga daqueles deuses para ser lançado em fevereiro do ano que vem. E a editora Intrínseca confirma o lançamento da edição brasieira lançado-o no mês seguinte.
Mais conhecido como o autor da saga Sandman, um dos maiores épicos dos quadrinhos modernos, o Neil Gaiman vem lentamente dominando outras mídias. Começou dando um passo para além dos quadrinhos em radionovelas da BBC e de lá foi para a literatura, tanto adulta quanto infantil. Escreveu roteiros para episódios do Dr. Who e teve um quadrinho infantil (Coraline) adaptado para o cinema, como animação. A série American Gods, que vem se arrastando no limbo da pré-produção desde o início da década, já pertenceu à HBO mas foi parar no canal Starz, sempre com a supervisão direta do próprio Gaiman, que ainda conseguiu Tom Hanks como produtor executivo. O seriado estreia em 2017 mas ainda não tem data de estreia definida e um teaser foi exibido – e aplaudido – na Comic Con de San Diego deste ano.
Norse Mithology (que será lançado no Brasil como Mitologia Nórdica) terá Gaiman como narrador de histórias que já permearam suas próprias obras, desde Deuses Americanos até Sandman. É o cenário mitológico que reúne deuses conhecidos graças à Marvel como Thor, Odin e Loki e outros que frequentavam o reino de Asgard, como os deuses Freyja, Iðunn, Skaði, Njörðr, Freyr e Heimdall. E tem tudo para conquistar tanto os fãs do autor quanto os de seriados de apelo épico, como Game of Thrones e Vikings.
O maior ídolo da banda de Iggy Pop no cinema conta a história do grupo que encerrou os anos 60 – assista ao trailer no meu blog no UOL.
Entre os muitos marcos zero do punk rock, os Stooges foram o mais barulhento e descontrolado. Saído da cidade de Ann Harbor, na região da grande Detroit no final dos anos 60, o grupo liderado por Iggy Pop era apenas mais uma das inúmeras bandas que apareceram nos Estados Unidos em meio à aurora hippie. Mas o estigma da caos e destruição que pairava sobre a região em que surgiram (vítima da primeira crise industrial dos EUA) afetou sua sonoridade e performance, que aos poucos foi ganhando uma reputação equivalente a de um rolo compressor de carne e eletricidade. As paredes de ruído elétrico e o peso industrial transformaram o rhythm’n’blues psicodélico original proposto pelo grupo em uma máquina de demolição que, aliada às viscerais performances de Iggy Pop (que brigava com o público aos socos, destruía o palco e imolava-se rolando sobre cacos de vidro enquanto berrava sua voz no limite do suportável), transformaram os Stooges em uma das maiores lendas da história do rock.
Esta lenda agora vai ser contada por um de seus maiores fãs, o cineasta Jim Jarmusch, que considera o grupo “a maior banda de rock de todos os tempos”. O documentário Gimme Danger conta com entrevistas com Iggy e os integrantes originais do quarteto – o guitarrista Ron Asheton, seu irmão baterista Scott Asheton e o baixista Dave Alexander -, todos mortos atualmente, além de cenas de arquivo que consolidam sua reputação destrutiva. O filme estreia em outubro no circuito internacional de festivais e não há previsão de lançamento no Brasil. Mas tem tudo para ser um filmaço, como seu trailer parece indicar.
Assista a um trecho de London Town, filme sobre o Clash, com Jonathan Rhys Meyers mandando “Clash City Rockers” lá no meu blog no UOL.
Primeiro um trailer anunciou a chegada de London Town, filme sobre o Clash, banda crucial na história da música pop e um dos alicerces do movimento punk, visto pelos olhos de um adolescente de 14 anos na Londres do final dos anos 70. O ator Jonathan Rhys Meyers, chamado para viver o líder da banda Joe Strummer parecia convencer no trailer original. Agora surge um outro vídeo retirado do filme, um trecho em que o protagonista vivido por Daniel Huttlestone vê pela primeira vez um show do Clash, que não deixa dúvidas sobre a performance, ao menos no palco, do ator irlândes – que já enveredou pelo rock no cinema vivendo um astro glam no risível Velvet Goldmine e o próprio Elvis Presley na minissérie Elvis, da CBS. Essa apresentação de “Clash City Rockers” ao vivo parece sintetizar a experiência de ver o Clash ao vivo – muito graças à performance do ator irlandês.
London Town estreia em outubro nos Estados Unidos e Europa e não há previsão de lançamento no Brasil.




















