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Show reúne ex-colaboradores da temporada paulistana de Júpiter Maçã em homenagem ao seu mítico álbum – falei mais sobre isso no meu blog no UOL.

O gaúcho Júpiter Maçã, que morreu no final do ano passado, é um ícone da música brasileira cuja influência ainda precisa ser medida. Se hoje vivemos uma renascença da psicodelia brasileira que faz bandas como Cidadão Instigado, Supercordas, Boogarins e O Terno se verem como parte de uma linhagem que inclui Mutantes, Zé Ramalho, Ave Sangria, Módulo 1000, Secos e Molhados e Violeta de Outono é porque Júpiter Maçã provocou, em plenos anos 90 da microfonia, do hip hop e da tríade pagode-axé-sertanejo, uma ressignificação da psicodelia brasileira à luz do cânone internacional, servindo referências nacionais ao lado de clássicos do gênero como Beatles, Rollng Stones e o Pink Floyd de Syd Barrett e à linhagem do pop inglês estabelecida por bandas como Kinks e Who. E fez isso com um gesto simples, lançando um disco sujo e grandioso, épico e desbocado, chapado e consciente da própria importância. A Sétima Efervescência, que foi produzido por Egisto Dal Santo e teve os irmãos Glauco (bateria) e Emerson Caruzo (baixo) como principais músicos, ao lado de Júpiter, será revivida nesta sexta, no Sesc Pompeia, pela mesma banda que homenageou o gaúcho na Virada Cultural deste ano.

“O show foi ótimo, muita emoção, vários convidados, pessoas que fizeram parte da carreira e da vida do Júpiter, muita gente na plateia e todo mundo cantando emocionado”, lembra-se o baterista Clayton Martin, único paulistano no grupo cearense Cidadão Instigado, que foi um dos idealizadores do tributo. Ao lado do tecladista Astronauta Pinguim, os dois ex-colaboradores de Júpiter reuniram nomes afeitos à musicalidade do gênero, com instrumentistas que haviam tocado com ele, como os guitarristas Ray Z e Dustan Gallas, o vocalista Tatá Aeroplano, o baixista Julio Cascaes, além de Clayton e Pinguim em seus instrumentos. Esta é a banda que celebra os vinte anos do disco, que foi gravadode forma independente em agosto de 1996 e lançado por uma gravadora multinacional no ano seguinte.

Flávio Basso, o Júpiter Maçã (Divulgação)

Flávio Basso, o Júpiter Maçã (Divulgação)

A Sétima Efervescência é um marco central na psicodelia brasileira. Primeiro por ter consagrado a nova e definitiva persona do gaúcho Flávio Basso, que já havia passado por encarnações que iam do rock oitentista do TNT ao glam boca-suja dos Cascavaletes, além da psicodelia garagem à frente dos Pereiras Azuis ou da faceta folk Woody Apple. Como Júpiter Maçã ele se reinventava como um ícone da psicodelia mundial, traçando paralelos entre sua Porto Alegre, São Paulo e Londres, funcionando como um farol para os novos psicodélicos da última década do século. E também por ter retomado uma narrativa musical que parecia fadada a desaparecer – a de discos brasileiros completamente birutas.

“O Sétima é um disco que inaugurou uma nova modalidade de musica underground popular brasileira, no sentido de ter traduções do que seria uma cultura de rock britânico aqui no Brasil, herdando os Kinks, Beatles, Pink Floyd, etc.”, continua o baterista. “Muitas pessoas não sabiam que era possível fazer isso. Assim, foi um disco que realmente provocou uma efervescência de várias inspirações para todos os lados. É meio que um disco básico para quem quer se inteirar sobre esse assunto.”

Clayton lembra do primeiro contato com o gaúcho: “Conheci o Flavio em 1994 por recomendação de um amigo (o produtor Carlos Eduardo Miranda), que disse que tinha um cara que ia fazer um show no Bixiga que era uma mistura de Syd Barrett com Roberto Carlos da Jovem Guarda e que tirava uns timbres de surf music de uma guitarra Rickenbaker. Era a época do Júpiter Maçã & Os Pereiras Azuis”, recorda-se. “Mais tarde, entre 1997 e 1998, ele morou uns quatro meses na minha casa justamente para divulgar e fazer shows do Sétima Efervescência. Depois disso tocamos juntos como um trio de 2001 até mais ou menos 2003 ao lado do Ray Z e gravamos muitas coisas aqui no meu estúdio, um disco meio engavetado, gravado num porta estudio de quatro canais chamado Sugar Doors e várias demos de músicas que viriam a ser do disco Tarde na Fruteira (de 2008)”.

Clayton lembra que deve ter muito material inédito de Júpiter por aí devido à sua alta produtividade. “Também tenho um disco inédito aqui só com voz e violão. Não era para ser assim, ele queria que eu produzisse com ele. Um dia pretendo fazer um “Free as a Bird” (em referência à música que os Beatles gravaram depois da morte de John Lennon), gravando por cima da base dele”.

O show tributo terá a íntegra do disco clássico (incluindo hinos lisérgicos como “Um Lugar do Caralho”, “As Tortas e as Cucas”, “Querida Superhist x Mr. Frog”, “Pictures and Paintings” e “Miss Lexotan 6mg Garota”) e outras músicas da carreira de Júpiter. Ele acontece nesta sexta, 28, na Choperia do Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93. Pompeia), em São Paulo, a partir das 21h30. Os ingressos custam R$ 20 (mais informações no site do Sesc).

tarantino

É uma proposta de um fã em um abaixo assinado, mas faz sentido – escrevi sobre a ideia lá no meu blog no UOL.

O hilário Deadpool é um dos melhores filmes de super-herói desta década e seu inusitado sucesso no início do ano fez sua continuação se transformar numa das grandes apostas do gênero. A expectativa sobre o novo filme acabou sacrificando o diretor da sequência, Tim Miller, que, na semana passada, abandonou o cargo possivelmente devido a problemas com o ator Ryan Renolds. Mas sua saída deu origem a uma ideia fabulosa: e se o diretor do próximo Deadpool for Quentin Tarantino?

A conjunção Deadpool/Tarantino começou na cabeça do fã norte-americano Carl Champion Jr., que criou um abaixo-assinado online para chamar atenção para sua ideia. “Se há alguma chance de ver Tarantino fazer um projeto que é quase garantido que fature um bilhão de dólares é esta”, explicou na página, que já conta com mais de treze mil assinaturas. “Tivemos um ótimo gosto do que pode vir a partir de Kil Bill, mas imagine um cara como Quentin Tarantino escrevendo diálogos para o mercenário tagarela! Seria glorioso!”

“Quentin Tarantino é o mestre de escrever diálgoos e Ryan Reynolds um mestre em dizê-los. Tarantino faz filmes ultraviolentos que faz você amar os personagens, com linguagem chula, mulheres gostosas e um vilão que NUNCA seria esquecido. Me diz se a Marvel não precisa de algo disso?”, continua Champion Jr.

A probabilidade disso acontecer, no entanto, é quase nula, mesmo porque Tarantino saiu falando mal da Disney (dona da Marvel) no ano passado pois o lançamento do episódio mais recente de Guerra nas Estrelas (que também é da Disney) atrapalhou o lançamento do filme mais recente do diretor, Os Oito Odiados. Mas além de compartilhar um humor histérico, cínico e violento como o do anti-herói da Marvel, Tarantino também é fã de quadrinhos desde a infância. E Ryan Reynolds é conhecido por ficar atento aos pedidos, sugestões e exigências dos fãs. Por isso se você gostou da ideia, assine o abaixo assinado (neste link aqui) e torça para que uma conjunção de improbabilidades aumente ainda mais a moral – já alta – do segundo Deadpool.

3porcento

Trailer da primeira série brasileira do Netflix mostra como funciona a meritocracia agressiva de 3% – postei lá no meu blog no UOL.

O Netflix acaba de lançar o trailer de sua primeira produção brasileira, a série de ficção científica 3%, que começou no YouTube e estreia no dia 25 de novembro. No trailer, é explicada o rígido processo de seleção de uma realidade brasileira futurista que pode ter várias leituras em relação ao nosso presente…

Psicodelia Marvel

estranho

Assisti ao filme do Dr. Estranho e é tanto o filme de super-herói mais lisérgico quanto o mais adulto já feito – escrevi sobre o filme lá no meu blog do UOL.

“Prepare-se para esquecer tudo que já sabe.” A frase, dita em tom ameaçador ao personagem-título do filme Doutor Estranho, que chega aos cinemas nacionais no dia 3 de novembro, também pode servir como aviso para o público acostumado aos filmes de super-herói da Marvel. O Doutor Estranho vivido por Benedict Cumberbatch consegue manter a regra de que o estúdio consegue fazer um filme divertido e empolgante até com personagens desconhecidos do grande público, como já havia feito em Guardiões das Galáxias e o Homem-Formiga. Mas a jornada do neurocirurgião Stephen Strange rumo ao desconhecido supera a expectativa ao apresentar um filme de super-herói para um público adulto, alheio aos uniformes coloridos e aos superpoderes de protagonistas de apelo infantil.

É o filme mais maduro da Marvel até agora e, coincidentemente, sua produção mais psicodélica. Toda aura mística e espiritual do médico que sofre um acidente que o impossibilita de continuar seu trabalho era traduzida em imagens grandiosas e espetaculares nos quadrinhos, publicados principalmente na virada dos anos 60 para os anos 70, auge da experimentação lisérgica da cultura pop. Os autores da Marvel do período – especificamente Steve Dikto, que recebe o crédito de autoria do personagem do novo filme – aproveitavam cores e formas para expandir os limites dos quadrinhos em páginas duplas épicas, cheias de detalhes.

Essa psicodelia é traduzida formidavelmente em imagens de tirar o fôlego pelo diretor Scott Derrickson, que mistura mandalas orientais, o urbanismo surreal de A Origem do diretor Christopher Nolan e uma mecânica transcendental que bebe tanto nas perspectivas inacreditáveis do ilustrador MC Escher quanto dos artistas mais radicais da Marvel para criar cenas de ação caleidoscópicas. Nos trailers, estas cenas deslumbram e encantam – mas nos filmes elas deixam de ser mera (e ousada) decoração para fazer parte da ação, em cenas de luta e perseguição que ganham perspectivas impossíveis.

A psicodelia é sublinhada em vários outros momentos do filme, desde o apreço pelo oriente (a terra encantada dos anos 60) quanto nas referências pop – o acidente que muda a vida de Strange é acompanhado por “aquela” música “daquele” disco do Pink Floyd (não vou estragar a surpresa) e veja se você consegue reparar no livro que Stan Lee está lendo em sua rápida e rotineira participação especial. É interessante notar que a expansão de consciência que a cultura pop foi submetida durante este período também é o momento em que ela começa a abandonar sua juventude rumo a uma nova maturidade.

Esta maturidade é reforçada pelas ótimas atuações do filme. Além de um irrepreensível Cumberbatch (que, mais uma vez, abandona os vestígios de seus personagens anteriores, desde o Khan do segundo Jornada nas Estrelas de J.J. Abrams ao seu clássico Sherlock Holmes), o elenco do filme está muito acima do filme mediano da Marvel. A dupla que Cumberbatch faz com a personagem de Rachel McAdams, Christine Palmer, mantém a primeira meia hora da produção no mundo real, sem misticismo nem megalomania. Tirando a cena inicial, que nos apresenta ao vilão Kaecilius (vivido por Mad Mikkelsen, o Hannibal da série de mesmo nome), o primeiro ato do filme quase não parece um filme de super-herói e sim um drama sobre relacionamentos, sentimentos e prioridades.

Mas uma vez que Strange viaja para Katmandu encontrar seu destino, o filme ganha contornos hiperbólicos e sentidos improváveis num filme de super-herói, ainda graças às boas atuações de Tilda Swinton (a Anciã, que, mesmo não sendo um personagem oriental não compromete a história), Chiwetel Ejiofor (Modor) e ótimo Wong (vivido por Benedict Wong). Como os outros dois filmes de heróis desconhecidos do grande público, Doutor Estranho é um filme autocontido e não é preciso entender nada do universo cinematográfico Marvel ou de filmes de super-herói para apreciá-lo.

Os fãs, no entanto, têm uma série de dicas escondidas, pistas espalhadas e, claro, continuidade na enorme saga Marvel no cinema, prestes a completar uma década. As melhores delas nos apresentam a uma dimensão inteira para o universo já conhecido, nos esfrega uma Jóia do Infinito que estava escondida em nossa cara e traça conexões com outro filme da Marvel que está por vir, além de anunciar a volta de Strange nos próximos filmes (são duas cenas escondidas após os créditos). É o filme mais maduro e mais psicodélico da Marvel – e, por isso mesmo, pode trazer ainda mais gente para o público do estúdio. Não vejo a hora de assistir de novo.

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Em sua décima terceira edição, o pernambucano Coquetel Molotov se consolida como um dos melhores do país – escrevi sobre o festival no meu blog do UOL.

Conheço Recife desde os tempos em que o mangue beat ainda era uma novidade recebida com estranhamento pelos próprios pernambucanos, que demoraram para reconhecer que aquela mistura de tradição e modernidade encabeçada por Chico Science aos poucos colocaria a cidade não apenas no mapa musical do Brasil como no atlas da cultura mundial. A natureza tradicionalmente cosmopolita da cidade – resquício da colonização holandesa liderada por Maurício de Nassau no século 17 – havia entrado em estado de hibernação durante os anos 80 e a turma dos caranguejos com cérebro sonhava em voltar a respirar uma cidade que fosse reconhecida por sua rica cultura e mentalidade aberta, não pelos índices de violência e de pobreza.

Um quarto de século depois dos primeiros rascunhos do mangue beat, a décima terceira edição do festival pernambucano Coquetel Molotov foi a materialização daquela utopia imaginada no início dos anos 90, quando os primeiros agitadores culturais que criaram aquele movimento hoje histórico começaram a se conhecer. Eles imaginavam uma Recife conectada ao resto do estado, do país e do mundo sem fazer escalas pela ponte Rio-São Paulo, refletindo a atmosfera naturalmente moderna da capital pernambucana em uma conversa internacional e moderna, colocando artistas e público numa sintonia alheia às demandas ou exigências do mercado.

E foi isso que aconteceu na ampla fazenda colonial Coudelaria Souza Leão, neste sábado, dia 22, que recebeu a melhor safra do pop brasileiro deste ano, desfilando entre os dois principais palcos do dia final do evento, que desta vez teve etapas realizadas nas cidades de Belo Jardim (no interior do Pernambuco) e Belo Horizonte nas semanas anteriores. Quase dez mil pessoas assistiram a shows de artistas de diferentes estados brasileiros e de outros países, mas mais do que as atrações musicais o que realmente determinava a atmosfera do festival era o público.

Um púbico completamente misturado – de diferentes etnias, classe sociais, faixas etárias e gêneros -, respeitoso e exigente, entregues à música fosse ela a hipnose psicodélica dos goianos dos Boogarins, o groove sintético da paulistana Céu, o ativismo dance da curitibana Karol Conká ou a pista pesada dos soteropolitanos do BaianaSystem. Em cada um dos shows o público reagia de forma diferente, mas sempre entrando em sintonia completa com a realidade musical proposta por cada atração. Era uma pequena multidão que ia do transe reverente ao baile apaixonado, da surpresa empolgada ao êxtase corporal, deixando os artistas à vontade para fazer o que melhor sabiam.

Isso potencializou shows naturalmente fortes, como o de Céu e do BaianaSystem, donos de dois dos melhores discos e shows deste ano. Frente ao público do palco principal do festival (dentro de um enorme casarão colonial), os dois suaram sorrindo para fazer apresentações irrepreensíveis, conduzindo a platéia na mão ao mesmo tempo em que se entregavam a ela. Já artistas como o paranese Jaloo, a banda carioca Ventre e os norte-americanos do Deerhoof souberam aproveitar as dimensões menores do palco aberto e fizeram shows de pura adrenalina: Jaloo entregue aos braços da audiência, a baterista Larissa Conforto da Ventre mais uma vez roubou a cena com uma intensa intervenção política e os norte-americanos descarregando eletricidade e ritmo. Shows intensos em que parte dessa energia vinha da cumplicidade quase instantânea entre bandas e público.

Entre os dois palcos, este público também circulava entre um mercado de compras, o terceiro palco do festival (a Rural do Rogê, uma velha caminhonete que abriga shows itinerantes pelo Recife, capitaneada pelo Rogê da antiga Soparia, eternizado na música “Macô” da Nação Zumbi) e um quarto palco, bem menor e sem iluminação, quase uma ocupação, que foi colocado entre os dois palcos principais para receber bandas instrumentais. Música para todo o lugar que você ouvisse, cercando um público que começou a frequentar shows exatamente quando o mangue beat começou a ser incorporado ao mainstream da cidade e o Coquetel Molotov começava a dar seus primeiros passos, ainda sob o epiteto de “o festival indie do Recife”.

Treze anos depois o festival cresceu e seu público também, bem como suas ambições culturais e estéticas. E o que viu-se neste sábado no Recife foi justamente a maturidade completa de uma cena local, aberta para o novo e disposta a se reinventar constantemente, uma vez que a cena já entendeu esta realidade. Para o ano que vem eles tentam um desafio ainda maior: trazer o festival para São Paulo. Não apenas alugar uma casa noturna e desfilar algumas atrações que também levarão para o Recife, mas reproduzir em São Paulo a atmosfera deste que é o festival mais alto astral do Brasil. Um desafio e tanto.

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O Cartoon Network decidiu pôr fim a um de seus desenhos mais revolucionários – falei disso lá no meu blog no UOL.

Diga adeus a Finn, Jake, Princesa Jujuba, Rei Gelado, Marceline e todo mundo da Terra de Ooo. O Cartoon Network anunciou que o fim do desenho animado Adventure Time – A Hora da Aventura, como é conhecido no Brasil. Essa morte, felizmente, não é súbita: o canal ainda produzirá as temporadas dos próximos dois anos e quando chegar à sua nona safra de episódios, em 2018, encerrará a produção de um dos desenhos animados mais queridos desta década.

“Adventure Time mudou a definição do que um programa de TV infantil poderia ser e teve um impacto impressionante sobre a cultura popular em todo o mundo”,disse Rob Sorcher, executivo-chefe de conteúdo da emissora paga no comunicado sobre o fim do desenho. “O Cartoon Network tem orgulho de ter reunido este time brilhante de artistas e animadores que ajudaram a fazer de Adventure Time um dos programas de TV mais aclamados pela crítica de uma geração.”

A psicodelia aloprada capitaneada pelo garoto Finn e seu cachorro Jake faz jus ao epíteto de revolucionário e é descendente direto de outros programas igualmente geniais como Simpsons, South Park e Bob Esponja. Só que o universo multicolorido criado por Pendleton Ward aprofunda-se em questões que poucos programas infantis já tinham lidado, como a complexidade dos sentimentos, a pluralidade de pontos de vista, estética radical, sensibilidade artística, conceitos de vanguarda e a imaginação desenfreada, sobre histórias e personagens que deixam até adultos constrangidos. Além das próximas temporadas, o desenho ainda terá programas especiais e minisséries, mas nada foi mencionado em relação à tão aguardada ida do universo para o cinema.

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O artista canadense Beddo recriou clássicas capas da Marvel protagonizadas por ícones do hip hop e eu reuni as melhores delas lá no meu blog no UOL.

O ilustrador canadense Beddo resolveu reunir suas duas paixões em uma série de painéis que recriam capas clássicas da Marvel com ícones do rap dos anos 80 e 90. Assim, ele coloca Tupac Shakur como Wolverine em duas situações (posando na capa da primeira edição da clássica Dias de um Futuro Esquecido e na capa de uma das edições de sua primeira minissérie solo), o grupo Wu-Tang Clan assume o papel de todos os heróis da capa da primeira edição de Guerras Secretas, Notorious B.I.G. recria a capa da edição do Homem-Aranha que apresenta o Rei do Crime, Nas aparece como na capa da edição dos Vingadores que apresenta o andróide Visão, o Public Enemy surge homenageando a edição da revista Novos Mutantes que traz pela primeira vez a Frente de Libertação Mutante, Rakim vem como Tony Stark enfrentando o alcoolismo, o A Tribe Called Quest reencena uma capa clássica do Quarteto Fantástico e Lauryn Hill vem como a primeira aparição de Jean Grey como Fênix Negra, nos X-Men. Ficou demais.

Pouco antes do lançamento de Dr. Estranho, a Marvel começa a colocar seu próximo filme na roda – o primeiro pôster oficial do novo filme é este acima e o trailer está lá no meu blog no UOL.

A especulação já estava rolando desde o início do mês – que junto com a chegada do novo filme da Marvel aos cinemas (Dr. Estranho, que estreia dia 3 de novembro) -, o estúdio começaria a revelar mais novidades sobre seu próximo filme, Guardiões da Galáxia 2. A conexão entre os dois filmes já vem sendo especulada há mais tempo, mas o indício de que o primeiro trailer do filme da equipe liderada por Starlord (o hilário herói vivido por Chris Pratt) apareça online antes do lançamento de Dr. Estranho nos cinemas (e que possa vir atrelado ao novo filme, sendo exibido nas telonas já no mês que vem) foi confirmado quando o diretor James Gunn twittou o primeiro pôster oficial do filme. Olha que demais (repara no Groot minúsculo – há boatos que ele deve se tornar adolescente durante o novo filme, um Bart Simpson de madeira):

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E o trailer, portanto, deve pintar em breve… Talvez ainda hoje! Atualização: 14h11 Olha o trailer aí!

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Pôster final, trailer com mais detalhes da história… Já já o primeiro Guerra nas Estrelas fora das trilogias clássicas estará entre nós. Mais informações lá no meu blog no UOL.

Finalmente a Lucasfilm revela o pôster final e o trailer definitivo do filme Rogue One, o primeiro fora das trilogias da família Skywalker depois que a Disney a franquia. O novo trailer conta um pouco mais de história além da sinopse que já sabíamos (como espiões rebeldes roubaram os planos para destruir a Estrela da Morte) e reforça a aposta que o novo filme deve ser pode ser uma surpresa para o padrão dos filmes da saga.

3-porcento

A série de ficção científica 3% começou no YouTube em 2011 e cinco anos depois vai ser a primeira produção brasileira do Netflix – com estreia marcada para o fim do ano. Falei disso no meu blog no UOL.

A primeira produção brasileira do serviço de vídeos Netflix já tem data de estreia marcada: todos os episódios da primeira temporada de 3%, uma série de ficção científica criada originalmente para o YouTube, poderão ser assistidos a partir do dia 25 de novembro. A série conta a história de um futuro próximo em que a sociedade é dividida em duas castas e a única possibilidade dos integrantes da classe mais populosa – e mais pobre – passar para a elite desta realidade (os 3% que batizam a série) é através de um processo seletivo que é justamente a história do seriado.

A série foi criada originalmente para o YouTube em 2011 e seus três episódios originais continuam online (assista-os ao final deste post). O grupo do seriado original é encabeçado pelo criador de 3%, o jovem Pedro Aguilera (que a partir do sucesso online conseguiu entrar para a produção de filmes como Copa de Elite e Os Homens São de Marte E É Pra Lá Que Eu Vou), que ao lado dos diretores Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema, foi chamado pelo veterano Cesar Charlone (ex-O2 Filmes, que trabalhou em Cidade de Deus, Ensaio sobre a Cegueira, O Banheiro do Papa) para transformar a premissa original em um seriado brasileiro com distribuição global.

O principal grupo de atores da série, cuja primeira foto oficial de divulgação (acima) foi divulgada hoje, é composto por novatos, à exceção de Bianca Comparato. Fora dos jovens que tentam passar do Continente (a parte pobre) para o Mar Alto (a parte rica) estão nomes já estabelecidos como João Miguel e Zezé Motta.

Assista abaixo os três episódios da 3% original feita para o YouTube.