O bardo gaúcho Frank Jorge faz as pazes com o passado e revê a própria carreira em seu novo álbum, Histórias Excêntricas ou Algum Tipo de Urgência, que chega às plataformas digitais no início de junho mas já pode ser baixado no site do Selo Fonográfico 180, que está lançando o trabalho do músico. Gestado a partir do show de abertura que Frank fez quando Paul McCartney passou por Porto Alegre no ano passado, o novo álbum revisita sonoridades que ele havia deixado em segundo plano – como a Jovem Guarda e a música romântica brasileira -, bem como ecos de outros gêneros que não faziam parte de sua sonoridade, como o lado roqueiro setentista da faixa de abertura “Tirando pra Rei”, que dá pra ouvir abaixo, e vocais de Cazuza, como ele mesmo confessa (em “O Baile Segue Adiante”). Conversei com o Frank sobre o novo álbum e sobre seu envolvimento comum com o saudoso Miranda, grande influência em sua carreira. Ele ainda dissecou o disco faixa a faixa, mais lá embaixo.
Como você começou este novo disco?
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Histórias Excêntricas é um apanhado de toda sua carreira?
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Você vê a necessidade de lançar álbuns em 2018?
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Qual foi a influência da morte do Miranda neste disco?
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Fale sobre sua experiência com o Miranda.
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Quando foi a última vez que você falou com ele?
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Qual é o grande legado do Miranda?
O gaúcho Frank Jorge fala sobre seu novo disco, Histórias Excêntricas ou Algum Tipo de Urgência.
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Histórias Excêntricas ou Algum Tipo de Urgência, faixa a faixa
Os fãs chiaram com o novo disco dos Arctic Monkeys, Tranquility Base Hotel & Casino (que pode ser ouvido abaixo), mas vão agradecer a virada que Alex Turner deu em sua banda quando ficarem mais velhos. A leitura rasa é que ele ofuscou o talento dos outros integrantes do grupo, transformando-o a banda em apoio para seu disco solo, levando os Monkeys para o território de seu projeto paralelo The Last Shadow Puppets, mas Tranquility Base é muito mais do que uma versão grupal da fantasia Las Vegas de Turner e Miles Kane. É a evolução natural destes macacos, se eles pretendem seguir como um grupo nos próximos anos.
E não tem nada a ver com amadurecimento, com vida adulta, com deixar a adolescência pra trás… Todo esse movimento já havia sido feito nos discos anteriores da banda, à medida em que Alex Turner se estabelecia como principal vetor criativo do grupo. Também não há uma possível crise de identidade que transformaria o ex-indie inglês em um dândi crooner se autoimolando em público. O que acontece a partir de “Star Treatment”, a faixa de abertura do disco, é um esforço consciente em tornar a própria obra imortal.
Turner faz o disco apoiar-se em duas noções urbanas que ultrapassaram os ares de suas cidades originais: a ficção dramática de Los Angeles e a decadência opulenta de Las Vegas. Mas em vez de afundarem-se nas poltronas do showbusiness, os Arctic Monkeys miram num ideal de futuro do passado. “Aperte um botão e faremos o resto”, cantarola Alex numa faixa batizada de “A primeira cambalhota de frente feita por um caminhão-monstro do mundo”, num disco com músicas com titulos como “Science Fiction”, “The Ultracheese”, “Batphone” e que ecoa o meio dos anos 70 de David Bowie, as incursões blasés de Serge Gainsbourg, a postura esnobe de Jarvis Cocker e um senso irônico de autoimportância dos discos de Leonard Cohen nos anos 80.
Tranquility Base pegou a todos de surpresa ao determinar um ritmo mais lento e introspectivo para hits que, arranjados de outra forma, poderia pedir riffs e refrões berrados – seja à moda frenética dos primeiros discos da banda ou pela influência metal de Josh Homme nos discos mais recentes. Mas vai na contracorrente do século e exige atenção imediata do ouvinte, que pode simplesmente ouvir os primeiros segundos de cada canção, fazer caretas e nunca mais ouvir o disco, ou reclinar-se nesse chaise longue musical que é ao mesmo retrô e futurista, apocalíptico e romântico, glam rock e lounge, existencial e superficial como uma conversa com algum estranho em um decadente bar da moda. Entre falsetes de araque, guitarras decorativas e teclados à espreita, os Arctic Monkeys fizeram um disco tão memorável quanto Favourite Worst Nightmare, Humbug ou AM mas fugindo completamente de possíveis clichês e estereótipos, para mergulhar em outros, alheios, que podem funcionar como uma longa sobrevida para um grupo fadado à repetição ou lápide improvável para uma das bandas mais bem sucedidas deste século.
Aposto na primeira opção – e pode ser que só daqui a alguns anos poderemos reconhecer que Alex Turner salvou sua banda de ter se tornado uma caricatura de uma banda de rock ao, ironicamente, assumir que podem ser a caricatura do que eles quiserem. É o passo mais ousado de todas as bandas de sua geração.
A cantora cearense lança o primeiro single de seu novo trabalho, “De Manhã, Logo Cedo”, composta por Juliano Gauche e produzida por Daniel Ganjaman, lançada em primeira mão no Trabalho Sujo.
O single é um lançamento do selo paulistano EAEO.
Arnaldo Branco, Clarice Falcão, Fabiane Langona, Laerte e Gregorio Duvivier falam sobre a importância do grupo inglês Monty Python, que aos poucos começa a disponibilizar sua obra no Netflix, em matéria que escrevi pro site da Trip. Um trecho:
“Lembro quando soube da existência deles, lendo O diário de um cucaracha, do Henfil, uma coletânea das cartas que ele escreveu quando morava nos Estados Unidos nos anos setenta — o Henfil descrevia a ideia geral do programa, chocado que uma parada que pegava tão pesado com a ideia de Deus passava na TV americana”, lembra Arnaldo, sobre a demora do grupo em chegar ao Brasil.
“Acho que o Monty Python ensinou a desenvolver um olhar meio cômico sobre tudo de ridículo e inerente à sociedade. Aquele esquete da entrevista de emprego idiota é um exemplo. Textos imensos. Timing de piada”, continua a quadrinista Fabiane Langona, que ainda reforça a importância do integrante norte-americano do grupo, o animador Terry Gilliam. “A estética dessas animações parece sempre ter feito parte da minha memória por osmose, muito antes de eu ter qualquer ideia do que era Monty Python”, lembra.
Clarice reforça a seriedade do grupo também do ponto de vista musical. “A primeira sequência que vi deles foi o começo d’O sentido da vida, com a canção do esperma, que me marcou profundamente. Era um número musical levado muito a sério e hilário. Acho que pra uma música ficar engraçada ela tem que ser levada a sério. O Eric Idle especialmente fazia isso muito bem”, explica. “Conheci mais profundamente o Monty Python, também por conta da amizade do grupo com o George Harrison — que armou uma produtora e hipotecou a casa pra bancar A vida de Brian”, continua Fabiane. “Adoro essa amizade. E acho que humor X música tem tudo a ver, ainda mais se tratando desse pessoal.”
“Humor é sempre ligado à circunstância — é difícil rir do mesmo modo com que se ria ao ler Jonathan Swift, ou Voltaire”, continua Laerte. “Mas as chaves que o Monty Python nos deixou abrem ainda muitas e muitas portas, isso é verdade.” “Eles continuam muito atuais. Eles estão no nível dos grandes humoristas que são eternos, como Chaplin e Buster Keaton”, emenda Duvivier. “Eles riem do humano, não do que acabou de acontecer essa semana. Não é humor de revista, trocadilho com o nome do presidente ou piada com uma coisa que acabou de sair do jornal. O humor deles é muito ancorado na realidade, no humano. Por isso que eles são tão duradouros, porque eles riem da condição humana — e também daqueles que estão no poder.”
A cantora francesa Laure Briard encontrou porto seguro no Brasil e acaba de gravar o EP Coração Louco no estúdio Mestre Felino, em Mogi das Cruzes, ao lado dos locais Hierofante Púrpura, com produção do guitarrista dos Boogarins Benke Ferraz. Este foi instrumental ao reunir seus companheiros de banda – o guitarrista Dinho e o baterista Ynaiã Benthroldo – para participar da gravação, que, entre outras, gerou a bossa novinha lo-fi “Cravado”, lançada em primeira mão no Trabalho Sujo.
“Essa talvez seja a música mais pop do EP”, conta Benke. “É um sambinha bem simples, mas bem carismático, por isso, já que não somos sambistas, optamos por um arranjo mais lo-fi captando Dinho e Ynaiã tocando ao vivo juntos na sala, violão e bateria respectivamente. A roupagem mais crua da canção junto do sotaque de Laure cantando as letras em português soaram especiais de cara”. A cantora lembra da primeira vez que ouviu a música e como se apaixonou à primeira audição. “Escutei Dinho tocar a música na guitarra e na mesma hora me apaixonei. E ele simplesmente disse que poderia me dar para gravar. A letra fala muito o que estava sentindo no momento”, lembra, se referindo à música composta pela irmã de Dinho, Flávia Carolina. Além de Ynaiã, Dinho e Laure, a faixa também conta com Benke tocando baixo. É o segundo single que ela mostra deste próximo disco, o primeiro foi “Janela”, composição dela mesma:
Coração Louco será lançado em junho pela gravadora francesa Midnight Special Records.
Prestes a lançar seu segundo disco, batizado de Volume Único, na próxima semana, o grupo de improvisação instrumental paulista Música de Selvagem se entrega às canções a partir de uma temporada que fizeram com compositores como Tim Bernardes, Pedro Pastoriz e Sessa na Associação Cultural Cecília há dois anos. O trabalho começa a ser revelado com a colaboração que o grupo fez com Luiza Lian, quando ela ainda produzia o trabalho que depois se tornaria o vídeo-álbum-instalação Oyá Tempo. À época, o grupo registrou os rascunhos que se tornariam as faixas “Cadeira” e “Tem Luz” numa pequena peça chamada “Dois Blocos”, mostrada pela primeira vez no Trabalho Sujo. Filipe Nader, o Chile, saxofonista e cofundador do grupo ao lado de Arthur Decloedt, fala sobre a concepção da música: “Lembro que na época que fizemos a residência na Associação Santa Cecília a Luiza estava fazendo a pré-produção do Oyá Tempo. Pedimos umas músicas para ela para fazermos uma versão e o que acabou rolando foi que ela mandou dois poemas. Daí juntamos os dois e fizemos essa música em três partes com dois blocos de poemas e uma improvisação à quatro vozes no meio – dois saxofones barítono, eufônio e canto. A coisa toda foi gravada em dois takes lá na Voz do Brasil. De todas as faixas do disco que sai na semana que vem essa é a que mais tem improvisação vocal, a Luiza deu um show improvisando junto com a gente.” Sente só:
A partir do mês de junho, começo a ministrar a série de cursos Cabeça Aberta, que idealizei para falar sobre obras revolucionárias na Unibes Cultural, em São Paulo. O subtítulo do curso – Discos, filmes e livros que criaram o mundo de hoje – explicita melhor o viés utilizado para escolher as obras a serem analisadas, que nesta primeira edição resumem-se em quatro: o disco de estreia do grupo Velvet Underground, The Velvet Underground & Nico, o famoso disco da banana, é o tema da primeira aula, dia 2; seguido do clássico de Stanley Kubrick, 2001 – Uma Odisseia no Espaço, tema da segunda aula, dia 9; depois temos o terceiro disco dos Mutantes, A Divina Comedia ou Ando Meio Desligado, no dia 23; e encerramos no dia 30, com a obra-prima de Alan Moore, a série em quadrinhos Watchmen. São aulas que evidenciam o potencial revolucionário destas quatro obras e dissecam suas origens, influências e impacto cultural para mostrar que a cultura tem o poder transformador de capturar ansiedades e expectativas de diferentes épocas e transformá-las radicalmente com um disco, um filme ou uma história em quadrinhos. Os cursos acontecem sempre aos sábados, na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500, ao lado da estação Sumaré do Metrô, telefone: 11 3065- 4333), das 14h às 17h, e podem ser feitos separadamente, embora quem fizer os quatro contará com um desconto (mais informações aqui).
E aos poucos o disco novo de Melody Prochet, nossa querida musa psicodélica que lidera o Melody’s Echo Chamber, vai ficando mais claro – e mais estranho. Depois de mostrar algumas músicas do disco no ano passado antes de sofrer um acidente, ela retomou o projeto do zero e lançou “Cross My Heart” para mostrar que tinha voltado à ativa. O novo álbum, agora batizado de Bon Voyage, teve sua pré-venda anunciada para o dia 15 do próximo mês e agora ela lança mais uma nova faixa, a estranhíssima “Desert Horse”, que mistura sua voz adocicada com guitarras invertidas e uma dose de psicodelia bad vibe que remete tanto ao Unknown Mortal Orchestra quanto ao disco mais recente dos Boogarins.
Imagina como será o disco…
Patrimônio vivo da música brasileira e um dos maiores nomes de nossa psicodelia, Arnaldo Baptista é reverenciado esta semana em São Paulo, em uma série de apresentações suas na Caixa Cultural de São Paulo que começam nesta quinta-feira e vão até sábado, culminando com um show no domingo em homenagem à sua obra (mais informações aqui). As primeiras apresentações fazem parte da série Sarau O Benedito em que o próprio Arnaldo, sozinho ao piano, lembra de músicas de seu repertório e clássicos de sua formação, com músicas de Bob Dylan, Animals, Beatles e peças de música erudita que lhe vierem à cabeça. No domingo, o baixista da banda Cachorro Grande, Rodolfo Krieger, reúne vários nomes para celebrar a música de Arnaldo, como Lulina (que cantará “Tacape”), China (que cantará “Ciborg”), Helio Flanders (que cantará “I Fell in Love One Day”), o próprio Rodolfo (que cantará “Sunshine”) e Karina Buhr, que gravou com exclusividade para o Trabalho Sujo as duas músicas que tocará no show, “Sentado à Beira da Estrada” e “Trem”, no Studio 8, onde também entrevistei o próprio Arnaldo.
A conversa com Arnaldo foi curta, mas animada, e falamos sobre diferentes temas – dos cinquenta anos da Tropicália à sua rotina no interior de Minas Gerais, além dos shows desta semana e discos favoritos. Ele lembrou de Gilberto Gil, Rogério Duprat, dos próprios Mutantes, mas prefere pensar no aqui-agora e revelou a quanta andas seu novo álbum, Esphera.
Como você mexe no repertório do Sarau o Benedito?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-como-voce-mexe-no-repertorio-do-sarau-o-benedito
Você aceita pedidos do público?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-aceita-pedidos-do-publico
Quais são seus discos favoritos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-quais-sao-seus-discos-favoritos
Você escuta seus próprios discos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-escuta-seus-proprios-discos
Qual seu disco favorito dos Beatles?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-qual-seu-disco-favorito-dos-beatles
Como é sua rotina atualmente?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-como-e-sua-rotina-atualmente
Você continua compondo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-continua-compondo
Como você vê a Tropicália, da qual você fez parte, 50 anos depois?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-como-voce-ve-a-tropicalia-da-qual-voce-fez-parte-50-anos-depois
Foi Duprat quem apresentou os Mutantes ao Gilberto Gil?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-foi-duprat-quem-apresentou-os-mutantes-ao-gilberto-gil
Você lembra deste primeiro encontro com o Gil?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-lembra-deste-primeiro-encontro-com-o-gil
Você tem lembranças dos momentos importantes dos Mutantes?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-voce-tem-lembrancas-dos-momentos-importantes-dos-mutantes
Qual sua expectativa sobre esses próximos shows Sarau O Benedito?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-qual-sua-expectativa-sobre-esses-proximos-shows-sarau-o-benedito
Considerações finais…?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/arnaldo-baptista-2018-consideracoes-finais
A banda mineira Moons, projeto paralelo do André Travassos, guitarrista da falecida banda mineira Câmera, está prestes a lançar seu segundo álbum, antecipa mais um single “Fire Walks With Me” em primeira mão para o Trabalho Sujo.
O single foi obviamente inspirado pelo seriado de David Lynch, como explica o próprio André: “Passei anos da minha vida ouvindo amigos falarem mil maravilhas de Twin Peaks. Me lembro vagamente da série sendo exibida na TV aberta do Brasil mas até o final do ano passado não tinha tido interesse suficiente para uma aproximação. Foi quando me deparei com um vídeo onde o compositor da trilha Angelo Badalamenti, sentado a beira de um fender Rhodes, narra como foi guiado por David Lynch para compor a música tema de Laura Palmer. Dali em diante mergulhei de cabeça na série. Me apaixonei por diversos personagens, o carisma de cada um deles, a história surreal e envolvente, a bucólica cidade, suas matas, mistérios e o típico café americano Double R. E, apesar de toda tensão, desejei por vezes estar ali. Poucas vezes me identifiquei tanto com personagens com Harry, Andy, Agent Cooper, Hawk e Gordon! Ah como eu queria ser um dos Bookhouse Boys. Fire Walks with Me, a música, não é propriamente sobre a série em si. Mas faz referência direta já que seu nome vem da frase que permeia toda a série e acompanha Dale Cooper como uma charada a ser desvendada.” O single estará disponível em todas as plataformas digitais a partir dessa sexta-feira e o disco, Thinking Out Loud, será lançado na próxima semana.









