Larissa tinha acabado de tocar com a banda Papisa na segunda edição de seu espetáculo Tempo Espaço Ritual no Centro da Terra quando fui cumprimentá-la ao lado do palco. Ela estava exausta e elétrica como sempre fica após os shows, mas seu olhar, em vez de eufórico, estava perdido no infinito. Não consegui segurar e perguntei o que ela tinha – e ela desabafou, lágrimas nos olhos: “A Ventre acabou!”.
Não é preciso nem conhecê-la direito para saber o impacto daquela notícia em sua vida – qualquer um que já tenha assistido a um show do trio formado por Larissa Conforto (bateria e voz), Hugo Noguchi (baixo e voz) e Gabriel Ventura (guitarra e voz) sabe que a intensidade emocional carregada sobre o grupo transpira por todos os poros, atingindo o público como uma tempestade de fortes sensações misturadas: tristeza e esperança, choro e euforia, pânico e êxtase. E se o trio tem sua dose equânime de talento e sensibilidade, a força-motriz deste temporal é Larissa, tanto ao esmurrar sua bateria quanto ao entregar-se nos vocais. E isso não é mérito apenas em sua banda – já a vi fazendo isso nos shows de Thiago Pethit em homenagem à Patti Smith, com o My Magical Glowing Lens e com a Papisa de Rita Oliva, como naquele fim de fevereiro em que a encontrei desolada. Fora seu papel como agente cultural – já trabalhou em gravadora, teve casa de shows e é uma das instrumentistas mais intensamente ativas na cena indie brasileira -, além de ser um amor de pessoa.
Era fevereiro deste ano e o Ventre ainda iria tocar no Lollapalooza naquela que seria sua grande apresentação às vésperas do segundo álbum. Mas no fundo o trio já sabia que teria que suspender as atividades desde o início do ano, antes de abrir para os shows do Toe em São Paulo e de participar do festival catarinense Psicodália, no carnaval. Encontrei com Larissa pouco tempo antes deste show no Lollapalooza e combinei de bater um papo com ela sobre o fim da banda – que depois o grupo passou a se referir como “pausa” – e o que ela deve fazer em breve. E aproveitei para conversar sobre a cena independente brasileira, arte e política. O papo, via Whatsapp, levou alguns dias entre março e abril, perto do lançamento da primeira parte do EP que encerra as atividades do grupo (Saudade (O Corte 切り)), por isso só agora consegui organizar os áudios e publicar toda nossa conversa.
Fale sobre o fim da Ventre.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-fale-sobre-o-fim-da-ventre
É o fim, é uma pausa ou está 100% em aberto?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-e-o-fim-e-uma-pausa-ou-esta-100-em-aberto
Como foi o último show da banda no Lollapalooza?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-como-o-ultimo-show-da-banda-no-lollapalooza
E vocês ainda lançam um EP antes de acabar de vez?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-e-voces-ainda-lancam-um-ep-antes-de-acabar-de-vez
Vocês vão fazer mais shows ou fazer um show de despedida?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-voces-vao-fazer-mais-shows-ou-fazer-um-show-de-despedida
O que mais você vai fazer agora que a Ventre acabou?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-o-que-mais-voce-vai-fazer-agora-que-a-ventre-acabou
Como você vê o mercado independente brasileiro de dez anos pra cá?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-como-voce-ve-o-mercado-independente-brasileiro-de-dez-anos-pra-ca
Você falou sobre festivais, mas queria que você falasse sobre o papel das casas de show.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-voce-falou-sobre-festivais-mas-e-as-casas-de-show
E como entra a comunicação e a divulgação nesta história?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-e-como-entra-a-comunicacao-e-a-divulgacao-nesta-historia
É nítida a evolução da cena independente brasileira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-e-nitida-a-evolucao-da-cena-independente-brasileira
Arte é resistência?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-arte-e-resistencia
Numa época política tão conturbada, por que a música brasileira não protesta?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/larissa-conforto-2018-numa-epoca-politica-tao-conturbada-por-que-a-musica-brasileira-nao-protesta
O Camilo e o Guilherme, do Nexo, me chamaram para participar do podcast Escuta, em que eles comentam um assunto sobre música semanalmente. O homenageado da semana foi o professor Rogério Duprat, maestro tropicalista que ajudou o movimento cinquentenário a ousar ainda mais musicalmente.
https://soundcloud.com/nexo-jornal/nexo-escuta-3-qual-a-importancia-de-rogerio-duprat-o-maestro-arranjador-da-tropicalia
O programa ainda conta com a participação da Letícia “Letrux” Novaes, recomendando uma música dos Beatles.
E o grupo Unknown Mortal Orchestra chama o animador Greg Sharp para mais um clipe, desta vez da faixa “Hunnybee”, presente no novo disco do Unknown Mortal Orchestra, Sex & Food, que melhora a cada nova audição.
Dê a devida atenção, por favor:
Essa é a capa do terceiro disco de Ava Rocha, Trança, que ela antecipa em primeira mão – além da ordem das novas músicas, abaixo – para o Trabalho Sujo. Gravado entre o Rio e São Paulo, o disco reúne nada menos que trinta e cinco convidados: Alessandra Leão, Linn da Quebrada, Karina Buhr, Negro Leo, Alberto Continentino, Iara Rennó, Kiko Dinucci, Curumin, Marcelo Callado, Juliana Perdigão, Thomas Rohrer, Mariá Portugal, Sérgio Machado, Dinho Almeida, Bela, Bruno Di Lullo, Domenico Lancellotti, Tulipa Ruiz, Chicão, Dustan Gallas, Ariane Molina, Victória dos Santos, Thomas Harres, Eduardo Manso, Pedro Dantas, Paulinho Bicolor, Marcos Campello, Felipe Zenícola, Gabriel Mayall, Gustavo Ruiz, Estevão Casé, Renato Godoy, Rafael Rocha, Juçara Marçal e a filha de Ava e seu marido Leo, Uma Gaitán Campelo Rocha Gonçalves. “Trança entrelaça tudo isso que eu faço até agora. É uma homenagem ao Tunga, que fez a capa do meu primeiro disco, e é uma trança de muitas coisas – uma trança musical, entre pessoas, de memórias, de falas, de poéticas, de compositores…”, ela me explica.
A capa é exemplo desta coletividade: ela foi concebida pela artista plástica Maíra Senise, irmã por parte de mãe de Ava, fotografada por Ana Alexandrino, tem visual de León Gurfein e o projeto gráfico feito por Lucas Pires. “Ainda que eu me apresente como Ava Rocha, como uma artista solo, existe toda uma coletividade que me permeia, os encontros, as parcerias. Eu não consigo ver muita diferença entre um trabalho solo e um trabalho coletivo”, continua, reforçando o fato que Trança é seu terceiro disco, uma vez que o primeiro, Diurno, foi lançado quando ela ainda tinha uma banda fixa que respondia por seu prenome, levando muitos a dizer que o excelente Ava Patrya Yndia Yracema era seu primeiro disco solo de fato. Produzido por Eduardo Manso, Trança será lançado daqui a dez dias e o primeiro single, “Joana Dark”, chega às plataformas digitais neste dia 7. E é tão bom quanto seu álbum de 2015 – talvez até melhor, pois vai melhorando a cada nova audição…
“Maré Erê”
“Pangeia”
“Periférica”
“Lilith”
“Singular”
“Febre”
“Canción para Usted”
“Continente”
“Patrya”
“Joana Dark”
“Manjar do Oriente”
“João 3 Filhos”
“Anjo do Bem”
“Frio”
“Delírio”
“Fog”
“Assumpção”
“Bárbara”
“Dorival”
Depois de um disco melancólico e repleto de participações especiais (Humanz, um dos grandes discos do ano passado), o grupo Gorillaz volta a anunciar mais um novo disco, The Now Now, programado para chegar aos nossos ouvidos oficialmente no fim deste mês. O líder do Blur e cocriador do grupo Damon Albarn anunciou que o disco terá menos convidados e um clima de verão, avesso ao disco anterior, e deu início lançando as faixas “Humility” e “Lake Zurich”, sendo que apenas uma, a primeira, conta com uma participação, do guitarrista George Benson.
Os únicos outros convidados do disco são Snoop Dogg e Jamie Principle, que cantam na conhecida “Hollywood”, que o grupo vem apresentado ao vivo.
Bem astral, hein. A capa de The Now Now é esta abaixo (seguida da lista de suas faixas) e já está em pré-venda.
“Humility”
“Tranz”
“Hollywood”
“Kansas”
“Sorcererz”
“Idaho”
“Lake Zurich”
“Magic City”
“Fire Flies”
“One Percent”
“Souk Eye”
Os caras podem nos surpreender. De novo.
O jazzman californiano Kamasi Washington está prestes a lançar seu novo álbum, o duplo Heaven & Earth, que já teve dois singles antecipados: “Fists of Fury” e “The Space Travelers Lullaby”, e agora ele surge com outra música inédita, esta inspirada no videogame Street Fighter. Em uma declaração, ele conta sua relação adolescente com o jogo e como ele o inspirou a composição:
Quando eu era mais jovem, estava no meio do final da geração dos fliperamas e o começo da geração dos consoles. Eu ia neste lugar chamado Rexall jogar Street Fighter. No Rexall tinham pessoas diferentes de diferentes vizinhanças jogando o jogo. Esse lugar era como se fosse um equalizador. Só importava o quão bom você era no Street Fighter, na maior parte do tempo. Em outros lugares você tinha medo daqueles caras; ali você só jogava o jogo e pronto, sabe? Eu era realmente bom no Street Fighter, foi quando surgiu a ideia da música que, brincando, dizia que era minha música-tema e quando eu aparecia para jogar Street Fighter eles tocavam a minha música antes que eu entrasse, como um lutador de boxe. No contexto do disco, era a conexão que tínhamos com aqueles caras da nossa vizinhança. Os chamávamos de OGs, os caras mais velhos que nos inspiravam.
De muitas formas, os videogames eram a forma que eu me conectava com eles porque eu nunca fui de nenhuma gangue, mas eu os conhecia e era legal com eles, principalmente através dos videogames. Quando cresci, pensei como seria incrível se os OGs pudessem apenas jogar games para resolver seus problemas. O sentido dentro do escopo do disco é uma conexão com um passado e todas as formas que podemos nos conectar.
Ele também lançou um teaser do clipe da música, que deve sair em breve.
When I was young, I was obsessed with Street Fighter! I thought I would be a professional gamer, so I made a theme song. I still imagine it playing when I walk into a tournament, like I'm entering a boxing ring. Check out Street Fighter Mas – available everywhere now!📽: AG Rojas pic.twitter.com/xgkCnJE0GO
— Kamasi Washington (@KamasiW) May 30, 2018
O disco sai no dia 22 de junho e já está em pré-venda através da gravadora Young Turks.
Os Chromatics vêm adiando o lançamento de seu aguardado Dear Tommy literalmente há anos – e no ano passado, após terem sido anunciados como parte da trilha sonora da volta de Twin Peaks, foi revelado que o dono da banda, Johnny Jewel, destruiu todas as cópias físicas do disco que pretendia lançar em 2017, aparentemente começando tudo do zero. É o que indica o novo lançamento do grupo, o single “Black Walls”, que não constava na ordem das faixas divulgadas até então.
O processo de refazer e refazer o mesmo disco contínuas vezes não é novo e o disco que colocou os Chromatics no mapa, o soberbo Kill for Love, passou por um processo semelhante de autoanálise como o dono da gravadora Echo Park, Alex Rivera, explicou no ano passado. Resta saber se o novo single é realmente um sinal que o disco pode sair ainda este ano ou se estamos iniciando um novo processo de vigília até vai saber quando.
Mas, tudo bem, sem pressa. Mesmo porque o novo single é exatamente aquilo que esperamos do grupo: aquele climão pesado, entre a tensão e o éter, composto por sintetizadores robóticos, esqueletos de acordes de guitarra, groove sintético e o vocal onírico de Ruth Radelet.
Lançado sem aviso há menos de uma semana, Miopia, o quarto disco de Gui Amabis, vem de encontro ao seu trabalho mais recente, Ruivo em Sangue, e traz, ironicamente em pleno 2018, um astral menos pesado e pessimista que seu antecessor. Batizado com o nome de sua primeira composição (“Miopia”, finalmente pública, já é uma das melhores músicas de 2018), o disco sacramenta sua parceria com os compadres Regis Damasceno, Dustan Gallas e Samuel Fraga, fiéis escudeiros ao forjar uma sonoridade particular, que o consolidou como mais que produtor e compositor, mas também como intérprete e músico. Bati um papo com ele sobre o novo álbum e ele aproveitou para dissecar Miopia faixa a faixa.
Como surgiu Miopia?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/gui-amabis-2018-como-surgiu-miopia
Miopia é uma espécie de antídoto de seu disco anterior, Ruivo em Sangue?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/gui-amabis-2018-miopia-e-uma-especie-de-antidoto-de-seu-disco-anterior-ruivo-em-sangue
Você escolheu o repertório a partir de algum conceito?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/gui-amabis-2018-voce-escolheu-o-repertorio-a-partir-de-algum-conceito
Como você definiu os convidados para o disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/gui-amabis-2018-como-voce-definiu-os-convidados-para-o-disco
Por que o disco chama-se Miopia?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/gui-amabis-2018-por-que-o-disco-chama-se-miopia
Quem produziu o disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/gui-amabis-2018-quem-produziu-o-disco
É um disco muito lírico pra época que estamos vivendo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/gui-amabis-2018-e-um-disco-muito-lirico-pra-epoca-que-estamos-vivendo
Qual o papel da arte no Brasil de 2018?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/gui-amabis-2018-qual-o-papel-da-arte-no-brasil-de-2018
Gui Amabis – Miopia (2018), faixa a faixa
Um das bandas mais interessantes da safra pós-mangue beat do Recife, o quarteto instrumental A Banda de Joseph Tourton está de volta e lança o novo álbum, batizado apenas com seu nome, nesta quinta-feira, nas plataformas digitais – e antecipa o single “Afroganja” em primeira mão para o Trabalho Sujo.
A grande novidade desta nova encarnação do grupo – um dos integrantes da safra 2012 do Prata da Casa do Sesc Pompeia, quando fui curador – é a inclusão do naipe de metais ao grupo formato por Diogo Guedes (guitarra, teclado e efeitos), Gabriel Izidoro (guitarra, teclado, flauta e escaleta), Pedro Bandeira (bateria e efeitos) e Rafael Gadelha (baixo). Bati um papo com Gabriel sobre esta nova fase da banda. No final, a capa do disco e o nome das músicas:
Por que a banda ficou tanto tempo parada? O que vocês fizeram nesse hiato?
Durante esse período nos dedicamos a outros projetos. Eu me mudei para São Paulo para trabalhar com outros artistas na parte técnica dos shows além de lançar um disco com uma outra banda que faço parte chamada The Raulis, Pedro também veio pra São Paulo e trabalha com audiovisual, Diogo se mudou para o Rio de Janeiro para também trabalhar em shows de vários artistas cuidando da sonorização além produzir gravar, mixar e produzir vários artistas, Laga continuou em Recife para concluir suas atividades acadêmicas e continuou tocando com outras bandas por lá , como a excelente banda instrumental Cosmo Grão. Por conta disso demos uma diminuída no ritmo da banda, fizemos alguns shows esporádicos nesse meio tempo mas nunca paramos de trabalhar. Ao longo dos anos fomos testando gravações, texturas, timbres e gravando as participações. Até acho que essa demora foi positiva para o resultado final do disco.
Como a banda voltou à ativa?
Estamos com esse trabalho pronto a cerca de um ano e meio mas só nesse momento conseguimos juntar as energias pessoais de cada um para lançar pro mundo. Como a Joseph Tourton é algo muito especial para todos nós a gente preferiu esperar o momento em que vamos ter disponibilidade pra dar a atenção que a banda merece.
A principal mudança foi a entrada dos metais? Como isto aconteceu?
Fizemos esse disco de uma maneira totalmente independente e tivemos bastante liberdade pra criar sem nenhum prazo ou cobrança. Quando começamos a compor essas músicas novas a gente sempre quis adicionar a linguagem dos metais, seja como tema principal ou como camadas e pra isso convidamos um parceiro de Recife, Parrô Melo, para criar os arranjos. O resultado ficou muito bom e os metais marcaram presença em cinco músicas do disco.
A nova sonoridade tem alguma influência específica?
É difícil dizer ao certo isso. Como foi um trabalho que foi feito por várias pessoas durante um longo período eu acredito que foram muitas influências. O que eu escuto hoje em dia é um pouco diferente do que escutava na época que gravei as minhas partes. Mas acho que podemos citar as mesmas bandas que escutávamos no começo da banda. Tortoise, Jaga Jazzist, Hurtmold, Cidadão Instigado, Rage Agains The Machine e coisas mais atuais como o Kendrick Lamar, Anderson Paak…
A cena instrumental do Brasil mudou muito desde que a JTB apareceu pela primeira vez. Como vocês veem esta mudança e quem são os artistas que vocês mais gostam na atual safra?
Eu gosto muito do som que o Bixiga 70 faz. O show dos caras é foda e eles conseguem rodar o mundo com uma banda gigante, algo muito difícil nos dias de hoje.
Os shows contam sempre com a presença de metais ou há uma formação mais enxuta?
A formação vai ser a de sempre, nós quatro no palco utilizando os recursos que temos pra reproduzir o disco e também adaptando algumas canções pro show. A gente nunca conseguiu fazer um show com um trio de metais, seria algo bem louco se rolasse. =)
Quando serão os primeiros shows deste novo álbum?
Ainda não temos nada confirmado. Vamos lançar essa criança pro mundo e tentar encaixar algumas datas das nossas agendas pra fazer esse show novo. Inclusive, gostaria de aproveitar esse espaço pra dizer que quem quiser levar o Joseph Tourton pra tocar é facinho, só mandar um email pra tourton@gmail.com e a gente organiza isso.
“TCB”
“Agrobloc”
“Afroganja”
“Parque da Jaqueira”
“Jollo”
“Songda”
“Sete”
“Antimofo”
“Joseph Jazz”
“Roll (Burbank Funk)” saiu já tem quase um mês, mas só consegui chegar nela neste fim de semana – e ela confirma o grupo The Internet como o artista mais promissor a sair do coletivo Odd Future ao lado de Frank Ocean. Ela conecta-se com o funk da Califórnia dos anos 70 e seu filhote hip hop angeleno dos anos 90, o groove house discreto da Paris da virada do século e o minimalismo de parte do rap atual, repetindo um groove irresistível, candidata a uma das melhores músicas do ano.
E é claro que já tem remix – e de ninguém menos que Kaytranada.














