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Jornalismo

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O segundo documentário de Martin Scorsese sobre Bob Dylan, Rolling Thunder Revue, cujo foco é em sua lendária turnê em 1975, já tem data de lançamento: dia 12 de junho chega à grade da Netflix, segundo o próprio serviço de vídeos sob demanda. Não há muitas informações sobre o filme, exceto que há participações de Joan Baez e Allen Ginsberg e depoimentos de nomes como Patti Smith, Joni Mitchell, Sam Shepard e Sharon Stone – e que é menor do que o documentário anterior de Scorsese sobre Dylan, No Direction Home, que tinha seis horas – este tem apenas duas horas e meia.

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Bati um papo com Gaspar o vocalista do grupo Z’África Brasil, que está voltando ao seu clássico álbum Antigamente Quilombos, Hoje Periferia, de 2002, que será lançado em vinil com show neste sábado, no Sesc Pompeia (mais informações aqui). O disco já estará à venda hoje.

Pin Ups clássico

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Faz tempo que o Pin Ups é um clássico do indie brasileiro, mas as condições que o grupo paulistano se tornou clássico não ajudaram no registro da sonoridade que os colocou neste Olimpo: os shows e a atitude faça-você-mesmo acabaram por tornar o grupo em maior evidência do que seus registros oficiais. Até que, ao decidir pendurar as botas, num último anunciado show em 2015, no Sesc Pompeia, o grupo pode tocar seus clássicos nas melhores condições possíveis, fazendo-o renascer exatamente na hora em que decidiram oficializar o fim.

“É engraçado pensar que há quatro anos havíamos decidido encerrar as atividades”, me explica Zé Antonio, guitarrista e único integrante original desde a fundação do grupo. “O que seria nosso show de despedida foi um turning point para todos nós. Ver a plateia cheia, com muita gente jovem foi o maior estímulo que tivemos pra voltar. Receber aquele carinho foi emocionante”, lembra, ao anunciar que o próximo disco da banda, Long Time No See, será lançado neste mesmo palco, dia 15 de junho. O disco começa a ser mostrado nesta sexta, quando eles lançam o clipe de “Spinning” em primeira mão no Trabalho Sujo.

“Gravar um disco estava em nossos planos há muito tempo, mas os custos nos impediam”, Zé continua a história. “Há cerca de dois anos o diretor do documentário Guitar Days pediu que gravássemos uma música inédita para entrar em um CD a ser lançado pelo selo Midsummer Madness. Graças aos esforços do produtor, Magoo Felix, rolou uma ótima parceria com o estúdio Aurora, e durante as gravações dessa faixa eu comentei sobre nosso desejo de fazer um disco novo. Pouco tempo depois, os donos do Aurora, Carlos e Aécio, ofereceram o estúdio para a banda gravar. E aí, pela primeira vez na história do Pin Ups, pudemos fazer as coisas do jeito que a gente quis e no tempo que era necessário, pensando um pouco mais nos arranjos e amadurecendo as idéias.”

Long Time No See consagra a formação daquele último show no Sesc Pompeia: Alê Briganti nos vocais e baixo, Zé em uma guitarra, Adriano Cintra na outra e Flávio Cavichioli na bateria – e o grupo convidou amigos e parceiros para o estúdio, como a dupla Antiprisma, a baixista Amanda Buttler (do Sky Down), o tecladista Pedro Pelotas, a ex-Pin Ups Eliane Testone, o baixista do Superchunk Jim Wilbur. Zé explica que não tiveram uma preocupação de não soar retrô. “Foi uma coisa espontânea. Se a gente gravasse um disco soando do mesmo jeito que há 20 anos seria um sinal de que alguma coisa estaria errada, É claro que o nosso DNA continua lá, mas depois de tanto tempo o nosso jeito de tocar mudou naturalmente, a nossa relação com o estúdio também. As guitarras barulhentas estão lá, as melodias dos vocais da Alê também, mas nos permitimos experimentar um pouco mais, gravar o disco de uma maneira que fizesse sentido artisticamante. Esse álbum é o mais sincero e verdadeiro que fizemos até hoje. A música esteve acima de qualquer outra preocupação e isso nos permitiu pensar de maneira mais aberta, foi uma experiência bem boa.”

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Além do lançamento do disco em junho, Zé também espera que o disco avisa que o disco se materializará em vinil no segundo semestre e que deverá ter dois clipes, um de animação feito pelo mesmo Laurindo Feliciano que fez a capa do novo disco.

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Na minha coluna Tudo Tanto desta semana, bati um papo com a cantora e compositora pernambucana Alessandra Leão sobre sua volta ao terreiro no excelente disco Macumbas e Catimbós, que saiu nesta sexta e conta com participações especialíssimas como Lia do Itamaracá e Mateus Aleluia, entre outros – leia lá no Reverb.

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O percussionista cearense Igor Caracas revela seu lado cantor e compositor ao anunciar o lançamento de seu primeiro disco solo, Cada Passo, lançando o clipe do primeiro single, “Alheia”, em primeira mão no Trabalho Sujo. Composta na praia ao lado de Maria Ó, de quem Igor produziu o disco, “Alheia” tem seu clipe filmado nas falésias da praia de Perobas, no Ceará, onde a dançarina Maria Epinefrina move seu corpo pelas cores intensas da paisagem.

Produzido por Igor e por Gabriel Bubu Cada Passo, que vai ser lançado no dia 14 de junho e originalmente seria tocado apenas pelos dois, mas, por sugestão de Bubu, formou-se uma banda com Samuel Fraga (bateria), João Leão (sintetizadores e teclados), Igor na guitarra e o outro produtor no baixo. Além dos quatro, o disco também conta com participações do Coro Profano, Maria Beraldo, Amílcar Rodrigues, Filipe Nader e Ricardo Dias Gomes, da banda Do Amor.

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Às vésperas do lançamento de seu primeiro disco, Grandeza, o cantor e compositor paulistano Sessa, que já foi dos Garotas Suecas e acompanhou o guitarrista israelense Yonatan Gat, apresenta o segundo single deste lançamento em primeira mão no Trabalho Sujo. “Dez Total (Filhos de Gandhy)” foi inspirada no bloco afrobaiano e funciona como um cartão de visitas para a formação que ele escolheu para representá-lo musicalmente no disco. “O som dessa música resume o coração puro do disco, que são as vozes das cantoras, minha voz, o violão e a percussão”, ele me explica. “O que me faz pensar na ideia dos arranjos, que o disco é muito simples, tem poucos elementos, mas muito marcantes, que saem de uma sonoridade mais normativa de guitarra, baixo, bateria e teclado, que tem seu valor, claro, mas que faz as pessoas chegarem a uma instrumentação muito automático. A minha pesquisa me levou pra esse som mais vazio, em que o grave é meio terra de ninguém”.

Abaixo, a capa do disco e o primeiro single, “Flor do Real”, lançado na semana passada. O disco chega às plataformas digitais no início de junho pelo selo Risco no Brasil e no exterior pelo selo canadense Boiled Records e será lançado no Itaú Cultural, no dia 27 de junho (mais informações aqui).

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Enquanto todos esperamos por notícias de seu próximo álbum, Normal Fucking Rockwell, que estaria pronto desde 2017, Lana Del Rey chega toda sorrisos com esse cover “Doin’ Time” do Sublime e a gente acaba deixando pra lá…

PattiSmith

Nada mal! Lúcio Ribeiro traz nossa musa como headliner de seu Popload Festival, que ainda tem Raconteurs, Hot Chip, Beirut, Little Simz, Khruangbin e Luedji Luna por enquanto – ele avisa que ainda tem mais atrações vindo aí, mas só esse time já tá de bom tamanho (faltam mais uns brasileiros, claro). O festival acontece de novo no dia 15 de novembro, no Memorial da América Latina (mais informações aqui).

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Conversei com os guitarristas da big bang mineira Iconili, que está lançando seu terceiro d;isco Quintais nesta semana, na edição desta semana da minha coluna Tudo Tanto no site Reverb – dá uma sacada lá.

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Bati um papo com Rômulo Froes, Thomas Harres e Kiko Dinucci, produtores do disco Besta Fera de Jards Macalé, sobre a antiga aproximação das cenas mais instigadoras do Rio de Janeiro e de São Paulo, materializada nesta conexão – confere lá na Trip.