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Jornalismo

belchior

O jornal Nexo fez uma reportagem sobre a renascença de “Sujeito de Sorte”, de Belchior (que é a base de “Amarelo” de Emicida e está no disco Acorda Amor, na voz da Letrux) e pediu meus comentários, além de falar com o biógrafo do cantor cearense Jotabê Medeiros e com a jornalista Kamille Viola, sobre o assunto – confere lá.

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Em entrevista dada ao Le Monde Diplomatique Brasil no começo do ano, nosso melhor ministro da cultura Gilberto Gil fala sobre a política de verdade do século 21.

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O mestre haitiano-canadense Kaytranada lança a versão em vídeo para uma das melhores músicas de 2019, “10%”, sua parceria com a irresistível cantora colombiana Kali Uchis.

Pra sair deslizando na pista…

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O Coronel Dax em Glória Feita de Sangue, o Van Gogh em Sede de Viver, o personagem-título de Spartacus… Kirk Douglas, que morreu nesta quarta depois de 103 anos bem-vividos, atuou vivendo homens de personalidade forte ou, como ele mesmo dizia, “fiz minha carreira interpretando filhos da puta”, mas meu filme favorito com ele é um de seus primeiros sucessos, quando vive o escrotaço Chuck Tatum no imortal A Montanha dos Sete Abutres (1951), um marco no cinema dirigido por Billy Wylder por retratar o jornalismo de forma crua e sem floreios, funcionando como um dos grandes marcos da história do cinema (ao lado de pelo menos O Homem que Matou o Facínora). E Kirk está ótimo!

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Tô falando pra ficar de olho na carreira solo da vocalista do Paramore, Hayley Williams… Saca essa versão que ela fez pra ótima “Don’t Start Now” da Dua Lipa num programa da BBC.

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Conforme já havia sido especulado no Twitter nesta quarta, a partir dos tweets da Popload e do Flesch, o grupo Wu-Tang Clan apresenta-se pela primeira vez no Brasil, no dia 8 de abril, no Espaço das Américas com a formação completa, tocando o clássico Enter the Wu-Tang (36 Chambers), que completa um quarto de século agora (confirmado agora pelo próprio Lucio).

Foto: Ellen Flegler

Foto: Ellen Flegler

“Ao meu redor só se fala em fase de transição”, desabafa o cantor e compositor capixaba Juliano Gauche, quando lhe pergunto sobre a inspiração para seu novo trabalho, o EP Bombyx Mori, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo e que chega nessa sexta às plataformas digitais. “São tantas as mudanças necessárias que fica até difícil enumerar. acho que tudo que eu tenho lido, ouvido ou assistido, gira em torno disso. O Água Viva da Clarice Lispector foi uma rajada de inspiração; a literatura espírita, principalmente os livros do Chico Xavier, de onde tirei a expressão que dá título ao EP, foi outra rajada; a leveza de cantoras como a Alice Phoebe Lou, a YMA, a Angel Olsen, também. a inspiração, de uma forma geral, veio das necessidades de mudança mesmo”

Bombyx Mori é o nome científico do bicho da seda, escolhido a partir de uma aparição como metáfora na literatura espírita, que havia embarcado. “Mas não foi só o que ele significa que me prendeu. Foi como apareceu no momento da leitura, a grafia da palavra, bomb, byx, y x, muito moderna, minha cabeça pop também olha essas coisas. Eu ainda nem tinha escrito as músicas, mas quando olhei essas palavras eu disse, vai ser isso.”

Bombyx Mori começa com um trovão que é antônimo de toda sua leveza musical. Gravado ao lado dos compadres Kaneo Ramos (violão), Klaus Sena (synth) e Marcos Vitoriano (piano), ele soa acústico e delicado, radicalmente oposto do elétrico e pop (quase rock, como o trovão do início) Afastamento, o ótimo disco que lançou, em 2018. Mas sua matriz composicional segue firme o caminho que já vinha trilhando, afastando-se mais esteticamente do que em termos essenciais. Ele escolheu lançar as três canções juntas pois fazem parte de um mesmo arco artístico: “As três canções estão ali pra contar a mesma história, é bom que sejam ouvidas juntas, naquela ordem, elas pertencem ao mesmo corpo”, explica.

Mas a mudança também faz parte da essência deste trabalho. “Ela só me faz crescer, é assim que eu sinto. Num momento em que o conservadorismo quer voltar com tudo, o simples fato de abraçar as mudanças passa a ser instinto de sobrevivência. Me parece o único movimento possível. Do jeito que as coisas estão é que não dá mais. E é claro que vale repetir que para as coisas mudarem nós temos que mudar. Gradativamente eu fui parando de comer carne, cortando o álcool, dormindo mais cedo, tentando me manter o mais forte possível. Politicamente, me sinto numa guerra desde 2013. E desde lá venho trabalhando nisso”, disseca.

A mudança também foi geográfica, quando mudou-se de volta para o Espírito Santo depois de uma temporada em São Paulo. “Sair um pouco de São Paulo faz parte de todas essas transformações que estou falando”, explica. “A repetição é um inferno, estou tentando me movimentar o máximo que posso, internamente e geograficamente. Mas não consigo me ver desconectado de São Paulo mais não. Mesmo não estando ai, toda a vibração da cidade ainda está em mim. E ainda tenho feito tudo ai, como a gravação deste EP, por exemplo. Corro, corro, mas na hora H eu só penso em Sampa.”

O disco também não está só. “O EP é só mais um movimento. Tem dois livrinhos que escrevi enquanto compunha as músicas que também gostaria de lançar este ano”, antecipa.

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E quando você menos espera, eles reaparecem! Desta vez a ressurreição é culpa da gravadora Nada Nada Discos, que depois de resgatar clássicos do underground brasileiro dos anos 80 como Replicantes, Olho Seco, Gang 90, Mercenárias e a coletânea Sub, agora volta-se para uma das bandas mais emblemáticas de nosso pós-punk. A Melhor Coisa Que Eu Fiz reúne canções inéditas e versões alternativas para clássicos do Fellini, retirados do acervo de seus integrantes. O disco, que será lançado em vinil, também trará fotos, flyers, textos, ilustrações e fac-símiles reunidos após dois anos de pesquisas. O disco já está pré-venda na versão digital (a versão física só começa a ser vendida em março) e também contará com uma versão ilimitada que vem numa caixa que reúne outros materiais da banda, como camiseta, pôster, botton, fita cassete e adesivos. A capa, a ordem das músicas e duas destas faixas chegam em primeira mão aqui no Trabalho Sujo (abaixo), bem como o anúncio de mais um show da banda no Brasil, o primeiro desde 2016, quando Cadão Volpato, Thomas Pappon, Jair Marcos e Ricardo Salvagni se reúnem mais uma vez, agora no palco do Sesc Pompeia, dia 6 de março (mais informações aqui).

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“É Chato”
“A Melhor Coisa Que Eu Fiz”
“Eclipse”
“Premonição”
“Asno”
“Rio Vermelho”
“Longa Adolescência”
“Chico Buarque Song”
“Las Drogas”
“Cacto”
“O Destino”
“É Sério”
“Por Toda Parte”

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O Nublu deste ano começou pesado ao anunciar que trará para São Paulo e São José dos Campos, entre 12 e 15 de março, nada menos que John Cale, Mos Def e Femi Kuti, que dispensam apresentações. E lembrando que o festival organizado pelo clube nova-iorquino que o batiza – que acontece por aqui no Sesc Pompéia e no Sesc São José dos Campos – sempre traz mais do que três atrações, então pode esperar que vem mais coisa aí! Vi na Monica Bergamo.

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Parece um casamento feito no céu: o grupo Built to Spill, liderado pelo guitar hero Doug Martsch, anunciou o lançamento de Built to Spill Plays the Songs of Daniel Johnston, um disco tributo em homenagem ao ícone indie morto no passado, que deverá ser lançado em maio deste ano – e que já está em pré-venda. O disco terá apenas uma versão limitada em vinil amarelo, sua capa é esta aí em cima e a ordem das músicas vem logo abaixo do primeiro single, “Bloody Rainbow”:

“Bloody Rainbow”
“Tell Me Now”
“Honey I Sure Miss You”
“Good Morning You”
“Heart, Mind and Soul”
“Life in Vain”
“Mountain Top”
“Queenie the Dog”
“Impossible Love”
“Fake Records of Rock & Roll”
“Fish”