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Ao convidar a amiga Clairo para participar de seu quarto álbum, o cantor e compositor norte-americano Ryan Beatty sabia que estava ganhando uma chancela e tanto para seu trabalho – e inevitavelmente poderia contar com a presença dela em algumas apresentações ao vivo. Foi o que aconteceu nesta quinta-feira, quando ela, depois de ter participado do show de pré-lançamento do novo disco da Charli XCX na sexta anterior em Nova York, seguiu como coadjuvante, desta vez no show do amigo, que aconteceu na mesma cidade, no Night Club 101. Ryan chamou a cantora para dividir – e abrir – vocais em suas canções, na faixa-título “Sweet Fortune” e em “Too Many Ways”, duas canções leves e delicadas que ecoam o trabalho da própria Clairo até aqui, mas, ao que parece, destoam completamente do que ela entregará para os seus fãs no ainda misterioso e aguardado quarto disco.

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Mais Mike D!

Eis mais um degrau no primeiro disco solo de um beastie boy, quando nosso chapa Mike D lança o quarto single de sua nova fase, iniciada quase no susto há poucos meses. E com “Crypto”, ele mantém a linha que havia criado em “Switch Up”, “True Colors” e “What We Got”, mantendo a linha do rap desbocado de sua antiga banda, mas com temas mais sérios e bases mais eletrônicas, estas a cargo de seus dois filhos Skyler e David Diamonds, que também atuam como a banda Very Nice Person e, com o pai, tornam-se o grupo Mike D 5D. O primeiro disco chama-se Thank You e sai no final de agosto – e ao que tudo indica, é uma boa estreia que está vindo aí…

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Fernando Catatau mostrou outra faceta de seu trabalho nesta quinta-feira no Bona, quando estreou o show Cancioneiro em que, apenas com seu violão, repassa a parte mais emotiva de seu próprio repertório com novos e velhos clássicos da canção romântica brasileira. O líder do Cidadão Instigado já explora este cânone há tempos, seja em apresentações intimistas e ou de forma épica como fez no espetáculo Pra Falar de Amor, que fez há dois anos com Ava Rocha e Curumin. Nesta nova apresentação, Fernando toca apenas seu violão e, para este primeiro show, chamou um nobre convidado desta tradição cancionista para dividir algumas de suas músicas com ele no palco. E que maravilha poder assistir Fernando Catatau e Odair José no mesmo palco, felizes de estarem juntos mais uma vez e repassando alguns clássicos de Odair – como “Vou Tirar Você Desse Lugar” e “Cadê Você?” – e uma menos conhecida, escolhida por Catatau, “Mundo Feito de Saudade”, além de fazer o convidado despedir-se dividindo sua “Lá Fora Tem”. Além destas, Fernando passou sozinho por hits de sua banda em versão introspectiva (“Perto de Mim”, que só vi tocada ao vivo uma única vez, no lançamento do disco Fortaleza, “Te Encontra Logo”, “O Tempo” e “Como as Luzes”, esta última num bis improvisado a pedido do público) e tocou algumas novas (como “O Velho Sonhador”, que compôs para o filme Centro Ilusão, em que também atuou) e inéditas (como uma que compôs com Manu Julian para o primeiro disco solo da vocalista dos Pelados e outra em que canta “te amo e você nem tchum…”), além de músicas de outros compositores e foi muito bom vê-lo enfileirando músicas de autores tão distintos que falam em “abro o celular no gravador, finjo que é você a me ligar e que tu voltou pra me dizer que estava afim de conversa” (do conterrâneo Mateus Fazeno Rock, em “Rec.ordações”), “já faz tanto tempo que eu não sou o que na verdade eu nem cheguei a ser” (da mítica Kátia, em “Lembranças”), “não é nada disso, embora eu não saiba dizer mais nada” (Jards gigantesco em “Sem Essa”) e se acaso de madrugada chegar algum ‘volta para mim’, hackearam-me” (Marília Mendonça cada vez maior). E numa noite de pura emoção, o momento mais atravessador foi sua leitura da pesadíssima “O Divã”, do pai de todos deste cânone sagrado, Roberto Carlos.

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O programa Tiny Desk da NPR norte-ameriicana se superou mais uma vez, desta vez convocando o Napalm Death, uma das principais bandas de grindcore da história, para fazer uma apresentação em seu pequeno escritório. O resultado foi uma série de oito pedradas absurdas, inclusive o tiro fatal de “You Suffer”, que já entrou para o livro dos recordes como “a menor música do mundo” (pois tem menos de dois segundos) e, por conseguinte, é a menor música da história do próprio Tiny Desk. Mas será que o Tiny Desk brasileiro teria a manha de dar um salto desse? Imagina se chamassem o Test com o Deaf Kids juntos, por exemplo… Sonhar não custa nada.

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Inferninho Trabalho Sujo indo para o quarto ano e faço uma experiência: e se rolasse uma festa com show com uma banda surpresa? Uma banda nova, que está crescendo, já fez seu nome, lançou discos e faz turnês com frequência. Pois é isso que vai acontecer neste sábado dia 25 de julho na Porta Maldita. Quem começa os trabalhos é outra banda que já estava de olho faz tempo, o grande Vinco, e se você conhece, dá pra ter uma ideia quem pode ser a atração surpresa deste sábado. Porque não é um sextou e sim um senhor sabadou! Essa noite promete! E os ingressos já estão à venda.

Robyn ♥ Erasure

Ainda na divulgação do bom Sexistential que lançou no começo do ano, Robyn passou pela Inglaterra e deu aquele pulinho estratégico na rádio BBC 2 e, além de cantar músicas do novo disco (“Dopamine”, “Sucker For Love” e “Talk To Me”), ainda puxou uma versão para a balada “Always” que o Erasure lançou em 1994.

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Há tempos sem fazer show de seu segundo disco Delta Estácio Blues (o bom e velho DEB para os íntimos), Juçara Marçal voltou ao assunto nesta quarta-feira no Porão da Casa de Francisca, mas não foi só uma mera despedida de álbum, como veríamos no decorrer da noite. Unindo-se mais uma vez com seus comparsas Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e Alana Ananias (como sempre todos entre seus instrumentos – respectivamente guitarra, baixo e bateria – e synths posicionados logo a frente de cada um deles, inclusive de Juçara), ela montou o palco de forma circular, todos os músicos olhando entre si e a bateria de Alana de costas para o público e abriu novas frentes para o álbum, não apenas corroendo ainda mais os arranjos originais (Kiko tocando sua guita com arco em várias músicas, por exemplo) como trazendo algumas novidades. A principal delas foi a inclusão de músicas novas – sim, no plural -, consolidando inclusive verbalmente algo que já vinha sendo cogitado há tempos, que seria uma continuação do primeiro disco (naturalmente referido como DEB 2) só que partindo desta formação musical, que foi montada originalmente após a concepção do DEB original, composto e gravado apenas por Juçara e Kiko usando pedaços de música em vez de instrumentistas (a base deste disco é uma imensa colagem sonora, repare). E a primeira inédita que veio a público foi uma pedrada composta em parceria com Sophia Chablau (que estava sorrindo feliz no canto do Porão) chamada “Quando a Guerra Vai Ter Fim”, com riff ecoando “Brianstorm” dos Arctic Monkeys (com uma pitada de Gang of Four), mas que mantém a tensão original do riff embalando o público sem dar trégua, conduzido pelo vocal implacável da dona da noite. Mais tarde ela tocou outra inédita (também parceria com Sophia, embora não tenha mencionado) e deixou todos eletrizados à espera do que já é um dos discos mais esperados do ano – se é que sai em 2026… Afinal ela já canta na música nova: “Não venha me perguntar…”

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Uma coletânea recém-anunciada trará a mais completa coleção de faixas do tempo em que David Bowie ainda assinava como Davy (às vezes Davie) Jones, incluindo dez músicas nunca ouvidas antes. David Bowie: The Shel Talmy Recordings será lançada no dia 18 de setembro e traz as gravações que Bowie fez quando ainda era um jovem mod londrino, em 1965, gravando com o ícone da produção do gênero que estampa seu nome no título do novo disco: Shel Talmy produziu apenas “My Generation” do Who e “You Really Got Me” dos Kinks. As novas gravações ainda trazem colaborações de Bowie com outras suas encarnações artísticas, como quando tocava à frente da banda The Lower Third ou quando integrava o grupo Manish Boys, e ainda contam com conhecidos músicos ingleses de estúdio dos anos 60, como um Jimmy Page que ainda não havia entrado nos Yardbirds (que dizer de inventar o Led Zeppelin) e Nicky Hopkins que tocou piano com os Rolling Stones, os Beatles, Who e Jeff Beck. Entre as faixas inéditas há títulos como “You’ve Got a Habit of Leaving”, “Baby Loves That Way”. “Cupid”, “Leave Her to Me”, “You Gotta Tell Her”, “Certain Woman”, “Today”, “I Live in Dreams” “Do Believe I Love You” e “I Want Your Love” – esta última revelada nesta quarta, num single.

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Embora quase virtualmente desconhecido no Brasil, o VJ inglês da MTV norte-americana Dave Kendall, que morreu nesta terça-feira, tem uma importância que vai para além de sua fama. Ele começou escrevendo para o tabloide inglês NME e depois passou a ser correspondente da revista americana Spin, antes de mudar-se para os Estados Unidos e começar a trabalhar na MTV, onde, no primeiro ano de trabalho, em 1986, criou o programa 120 Minutes. Programa semanal de duas horas de duração (como o título deixava claro), o 120 Minutes ia ao ar nos domingos à noite e aos poucos foi apresentando para o público da emissoras artistas que passavam longe das paradas de sucesso das rádios e dos discos mais vendidos no país, caçando novidades no incipiente mercado independente dos EUA e da Inglaterra e aos poucos ir pavimentando o terreno para o que depois conheceríamos como rock alternativo. Além de produtor e criador, ele foi apresentador do programa entre 1988 e 1991, quando estreou o clipe de “Smells Like Teen Spirit” do Nirvana pela primeira vez. Neste mesmo ano deixou a MTV e seguiu carreira trabalhando em outros veículos impressos, online, rádio e TV, além de atuar como DJ até se mudar para a Tailândia, onde estabeleceu-se no jornal Bangkok News, em que trabalhava até esse ano. A causa de sua morte não foi divulgada. E não custa lembrar que o 120 Minutes (que durou até 2003), sua grande contribuição para a história da música, também é o programa que inspirou o brasileiro Lado B, que foi apresentado por Luiz Thunderbird, Fabio Massari, Kid Vinil e Sônia Francine e, como o programa gringo, também formou algumas gerações de ouvintes de rock alternativo no Brasil.

Como prevíamos, lá vem mais um disco introspectivo de Beck, desta vez anunciado com título e data de lançamento, depois das duas versões que lançou do single “Ride Lonesome”, faixa que batiza o novo álbum, previsto para o dia 18 de setembro (e já em pré-venda). A novidade é que Beck inclui o disco que gravou em 1998 (Mutations) como parte desta série que muitos começaram a contar a partir de Sea Change, de 2002. “Os músicos da minha primeira banda, com quem eu gravei Sea Change, Morning Phase e Mutations – Smokey Hormel, Joey Waronker, Justin Meldal-Johnsen, Roger Joseph Manning Jr. e Jason Falkner – se reuniram mais uma vez comigo no meu estúdio favorito, a Sala B do United Studios em Hollywood”, escreveu o compositor ao apresentar o novo álbum, “e também contei com o Nigel Godrich, que trabalhou em Sea Change e Mutations, fazendo a mixagem das músicas”. Ele também comentou que, mais de dez anos depois da gravação do disco mais recente desta leva, Morning Phase, a forma de tocar e a química entre os músicos evoluiu e se aprofundou, como “um som que veio depois de décadas tocando juntos”. Para encorpar o anúncio, ele também lançou mais um single, a igualmente introspectiva – embora mais densa e pesada – “In the Night”.

Assista ao clipe e veja o nome das músicas do novo disco abaixo: Continue