
Mateus Aleluia e seu violão conduzem o filme Espíritos Sem Nome, produzido pelo Instituto Moreira Salles e que estreia nesta sexta-feira, ao meio-dia, no canal do YouTube do instituto. O velho tincoã canta sozinho e sua forte musicalidade é temperada pelo imaginário intenso da fotografia do baiano Mario Cravo Neto, tema de exposição que está em cartaz na sede carioca do IMS, onde foi gravada a apresentação, realizada sem público. São duas versões complementares e ancestrais sobre a Bahia, que se encontram num filme intenso e tocante. Dá pra assistir um trecho da apresentação abaixo. Continue

Encerrando o especial que fiz no site da CNN Brasil sobre discos estrangeiros clássicos que completam 50 anos em 2022 ainda influentes, falo sobre o melhor disco dos Rolling Stones, a coletânea que apresentou a música jamaicana para o mundo, o disco de estreia da banda que inventou o art rock, uma das obras-primas do papa do glam rock, o disco em que Stevie Wonder mostrou sua maturidade e o disco definitivo de rock progressivo. Continue

Dando continuidade à série que inaugurei nesta sexta-feira no site da CNN Brasil, sigo falando de discos lançados há meio século que seguem importantes até hoje. 1972 foi o ano do disco mais bem-sucedido do Neil Young, do primeiro disco da dupla alemã Neu!, da sombria obra-prima de Nick Drake, do disco mais ousado de Miles Davis, do disco solo mais memorável de Lou Reed, da volta por cima de Ornette Coleman e do momento em que o Genesis torna-se uma brincadeira séria. Continue

Como fiz no mês passado com discos brasileiros influentes que completam 50 em 2022 (divididos em três partes, a primeira aqui, a segunda aqui e a terceira aqui), agora é a vez de olhar para fora do Brasil e ver quais discos estrangeiros de 1972 seguem influentes e importantes meio século depois. A primeira leva reúne discos do Big Star, do Can, do Curtis Mayfield, do Al Green, do David Bowie, do Bill Withers e do Black Sabbath, em um interessante panorama sobre o que aquele ano significou para a música pop do século passado. É mais uma colaboração minha para o site da CNN que pode ser lida aqui. Continue

Em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil, mostrei que nosso herói Neil Young não entrou nessa contra o Spotify de uma hora pra outra – e sua importância como músico, compositor e cantor equivale à sua tradicional luta contra os opressores e seu ativismo político sempre alerta. Continue

Já reparou que na pandemia recorremos aos mesmos discos, livros, séries, quadrinhos e filmes de sempre? Em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil, conversei com o Ricardo Alexandre, a Fernanda Pineda e o Thiago Ney sobre a chamada cultura do conforto. Continue

O disco de estreia das Crime Caqui está chegando e nesta sexta elas soltam mais um single, que pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “‘Feito pra Durar’ é uma música que dói porque nos identificamos com o sentimento humano de que nada dura para sempre”, explica a baterista Fernanda Fontolan sobre a música composta pela vocalista Yolanda Oliveira. “Percebemos como nos tempos atuais os amores líquidos têm predominado os afetos, a vontade de querer se entregar porém com o medo de se prender a um território a ser compartilhado e não mais inteiramente seu.” A canção vai de encontro às primeiras músicas da banda sorocabana e, mesmo com as guitarras marcantes, vai criando um clima etéreo que culmina com o synth tocado por May Manão, que deixa a guitarra de lado nesta música. “Tem vezes que a gente já sabe que uma coisa não vai durar”, continua Yolanda. “Ainda assim, acontece uma saudade estranha de como tudo poderia ter sido mesmo sem ter sido; o afeto às vezes é muito contraditório, você se apaixona mas não quer se machucar, você se envolve com uma pessoa e não consegue ficar vulnerável, porque dá medo”. E pergunta: “O que dói mais, ficar ou ir embora?” A faixa, produzida pela mesma Mônica Agena que assina a produção do álbum tem cara de faixa de abertura de disco – e deixa aquele gostinho de quero mais. Ouça abaixo.

No dia 2 de fevereiro de 1997, Chico Science deixava este plano para abraçar a imortalidade. E para lembrar do mestre nestes 25 anos sem ele, conversei com Jorge Du Peixe, Lúcio Maia, Paulo André e H.D. Mabuse, todos amigos de longa data e chapas na construção da utopia que foi o mangue beat, sobre a importância do mangueboy original para nossa música, em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil. Continue

É muito sintomático que a foto da capa do primeiro disco solo de Fernando Catatau, que será lançado na próxima sexta-feira, tenha sido tirada no mesmo prédio que seria a capa do último disco do Cidadão Instigado, Fortaleza. O antigo Hotel São Pedro, antes símbolo luxuoso da capital cearense em seus dias de bonança, hoje está abandonado e, após ter sido tombado, passou a ser frequentado pela juventude atual apenas por diversão. Foi ali, em meio à decadência nítida do local, que a artista Jamille Queiroz tirou a foto de Fernando, vestindo uma camisa feita por ela, imagem que aparece em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. A foto mistura tanto a queda de uma Fortaleza de outrora como o intenso mergulho para dentro que caracteriza o primeiro disco do guitarrista, disco doce e melancólico que contrasta com a obra com sua banda anterior sem perder as características de sua composição. Batizado apenas com seu nome, o disco gravado em 2019 e só agora vê a luz do dia, trazendo Dustan Gallas e Samuel Fraga como banda base e as participações de Juliana R., Yma, Giovani Cidreira, Clayton Martin e Manoel Cordeiro. Ele também antecipa o nome das músicas e a ordem das faixas a seguir. Continue

Foto: Dandara Azevedo
Depois de lançar seu primeiro disco solo, Apocalip Se, no meio do ano passado, o produtor, compositor e músico Zé Nigro segue mostrando composições e parcerias que derivaram daquele processo. A primeira delas, que será lançada nesta quinta, ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo: em “Cais”, ele convida a comadre Alessandra Leão para saudar Iemanjá. “Eu compus essa musica em parceria com Dandara Azevedo em 2019, e durante a pandemia, no processo de composição do álbum, comecei a finalizar ideias que estavam começadas mas não acabadas”, ele me explica por email. “‘Cais’ estava nesse processo e logo percebi que seria Alessandra Leão a voz que daria voz a composição. Assim, fizemos remotamente, ela gravando da casa dela, mas acabei não incluindo no álbum pois não cabia na história que estava querendo contar. Agora, ‘Cais’ e ‘Vozes’ são faixas adicionais que complementam o processo do meu primeiro álbum”, conclui, se referindo à faixa que lançará no próximo mês, uma colaboração com o rapper Hiran e a cantora baiana Livia Nery. Ouça a música abaixo. Continue