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Jornalismo

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Autora do melhor disco brasileiro de 2019, a carioca Ana Frango Elétrico está só começando – e com dois discos festejados, um livro no forno e uma reputação em construção, tanto no Brasil quanto no exterior, ela começa a repensar os próximos passos da carreira, depois de um período de reclusão criativa no início da quarentena. Aproveitei a deixa para conversar com ela sobre processo criativo, sobre assumir as produções de seus trabalhos e sobre como foram estes primeiros anos de sua carreira, como foco maior no sensacional Little Electric Chicken Heart, que agora está virando vinil. E ela aproveita para falar de novidades que vêm por aí – e mais rápido do que a gente possa pensar.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do **Clube Trabalho Sujo**. Além da Ana, já conversei com Bruno Torturra, Dani Arrais, Negro Leo, Janara Lopes, Tatá Aeroplano, João Paulo Cuenca, Eduf, Pena Schidmt, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Larissa Conforto, Ian Black, Fernando Catatau, Mancha, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui no Trabalho Sujo – ou no meu canal no YouTube, assina lá.

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O espetacular show American Utopia, que David Byrne trouxe para a Broadway no final do ano passado depois de ter circulado pelo mundo (passando inclusive pelo Brasil), vai se transformar num filme assinado por Spike Lee – e pelo trailer que acaba de ser revelado, o resultado pode ser épico, com a câmera de Lee movendo-se tão animadamente quanto os 11 músicos, cantores e dançarinos que dividem o palco com o eterno talking head.

O filme estreará em setembro no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, e depois chega para o público em geral através da HBO, no dia 17 de outubro.

tameimpala2020

O grupo australiano Tame Impala finalmente mostra ao vivo seu quarto disco, The Slow Rush, que iria começar a ter seus primeiros shows ao vivo um pouco antes de começarmos essa quarentena. E o grupo de Kevin Parker se apresentou no formato trio, batizando-se de Tame Impala Soundsystem, e trazendo versões mais pista para três faixas de sua safra mais recente de canções – duas de seu disco mais oitentista, “Breathe Deeper” e “Is It True”, e uma que foi lançada no começo dos trabalhos do novo disco, “Patience”. O show aconteceu dentro da programação remota do Tiny Desk Concert da emissora pública norte-americana NPR.

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Quando você descobriu que não era mais criança? Eu e Polly cogitamos a possibilidade desta revelação poder acontecer por livros,discos, filmes, programas de TV, por isso dedicamos essa edição do Polimatias para descer rumo à alameda das lembranças, vasculhando o fim de nossas infâncias para pinçar o momento em que a cultura nos fisgou – e como isso foi crucial para que nos tornássemos quem somos, mantendo sempre nossa curiosidade cultural alerta.

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Por que o cinema é tão obcecado com o fim do mundo? Distopias políticas, tragédias naturais, guerras aniquiladoras e destruições apocalípticas estão sempre na pauta de produções cinematográficas desde o início do cinema, mas no fim do século 20 este tema virou praticamente um gênero à parte. Mas o que acontece com o cinema quando vivemos em uma distopia? Quem ainda quer ver a civilização morrendo, o planeta explodindo ou a natureza definhando nos filmes quando a realidade mostra algo bem parecido? Eu e André Graciotti escolhemos este tema para conversar no Cine Ensaio desta semana.

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Minha empolgação com filmes do Batman terminou antes que o segundo Batman do Christopher Nolan estreasse: por melhor que fossem as adaptações do diretor de Inception, desde o primeiro filme dava pra saber que ele era outro personagem, de novo, bem diferente do personagem dos quadrinhos. Encarnado em grande estilo por Michael Keaton, Val Kilmer, George Clooney e Christian Bale, o homem-morcego no cinema sempre foi um super-herói porradeiro, um Homem de Ferro monocromático, bem diferente do maior detetive do mundo vendido pelos quadrinhos – um personagem que usa a força quando necessário, mas quase sempre trabalha de forma cerebral. Por melhor que tenha sido a trilogia de Nolan (que não foi tããão melhor assim), ela pecava frontalmente ao transformar o herói em um justiceiro que dependia de armas e tecnologia para fazer seu melhor – sem contar a voz de monstro ridícula que o ator fazia quando colocava a fantasia, que com Bale se tornou uma armadura militar de vez.

Até me animei quando soube que Robert Pattinson (que, depois da saga Crepúsculo, tem se revelado um bom ator) assumiu o lugar de Ben Affleck (um acinte em muitos níveis ao personagem), mas mais pela carreira do novo ator do que propriamente pela possibilidade de finalmente a franquia da DC chegar direito às telonas. Tanto que quando o trailer do novo filme foi anunciado, eu nem me animei nem pra clicar para assistir. Mas alguns amigos falaram para dar uma chance e, tudo bem, é bom. Parece o final da série Gotham (que não vi até o fim) e Pattinson pelo menos não faz voz de monstro quando fala como o super-herói, mas tirando o esperto uso de “Something in the Way” do Nirvana, a impressão é que vamos ver mais do mesmo mais uma vez…

O diretor Matt Reeves tem crédito – é quem segura a câmera no excelente Cloverfield e acerta de jeito em dois filmes da trilogia do Planeta dos Macacos. E o filme ainda traz a Zoe Kravitz de Mulher-Gato, o Paul Dano como Charada, o Colin Farrell como Pinguim, o John Torturro como Carmine Fantino, o Andy Serkis como Alfred e o Jeffrey Wright como Comissário Gordon. Parece promissor, mas não tenho grandes esperanças…

Tenet-2020

Christopher Nolan peitou a quarentena e a pandemia e vai conseguir estrear seu novo filme nos cinemas ainda em 2020. Mesmo que isso queira dizer que o filme vai estrear onde der, buscando salas de cinema em cidades que já estão em situação mais tranquila em relação ao coronavírus ou que fingem que a pandemia não é tão séria quanto realmente é, como nos Estados Unidos e no Brasil. E o último trailer, com uma música besta do Travis Scott, parece mostrar que a ação verdadeira do novo filme acontece para além das explosões e perseguições que vimos até agora, colocando seus personagens num inusitado cenário de guerra.

Mas mesmo no Brasil Tenet não vai estrear tão cedo – e sua estreia acaba de ser adiada do dia 10 para o dia 24 do mês que vem.

washedout-2020

No começo deste mês o grupo Washed Out mostrou seu novo disco, o excelente Purple Noon, em que retoma sua sonoridade já clássica depois do experimento funky Mister Mellow. E para marcar o lançamento do disco, cuja atmosfera foi inspirada no filme franco-italiano O Sol por Testemunha, de 1960, com sua vibe de por do sol no Mar Mediterrâneo, o grupo apresentou-se ao vivo na beira do mar, ao por do sol, numa apresentação deslumbrante…

“Time to Walk Away”
“Reckless Desires”
“Too Late”
“Face Up”
“Hide”
“Paralyzed”
“Leave You Behind”

De quebra, o cérebro e coração da banda, Ernest Green, apresentou novamente parte do repertório do disco em um show na cozinha de casa gravado para a rádio KEXP, ao lado de sua companheira e também integrante da banda, Blair Greene.

“Paralyzed”
“Time To Walk Away”
“Face Up”
“Too Late”

E o disco tá lindão…

morrison-hotel-50

O penúltimo disco dos Doors com Jim Morrison, Morrison Hotel está sendo revisitado em uma reedição de aniversário de 50 anos, trazendo uma versão remasterizada do disco em vinil e CD e um segundo CD cheio sobras de estúdio, incluindo uma versão para “Money (That’s What I Want)”, além de um encarte com textos sobre o disco. A nova versão será lançada em outubro e já está em pré-venda no site da banda, que também liberou uma das versões alternativas de “Peace Frog” com “Blue Sunday”, que pode ser ouvida como aperitivo.

Eis a cara do disco e, abaixo, a ordem das músicas:

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Disco 1: The Original Album
“Roadhouse Blues”
“Waiting For The Sun”
“You Make Me Real”
“Peace Frog”
“Blue Sunday”
“Ship Of Fools”
“Land Ho!”
“The Spy”
“Queen Of The Highway”
“Indian Summer”
“Maggie M’Gill”

Disco 2: Mysterious Union
“Queen Of The Highway” (Take 1, She Was A Princess)
“Queen Of The Highway” (Various Takes)
“Queen Of The Highway” (Take 44, He Was A Monster)
“Queen Of The Highway” (Take 12, No One Could Save Her)
“Queen Of The Highway” (Take 14, Save The Blind Tiger)
“Queen Of The Highway” (Take 1, American Boy – American Girl)
“Queen Of The Highway” (Takes 5, 6 & 9, Dancing Through The Midnight Whirlpool)
“Queen Of The Highway” (Take 14, Start It All Over)
“I Will Never Be Untrue”
“Queen Of The Highway” (Take Unknown)
“Roadhouse Blues” (Take 14, Keep Your Eyes On The Road)
“Money (That’s What I Want)”
“Rock Me Baby”
“Roadhouse Blues” (Takes 6 & 7, Your Hands Upon The Wheel)
“Roadhouse Blues” (Take 8, We’re Goin’ To The Roadhouse)
“Roadhouse Blues” (Takes 1 & 2, We’re Gonna Have A Real Good Time)
“Roadhouse Blues” (Takes 5, 6 & 14, Let It Roll Baby Roll)
“Peace Frog/Blue Sunday” (Take 4)
“Peace Frog” (Take 12)

avalanches-2020

A dupla australiana Avalanches lança mais um single de seu terceiro álbum, desta vez gravado com a International Space Orchestra, em colaboração com artistas tão diferentes quanto Jamie xx, Clypso, Neneh Cherry e o clash Mick Jones, além de usar samples do disco que a sonda espacial Voyager carregou consigo com sons que representassem o planeta para uma possível civilização alienígena que eventualmente a encontrasse no espaço.

Pelo jeito a temática do novo álbum, que ainda não tem nome nem data definida de lançamento, deve ser o espaço sideral – e a dupla já avisou que terá participações de nomes como Jpegmafia, Dhani Harrison, Cornelius, entre outros – além Rivers Cuomo, Blood Orange e Sananda Matreiya (o novo nome de Terence Trent D’Arby), nas faixas que já mostraram anteriormente.