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Jornalismo

Lá vem o L7!

Uma das principais bandas de rock do inicio dos anos 90, o grupo L7 volta ao Brasil dentro de uma turnê sul-americana com sua formação clássica, que voltou à ativa em 2014, depois de debandar em 2001, com Donita Sparks (guitarra), Suzi Gardner (guitarra), Dee Plakas (bateria) e Jennifer Finch (baixo). As quatro passam por São Paulo no dia 20 de outubro deste ano, quando tocam no Carioca Club com abertura do Cólera e das Mercenárias. Os ingressos já estão à venda neste link. Depois de São Paulo elas passam por São Luís, no Maranhão (dia 22), em Curitiba, no Paraná (dia 24), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (dia 25) e no Rio de Janeiro (dia 29).

Na próxima quinta-feira, dia 24, o grupo Garotas Suecas mostra seu recém-lançado disco 1 2 3 4 pela primeira vez ao vivo, no Auditório do Sesc Vila Mariana, num show em que o quarteto paulistano, uma instituição do rock independente da cidade, às vésperas de completar duas décadas em atividade, me convidou para fazer a direção. Assim, pensamos juntos em como mostrar um disco que ao mesmo tempo é um retrato da época trevosa que estamos finalmente saindo, e também tem uma importância crucial nestes quase vinte anos de banda. Os ingressos para o show já estão à venda (neste link) e a banda ainda traz algumas surpresas, que estão preparando nos ensaios. Enquanto isso, vão arredondando cada vez mais o disco novo só os quatro, como filmei nessa versão para “Todo Dia É Dia de Mudança”.

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Domingo passado o Brasil pode assistir, depois de acompanhar a série de trapalhadas do evento que proporcionou aquele encontro, ao momento em que Caetano Veloso dedicou ao seu Transa acompanhado de ninguém menos que Jards Macalé, Tutty Moreno e Áureo de Souza, que tocaram no clássico disco de 1972. E enquanto o festival não disponibiliza online sua versão do show, transmitida ao vivo pelo YouTube do evento, coube ao herói youtuber Vingador de Lampião, colocar a sua própria captação da íntegra do show online.

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Ainda é cedo pra comemorar, mas o Toronto International Film Festival acaba de marcar um golaço ao confirmar a primeira aparição pública dos Talking Heads em 21 anos, quando reúne David Byrne, Tina Weymouth, Chris Frantz e Jerry Harrison em uma entrevista antes da exibição do clássico Stop Making Sense, mitológico filme de Jonathan Demme que registra a banda ao vivo no melhor registro cinematográfico de um show, que será relançado em alta definição pela distribuidora A24. O reencontro acontece no dia 11 de setembro e terá mediação feita por Spike Lee, que há pouco trabalhou com Byrne ao dirigir seu espetáculo da Broadway American Utopia. Isso não quer dizer que o grupo possa voltar a fazer shows, algo que Byrne já disse, em outras épocas, que nunca aconteceria. Embora tenha encerrado suas atividades em 1991, desde o inicio de 1984 o grupo não toca mais junto. As únicas exceções aconteceram em 1989, quando Jerry e David compareceram ao show do grupo Tom Tom Club, formado por Chris e Tina, para tocar “Psycho Killer” ao vivo, e treze anos depois, quando os quatro se reuniram para tocar em sua indicação para o Rock and Roll Hall of Fame. Tomara que esse reencontro faça o grupo perceber como seria bom para o mundo se pudessem se reunir para mais uma rodada de shows.

Assista abaixo à última apresentação ao vivo do grupo, em 2002: Continue

E não é só a capa: Ana Frango Elétrico começa a mostrar seu terceiro disco com a groovezeira “Electric Fish”, que lançou de surpresa no início desta quarta-feira. Primeira música de Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua a vir a público aos poucos revela a nova personalidade musical de sua autora ao reunir cobras como Sérgio Machado, Alberto Continentino e Guilherme Lírio, entre outros, em sua banda-base, o que dá um outro patamar ao novo degrau na carreira da carioca.

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Tatá Aeroplano soltou um disco de surpresa! Em Boate Invisível, que ele lançou na meia-noite desta segunda pra terça, sem sobreaviso ele reuniu a banda com quem já vem trabalhando há anos (o power trio Bruno Buarque, Dustan Gallas e Junior Boca às vocalistas Kika e Malu Maria) para compor um disco no estúdio, sem canções ou atranjos prontos, para que tudo fluísse coletivamente. O resultado é um delicioso disco dançante, embebido no pop dos anos 80, equilibrando sua natureza festiva com o que ele descreve na faixa-título como “melancolia New Order”. Bom demais.

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A cantora Anná traz sua mistura de sagrado e mundano para o Centro da Terra nesta terça-feira, com o espetáculo Deusa Diaba da Terra do Sol, em que mistura sambas de raiz, forró e experimentações dance digitais, como o funk e o piseiro, em uma apresentação que é acompanhada de Allan Gaia Pio, Wanessa Dourado e Raquel Tobias. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Mais uma segunda-feira com Sandra Coutinho no Centro da Terra e na segunda visita à Linha do Tempo Contínuo, ela expandiu seus parâmetros musicais mais uma vez, primeiro dividindo o palco com a dupla Espelho (Bernardo Pacheco grunhindo ecos e ruídos elétricos, Mariana Taques jogando seu corpo no mundo) enquanto marcava o tempo e cantava melodias com seu baixo pós-punk para, em seguida, embarcar numa viagem tribal krautrock ao lado de Rafael Crespo e Guilherme Pacola, variando novas versões de temas musicais que havia composto quando morou em Berlim. Intenso!

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No meu programa de entrevistas sobre música brasileira desta vez é hora de conversar com Fernanda Takai, do Pato Fu, que fala como tem equilibrado este 2023 comemorando os 30 anos do Pato Fu – sem fazer simplesmente uma celebração nostálgica -, a materialização do seriado do Música de Brinquedo (projeto da banda de 2010 que transformou-se numa vida paralela) e sua própria carreira solo, que ainda inclui a participação no show do grupo Terno Rei no festival The Town, que acontece no próximo mês de setembro. Também falamos sobre as dificuldades e o lado bom de ser artista independente há mais de três décadas.

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Olha que capa linda essa de um dos discos mais aguardados desse ano, o terceiro de Ana Frango Elétrico: Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua sai no dia 20 de outubro e traz canções sobre amor queer (como antecipou para a Monica Bergamo) em um lançamento conjunto do selo Risco com o selo inglês Mr. Bongo e o japonês Disk Union. A ilustração é de Fernanda Massotti e o projeto gráfico é mais uma vez da Maria Cau Levy.