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Foto: Mariana Garcia

O indie-mor Fabio Bianchini, guitarrista do clássico Superbug, recepciona esse não-Carnaval com a marchinha twee “Carnaval de Novo”, que ele lança com seu nome solo Gambitos em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “‘Carnaval de Novo’, na real, é uma música de carnaval que não sabe o que vai ser do carnaval, né?”, ele me explica por email. “A gente tá botando ela na rua, é sexta de manhã e ninguém sabe ainda o que vai ser do sábado aqui em Florianópolis, imagino que em mais um monte de lugar também esteja assim.” Ouça abaixo. Continue

“Uma música de acolhimento”, é assim que Fernanda Takai define “Amor em Tempos de Cólera”, parceria que fez à distância com Virginie Boutaud, ex-vocalista do Metrô. A música foi composta pelas duas antes da pandemia, mas só foi lançada em 2020, no álbum Será que você vai acreditar?, à sombra dos dias pesados que ainda atravessamos, e funciona como um raio de sol nesses dias tão tristes (mesmo com seu climinha de chuva). E agora ela ganha um clipe que estreia em primeira mão no Trabalho Sujo (assista abaixo). “Finalmente temos imagens que celebram a inédita parceria que fiz com Virginie”, comemora Fernanda. “A canção foi feita à distância entre Belo Horizonte e Saint Orens no fim de 2019 e lançada em julho de 2020 e o diretor Rodolfo Magalhães nos cedeu imagens que ele fez em sua terra-natal, Muzambinho, em Minas Gerais, enquanto Dudi Polonis editou e animou de forma muito poética. Acho que o vídeo conseguiu trazer toda a suavidade da composição que tenta ser um abraço nesses tempos brutos em que vivemos”. Fernanda lança finalmente o disco de dois anos atrás ao vivo neste fim de semana, quando se apresenta nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro no Sesc Vila Mariana (mais informações aqui).

Assista ao clipe aqui. Continue

Em mais uma colaboração para o site da CNN Brasil, falo sobre como Salvador atravessa mais um ano sem Carnaval e o impacto disso na transformação cultural da cidade, quando converso com Goli Guerreiro, Pérola Mathias, Luciano Matos e Roberto Barreto, do BaianaSystem, que acaba de lançar um manifesto musical sobre este momento. Continue

Desta vez, no meu programa semana de música brasileira, convido-os para um papo com o mestre Fabio Golfetti, (https://fabiogolfetti.bandcamp.com/) o homem Violeta de Outono (https://violetadeoutono.com/), e a gente repassa a história desta que é uma das bandas psicodélicas mais importantes da história do Brasil, dissecando diferentes fases e discos, além de falar dos projetos paralelos do guitarrista, como Glisando Spirit e sua entrada no clássico grupo Gong, que o levou para a Inglaterra para uma turnê de 27 datas em 28 dias, onde ele realizou a entrevista. E ele também lembra do que fez neste período da pandemia e conta o que irá fazer com sua clássica banda depois de voltar ao Brasil.

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A pernambucana radicada em São Paulo Bruna Avellar segue materializando seu projeto solo de synthpop Eerie Please, que lançou seu EP de estreia, Lover’s Eye, no final do ano passado. Desta vez ela mostra o primeiro clipe do disco, da faixa “Spark”, que ela antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Recentemente escreveram que o meu EP capturava o momento em que o seu eu adolescente está no meio de um auditório, sob as luzes de um globo de festa, e a pessoa que você ama estende o braço para você, com os olhos brilhando”, ela explica como essa acabou alimentando o imaginário deste primeiro vídeo, em que a canção embala o ouvinte entre um transe hipnótico e um sonho sintético, ecoando beats e texturas dos anos 80. “Acho que o vídeo é um pouco como dançar sozinha no quarto enquanto sonha com outros momentos”, conclui, lembrando a própria natureza solitária de seu trabalho.

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Antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo, segue abaixo a capa de To Burn or Not to Burn, coletânea que reúne diferentes remixes feitos por produtores de música eletrônica para a faixa de mesmo nome que o mutante Arnaldo Baptista lançou em seu disco mais recente de estúdio, Let it Bed, de 2004. O disco, que será lançado nesta sexta-feira nas plataformas digitais, reúne diferentes abordagens para a mesma faixa e os 16 remixes ficaram a cargos de nomes tão diferentes quanto Tata Ogan, Zopelar, L_cio, Magal, Tetine, Flu, entre outros. Continue

Mateus Aleluia e seu violão conduzem o filme Espíritos Sem Nome, produzido pelo Instituto Moreira Salles e que estreia nesta sexta-feira, ao meio-dia, no canal do YouTube do instituto. O velho tincoã canta sozinho e sua forte musicalidade é temperada pelo imaginário intenso da fotografia do baiano Mario Cravo Neto, tema de exposição que está em cartaz na sede carioca do IMS, onde foi gravada a apresentação, realizada sem público. São duas versões complementares e ancestrais sobre a Bahia, que se encontram num filme intenso e tocante. Dá pra assistir um trecho da apresentação abaixo. Continue

Encerrando o especial que fiz no site da CNN Brasil sobre discos estrangeiros clássicos que completam 50 anos em 2022 ainda influentes, falo sobre o melhor disco dos Rolling Stones, a coletânea que apresentou a música jamaicana para o mundo, o disco de estreia da banda que inventou o art rock, uma das obras-primas do papa do glam rock, o disco em que Stevie Wonder mostrou sua maturidade e o disco definitivo de rock progressivo. Continue

Dando continuidade à série que inaugurei nesta sexta-feira no site da CNN Brasil, sigo falando de discos lançados há meio século que seguem importantes até hoje. 1972 foi o ano do disco mais bem-sucedido do Neil Young, do primeiro disco da dupla alemã Neu!, da sombria obra-prima de Nick Drake, do disco mais ousado de Miles Davis, do disco solo mais memorável de Lou Reed, da volta por cima de Ornette Coleman e do momento em que o Genesis torna-se uma brincadeira séria. Continue

Como fiz no mês passado com discos brasileiros influentes que completam 50 em 2022 (divididos em três partes, a primeira aqui, a segunda aqui e a terceira aqui), agora é a vez de olhar para fora do Brasil e ver quais discos estrangeiros de 1972 seguem influentes e importantes meio século depois. A primeira leva reúne discos do Big Star, do Can, do Curtis Mayfield, do Al Green, do David Bowie, do Bill Withers e do Black Sabbath, em um interessante panorama sobre o que aquele ano significou para a música pop do século passado. É mais uma colaboração minha para o site da CNN que pode ser lida aqui. Continue