
Mas a história mais inacreditável e inusitada do dia é o show que Paul McCartney está fazendo nesta terça-feira NO CLUBE DO CHORO em Brasília. Todo mundo recolhendo o celular para não haver registro além dos oficiais (o Paul já está postando stories), deste acontecimento único na história dos Beatles e de Brasília. Quem dera eu estar lá!

Minha homenagem a esse deus de seu instrumento. Viva Lanny!
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Morreu um dos maiores nomes brasileiros da guitarra elétrica (e esse panteão não é fraco). Mas Lanny Gordin cravou seu nome na música brasileira ao tornar-se o instrumentista símbolo daquele novo momento de nossa evolução cultural, quando abraçamos o instrumento teoricamente imperialista para dar um sabor único e nacional às cordas elétricas. Tocando ao lado do Olimpo que compõe o topo cultural de nossa MPB, Lanny tocou com todo mundo, mas foi vítima dos excessos dos anos 70, o que tornou sua saúde ainda mais frágil nos últimos anos. Uma perda considerável para o país.

Na terceira noite de sua temporada Prémistura no Centro da Terra, Chicão Montorfano adentrou em suas raízes progressivas e invocou o espírito prog para o teatro, reforçando a seriedade do gênero. A noite começou com o grupo formado por Marcela Sgavioli, Gabriel Falcão, André Bordinhon, Fernando Junqueira e Filipe Wesley puxando a clássica “Armina” do seminal disco A Matança do Porco, do grupo Som Imaginário, que completa 50 anos em 2023, e que Chicão aproveitou para misturar lindamente com a música de abertura de seu primeiro disco solo, Mistura, que lança ainda em dezembro. Além de chamar Marcela para três canções de seu segundo disco (o cara nem lançou o primeiro e já tem o segundo pronto) apenas no formato voz e violão – e depois, piano – para finalizar a apresentação tocando dois clássicos extensos do prog mais clássico: “Starless” do King Crimson e “Closer to the Edge” do Yes. Foi de cair o queixo.
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Fiz um balanço, a pedido do site da CNN Brasil, sobre a passagem da Taylor Swift por nosso país nos últimos dias de novembro, recapitulando tanto a tragédia da morte de uma fã em pleno show quanto a desorganização da produção, que não soube lidar com o calor extremo no Rio de Janeiro e nem chuvas e frio em São Paulo, filas, músicas inéditas no palco e a movimentação financeira que a tornam a maior popstar do mundo em 2023.
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Muitos achavam que o sucesso da carreira solo de Tim Bernardes fosse a senha para que sua banda original, o trio O Terno, não voltasse mais à atividade, mas parece que vai ser justo o contrário. Sem fazer shows desde o início da pandemia, o trio formado por Tim Bernardes, Guilherme D’Almeida e Biel Basile acaba de anunciar uma nova leva de shows no primeiro semestre do ano que vem, com passagens por São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e… Los Angeles (!?). Os shows foram anunciados num programa de entrevistas de araque produzido pelo grupo em que o apresentador vivido pelo Wandi Doratiotto conversa com o vocalista sobre sua carreira solo, mas insiste em voltar para o tema de sua antiga banda, tratada no anúncio como se tivesse acabado (e que o fim da banda seria o motivo das músicas tristes da carreira solo de Tim). Os shows acontecem entre março e maio e os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 6, a partir do meio-dia. Não duvido que abram datas extras em cada uma destas praças e que outras cidades surjam no percurso – inclusive nos Estados Unidos e quem sabe na Europa e Japão (de onde Tim acabou de voltar). Veja o vídeo produzido sobre o anúncio e as datas e locais destas apresentações abaixo> Continue

Depois de três anos fora de combate por motivos pandêmicos, o clássico festival de rap com base no Sesc Santo André volta à ativa no fim deste ano trazendo ninguém menos que o mestre Freddie Gibbs para duas apresentações. O evento, que começou como DuLoco e depois foi Indie Hip Hop por anos, volta a acontecer no meio de dezembro ao trazer o bamba pela primeira vez ao Brasil. Em cada noite, um time diferente de rappers abre o inesperado show: no sábado, dia 16 de dezembro, o evento começa com Febre 90’s seguido de Rodrigo Ogi e no dia seguinte, 17, a noite conta com MC Luanna e o show que o Síntese está fazendo com o Marechal. Nos dois dias, quem começa os trabalhos é o DJ Nato Pk, acompanhado da Stephanie no sábado e do Max B.O. no domingo. Os ingressos começam a vender online neste link a partir do dia 5 de dezembro. Vai ser foda!

Apesar de canadense, Neil Young fez sua carreira nos Estados Unidos e sempre trwz discussões políticas pada o palco da música pop. Não foi diferente nesta quinta-feira, quando recorreu a um recurso clássico para sua geração que é o uso do hino norte-americano como uma forma de protestar contra situações que tornam os EUA um estado-vilão que usa suas forças poltica, financeira, cultural e bélica para interferir na política de outros países. A nova interpretação feita pelo avô do grunge ecoa à clássica versão de Jimi Hendrix no festival de Woodstock e surgiu num clipe dirigido por sua esposa, a atriz Daryl Hannah, que o colocou à contraluz em um pequrno palco, decorado pela bandeira dos EUA em farrapos e um globo de discoteca. E o velho Neil ali, estraçalhando sua guitarra.
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Lá vou eu de novo cobrir mais uma Festa Literária Internacional de Paraty. É a oitava edição da Flip em que tomo conta de suas mídias sociais, motivo do ritmo nas minhas mídias sociais diminuírem o ritmo. A edição deste ano homenageia a jornalista, dramaturga, poeta, tradutora, cartunista e crítica cultural Patricia Rehder Galvão, que todos conhecemos como Pagu, e as duas curadoras da vez, Fernanda Bastos e Milena Britto, que estiveram na curadoria da edição do ano passado, bateram o pé das mulheres na programação e dos 44 nomes convidados, três quartos são autoras. A edição também se aproxima da música, recuperando o show de abertura (desta vez com Adriana Calcanhotto) e com performances de artistas maravilhosas como Juliana Perdigão, Natasha Felix e Iara Rennó, entre outras. Siga o Instagram da Flip que a partir desta quarta mostro tudo por lá.

Maior satisfação anunciar a primeira apresentação do supergrupo Ondas de Calor nesta quarta-feira no Centro da Terra. Formado por músicos cearenses que, além de tocar com vários nomes da cena independente brasileira, se reuniram como a banda de apoio da cantora Soledad, os cearenses Davi Serrano (voz, guitarra, baixo e teclas), Xavier (voz, bateria, baixo e guitarra) e Igor Caracas (voz, bateria e guitarra) e o sergipano Allen Alencar (voz, guitarra, baixo e teclas) transformaram-se em uma banda para mostrar suas composições solo como um grupo e nesta apresentação de estreia, que batizaram de Calor e Desordem, contam com as participações das cantoras Anais Sylla e Julia Valiengo e a iluminação de Camille Laurent. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente neste link.