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Jornalismo

Resolvi falar de cinema no meu programa de entrevistas Bom Saber, mas não especificamente de filmes, produções, clássicos e lançamentos, mas do ambiente da sala de cinema e como ele vem se transformando – mesmo antes da tragédia pandêmica – e para isso convidei a curadora do Cineclube Cortina, Letícia Santinon, para falar sobre hábitos do público, a ameaça do streaming, o conceito de cineclube, a diferença entre curadoria e programação e também de seu trabalho à frente do Cortina, além de falar de sua trajetória no audiovisual e uma novidade que ela apresenta em primeira mão neste papo.

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Dois chuveiros que se encontram sob uma textura retrô. A letra da canção “Banho de Sal” ganha tons surrealistas no clipe que o jovem maestro Bruno Bruni escolheu para encerrar o ciclo de seu segundo disco, Broovin 2, que foi lançado durante a pandemia. “Essa música nasceu num período em que as parcerias musicais só tavam funcionando online”, lembra o músico. “Eu tinha essa música parada e mandei para a Ana Passarinho criar qualquer coisa em cima, meio sem compromisso. E ela acabou criando essa letra, que me pareceu super sincera sobre o momento que a gente tava vivendo – e a melodia que ela criou é foda. Pra mim essa música é sobre a necessidade de dar um banho na alma – e foi daí que o Tom Vouga, que dirigiu o clipe, tirou a idéia da trama entre chuveiros! Eu demorei pra entender até ver a fantasia pronta.” O clipe deste groove jazz funk estreia em primeira mão no Trabalho Sujo, explicando que o clipe foi filmado em VHS para passar uma “camada de verniz festa no McDonalds de millenial” e tornar o resultado final mais afetivo.

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O campo das especulações sobre os shows do Cure na América do Sul acaba de chocar-se com o campo das especulações sobre a escalação das edições no continente do festival Primavera Sound quando algumas fontes começaram a ventilar a possibilidade de não apenas o Cure mas também o Blur estar confirmado para a edição argentina do festival catalão.

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Mais uma quarta-feira no cinema no Centro da Terra, graças à parceria que fizemos com o festival de documentários In Edit que traz, toda semana, uma cena ou personagem clássico ou desconhecido de nossa música para a tela do teatro no Sumaré. A atração desta semana é o filme Pipoca Moderna, de Helder Lopes, que acompanha o último remanescente da formação original da Banda de Pífanos de Caruaru, o lendário Sebastião Biano, que continuava nos palcos à época do lançamento do filme, em 2019, depois de ter completado um século de vida. No longa, o diretor acompanha a atual fase do grupo, formada por familiares do músico centenário, que faleceu em 20222, em viagens pelo interior de seu estado-natal, Pernambuco, entre shows e reencontros com amigos e parentes. O filme começa a ser exibido a partir das 20h, os ingressos podem ser comprados neste link e o trailer pode ser visto abaixo.

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Depois da saudade

Casa lotada para assistir à primeira apresentação do trabalho solo de Gabriel Milliet, que estreou em público canções que vem reunindo há mais de cinco anos, quando mudou-se para a Holanda. De volta ao Brasil, reuniu-se com a pianista Stephanie Borgani e o baterista Biel Basile para uma noite delicada e sensível, divindo por vezes as canções com seus convidados – por vezes era acompanhado apenas do piano e da linda voz de Stephani e por outras apenas pela percussão sutil de Biel. Na maior parte da apresentação, contudo, ele estava sozinho no palco, cantando músicas que falam sobre a saudade de estar longe dos amigos, de sua zona de conforto e do Brasil, revezando-se entre o violão, a guitarra, o teclado e a flauta, usando o sintetizador como uma forma de acompanhar-se a si mesmo e fazer as transições entre as canções. Um show redondinho, pronto para ganhar corações pelo Brasil.

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Quando, há um ano, Gabriel Milliet voltou para o Brasil depois de uma temporada de no velho continente, ele começou a reunir as canções que havia feito até esse período – compostas tanto deste quanto do outro lado do oceano – em um formato mínimo, tocando sozinho acompanhado de instrumentos como violão, guitarra, o sintetizador Prophet 08 e flauta. Essas canções aos poucos estão se tornando a base de seu trabalho solo, que ele começa a colocá-las em prática nesta terça-feira, no Centro da Terra, no espetáculo Longe de Casa, para o qual convidou dois amigos, a musicista Stephanie Borgani, com quem divide o palco pela primeira vez, e o baterista Biel Basile, que o convidou para participar de sua temporada no ano passado. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos – que já estão quase acabando – podem ser comprados neste link.

Sonho de brinquedo

Mais uma segunda-feira ao lado de Lulina dentro de sua temporada Decantar e Decompor no Centro da Terra e mais uma vez ela nos leva para este lugar entre a infância e o sonho que suas canções apontam a partir desta formação que ela criou. Conduzida pelo baixo do maestro Hurso Ambrifi (perseguido de perto pelos beats de Bianca Predieri), essa atmosfera ganha cores e texturas noturnas e oníricas graças aos synths de Chiquinho Moreira e Katu Haí (que adiciona uma camada extra de sonho quando toca flauta ou flugelhorn) e pela guitarra delicada de Lucca Simões, que espalha notas delicadas sobre as bases tocadas pela compositora pernambucana. A noite ainda teve um momento pistinha, quando Lu conseguiu fazer o povo levantar-se das cadeiras para dançar, e contou com a presença de Fabrício Corsaletti cantando e recitando um poema, ajudando a elevar a atmosfera sensível de mais uma segunda dessas…

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Dumdum (1969-2023)

Morreu um dos pioneiros do rap nacional, Washington Roberto Santana, do Facção Central.

Imagine um festival reunindo Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethania, Elis Regina, Jorge Ben, Gilberto Gil, Nara Leão, Wilson Simonal, Vinícius de Moraes, Toquinho, Raul Seixas, Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Erasmo Carlos, Jorge Mautner, Jards Macalé, Sergio Sampaio, MPB4, Wanderléa, Odair José e muitos outros artistas no auge da ditadura militar dos anos 70 — e também da chamada MPB? O Phono 73 aconteceu há 50 anos, quando, nos dias 11, 12 e 13 de maio de 1973, o Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, foi inaugurado com este elenco estelar, que fazia parte da principal gravadora do gênero à época, a Phonogram, liderada pelo visionário André Midani. Foi ele que vislumbrou um festival em que os artistas nao competiam e sim colaboravam, gerando encontros históricos como o que fez Gil e Chico criar o hino antiditadura “Cálice” (que nao foi tocado por censura prévia, fazendo com que o baiano mostrasse a música dias depois no histórico show que fez na USP, poucos dias depois), que reuniu Caetano Veloso e Odair José para cantar a polêmica “Eu Vou Tirar Você Deste Lugar” (um dos primeiros hits do segundo, sobre prostituição) e colocou Gil e Jorge Ben para tocar juntos pela primeira vez a clássica “Filhos de Gandhi”. O festival foi registrado para se transformar em filme, mas infelizmente pouco mais de meia hora sobreviveu ao tempo. Felizmente esse pouco que sobrou foi parar no YouTube, para nossa alegria. Saca só.

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Mais uma turnê internacional que passa pelo Brasil antecipada pelo José Norberto Flesch — o jornalista, que já anunciou a vinda de Paul McCartney ao país no final deste ano, agora avisa que a turnê de 40 anos de carreira de Madonna passa por aqui no inicio do ano que vem, entre janeiro e fevereiro, sem mais detalhes sobre quais cidades receberão a rainha do pop.