
Mais um show vindo para o Brasil antecipado pelo jornalista José Norberto Flesch, que crava: a dupla Tears for Fears tocará no país em 2024 provavelmente no meio do primeiro semestre do ano que vem, entre maio e junho. Não há informações sobre em quais praças Roland Orzabal e Curt Smith passariam e qual é a quantidade de shows que fariam por aqui, mas pude vê-l0s em 2017, quando tocaram pela última vez por aqui num Rock in Rio, e as vozes dos dois segue excelente – fora que é um rosário de hits, além das músicas novas do disco mais recente, The Tipping Point, lançado no ano passado e o primeiro disco de inéditas desde Everybody Loves a Happy Ending, de 2004. Maravilha, hein!
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No ano passado, o guitarrista carioca Guilherme Lírio percebeu que um ano exato afastava João Gilberto e Ennio Morricone do mundo dos vivos, pois o maior artista da história do Brasil morreu exatamente um ano antes do grande compositor da história do cinema. Unidos por um mesmo 6 de julho, Lírio aproveitou a coincidência para cogitar o que aconteceria se um tocasse músicas do outro e assim fez “Valzer (Quanto Sono Belli I Yogi)” de um Morricone invadindo o álbum branco de João e “O BimBom, o Mau e o Feio”, quando João entra no velho oeste de Sergio Leone.
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Depois do trauma que marcou o lançamento do segundo disco de seu trabalho solo, Aos Prantos, a cantora e compositora Letícia Novaes lançou seu terceiro disco sem fazer muito alarde e sem olhar para trás. Letrux Como Mulher Girafa parte de impressões que teve durante este período trágico que atravessamos a partir de sua conexão com a natureza e com os bichos, que pautam o repertório de uma coleção de faixas que foi produzida por João Brasil, velho parceiro de Letícia mas que nunca mais tinham trabalhado juntos. O disco, que ainda conta com participação de Lulu Santos e consolida a banda que formou para seu primeiro álbum, Em Noite de Climão, vai ser lançado neste mês de julho com shows no Rio de Janeiro (dias 7 a 8 no Teatro Prudential) e em São Paulo (dias 13, 14 e 15 no Sesc Pompeia).
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A parceria da cantora curitibana Betina com o grupo sergipano Cidade Dormitório apareceu no disco que o grupo lançou no ano passado, mas só ganha clipe este ano, quando a diretora Alice Stamato convenceu os dois a retratar a romance descrito na faixa como uma relação lésbica. “Essa música de amor retrata o distanciamento, o desmembramento e o reconhecimento individual, assim como as placas tectônicas que se afastam após uma colisão”, teoriza Betina. “Ela destaca especialmente o momento da separação física e mental, mesmo que os indivíduos não consigam se afastar emocionalmente.” O clipe estreia nesta sexta-feira, mas já pode ser assistido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.
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(Foto: Juh Almeida/Divulgação)
Depois de acompanhar artistas como Fernando Catatau e Bárbara Eugênia, a pianista brasiliense Paola Lappicy começa a mostrar seu primeiro disco solo, abrindo os trabalhos com a faixa-título, “Choro Fácil”, que será lançada nessa sexta-feira mas que ela antecipa em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo. A canção originalmente era só uma pequena vinheta de abertura apenas com piano e cello, “mas aí eu chamei mais gente pra tocar junto, foi virando outra coisa e eu comecei a bricnar com uma letra inspirada no Notícias Escrevinhadas na Beira da Estrada, da Matilde Campilho”, explica Paola. Ela já havia lançado duas músicas gravadas de forma quase caseira em 2019, mas boa parte do disco foi escrita nos últimos anos, já sob a péssima influência deste periodo horroroso de doença e extrema-direita, o que dá o tom triste e amedrontado do disco. “Eu fiz um pouco um movimento de abraçar isso, mas com um certo humor”, explica.
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Mais uma pro site da CNN Brasil sobre o Zé Celso, desta vez entrevistando seu biógrafo, Aimar Labaki.
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Depois de uma temporada na Holanda, o cantor e compositor Gabriel Milliet voltou para o Brasil com a mala cheia de novas canções, boa parte delas falando sobre a distância e a saudade do Brasil e o fato de estar morando em outro país. De volta pra nossas bandas desde o ano passado, ele começou a pensar em seu primeiro álbum e começa a mostrá-lo a partir desta sexta, quando lança o primeiro single, “Silêncio Brutal”, que ele antecipa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Gabriel explica que escolheu essa música para começar seus trabalhos de forma menos racional, mais por ela parecer uma música de abertura: “Ela tem tanto o lado introspectivo e autobiográfico da poesia do álbum como um olhar pra São Paulo como um personagem longe e distante, que eu tinha saudade. Filmado e editado pelo próprio Gabriel numa câmera de VHS, o vídeo contrapõe imagens de São Paulo às do artista sozinho na mesma cidade, em cenas capturadas pelo amigo Pedro Pastoriz. “Trabalho fazendo trilha sonora pra audiovisual, achei legal estar do outro lado. Normalmente eu fico refém das imagens para fazer uma música que caiba, desta vez achei legal escolher que imagens vão estar na música”.
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Com a morte de Zé Celso, o site da CNN Brasil me convidou para escrever sobre o momento em que seu Teatro Oficina virou a cultura brasileira do avesso a partir de duas montagens: a do Rei da Vela de Oswald de Andrade e a de Roda Viva de Chico Buarque.
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Que tragédia um dos maiores nomes da cultura brasileira morrer desta forma. Evoé, Zé!

Tila parecia nervosa mas no início da apresentação que fez nesta terça-feira no Centro da Terra, mas era só a apreensão natural de chegar no palco. Logo na segunda música de seu espetáculo Estelar ela já estava bem mais à vontade e foi ficando cada vez mais tranquila, deslizando sua voz macia entre músicas próprias e algumas alheias pinçadas a dedo, evidenciando a natureza feminina de sua apresentação: uma de Sílvia Machete (“Toda Bêbada Canta”), outra de Anelis Assumpção (“Eu Gosto Assim”), uma de Letícia Novaes nos tempos do Letuce (“Potência”) e ma música que Rita Lee compôs para Gal (“Me Recuso”), além de três do Péricles Cavalcanti (duas eternizadas por Gal, “O Céu e o Som” e “Quem Nasceu?”, e uma por Caetano, “Blues”). Acompanhada do trio Julio Lino, Yara Oliveira e Rafael Acerbi (este último também na direção musical da apresentação), ela ainda contou com a presença da diva Izzy Gordon, que ainda cantou uma música inédita de seu próximo disco. Começou bem.
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