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Jornalismo

Neste sábado tem a primeira festa D E S A N I V E R S Á R I O de 2024 e já começamos o ano fugindo a regra, pois o encontro que de adultos que eu, Clarice, Camila e Claudinho realizamos agora todo mês ali no Bubu para fazermos um clima de aniversário mesmo não tendo nenhum aniversariante agora ficou redundante porque neste dia 13 de janeiro vou aproveitar para comemorar os meus 49 verões. E você sabe que a festa ali no Bubu é no esquema certo: começa cedo (19h) e termina cedo (meia-noite) pra todo mundo conseguir aproveitar o sábado e o domingo e durante a noite vamos puxando aqueles hits que você nem lembrava que adorava– e o ingresso dá direito a um drinque de boas vindas. O Bubu fica na marquise do Estádio do Pacaembu (Praça Charles Miller, s/n°), do lado do Museu do Futebol e a noite sempre promete… e cumpre! Chega mais pra me dar um abraço!

Quem também lançou música nova nesta sexta-feira foi Ariana Grande, que não lançava nenhum single novo desde 2020. Antecipando seu próximo disco, ainda sem título, o clipe de “Yes, And?” faz homenagem ao clipe de “Cold Hearted” da Paula Abdul ao mesmo tempo em que funciona como um tapa na cara do mercado da música hoje (mais ou menos como a Manu Gavassi tentou fazer naquele vídeo que ela lançou no fim do ano passado), mas também reflete sobre questões pessoais que qualquer pessoa, artista ou não, atravessa. O pé na house music parece ecoar influências do Renaissance, o que é um bom sinal.

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Outra novidade da sexta-feira foi a apresentação que Dua Lipa lançou nas plataformas digitais, mostrando a música que lançou no ano passado, ao despedir-se de Future Nostalgia, seu clássico disco de 2020, e começar a entrar em novo território. E qual é a surpresa quando ela mostra sua nova música “Houdini” à frente de uma banda, em vez de dançarinos ou cenários? Será que o novo disco da cantora inglesa vai por aí?

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A colombiana Kali Ucchis vinha anunciando o lançamento de seu disco novo, Orquídeas, mais um cantado todo em espanhol, para o início deste 2024 – e resolveu mostrá-lo ao mundo ao mesmo tempo em que revelou-se gravidaça, prestes a parir sua cria ao lado do rapper norte-americano Don Toliver. Além do disco ser uma maravilha – coalhado de hits prontos pra pista (ouça abaixo) -, o mais impressionante é como ela conseguiu esconder a gravidez ao mesmo tempo em que seguia divulgando o novo trabalho, ainda mais nessa época em que todo mundo compartilha tudo sobre tudo. Palmas para ela, que além de ter feito mais um grande disco só aumentando sua reputação (depois de lançar o ótimo Red Moon in Venus, um dos melhores discos de 2023) e firma-se como uma das artistas mais importantes da América Latina que fala espanhol, ainda revela-se uma jovem mestra na forma de lidar com a própria imagem pública. Não é fraca.

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Começamos os trabalhos do Inferninho Trabalho Sujo nesta quinta-feira, quando recebemos lá no Picles mais uma vez a Xepa Sounds do Thiago França, que passou por tudo quanto é tipo de hit – teve desde “Total Eclipse of the Heart” até “Hotline Bling” – antes que eu e a Fran incendiássemos a pista para começar a aquecer os trabalhos da festa neste novo ano. E como bem lembrou a Fran, já já completamos um ano de discotecagem em dupla, quando tocamos juntos pela primeira vez, justamente num show do Thiago, só que com sua Charanga. Deu muito certo, né?

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Tempo suspenso

Mais uma noite linda nesta quinta-feira, quando Cacá Machado e Laura Lavieri apresentaram sua versão para o disco de 1973 de João Gilberto no Sesc Pompeia. É a segunda apresentação que os dois fazem do disco, que continua no próximo sábado, com outra noite dessas no Sesc Jundiaí. Foi bonito ver a ideia original que tivemos – eu que apresentei Cacá para Laura, que procurava alguém para realizar o sonho que era fazer esse disco ao vivo – florescer ainda mais lindamente do que o ótimo show que já havíamos feito na Casa de Francisca, há exatos dois meses. No novo palco, o silêncio era palpável e os dois burilavam as texturas musicais de seus instrumentos – voz e violão, a epítome de João – acompanhados mais uma vez dos efeitos especiais delicados da percussão cirúrgica e orgânica de Igor Caracas, que deveria ser efetivado como terceiro integrante de fato da apresentação. Juntos, os três suspenderam o tempo e a respiração de todos os presentes, imersos na sensível grandeza pautada por outro trio, há cinquenta anos, quando a produtora Wendy Carlos e o baterista Sonny Carr envolveram a realeza do maior artista de nossa cultura de uma forma única e precisa em sua carreira.

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E sigo as comemorações do meu aniversário este ano com mais uma festa, dessa vez na sexta-feira, no Bar Alto, quando reúno outros capricornianos para celebrar juntos na primeira Trabalho Sujo All Stars de 2024. Começo tocando às 19h e depois recebo, a cada hora, as digníssimas presenças de Pérola Mathias, Tomaz Paoliello e Bamboloki, todos filhos de janeiro no verão que me ajudam a tornar essa noite memorável, como sempre. A festa acontece ali no Bar Alto (Rua Aspicuelta, 194), na Vila Madalena, e não paga nada para entrar. Vamos?

Nesta quinta e sábado, Cacá Machado e Laura Lavieri mais uma vez apresentam o espetáculo Melhor Do Que O Silêncio, dedicado ao clássico disco de 1973 de João Gilberto, em que assino a direção executiva. As apresentações desta vez acontecem em duas unidades do Sesc – nesta quinta-feira, às 21h, no Sesc Pompeia, e neste sábado, às 19h, no Sesc Jundiaí. Os dois são mais uma vez acompanhados do percussionista Igor Caracas e juntos desbravam o disco que também é conhecido como “o álbum branco de João Gilberto”, devido à cor de sua capa, que mostra o maior artista brasileiro no momento mais minucioso de sua voz e violão, registrados pela produtora Wendy Carlos com acompanhamento cirúrgico do baterista Sonny Carr. Os dois conversaram com o blog Farofafá sobre essa apresentação, que ainda conta com a luz de Fernanda Carvalho, a direção de arte de Amanda Dafoe e a produção de Guto Ruocco da Circus. Ainda há ingressos disponíveis para as duas apresentações, embora as do Sesc Pompeia estejam quase no final…

Um dos maiores nomes da música brasileira nos deixou precocemente no início do 2020 da pandemia: Moraes Moreira nos deixou com parcos 72 anos e vivendo sua carreira intensamente, como de praxe. Mas se por um lado sua vida foi interrompida de forma brusca, sua arte segue viva e cada vez mais presente, como registra o compadre Luciano Matos em seu blog El Cabong. Além de uma exposição sobre o cantor e compositor baiano (Mancha de Dendê não sai – Moraes Moreira, que já passou por Salvador e ainda passa pelo Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília e talvez Recife) e um disco de frevos inéditos que estava fazendo ao lado de seu filho, Davi Moraes, e do produtor e baterista Pupillo Oliveira (que além de arranjos escritos pelos maestros Spok, Nilson Amarante, Duda e Henrique Balbino, ainda conta com participações de Criolo, Céu, Lenine, entre outros), nove discos de carreira do velho Moraes chegam finalmente às plataformas de streaming, completando sua discografia online. Ainda há uma biografia escrita por seu irmão Walter Pires ao lado do cordelista e jornalista potiguar Crispiniano Neto, batizada de Moraes Moreira – De Cantor para Cantador, que será lançada pela editora cearense Imeph, que ainda pretende lançar outros dois livros inspirados em Moraes, o infantil A Lenda do Pégasus, escrito com Jorge Mautner com ilustrações de Silvana Menezes, e um livro de poemas. Além disso, a diretora carioca Cecília Amado (de Capitães da Areia e Reggae Resistência) está planejando uma série biográfica sobre a história do músico vai realizar um doc focado na vida e obra do artista. Luciano fala mais dessas novidades em seu site, além de resenhar cada um dos oito discos que começam o ano nas plataformas digitais: Moraes Moreira (1981), Coisa Acesa (1982), Pintando o Oito (1983), Mancha de Dendê Não Sai (1984), Tocando a Vida (1985), Mestiço é Isso (1986), Bahiano Fala Cantando (1988), República da Música (1988) e Cidadão (1991). Confere lá,

Às vésperas do lançamento de seu terceiro álbum (se contarmos o disco ao vivo gravado em Montreux), o trio The Smile lança mais uma música de seu próximo trabalho, Wall of Eyes, que será lançado no próximo dia 26 (e está em pré-venda faz tempo). A balada “Friend of a Friend” leva a experimentação sonora do grupo formado pelos líderes do Radiohead Thom Yorke e Jonny Greewood (ao lado do baterista Tom Skinner, do grupo Sons of Kemet) para outros horizontes e o clipe abstrato e fluido, dirigido, mais uma vez, pelo cineasta Paul Thomas Anderson, reforça esse novo lugar sonoro dos três, com cores tingidas pela Orquestra Contemporânea de Londres e pelo saxofonista Robert Stillman. O novo single vem junto com o anúncio de uma pré-estreia do novo trabalho que acontece em cinemas de onze países. Wall Of Eyes, On Film é uma sessão de cinema que trará os clipes para “Friend of a Friend” e “Wall of Eyes”, além de clipes do Radiohead (“Dadydreaming” e duas gravações de Jonny e Thom na época do A Moon Shaped Pool, tocando “Present Tense” e “The Numbers” – podia ter os dois tocando “The Rip” do Portishead, da mesma época, hein…) e do Anima de Thom Yorke, todos dirigidos por Paul Thomas Anderson em versões em 35 milímetros e som surround. O evento ainda terá uma audição na íntegra do segundo disco de estúdio do grupo e imagens que o cineasta fez durantes as gravações do disco – e quem for ainda pode comprar merchandising exclusivo da banda, como fitas cassetes, camisetas e um fanzine. Infelizmente a sessão não passa pelo Brasil – o mais perto da gente é a Cidade do México… A relação dos locais que receberão essa sessão e o clipe da nova música você pode ver abaixo: Continue