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Jornalismo

Mais uma noite da celebração consecutiva do Yo La Tengo no Bowery Balroom, a noite desta quarta-feira – a quarta do Hannukah que o grupo celebra todo ano em Nova York – contou com as participações do ídolo indie Bonnie ‘Prince’ Billy, do líder do National Matt Berninger e do guitarrista de Patti Smith Lenny Kaye! Como no dia anterior, o trio começou os trabalhos sozinho no palco, tocando músicas de todas as décadas da banda, para convidar seus camaradas apenas no bis: Bonnie ‘Prince’ Billy começou cantando “Trustfall” da cantora pop Pink e depois o trio recebeu o líder do National, que cantou “Little Bit of Rain” de Fred Neil, suas próprias “Inland Ocean” (de sua carreira solo), “Bloodbuzz Ohio” (de sua banda) e “Eve of Destruction”, de Barry McGuire, que contou com (Lenny Kaye na guitarra como atração surpresa. Aproveitando a deixa de Kaye, Billy voltou ao palco para cantar “Free Money” do primeiro disco de Patti Smith, com Matt ainda no palco. Que beleza! Deixei uns vídeos que achei online abaixo: Continue

St. Vincent foi chamada pelo Stephen Colbert para inaugurar uma nova sessão no programa Late Show que ele apresenta, chamada Under the Covers e dedicada a versões alheias – e ela tirou da cartola um das canções mais difíceis do David Bowie de se cantar, a irresistível “Young Americans”. E tirou onda…

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Na terça-feira, o Yo La Tengo seguiu seus festejos de fim de ano no Bowery Ballroom, em Nova York, e dessa vez chamou convidados apenas no bis, quando convocou o trio Sprawl e a atriz Ana Gasteyer para dividir o palco com eles, passeando por músicas do Velvet Underground (“We’re Gonna Have A Real Good Time Together”), um clássico do rock de garagem dos anos 60 (“Kicks”, dos Paul Revere and the Raiders) e alguns hits de fim de ano, como “Dream a Little Dream of Me”, “(There’s) Always Something There to Remind Me”, “Tie a Yellow Ribbon Round The Ole Oak Tree” e “Silver Bells”. E a festa segue por mais cinco dias…

Assista a alguns trechos dos shows abaixo: Continue

Ao comemorar o fim de um ótimo ano, quando lançou o festejado álbum Forever Howlong, o grupo inglês Black Country New Road dá de presente para os fãs uma gravação oficial para a versão que vêm fazendo nos shows desse ano para a imortal “The Ballad of El Goodoo”, do Big Star. A versão que chega está sendo oferecida pelo grupo para download e não está nas plataformas de áudio foi gravada há dois meses, quando eles apresentaram-se em Oslo, na Noruega, e pode ser baixada direto no site deles, basta deixar seu email.

Assista abaixo a versão da mesma música quando o grupo a tocou no Gongam Center, em Seul, na Coreia do Sul, no início deste mês: Continue

Vocês viram esse absurdo? Quarenta anos depois de chocar as viúvas da ditadura com a infame e jocosa canção punk natalina “Papai Noel Velho Batuta”, o seminal grupo Garotos Podres foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por “ofensa religiosa” (como se Papai Noel estivesse na Bíblia!), como eles mesmos divulgaram, de forma indignada, em sua conta no Instagram. Eles aproveitaram para mostrar um clipe novo que fizeram desta que já é, faz tempo, um hino do punk brasileiro, atualizando a música com elementos do século 21 – do presidente dos EUA a um zumbi que insiste em não querer morrer. Tomara que essa história não prossiga, todo o apoio aos Garotos Podres!

Veja o clipe abaixo: Continue

A segunda data do Hannukah do Yo La Tengo em Nova York teve a presença do Built to Spill, quando seu líder e fundador Doug Martsch foi convidado para a segunda metade do show desta segunda-feira, que contou com a baterista da banda, Teresa Esguerra, por toda a apresentação, tocando bateria e percussão (e deixando Georgia Hubley, batera do Yola, à frente para cantar e tocar teclados. A noite começou com uma série de músicas novas do trio de Nova York até que o guitarrista do BtS entrou para acompanhá-los em algumas canções emblemática deles, como “Last Days of Disco”, “Nothing to Hide” e “Ohm”, antes de embarcar com o grupo em uma longa versão para “Heroin” do Velvet Underground. No bis, o trio saudou Rob Reiner ao tocar uma música do grupo fictício Spinal Tap (criado pelo recém-falecido diretor), “Gimme Some Money”; mais uma do Velver (a irresistível “She’s My Best Friend”) e “Jokerman” do Dylan, esta com Doug na guitarra e vocal. Coisa fina!

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Enquanto não retoma suas atividades num lugar fixo, a saudosa Associação Cecília Cultural segue mantendo seu nome aceso em mais uma edição do festival Cecília Viva, que desta vez acontece em Ilhabela! O festival reuniu um elenco de peso para mostrar sua nova versão longe da cidade grande ao trazer shows do Metá Metá, Bazuros, Rakta, Test e Azymuth – além de discotecagens do DJ Nuts e da Carol Ueno – para o palco do Teatro Baía dos Vermelhos no litoral paulista no dia 31 de janeiro do ano que vem. Programaço! Os ingressos já estão à venda.

Se você perdeu o bonde da história talvez tenha passado batido do fato de que Rebecca Black – dona do irresistivelmente insuportável hit viral “Friday” do começo da década passada – seguiu vida na música e tornou-se uma artista de dance music séria com uma carreira estável e bons discos lançados. Semana passada ela passou pelo programa Triple J e, como de praxe, foi convidada a fazer uma versão para alguma música alheia e ela saudou o trabalho da novata sensação Addison Rae ao escolher uma das melhores músicas de seu disco de estreia, “Fame is a Gun”.

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Tradição é tradição – e mais uma vez o Yo La Tengo começa sua comemoração contínua ao celebrar o hannukah com uma série de sete shows consecutivos no Bowery Ballroom, em Nova York. A festa começou neste domingo, quando o grupo fez seu primeiro show desde o arrebatamento acústico que fizeram em Sâo Paulo no Cine Joia e veio com o grupo que já é presença fixa no evento anual ao receber mais uma vez o jazz intergalático da Sun Ra Arkestra para acompanhá–los por nove canções, algumas do trio de Hoboken e outras da própria Arkestra. O show começou comentando 2025 ao escolher a novíssima “Big Crime” de Neil Young para criticar a situação política atual dos EUA e a versão que o recém-falecido guitarrista do Kiss, Ace Frehley, fez para “New York Groove” da banda glam inglesa Hello. O primeiro dia da residência do grupo teve um bis cheio de pérolas, com versões para “The Kid With the Replaceable Head” do Richard Hell, “This Ain’t the Summer of Love” do Blue Öyster Cult e a clássica “Be My Baby”, das Ronettes. Veja alguns vídeos abaixo: Continue

Eis o trailer de Breakdown 1975, documentário de Morgan Neville que mostra como o meio da década de setenta foi um ano crucial para o cinema produzido nos EUA, quando os estúdios cederam à nova geração de cineastas – todos influenciados pelo cinema europeu e asiático da década anterior – e deixaram eles fazerem os filmes que queriam. Assim, 1975 assistiu ao lançamento de obras-primas que eram socos no estômago, além de abandonar regras tidas como pétreas da indústria do cinema daquele país. E assim surgiram Tubarão, Rede de Intrigas, Todos os Homens do Presidente, Nashville, Taxi Driver e Um Estranho no Ninho, entre outros, todos desafiando convenções e desenhando um novo estilo de se fazer cinema, ao mesmo tempo em que diagnosticavam a paranoia psicótica que havia se tornado o dia-a-dia daquela década, quando o sonho americano revelou-se um pesadelo e o cinismo ultrapassou o otimismo dos anos 60 como principal tônica do período. Mais do que um documentário em si, o filme é um ensaio sobre a mudança de narrativa desta mídia cuja indústria quase falira anos antes para ser reinventada com sarcasmo, ironia, mau humor e sem medo de encarar o abismo que os EUA começaram a se revelar. Neville é conhecido por ótimos documentários sobre música (em especial 20 Feet from Stardom sobre vocalistas de apoio de artistas clássicos e o belo Keith Richards: Under the Influence sobre o guitarrista dos Rolling Stones) e o Breakdown 1975 vai ser lançado pela Netflix agora mesmo, no próximo dia 19.

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