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Jornalismo

O festival Primavera Sound demorou pra se movimentar em 2024 e acaba de anunciar o que todos já previam: não fará edições em 2024 na América Latina, infelizmente. Uma pena, porque era um dos melhores festivais no Brasil em muito tempo. Abaixo, a explicação do festival: Continue

Depois de ter visto o BK’ no palco ao lado de outros artistas como MC convidado finalmente pude vê-lo ao vivo apresentando seu show na primeira ds duas datas esgotadas que fez no Sesc Pompeia. E faz jus por merecer o título de um dos melhores rappers do Brasil atualmente: movimenta-se de forma contida no palco e conversa pouco com o público, pois tudo que precisa fazer está em suas letras e suas rimas, que passeiam por diferentes sentimentos e sensações, descrevendo situações que acontecem dentro e fora de qualquer um e tirando as conclusões a partir destas sobreposições. Seu flow é impressionante: ao mesmo tempo em que entregar versos gigantes num mesmo fôlego, o faz como quem tivesse dando um conselho, um toque, uma consideração, rimando naturalmente, como quem conversa. Auxiliado de um DJ, um MC e um trio de backing vocals impressionante, ele passou por músicas de seus quatro grandes discos (Castelos & Ruínas, Gigantes, O Líder em Movimento e Icarus) e chamou toda a responsa pra si mesmo, segurando a apresentação inteira sem sair do holofote central, fazendo todo mundo cantar letras quilométricas juntos em canções relativamente curtas. Pesado.

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Uma das heroínas mais simpáticas da história do rock, nossa querida Kim Deal nunca lançou nenhum disco solo – até agora, quase quarenta anos depois de iniciar sua carreira fonográfica. Afinal, ela sempre foi mais afeita a trabalhar em conjunto, seja no grupo seminal dos anos 80 que tornou possívell para o rock independente atingir um público maior na década seguinte (os Pixies, quem mais?), no grupo que montou com sua irmã gêmea Kelley e com quem compõe, toca, grava e viaja até hoje (as Breeders tavam abrindo a turnê da Olivia Rodrigo até outro dia) ou o feliz mas breve encontro batizado de Amps. Desde o início da década passada ela começou a trabalhar com seu próprio nome, primeiro ao fazer um show solo no festival inglês All Tomorrow’s Parties de 2012 e depois ao lançar uma renca de singles (“Walking with a Killer”, “Hot Shot”, “Are You Mine?”, “The Root” e “Biker Gone”, todos com seus respectivos lados B), entre 2012 e 2014. As Breeders voltaram a tocar em 2017 (participando inclusive do álbum de Courtney Barnett do ano seguinte, Tell Me How You Really Feel) e ela deixou quieto essa história de lançar suas próprias músicas. Até o meio deste ano, quando lançou o single “Coast” para, nesta quarta-feira, não apenas lançar mais um single (“Crystal Breath”) como para anunciar que seu primeiro álbum, chamado Nobody Loves You More, sairá em novembro pela gravadora inglesa 4AD. Parte do disco foi gravado pelo falecido Steve Albini e conta com várias participações especiais, como integrantes das Breeders (a irmã Kelley, Jim Macpherson e Britt Walford), um Raconteur (Jack Lawrence), um Teenage Fanclub (Raymond McGinley) e duas Savages (Fay Milton e Ayse Hassan). A capa, o clipe do novo single e a ordem das músicas podem ser vistos abaixo: Continue

Produtor, cantor e compositor contemporâneo da geração do Lira Paulistana, Robinson Borba trabalhou com Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Tetê Espíndola, entre outros e lançou seu único álbum, chamado Rabo de Peixe, em 1984. Quarenta anos depois ele volta ao disco cercado por uma banda composta por Ricardo Prado, Estevan Sinkovitz e Guilherme Kastrup e começa a mostrar o novo trabalho, chamado Cauda da Galáxia, em que convidou vários nomes da cena contemporânea que habita São Paulo para levantar o disco. “Última Vez”, single que será lançado nas plataformas nessa sexta-feira e já pode ser ouvida em primeira mão aqui no Trabalho Sujo, reúne dois destes convidados: o paulista Tatá Aeroplano, que também produziu o disco, e a paranaense Bruna Lucchesi. A aproximação com Tatá é recente e embora Robinson já o conhecesse de nome desde os tempos do Jumbo Eletro, só o conheceu quando fez uma oficina sobre produção independente oferecido pelo mister Aeroplano. “Eu achei muito interessante, ele tem uma cabeça espetacular e comecei a admirá-lo, porque ele consegue se autofinanciar”, explica o produtor, lembrando que ele bancou os discos que produziu – entre eles o clássico Clara Crocodilo, de Arrigo Barnabé – com os próprios recursos, que ele conseguia a partir de seu trabalho como engenheiro. Além de Tatá e Bruna, também participam do disco outros artistas da cena paulistana atual como Malu Maria, Guilhermoso Wild Chicken, Guizado, além de sua própria esposa, Cristina Borba. O disco está previsto para ser lançado no próximo dia 13 e Robinson pretende fazer o show de lançamento ainda este ano, mas sem data ou local definido.

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Nosso produtor canadense de música eletrônica favorito começou a lançar algumas músicas de seu principal projeto há alguns meses, marcando território para a volta do Caribou. Sem lançar discos com seu principal projeto desde 2020, quando lançou o excelente Suddenly, Dan Snaith lançou apenas o single “You Can Do It” no ano seguinte e apesar de seguir apresentando-se ao vivo, só lançou mais algo com seu pseudônimo instrumental Daphni, quando lançou o ótimo Cherry em 2022. Mas há alguns meses ele lançou o single “Honey”, seguido de outros dois singles, primeiro “Broke My Heart” e depois a irresistível “Volume”, inspirada no hino “Pump Up the Volume” imortalizado pelos M/A/R/R/S nos anos 80. Como pra bom entendedor um pingo é letra, tudo levava a crer que ele não ia parar só nos singles e em breve lançaria um novo disco. Dito e feito: ao lançar mais um single, “Come Find Me”, nesta quarta-feira, Snaith confirmou que seu próximo álbum sairá no início de outubro. Batizado com o nome do primeiro single, Honey também marca o início de mais uma turnê que começa no Japão, passa pela Holand, depois Canadá e EUA entre outubro e novembro para voltar à Europa no início do ano que vem. Seria demais pedir pra vir pro Brasil? Abaixo a capa do disco, a ordem das faixas e os clipes das músicas que já foram lançadas: Continue

E as pistas deixadas nas mídias sociais do trio The Smile durante o fim de semana levaram para o caminho certo e o grupo paralelo do Radiohead acaba de anunciar o lançamento de Cutouts, seu terceiro álbum e o segundo lançado em 2024. O novo disco é composto de músicas que ficaram de fora do disco lançado no inicio do ano, mas não vale dizer que é o Amnesiac do Kid A deles (mesmo porque Wall Of Eyes tá longe de ser um Kid A). Programado para ser lançado em outubro, teve mais duas músicas reveladas nesta quarta “Zero Sum” (bem fase clássica dos Talking Heads) e a ambient “Foreign Spies”, ambas lançadas com vídeos feitos pelo artista audiovisual Weirdcore. Confira abaixo: Continue

Imagine que você está em Glasgow, na Escócia, curtindo o show foda de praxe do Yo La Tengo quando dois dos principais representantes da música local sobem ao palco para dividir uma música, transformando o trio em quinteto. Foi isso que aconteceu nesta terça-feira, quando, no meio do show que o grupo nova-iorquino fazia na casa de shows SWG3, os dois guitarristas fundadores do Teenage Fanclub, Norman Blake e Raymond McGinley se juntaram ao guitarrista Ira Kaplan, à baterista Georgia Hubley e ao baixista James McNew para tocar uma versão fabulosa da clássica “I Heard You Looking”, um dos momentos mais transcendentais do show do Yo La Tengo. Por sorte tínhamos uma heroína na plateia que registrou esse acontecimento, confira abaixo: Continue

Perder-se em si

O Set que Paola Ribeiro armou nesta terça-feira no Centro da Terra fez os espectadores seguir o rumo que os artistas propunham no palco, abrindo um caminho para que a consciência possa perder-se em si mesma. A noite começou com Paola, sozinha, fora do palco, atrás do público, filmando sua boca que era projetada por Laysa Elias na performance “Ah!”, em que estendia a vogal entre a fala e o canto até ela tornar-se tão abstrata quanto a boca sem rosco que aparecia em frente à plateia. Depois, no palco, juntaram-se a ela, primeiro Douglas Leal e depois Panamby que, passeando por instrumentos, acompanharam a voz de Paola que, por sua vez, desconstruía um berimbau, ora tocando-o apenas como instrumento de corda, ora apenas como instrumeto de percussão. O transe abstrato tomou conta do público, que assistiu calado aos sentimentos crus expostos em sua frente – tudo isso iluminado pela luz discreta e intensa de Charlie Ho, que trabalhou apenas com as cores primárias, para preservar a aura elemental da noite.

Assista abaixo: Continue

Paola Ribeiro: Set

E encerramos a programação de música do Centro da Terra em agosto nesta terça-feira com uma apresentação solo de uma das mais promissoras cantoras em ascensão na cena musical paulistana. Paola Ribeiro apresenta o espetáculo Set, que divide em quatro momentos: um solo, dois em duos e um em trio. A apresentação começa com a performance de “AH!” que faz em parceria com Laysa Elias na parte audiovisual. Os dois duos vêm em seguida, quando ela divide o palco com Douglas Leal e depois com Elton Panamby divindindo vocais, sopros, percussão e cordas, para finalmente reunir-se com os três na parte final da noite – que tem a iluminação a cargo de Charlie Ho. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria ou no site do Centro da Terra.

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É oficial: o Oasis volta a fazer shows no ano que vem. 15 anos depois do último show (que aconteceu dia 22 de agosto de 2009), os irmãos Gallagher acabaram de confirmar o boato que paira sobre a internet desde a semana passada, anunciando 14 shows para daqui um ano nas ilhas britânicas: dois shows em Cardiff no País de Gales, quatro em Manchester e quatro em Londres na Inglaterra, dois em Edimburgo na Escócia e dois em Dublin na Irlanda. Não devem ser os únicos shows dessa volta – inevitavelmente anunciarão datas no resto da Europa e nos Estados Unidos, embora Noel Gallagher tenha acabado de twittar que “essas datas serão as únicas na Europa”. Os ingressos para os shows anunciados começam a ser vendidos neste sábado. O Guardian levantou a possibilidade de que a esperada volta da banda tenha acontecido devido ao recente divórcio de Noel Gallagher de sua segunda esposa, Sara MacDonald, que foi resolvido num acordo extrajudicial que teria custado certa de 20 milhões de libras ao irmão mais velho da banda.

Assista abaixo o curta que anuncia a volta do grupo e veja em quais locais os irmãos se apresentarão: Continue