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O Belas Artes começa a terceira edição de seu excelente Festival de Filmes Incríveis nesta quarta-feira e me chamou pra tocar na festa de abertura, que acontece logo após a exibição do primeiro filme do evento, o filme afegão No Good Men, que será exibido a partir das 19h30 – e os ingressos já estão à venda. A festa começa logo depois do filme, vamos lá?

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Logo depois de soltarem um teaser que foi entendido pelos fãs como o anúncio da tão aguardada caixa do Rubber Soul, os Beatles publicaram um vídeo sobre o filme Help! sem dar muita explicação (deixando apenas “alguém os socorra, por favor”), mas juntando lé com cré, os mesmos fãs começaram a especular que há mais coisas vindo aí. De palpites prováveis como o relançamento do filme nos cinemas (ou no Disney+ – ou em ambos!) a uma segunda caixa, desta vez deschavando o outro disco que lançaram em 1965 até a possibilidade de uma grande série de anúncios intitulada Beatles ‘65, que incluiria as caixas de Help! e Rubber Soul, o relançamento do filme e do show que eles fizeram no Shea Stadium, em Nova York, naquele mesmo ano (cruzando mais uma barreira pela primeira vez, a dos shows em estádios esportivos) e sabe-se lá que mais eles podem ter deste ano guardado (programas de TV? As gravações na BBC? Entrevistas?). E se você lembra que ano que vem é quando saem os quatro filmes que Sam Mendes está dirigindo sobre a carreira da banda do ponto de vista de cada um deles, temos aí um grande evento beatle sendo materializado em câmera lenta na nossa frente exatamente agora…

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“Já que vazou, tá aí!”, disse Phoebe Bridgers em sua conta no Instagram, revelando o título das 16 músicas de seu Lost Weekend com títulos assertivos como “Panorama”, “Kill Me”, “Never Going Back!”, “Other Plans”, “The Governor’s Waltz”, “Bobby”, “I Can’t Wait”, “Haunted”, “Lost Weekend” e “Lost Weekend (Reprise)”, lembrando que faltam 16 dias pro lançamento de seu disco.

Aproveitando o centenário do mestre da música brasileira Moacir Santos comemorado no último dia 26, a fábrica de discos Polysom atualiza seu estoque com mais cópias do clássico Coisas (1965), disco fundamental na história da música gravada – e não apenas brasileira. Infelizmente fora das plataformas de streamings (suas canções podem ser encontradas espalhadas nessas joças musicais, mas não na íntegra), o disco só pode ser ouvido por vias extraoficiais ou em sua versão física.

Os Beatles mandaram um email para quem assina sua lista de email nesta terça-feira começando uma contagem regressiva de menos de 24 horas para… alguma coisa. Mas pelas pistas (a paisagem pastoril do vídeo no Instagram e o título do email enviado – “It’s been a long time, now I’m coming back home…” – uma letra da música “Wait”), tudo indica que finalmente vamos ouvir a versão cheia de extras do álbum Rubber Soul, que todo mundo achou que fosse sair no ano passado (por conta de seu aniversário de 60 anos). Se isso rolar, talvez finalmente vamos entrar na era das faixas-bônus dos cinco discos iniciais do grupo, já que todos depois de Rubber Soul (do Revolver ao Let It Be) já têm suas próprias edições completas.

Vamos aguardar…

Patrícia Bastos encerrou sua temporada Planeta Arrepiado nesta segunda-feira no Centro da Terra transformando o teatro num grande baile nortista. Como sempre acompanhada pelo violão de Dante Ozzetti, que desta vez contrapôs às guitarradas do filho de Patrícia Skipp e à percussão de sua própria filha, Thata Ozzetti , a cantora do Amapá veio acompanhada dos belíssimos vocais dos cantores congoleses Leo Matumona e Hidras Tuala, que superpuseram seu africanto por cima das referências caribenhas e amazônicas da dona da noite, que ainda trouxe um convidado surpresa, quando contou com a presença do multiinstrumentista Zé Pitoco, que desta vez assumiu a zabumba. A presença do grave instrumento de percussão foi a deixa para Patrícia deixar sua apresentação ainda mais dançante, fazendo até o público se levantar para dançar em pleno teatro. Noite linda!

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E como já era previsto, a Balaclava confirmou a vinda de Johnny Marr para uma única apresentação no Brasil no dia 24 de novembro, no Tokio Marine Hall (mesmo dia do primeiro show do Godspeed You! Black Emperor na Áudio) – e os ingressos já estão à venda.

Eis a capa de O Dia da Girafa, nono disco da carreira solo de Maurício Pereira, antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo. O disco é o primeiro com canções inéditas desde o ótimo Outono no Sudeste, de 2018. “Interessantes as associações dentro da cabeça da gente”, me explica Maurício sobre a capa. “O nome do disco tem a ver com a girafa, que tem aquela pelagem maluca, e dali pra chegar nos caquinhos foi um pulo: muito paulistano, quando era pequeno morei numa casa que tinha o chão de caquinhos. Joguei bola em cima deles anos a fio. Afeto, São Paulo, forma. Tá tudo ali.” A foto da capa foi tirada pelo produtor Gui Jesus Toledo e o disco, que já teve duas de suas músicas (“Casamata de Amoreiras”, em parceria com Rômulo Fróes, e “O Leme é um Lugar Genial”, com a Espetacular Charanga do França) mostradas anteriormente, chega para nós na próxima quarta, dia 29.

O Faith No More acaba de confirmar os primeiros shows de sua volta marcada para o ano que vem e eles não vêm só – chamaram o grupo System of a Down para dividir quatro noites do outro lado do planeta, quando tocam na Oceania em janeiro e fevereiro de 2027. O primeiro show acontecerá no dia 22 de janeiro em Sydney, seguido de outro show em Melbourne no dia 27 e outro no primeiro dia de fevereiro em Brisbane, todos na Austrália, para visitar a capital da Nova Zelândia Wellington no dia 7 deste mesmo mês. É só o começo de uma invasão do grupo liderado por Mike Patton durante todo o ano e não custa lembrar que tanto o FNM quanto o SOAD têm seus shows geridos pela produtora brasileira 30e, que mandou benzaço nesta escalação.

Um privilégio poder assistir à celebração que a Orkestra Rumpilezz do saudoso Letieres Leite fez ao gênio Moacir Santos no exato dia de seu centenário, neste domingo, no Sesc 14 Bis. A apresentação de gala encerrou a temporada de três datas que o grupo baiano fez neste fim de semana aproveitando o centenário do mestre pernambucano – um mago da música brasileira que infelizmente não tem a popularidade à altura de sua majestade musical – para trazer a releitura idealizada pelo próprio Letieres há mais de dez anos, que só se materializou no álbum Moacir de Todos os Santos após sua morte, em 2021. Dividida entre sopros e percussão, a Orkestra começou a noite trazendo os ritmistas ao palco trajando figurino de gala branco para receber saxes, tuba, trombones, trompetes e flautas num segundo momento, quando os músicos entraram saindo de trás do público. Posicionados ao redor do pulso percussivo tocado por sete músicos – entre eles os maestros Gabi Guedes e Luizinho do Jêje -, os sopros alternavam os arranjos entrelaçados sobre a obra clássica de Moacir, o revolucionário álbum Coisas, de 1965, e solos que tocavam fundo a grande festa de ritmo e melodia em homenagem ao pernambucano, que o grupo fazia questão de comparar com o fundador Letieres, outro gênio da composição, arranjos e da educação através da música. Mas ao centro de tudo, carregando toda a apresentação e fazendo todo o público levitar mesmo que sentado, o naipe de percussão transforma o que poderia ser entendido como uma big band de samba jazz em um ritual mágico e solene à altura dos dois grandes gurus ali representados. De lavar a alma.

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