
Lady Gaga causou nessa sexta-feira no Coachella ao trazer uma versão burlesca e grandiosa de seu recém-lançado Mayhem como uma ópera dividida em quatro atos (Act I: Of Velvet And Vice, Act II: And She Fell Into A Gothic Dream, Act III: The Beautiful Nightmare That Knows Her Name e Act IV: To Wake Her Is to Lose Her). Entrelaçando hits como “Bloody Mary”, “Poker Face”, “Born This Way”, “Alejandro” e “Born This Way” com as primeiras aparições em palco para “The Beast”, “Garden Of Eden”, “Zombieboy”, “How Bad Do U Want Me”, “Shadow Of A Man” e “Vanish Into You”, ela ainda trouxe uma versão da ótima “Abracadabra” remixada por Gesaffelstein, que foi lançada nas plataformas de áudio no mesmo dia. Seu disco mais recente talvez seja seu melhor álbum (preciso escrever sobre ele) e pode ser que sua versão ao vivo a eleve para um nível que sua carreira ainda não alcançou, tanto em termos artísticos quanto comerciais. O que torna seu show em Copacabana ainda mais importante…
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A lenda do reggae nos deixou nessa sexta-feira.

Dia 12 de abril temos mais um encontro no Bubu, quando transformamos o restaurante da marquise do estádio do Pacaembu em nossa pista favorita. É mais um dia de Desaniversário, festa que faço com a Camila, a Clarice e o Claudinho e que não deixa ninguém parado – e ninguem se acabar até mais tarde, pois começamos às 19h e terminamos à meia-noite, sempre com aquela sequência de músicas que todo mundo gosta de cantar junto. A entrada custa 50 reais e o Bubu fica na Praça Charles Miller s/nº. Vem dançar com a gente!

Permita-me o clichê: é muito bom viver na mesma época em que Gilberto Gil. O baiano não apenas construiu-se como um monumento humano à brasilidade, triangulando forrós, rocks, sambas, reggaes e afoxés para descrever sua leitura de Brasil, misturando inúmeros sentimentos relacionados a quem vive aqui. Vê-lo por duas horas e meia do alto de seus 82 anos reger uma multidão de súditos com um rosário formado por dezenas de sucessos que poucos nomes na história da música pop conseguem dispor, tocando violão e guitarra como poucos ao mesmo tempo em que cantava como na flor da idade é presenciar um milagre. O primeiro show de sua turnê Tempo Rei em São Paulo foi um acontecimento mágico em que ele colocou no bolso as recentes turnês gigantescas de seus contemporâneos, Milton Nascimento e a dupla de irmãos Caetano e Bethânia. Diferente do primeiro, trouxe uma banda novíssima e completamente devota de sua obra, composta em boa parte por seus filhos e netos. Diferente dos dois últimos, jogo para a galera e trouxe uma seleção de sucessos invejável, cantada por todos a plenos pulmões. Temperando as músicas com vinhetas de outras que não entraram na íntegra, atravessou todas as fases de sua carreira em ordem relativamente cronológica, tocadas com arranjos dinâmicos e próximos dos originais numa banda que tinha naipe de metais, time de percussão, quarteto de cordas, vocais de apoio, sanfona, guitarra, baixo, teclado e bateria (cada um deles apresentado espertamente em músicas diferentes). Os telões (incluindo uma tela em espiral hansdonneriana) conversavam bem com todas as músicas e a iluminação deixava sempre Gil no centro, à luz branca, enquanto a banda era iluminada com outras cores. Difícil escolher o melhor momento porque o show foi quase todo foda (as participações desta primeira noite, o funkeiro MC Hariel e a neta Flor Gil, de 16 anos, foram as mais fracas de toda a turnê até aqui), mas a transição entre “Cálice” (com participação em vídeo de Chico Buarque e coro improvisado do público clamando “sem anistia!”) e “Back in Bahia” foi daqueles instantes pra carregar no peito peloresto da vida. Obrigado por existir, mestre!
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Dos maiores nomes da canção do século 20, o inglês Nick Drake (1948-1974) ainda é um artista em expansão e um mistério a ser descoberto. Sua curta discografia – meros três álbuns – resume uma multidão de sentimentos, pensamentos e sensações abordados em versos ao mesmo tempo complexos e simples e bases instrumentais – sempre com o violão em primeiro plano – que parecem ter vindo de outro planeta – ou melhor ainda, de dentro do próprio planeta Terra. A parte inicial desta revelação musical surge agora dissecada na caixa de quatro LPs que traçam a história de seu disco de estreia. The Making Of Five Leaves Left é um trabalho de mais de sete anos debruçados sobre registros sonoros que acompanharam a maturação de um projeto único na história da música folk, o disco Five Leaves Left, lançado originalmente em julho de 1969. São mais de trinta demos das músicas do álbum gravadas desde março do ano anterior, quando Drake entrou num estúdio de gravação pela primeira vez. A caixa, que reúne o material inédito e o álbum original em quatro discos de vinil e um livro de sessenta páginas, foi supervisionada pela irmã de Nick, Gabrielle, e ainda traz um show inteiro do músico gravado no Caius College em Cambridge. Ela, que já está em pré-venda, chega ao público no dia 25 de julho, e foi divulgada nessa sexta-feira, junto com uma versão inicial de “Cello Song” gravada naquela primeira ida ao estúdio, quando ainda chamava-se “Strange Face”. Veja a ordem das músicas e ouça a nova canção na íntegra abaixo: Continue

Lana Del Rey lançou música nova de surpresa nessa sexta-feira, começando a mostrar o que seria seu “disco country”, que se chamaria Lasso até o meio do ano passado, até que ela mudou de ideia e trocou o título pra The Right Person Will Stay, além de ter tirado da cabeça a ideia de fazer um disco country. “Henry, Come On” é o primeiro single oficial de seu décimo álbum, anunciado para o dia 21 de maio e não é exagero dizer que é uma balada clássica à sua moda. Bem-vinda de volta.
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Nossa senhora Patti Smith, que teve um começo de ano tenso aqui no Brasil mas felizmente passa bem, acaba de anunciar o lançamento de mais um livro, outro volume com suas memórias desta vez batizado de Bread of Angels. “Uma clara e escura dança da vida”, como descreveu em um post no Instagram em que mostrou uma foto sua ao lado dos pais, que, segundo ela, inspiraram boa parte do livro. “Deus sussurra por um vinco no papel de parede”, ela escreve na apresentação do livro, descrito pela editora Random House como “uma a infância pós-Segunda Guerra Mundial que se desenrola em um complexo habitacional falido descrito com detalhes dickensianos: crianças tuberculosas, vizinhos desaparecidos, uma casa infestada de ratos e um livro sedutor de contos de fadas irlandeses”, que ainda reforça ser “a memória mais intima de Smith”, misturando seus primeiros encontros com as obras de Arthur Rimbaud e Bob Dylan, a gravação de seus primeiros discos, o relacionamento com o marido guitarrista Fred “Sonic” Smith, num livro que mistura perdas, luto e gratidão. Bread of Angels já está em pré-venda e será lançado nos EUA em novembro deste ano.

Pélico continua a saga de voltar para suas canções, trabalho que começou pouco antes de convidá-lo para fazer uma temporada no Centro da Terra no ano passado, quando lançou o single “Nossos Erros” após voltar de uma temporada em que morou em Lisboa, Portugal. Ele lança o segundo single dessa sua nova fase nessa sexta-feira, a balada “Te Esperei”, gravada ao lado da cantora Catto, e antecipa a faixa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Quando cheguei de Lisboa, compus esse tema ao violão, que ficou na minha cabeça”, ele lembra da origem da canção. “Dois anos depois comecei a escrever uma letra pra uma grande amiga, que tava passando por um momento muito difícil, um relacionamento abusivo, barra pesada, e eu comecei a escrever a letra e quando terminei me lembrei da melodia. E ela se encaixou perfeitamente.”
O próximo passo foi definir o arranjo da música, que terminou com o amigo e pianista Zé Godói. “Fiquei incomodado com uma coisinha da harmonia na segunda parte, quando a música fica mais solar, e pedi pro Zé, que além de ser dono do estúdio em que eu trabalho como sound designer também é um baita pianista, me ajudar. E ele vem de uma escola de jazz e nunca trabalhei com um músico com essa formação. Ele foi para o piano, pediu pra eu pegar o violão e começou a fazer o arranjo, arrumou aquela coisinha e o tudo ficou pronto em dez minutos.’
A ideia da parceria com Catto veio exatamente quando terminou a música. Pélico lembra da primeira vez que a viu tocar, em 2011, quando dividiram um show e tornaram-se próximos. “Ela gravou junto com a Marcia Castro a minha música ‘Olha Só’ pra um site, depois gravou ‘Sem Medida’, do disco Que Isso Fique Entre Nós, no disco ao vivo dela, tocou comigo no show de lançamento do meu disco Euforia no Sesc Pompeia e no show de encerramento desse mesmo disco no teatro Porto Seguro, fizemos show em Brasília…”, rememora. “Tínhamos uma longa história de parceria, de vida e nos palcos, mas nunca tinha gravado com ela”, continua o cantor e compositor, revelando que “foi a realização de um sonho”.
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Quase um quarto de século depois de seu último álbum, o maravilhoso We Love Life, lançado em 2001, Jarvis Cocker e companhia voltam a mostrar músicas inéditas ao anunciar o lançamento de seu novo álbum, batizado apenas de More, para o dia 6 de junho. Além do anúncio, o grupo também mostrou não apenas uma música nova – “Spike Island” -, mas também seu clipe, que animou imagens de 30 anos atrás, que o grupo fez para divulgar sua obra-prima Common People, ressuscitadas por inteligência artificial, num jeito esperto e irônico da banda fazer sua crítica ao método – “Isso é moderno?”, pergunta-se. O disco começou a surgir quando o grupo retomou sua rotina de shows em 2023 (o que não fazia desde sua turnê de volta anterior, em 2012, quando se reuniram depois do fim oficial da banda, logo após o primeiro disco deste século) e algumas músicas chegaram a aparecer em apresentações ao vivo. Gravado em novembro do ano passado com produção de James Ford (do Simian Mobile Disco, que já fez discos com o Blur, Arctic Monkeys, Gorillaz, Kylie Minogue, Haim, Depeche Mode e Jessie Ware, entre outros), foi o disco da banda que levou menos tempo para ser gravado, em apenas três semanas. “Era óbvio que ia acontecer”, disse Cocker numa declaração sobre o lançamento, que é dedicado ao ex-baixista da banda, Steve Mackey, que morreu em 2023. E como o grupo já tem duas datas marcadas com o LCD Soundystem em Los Angeles, é bem provável que faça mais shows pelo mundo – por enquanto marcaram shows apenas no Reino Unido. Veja a capa, o nome das músicas e o novo clipe abaixo: Continue

Sem novidades desde que lançou seu terceiro disco Solar Power em 2021, a neozelandesa Lorde acaba de postar um trecho minúsculo de uma música sua nova sincronizada com um vídeo em que ela passeia pelo Washington Square Park, em Nova York, nos EUA, em sua conta no TikTok. Na letra, ela fala que “desde os 17 anos te dei tudo, agora acordamos de um sonho baby, o que foi isso?” e ao repetir “What Was That?” no final do verso deu a dica que talvez este seja o nome do novo single, que, segundo especulações dos fãs, deve sair ainda este mês, anunciando seu quarto álbum. Ao mesmo tempo seu site oficial está sem nenhuma informação e todos os posts de sua conta no Instagram foram arquivados, sobrando apenas um stories que traz um print de um comentário de um fã perguntando “wait what? (espera aí, o quê?), mostrando a excitação de estar de volta. Ficamos à espera aqui…
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