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Jornalismo

Quem está convidando é o próprio Fred Again, que já tinha soltado um stories outro dia dizendo que tinha gravado o set inteiro em vídeo e nesta quinta-feira avisou que irá transmitir o histórico set que encerrou sua residência no Alexandra Palace londrino no final de fevereiro neste sábado, a partir das duas da tarde (horário de Brasília), em seu canal no YouTube. Já se inscreve abaixo: Continue

Não deu outra: depois de homenagear o Primal Scream em Glasgow e os Stone Roses em Manchester, o grupo-sensação nova-iorquino Geese celebrou suas influências inglesas quando chegou à capital do Reino Unido, nesta quarta-feira. Como fez nas apresentações anteriores, o grupo liderado por Cameron Winter aproveitou a pausa estratégica em seu épico “2122” para cutucar o nerdismo musical do público que lotou o Apollo londrino ao pinçar “Come Down Easy”, penúltima faixa do segundo disco dos psicodélicos Spacemen 3. Eles não dão ponto sem nó.

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Lá vem o Paul McCartney de novo, mas dessa vez ele não parece querer convencer ninguém de nada, só fazer o que quer. Ele acaba de anunciar seu décimo nono disco solo – sem contar os discos dos Beatles, dos Wings, as peças eruditas, as trilhas sonoras e os discos como The Fireman -, que parece ser uma sessão de terapia de volta aos tempos em que ele estava começando na música, ainda em Liverpool. A introspectiva “Days We Left Behind”, lançada nesta quinta-feira, é o primeiro single de The Boys of Dungeon Lane, que será lançado no final de maio, e traz Paul lembrando de lugares em sua cidade-natal, além de fazer referência a “bares esfumaçados e guitarras baratas” e às primeiras composições escritas neste período, fugindo completamente de clichês que ele já cansou de explorar, soando melancólico e pensativo como raras vezes soou em sua carreira. Ele toca quase todos os instrumentos, como faz em seus discos desta natureza (como os McCartney de 1970, o II de 1980 e o III de 2020, além do Chaos and Creation in the Backyard, de 2005), e gravou o disco em parceria com Andrew Watt, que já esteve com os Stones, Lady Gaga, Elton John, Pearl Jam, Iggy Pop, Ozzy Osbourne e Dua Lipa, entre outros. Veja o clipe do single, a capa do disco (que já está em pré-venda) e o nome das músicas abaixo: Continue

Em outra colaboração para o Toca UOL, conversei com o vocalista da banda Viagra Boys, Sebastian Murphy, que esteve no Brasil na semana passada, sobre o papel do rock no século 21, se o público entende a ironia das letras de sua banda e sobre disco novo!

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Enquanto segue em turnê pela Europa, Rosalía teve que interromper o show que fazia em Milão, na Itália, nesta quarta-feira, por questões de saúde. “Tentei fazer este show desde o início, mesmo estando doente, tive uma intoxicação alimentar muito forte e tentei continuar até o fim, mas estou me sentindo extremamente mal”, ela explicou quando encerrou o segundo dos quatro atos que compõem seu espetáculo, para tristeza dos presentes. “Vomitei ali atrás e quero muito dar o meu melhor, então estou basicamente no chão, fazendo o meu máximo. Posso tentar continuar, mas em algum momento terei que parar. Estou muito doente e estou me esforçando ao máximo, vou continuar o quanto puder, mas se tivermos que parar, talvez tenhamos que parar se eu fisicamente não conseguir continuar. Estou com dor”. O público parece ter compreendido a situação e vir à frente para assumir tal revés parece ter sido a melhor saída para a cantora, que deve retomar a turnê de seu disco Lux a partir de segunda-feira, quando tem cinco shows na capital de seu país-natal. Tomara que se recupere logo…

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Bati um papo com o Fernando Catatau para o Toca UOL sobre como uma série de gravações feitas sem propósito durante a pandemia se transformaram no novo disco do Cidadão Instigado, lançado nesta quarta-feira.

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E se eu te dissesse que o último disco do papa do dub Lee “Scratch” Perry foi gravado em Berlim, na Alemanha, ao lado da dupla Mouse on Mars? Pois foi exatamente isso que aconteceu em 2019. O bom e velho Lipa visitou o Paraverse, estúdio da dupla alemã, por três dias, quando se dispôs a gravar todo tipo de som, menos algo que soasse parecido com reggae. O resultado é o disco Spatial, No Problem, que Jan St. Werner e Andi Toma lançam em junho, quase cinco anos após a passagem do mestre para o outro plano. Pra aguçar a curiosidade, lançaram o single “Rockcurry”, krautrock que torna-se ainda mais futurista com a rima disparada por Perry. Coisa fina. O disco já está em pré-venda, veja o clipe do primeiro single, a capa do álbum e o nome das músicas a seguir: Continue

E o Geese tá fazendo a Dua Lipa – tocando canções das cidades que passa – em sua passagem pelo Reino Unido, hein? Depois de meter um hit do Primal Scream ao se apresentar na Escócia, agora foi a vez de saudar Manchester, espremendo o groovezinho de “Fool’s Gold” dos Stone Roses no meio de sua “2122” no show que fizeram nesta terça no Victoria Warehouse. E todo mundo sacou seu celular pra registrar o momento e espalhar para o resto do planeta. É massa ver o hype crescendo ao redor de uma banda que o faz por merecer…

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Cidadão Instigado, Buhr e Letrux transformam essa semana no início efetivo de 2026 pra cena independente brasileira. O primeiro acaba de lançar seu fantástico quinto álbum, batizado com o próprio nome, e que reúne, além da formação clássica (mesmo que em apenas uma canção, a absurda “Tudo Vai Ser Diferente”, que já entra instantaneamente no panteão do grupo), colaborações com nome como Juçara Marçal, Yma, Kiko Dinucci, Ava Rocha, Jadsa, Mateus Fazeno Rock, Anna Vis e Edson Van Gogh, consagrando o líder da banda, Fernando Catatau, como seu centro criativo. A segunda abandona o prenome para ficar apenas com o sobrenome e compartilha o primeiro sinal do próximo álbum, o curto, tenso e elétrico single “Ânsia”, que conta inclusive com guitarras do próprio Catatau. Já Letrux está às vésperas de lançar o ótimo SadSexySillySongs, seu quarto disco, que já está referindo como S4 e sai nessa sexta-feira, um disco de fossa e de recuperação de fossa, cheio de baladas irônicas como só Letícia poderia fazer, com participações de Jadsa, Mahmundi, Bruno Capinan, entre outros. Somam-se aos três lançamentos, saindo quase que ao mesmo tempo, outros discos que já foram anunciados ou estão em vias de ser de vários outros artistas desta safra que nos referíamos como midstream – gente que não pertencia ao vale-tudo do mainstream mas não precisava ter um outro emprego para sobreviver como grande parte do underground -, faixa do meio que foi dizimada com a pandemia. Parte dos artistas deste meio (como os três citados, entre dezenas de outros) ficou completamente à deriva após a tragédia do início da década mas, aos poucos, conseguiram se erguer e retomar o que acredito que seja o início de uma nova fase no pop brasileiro. E por esses três primeiros lançamentos, tudo indica que vem uma safra de ouro por aí, parecida com a que consolidou essa geração há dez anos, com os discos lançados entre 2015 e 2016 (faça as contas e perceba: só clássicos). E isso sem contar a nova geração, que também está preparando seus primeiros álbuns. 2026 promete…

Os irmãos fundadores do maior fenômeno brasileiro da música pesada não irão participar da cerimônia de adeus que o Sepultura vem conduzindo desde 2024. Iggor e Max Cavalera já tinham dito não desde que começaram a ventilar a possibilidade do grupo realizar um último grande ato antes de encerrar suas atividades. A despedida do clássico grupo de metal coincidiu com o período que a banda dos irmãos que fundaram a banda – o Cavalera Conspiracy – começou a revisitar os discos que gravaram quando ainda estavam na banda (os álbuns que a tornaram um fenômeno que mudou a história do metal), seja em discos regravados ou turnês comemorativas e numa entrevista à revista Metal Injection, em 2024, Max atestou que “não vejo razões para voltar ao Sepultura, porque sei que seria mais estresse e coisas que prefiro não ter mais na minha vida, além de acho que nós tocando ao vivo, com o Travis e Igor Amadeus (outros integrantes do Conspiracy, o último filho do Max) é muito foda porque nos conecta com uma geração mais nova”, explicou o ex-guitarrista e vocalista da banda. “Eu não vejo motivos pra uma reunião, ainda mais agora que eles vão parar. A banda acabou e eu e Iggor vamos fazer o que quisermos com o Cavalera Conspiracy, que é o Sepultura de verdade.” Mas como a turnê de despedida do grupo está chegando ao fim, a boataria sobre os irmãos voltou a aparecer, até ser negada há pouco, em entrevista ao site Metal Hammer, pelo próprio guitarrista Andreas Kisser. “Nós convidamos os irmaos Cavalera, eu falei pessoalmente com Iggor numa ligação há alguns meses e começamos alguma comunicação. Até os nossos agentes começaram a conversar inclusive, mas eles não querem fazer parte disso. E tudo bem. É uma escolha.”