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On the run 74: Homenagem Musical ao Futebol Brasileiro – The Ambassador

E falando no Soul Spectrum, não consegui não sequestrar a mixtape que um de seus autores, o DJ Ambassador, fez em celebração ao futebol brasileiro. É incrível, acredite.

Homenagem Musical ao Futebol Brasileiro – The Ambassador (MP3)

1. “Ritmo de Abertura” – Explosao de Samba
2. “Praia e Sol” – Bebeto
3. “Soccer Game” – Eumir Deodato e os Caterdraticos ’73
4. “Paz e Futebol” – Marcos Valle
6. “Flamengo” – Tim Maia
7. “Aquele Abraço” – Osvaldo Nunes
8. “O Samba da Minha Terra” – Novos Baianos
9. “Sem Essa no. 5” – Jorge Ben
10. “Brasil, Eu Fico” – Wilson Simonal
11. “Fio Maravilha” – Explosao do Samba
12. “Grito de Gol” – Serginho Meriti
13. “Se Meu Time Não Fosse o Campeão” – MPB-4
14. “Camisa 10 de Gávea” – Jorge Ben
15. “A Tristexa do Adeus” (The Sadness of Goodbye) – Sergio Mendes
16. “Maracanã” – Azymuth
17. “Futebol de Bar” – Cesar Mariano & Cia.
18. “Happy Brasilia” – James Last
19. “Flamengo Até Morrer” – Marcos Valle
20. “Aquarela Brasiliera” – Nostalgia Electrônica Orchestra

Impressão digital #0013: Kick Ass e Mark Millar

Minha coluna no 2 de domingo…

Uma ajuda da internet
Mark Millar, quadrinhos e cinema

Kick Ass – Quebrando Tudo, que estreia na próxima sexta-feira nos cinemas do Brasil, pode até não ser candidato às listas de melhores filmes de 2010 feitas por críticos de cinema. Mas, desde que foi anunciado, ele já estava entre os filmes mais legais que seriam lançados este ano. Basicamente porque seu autor, o escritor Mark Millar, criou todo o conceito do novo super-herói pensando nos fãs. Mas antes de falar do filme, vale contar um pouco a história de Millar.

Escocês, ele decidiu que se tornaria um escritor de quadrinhos quando viu uma palestra de Alan Moore (autor de clássicos modernos como Watchmen e V de Vingança) e estreou no mercado norte-americano sob a guarida de outro ídolo, Grant Morrison (da série Os Invisíveis), em 1994. Em menos de cinco anos, ele já era festejado como um dos grandes nomes daquela indústria, continuando o trabalho de Warren Ellis em Authority, e criando uma das melhores histórias do Super-Homem, Red Son, que imagina o último sobrevivente de Krypton chegando à Terra pela antiga União Soviética.

No ano 2000, mudou-se para a Marvel e começou a virar do avesso aquele universo de super-heróis, primeiro reinventando o Homem-Aranha para o século 21 e fazendo, mais tarde, o mesmo com os X-Men, Capitão América, Hulk e Thor. Em comum, estas novas histórias tinham o fato de atualizar aqueles heróis para o mundo pós-internet (Peter Parker, por exemplo, era o estagiário que cuidava do site do Clarim Diário). Mas depois de muitos anos escrevendo histórias criadas por outros, decidiu inventar seus próprios mitos.

E, entre eles, Kick Ass. A minissérie em quadrinhos foi lançada mirando em sua adaptação para o cinema. Millar já brincava com as duas mídias na Marvel – em uma edição dos Supremos (sua versão para os Vingadores), os heróis discutem quem seriam os melhores atores a interpretá-los no cinema.

Com Kick Ass a metalinguagem vai além – e a internet ajuda a misturar realidade e ficção. Na história de Millar, um garoto resolve virar super-herói por conta própria – mas só se torna notado depois que uma briga em que se envolve é filmada por celular e vai parar no YouTube.

Estes pequenos detalhes mostram que Millar está atento não apenas às novidades, mas também disposto a não tratá-las como coisas de outro mundo, mas partes do cotidiano de cada um. O protagonista mede sua popularidade ao comparar o número de amigos em seu perfil do My-Space com o da identidade secreta que criou. E quando ele pergunta à pequena heroína de 10 anos, a adorável Hit Girl, onde ela conseguiu um lança-chamas, sua resposta é direta: “Ebay.”

Desta forma, Millar é o primeiro autor a pular dos quadrinhos para o cinema sem ser um mero contratado. Produtor executivo do filme, Kick Ass não é a primeira obra sua a ganhar vida na telona (a série Wanted virou o filme O Procurado, com Angelina Jolie). E não deverá ser a última.

Um mashup para a Copa do Mundo
http://365mashups.wordpress.com. Segue a árdua tarefa do produtor João Brasil que vai fazer um mashup por dia durante todo o ano de 2010. Uma das novidades dele é a mistura da nova versão de Umbabarauma de Jorge Ben com Mano Brown com Uma Partida de Futebol, do Skank.

Vida Fodona #212: Tava com saudades?

Duas semaninhas sem Vida Fodona… Deu pra sentir falta, né? Então vamos começar tudo como se fosse a primeira vez…

Jorge Ben Jor + Mano Brown – “Umbabarauma”
Notorious XX – “Islands is the Limit”
Wale – “Freaks (Bird Peterson Remix)”
Mia – “Haters”
Roffle Meow – “The Fame Nasty”
Rolling Stones – “Sympathy for the Devil (Neptunes Remix)”
Tulipa Ruiz – “Efêmera”
Starfucker – “German Love”
Jack Johnson – “To The Sea”
Kid Cudi – “All Talk”
Mark Ronson + MNDR + Q-Tip – “Bang Bang Bang”
Yolanda Be Cool + B Dcup – “We No Speak Americano”
Legião Urbana – “Soul Parsifal”

Shall we?

Vida Fodona #202: Entre a psicodelia e a pista de dança eu fico com as duas

E tenho dito.

Beatles – “I Am the Walrus (Take 17/RM4 Acetate)”
Rolling Stones – “Let it Loose”
Big Star – “The Ballad of El Goodo”
Rita Lee – “O Toque”
Stevie Wonder – “Master Blaster”
Roberto Carlos – “Além do Horizonte”
Wilson das Neves – “Venus”
Jorge Ben – “Menina Mulher da Pele Preta”
Chico Buarque – “Bye Bye Brasil”
Funky Four Plus One – “That’s the Joint”
Tom Tom Club – “Genius of Love (12″ Extended Version)”
Clash – “This is Radio Clash”
Gang 90 & Absurdettes – “Românticos a Go-Go”
Twelves – “Night Vision”
Dunproofin – “Can You Feel Magik”
Holy Fuck – “Balloons”
Pink Floyd – “Flaming”
Snoop Doggy – “Riders on the Storm”
Hall & Oates – “Private Eyes”

Would you take my hand?

As mulheres de Jorge Ben

O compadre Ramiro está apresentando um programa na Cultura AM chamado Brasa Rara que, como o nome sugere, pinça pérolas da música brasileira. E a primeira edição foi dedicada às músicas de Jorge Ben com nomes de mulher. Dá pra baixar aqui.

Vida Fodona #198: Dez minutos de “Lazy”

Mesmo esquema da semana passada, dando uma geral em períodos históricos recentes bem distintos.

Rolling Stones – “Dancing with Mr. D”
Beck – “I’ll Be Your Mirror”
Cream – “Wrapping Paper”
Pulp – “Birds in Your Garden”
Jorge Ben – “Eu Sou Da Pesada”
Cyz – “Eu Tenho Pena”
Pacific! – “Hot Lips”
Digitalism – “Digitalism in Cairo”
Gal Costa – “Tuareg”
Pink Floyd – “Free Four”
Deep Purple – “Lazy”
XTC – “Merely a Man”
Miike Snow – “Cult Logic”
Céu – “Comadi”
Silver Jews – “People”

Bora?

Mutantes – “A Minha Menina”

(G C) G C
Ela é minha menina
G C G C
E eu sou o menino dela
G C G C
Ela é o meu amor
G C G C
E eu sou o amor todinho dela

G Am
A lua prateada se escondeu
Bm C G C G
E o sol dourado apareceu (báp tchuba báp báp tchuba iêêê)
Am
Amanheceu um lindo dia
Bm
Cheirando a alegria
C
Pois eu sonhei
D D7
E acordei pensando nela, ahhh… uuhh

{pausa}
G C
Pois ela é minha menina
G C G C
E eu sou o menino dela
G C G C
Ela é o meu amor
G C G C G C G
E eu sou o amor todinho dela

Am
A roseira já deu rosas
Bm C G C G
E a rosa que eu ganhei foi ela (báp tchuba báp báp tchuba iêêê)
Am
Por ela eu ponho o meu coração
Bm
Na frente da razão
C
E vou dizer pra todo mundo
D D7
Como gosto dela, ahhh… uuhh

G C
Pois ela é minha menina
G C G C
E eu sou o menino dela
G C G C
Ela é o meu amor
G C G C G C G
E eu sou o amor todinho dela

Solo: (G C)

(G C) G C
Ela é minha menina
G C G C
E eu sou o menino dela
G C G C
Ela é o meu amor
G C G C
E eu sou o amor todinho dela

G C
Pois ela é minha menina
G C G C
E eu sou o menino dela
G C G C
Ela é o meu amor
G C G C G C G
E eu sou o amor todinho dela

G C G C
Minha meninaaaaaaa, minha meninaaaaaaa…

Quem é o verdadeiro homem da gravata florida

Muito boa a entrevista que o Jorge Ben deu ao Pedro Alexandre Sanches na Trip desse mês:

É verdade que você queria ser jogar de futebol, e não músico?
É, joguei no infanto juvenil do Flamengo. O futebol era bom, mas eu tinha que correr pra trabalhar, estudar, pagar as contas. Lá não ganhava nada, não era remunerado. Até que apareceu a música, mas era outra coisa que eu também não queria.

Ai, meu Deus, o que seria de nós?
Meu pai e minha mãe não gostavam. Naquele tempo músico era considerado um marginal, aquelas coisas. Não tinha respeito. Eu trabalhei um pouquinho de despachante, das 10h às 16h. E, nesse ínterim todo, eu já estava na alquimia.

Estudando, freqüentando grupos?
Estudando. E tinha um grupo, um grupo de adeptos maravilhosos. Eram da América do Sul, e tinha um brasileiro, professor ou reitor de faculdade, de São Paulo. Junto com um grupo de adeptos da alquimia, ele viu uma transmutação, em 1958.

De metal em ouro?
É, é. Eles viram, e falaram pra mim: “É uma arte”. Quando conversei com eles falei de São Tomás de Aquino… A igreja proíbe falar que ele foi alquimista. Proíbe, mas ele foi. O papa Silvestre deixava, isso no século 13, porque São Tomás de Aquino era um cara de família riquíssima. E ele quis ser padre, monge. Seus pais tinham preparado ele pra ser o conde de Assis, maravilhoso, ricaço. Tanto que se internou sozinho. Foram tirá-lo de lá, e ele falou: “Quero ser padre, gosto daqui”. Em pleno século 13 ele escreveu aquilo tudo, já fazia arte com alquimia. E esses caras daqui viram em 1958, deviam ser grandes na alquimia pra ser convidados pra ver. A todo lugar que tinha ourives, eu ia com outro amigo estudante ver como se fazia ouro. E a gente ficava indignado, eu conto isso numa música do disco Solta o pavão [de 1975, na faixa “Luz polarizada”]: “Coloque o seu grisol sobre a luz polarizada…”.

Nunca entendi essa letra, “coloque o seu…”?
O seu grisol sobre a luz polarizada. Grisol é um frasco de vidro inquebrável. E aquele que forja a falsa prata e o falso ouro não merece a simpatia de ninguém. A gente ficava indignado, todas essas lojas de ourives, pô, aquele ouro todo… era mais metal que ouro. Os alquimistas falavam que é preciso um ouro que não se pode falsificar, é o ouro de dentista, aquele ouro 14, ouro malhado.

Ainda existem alquimistas?
Eu conheço, na França. Na Europa ainda tem. No Brasil não, não tem.

E você já foi um alquimista?
Não, eu nunca cheguei a fazer transmutação.

Nicolas Flamel e Paracelso (personagens das canções de A Tábua de Esmeralda) eram alquimistas?
Eram, Nicolas Flamel, ele é que é meu muso. Ele e a mulher dele. Ele é “O namorado da viúva”. Ninguém queria ela – não, eles queriam, mas tinham medo, porque ela era rica e já era viúva três vezes. Flamel é do século 15. É o meu muso [cantarola], “namo-mora-rado da viúva”…

E Paracelso é “o homem da gravata florida”?
É! A história dele é maravilhosa também. Tem até hoje a casa dele na Suíça alemã. Levei o Gilberto Gil na casa do Nicolas Flamel. E, por incrível que pareça, o Gil viu uma coisa lá que eu vi, só nós dois vimos, na casa de Nicolas Flamel. Depois eu perguntei: “Gil, você viu uma coisa que eu vi?”. Ele falou: “Eu vi, você viu?”. Foi incrível.

Mas o que foi?
Vi uma coisa lá, na casa de Nicolas Flamel.

Não vai contar o quê?
Não, não. Mas vimos.

E não era sob o efeito de alguma substância?
Não, não. Vimos uma coisa lá. Nós vimos alguma coisa, mas bonita, não feia. Uma coisa bonita.

Céu rosa

Rapaz e esse disco novo da Céu, hein… A cada audição Vagarosa sobe um pouquinho mais rumo ao topo da lista de melhores discos do ano. Depois eu me aprofundo no tema, mas, por enquanto, sente essa bordoada em câmera lenta que ela gravou com a Nação Zumbi.


Céu – “Rosa Menina Rosa