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O Arco e a Flecha de Iara Rennó – primeiro a flecha

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Iara Rennó vem amadurecendo sua carreira solo na miúda, curtindo lentamente uma mistura de gêneros, linguages e temas que parece ter arredondado perfeitamente em seu próximo trabalho – a dupla de discos Arco e Flecha, que chega ao público no fim deste mês. São discos complementares e divididos por gêneros: Arco é tocado por uma banda composta apenas por mulheres e em Flecha ela reúne uma banda formada por Lucas Martins (que toca com a Céu) no baixo, Curumin na bateria, Gustavo Cabelo na guitarra, Maurício Badê na percussão e os Bixiga 70 Maurício Fleury (teclados), Daniel Gralha (trompete), Cuca Ferreira (sax barítono) e Douglas Antunes (trombone). E ela escolheu lançar o novo disco no Trabalho Sujo, mostrando os dois primeiros singles, um por semana, por aqui, começando pelo single do disco masculino, Flecha, chamada “Querer Cantar”. Ela fala sobre a faixa composta em parceria com Gustavo Galo, da Trupe Chá de Boldo: “Antes de ser música, ‘Querer Cantar’ é sina. É essa voz que não cala nem no silêncio da noite profunda, que sopra no canto d’ouvido e faz a pele do tambor dançar. É o poema flecha direta do Ofá de Gustavo Galo, que me acertou em cheio. A canção mais rápida que já compus: fez-se quando a escrita atingiu minha retina, no tempo de um tiro. De Flecha. Do Arco. Por isso, nesta quinta-feira Oke Arô! ‘Querer Cantar’ lança ao mundo estes discos irmãos, Ibeji, opostos-complementares, Yin-Yang, noite-dia, côncavo-convexo, Arco & Flecha.” É um começo forte de um disco bem plural:

Oxossi
De ofá
De sol
De lá
Oxossi
De ketu
Do lado
De cá
Oxossi
Da mata
Da meta
Da mira
Oxossi
Do arco
Da íris
De olhar

Oke arô
Oke arô
De tanto querer
Querer cantar

Iara Rennó 2013: “Ela vai te levar pra dentro e pra fora de você”

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Iara Rennó descolou pra cá a faixa de abertura de seu novo disco – chamado apenas Iara -, que já está na pré=venda do iTunes e chega às lojas dia desses. Ela me falou sobre o novo disco, produzido por Moreno Veloso: “Moreno é amigo de longa data, produziu as primeiras gravações demo do Macunaíma em 1999, naquele século passado”, brinca. “Quando a gente se reencontrou em 2007 a minha idéia era produzir dois álbuns simultaneamente: um dos discos, Macuna, teria vários produtores e ele seria o produtor do outro. Doce ilusão! Na real o Macuna me absorveu completamente. Muitas voltas depois retomamos o assunto em meados do ano passado. Retornei de uma viagem das Europas e resolvi montar uma temporada de shows aqui no Rio em novembro de 2012, exatamente um ano atrás. Daí chamei os meninos (Leo Monteiro da Orquestra Imperial e Ricardo Dias Gomes do Do Amor) pra banda e Moreno pra participar de um dos dias. A gente fez três ensaios e três shows. e no segundo já ficou claro pra todos os envolvidos que o disco já tava ali. Aí foi só aplicar um pouco de física e de mágica nas horas em que o tempo permitiu.”