Sotaques YB: Siba + Iara Rennó

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Seguindo as comemorações dos 20 anos da Ybmusic, a série de encontros Sotaques YB segue às quartas-feiras com música no Centro da Terra com apresentações que promovem encontros inéditos entre duplas de artistas do elenco da gravadora (mais informações aqui). Na segunda noite, dia 9 de outubro, assistiremos ao encontro inédito entre a paulistana Iara Rennó e o pernambucano Siba, que misturarão repertórios e sotaques pela primeira vez juntos no palco. Conversei com os dois sobre o encontro, e antes pergunto ao capitão da YB, Maurício Tagliari, sobre a ideia de fazer este encontro.

Iara Rennó de graça no Centro Cultural São Paulo

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A partir das 18h deste domingo, Iara Rennó recebe Ava Rocha, Maria Beraldo, Mariá Portugal e Alzira E para uma homenagem a Macunaíma, de Mário de Andrade, no show Macunas, que faz parte da programação do evento Mário Total, produzido pelo CCSP (mais informações aqui).

Mário Total

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A partir desta quarta, o CCSP celebra os 80 anos da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade, com uma série de atividades relacionadas à obra e ao trabalho etnográfico deste que é um dos maiores nomes de nossa cultura. As atividades envolvendo a curadoria de música deste Mário Total incluem um show de Iara Rennó com Maria Beraldo, Mariá Portugal, Ava Rocha e Alzira Espíndola em homenagem a Macunaíma no domingo, outro do Elo da Corrente revivendo as gravações daquelas expedições de 1938, uma palestra de Rodrigo Caçapa e uma apresentação de uma Congada escolhida pelo professor Alberto Ikeda, que faz a palestra de abertura nesta quarta (mais informações aqui). No site do CCSP tem outros desdobramentos do evento, que ainda inclui a exposição Na rota da Missão: 80 anos da Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade, palestras, aulas, debates e apresentação do grupo A Barca.

17 de 2017: 4) Segundamente

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A primeira curadoria que exerci em 2017 começou no ano anterior, quando a Keren me chamou para assumir o papel de curador de música do Centro da Terra. Para mim o desafio era simples mas ao mesmo tempo complexo: chamar artistas para valorizar o espetáculo e criar novos projetos a partir do próprio local (ele mesmo uma viagem para dentro, como o próprio tom do meu 2017). Uma matemática irracional me fez criar o projeto Segundamente, em que artistas têm quatro segundas-feiras para criar um projeto próprio, de preferência inédito. Assim, tivemos os 15 anos de carreira do Tatá Aeroplano em março, o Chega em São Paulo de Negro Leo em abril, o Mergulho de Tiê em maio, o Depois a Gente Vê de Thiago França em junho, o Na Asa de Luísa Maita em julho, o Música Resiliente em Camadas Lentas do Maurício Takara em agosto, o Mete o Loco de Rafael Castro em setembro, o Persigo SP de Saulo Duarte em outubro e o Enfrente de Alessandra Leão em novembro, além dos shows individuais de Iara Rennó (Feminística), Luiza Lian (Oyá: Centro da Terra) e Papisa (Tempo Espaço Ritual), nos meses com cinco segundas-feiras. Foram meses de aprendizado e preparo, intensos e emocionantes, com o desafio de fazer o público da região do Sumaré sair de casa nas segundas-feiras para ver shows que não veria em nenhum outro lugar. Ainda teve o sensacional encontro com todos estes artistas na primeira segunda de dezembro, provando que a música vibra sem precisar de regras ou planos. É só deixar rolar. Agradeço imensamente a todos os artistas que convidei e também a todos que foram convidados por estes artistas, transformando o Centro da Terra em um núcleo de produção musical avançada numa época em que fazer cultura parece ser subversivo – porque talvez o seja.

Como foi a sessão de encerramento do Segundamente

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Eis a íntegra do show que encerrou o ano no Centro da Terra, reunindo treze cobras da atual música brasileira: Alessandra Leão, Saulo Duarte, Thiago França, Luísa Maita, Papisa, Negro Leo, Luiza Lian, Tatá Aeroplano, Maurício Takara, Iara Rennó e Tiê, além dos convidados Marcelo Cabral, Rafa Barreto e Charles Tixier.

Que noite!

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Encerramos o primeiro ano do projeto Segundamente no Centro da Terra convidando quase todos os músicos que encabeçaram espetáculos nas segundas-feiras para um grande encontro (mais informações aqui).

Quer assistir ao encontro de Iara Rennó e Elza Soares?

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Iara Rennó encerra o ciclo de seu ótimo Arco e Flecha, dupla de discos que lançou no ano passado, nesta quarta-feira, no Sesc Pompeia, com a presença de ninguém menos que Elza Soares. “Elza é a grande homenageada desse projeto, porque em cada disco tem uma música feita pra ela: ‘O Que Me Arde’, no Arco, e ‘Invento’, no Flecha”, me explica a própria Iara por email. “Nossa história começou em 2002 num projeto que participei que ela era a madrinha da noite e me concedeu alguns minutos de dueto improvisado. Em 2006 ela interpretou uma parceria minha, a ‘Mandingueira’. Ela é muito generosa. E agora é a ‘cantora do milênio’, rainha da porra toda. É uma honra e uma grande responsabilidade trazê-la a este show. Mas o principal pra mim é isso: não é uma questão de modismo, é porque ela realmente faz parte da minha história.” Iara descolou um par de ingressos para sortear no Trabalho Sujo e, para concorrer, basta escolher sua música favorita dos dois discos e explicar o porquê (e não esqueça de deixar o seu email para explicar como vai ser o procedimento de retirar o ingresso). Falei mais um pouco com ela sobre o espetáculo desta quinta.

Arco e Flecha encerra seu ciclo. O que você pode falar deste projeto nesse encerramento?
Bom, primeiro acho que isso não quer dizer que nunca mais vai ter A&F – olha o apeguinho! Eu gosto de ter um menu de shows, então se quiserem muuuito e tiver estrutura, posso fazer. Porque já vinha sendo assim nos últimos dois anos: rolou Macuna, Arco, Flecha, A&F, show solo, etc. Mas, é verdade que este show duplo requer maior preparação, produção e estrutura. E isso, como se sabe, não é uma constante no mercado independente da música. Esse é um projeto que tem uma força especial, esse lance de dar vasão a duas facetas da minha produção, com parceiros incríveis e todo seu processo foi muito bonito, com todos os envolvidos. Ao mesmo tempo que dá vontade que ele continue acontecendo, porque ainda poderia alcançar muito mais, existe a necessidade de renovar. É muito doida a velocidade em que vivemos hoje: lancei dois discos há dezoito meses, e já é um fim de ciclo!

O que muda no show em relação aos shows anteriores? Serão duas bandas também?
Neste show terão duas músicas inéditas, uma com cada banda, uma de cada universo. Tem um lance diferente também, como o show foi sendo lapidado, ele tem uma concepção quase que de uma track só, as músicas vem num fluxo constante – eu já trabalhei assim outras vezes e gosto muito, porque mantém uma tensão no palco e platéia que acho interessante. A direção artística geral é minha, mas conto com a Anna Turra na luz e projeção, que são muito especiais. A Anna começou com a DonaZica lá atrás e é um dos grandes nomes hoje nessa área, fico muito feliz de tê-la com a gente. A montagem desse show varia conforme a estrutura do palco. Mas sim, serão as duas bandas, o show duplo! Com a maioria dos músicos originais dos discos: Curumin, Lucas Martins, Maurício Badé, Gustavo Cabelo, Mariá Portugal, Maria Beraldo e, de fora, Amilcar Rodrigues e Filipe Nader. E ainda vai ter performers baphônicas: Aretha Sadick, Jup do Bairro e Manoela Rangel.

Uma vez que encerrados Arco e Flecha, quais seus próximos planos?
Existem já repertórios e projetos que são uma espécie de continuidade em termos de linguagem e discurso, tanto da linha do Arco quanto da linha do Flecha. Mas não, não vou fazer disco duplo novamente, fiquem tranquilos! Na verdade ainda não sei direito o que fazer com essa produção. Talvez por hora montar uma banda ‘Arcoflex’ e experimentar coisas novas no palco. Mas, além disso, 2018 vem com dois projetos paralelo à persona ‘Iara Rennó’: o Macunaíma volta à cena, já que é aniversário de 90 anos da obra original e 10 anos de Macunaíma Ópera Tupi; e surge ainda um novo personagem, num outro ramo até então jamais explorado por mim, a Iaiá e os Erês, disco e show de músicas com e para crianças. É isso, enquanto alguns tentam destruir o país a gente segue reconstruindo, falando sobre a formação da cultura, de novo, falando com as gerações futuras, plantando uma semente…

Feminística

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Iara Rennó estava procurando um lugar para experimentar um novo projeto e conseguimos o Centro da Terra para ela lançar o conceito de seu Feminística, um espetáculo multimídia para sublinhar a importância e a pluralidade da produção artística feminina atual. Neste take zero, que acontece na próxima segunda, dia 29 de maio, no Centro da Terra, ela convida Tulipa Ruiz, a poeta Mel Duarte, Juliana Perdigão e a dupla Lambe Buceta para uma apresentação inicial, que Iara quer continuar num futuro próximo, como comentou no papo que tivemos abaixo. Os ingressos para o show estão sendo vendidos neste link e na página do evento no Facebook há mais informações sobre a noite.

Conta a história do Feminística.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/iara-renno-2017-conta-a-historia-do-feministica

Existe uma criação artística feminina?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/iara-renno-2017-existe-uma-criacao-artistica-feminina

Como o Feminística conversa com essa onda feminina que vem acontecendo de uns anos para cá.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/iara-renno-2017-como-o-show-conversa-com-essa-atual-onda-feminina

Qual vai ser a dinâmica do espetáculo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/iara-renno-2017-qual-vai-ser-a-dinamica-do-espetaculo

Fale sobre as convidadas deste take 0.
https://soundcloud.com/trabalhosujo/iara-renno-2017-fale-sobre-as-convidadas-deste-take-0

A ideia é ter uma continuidade?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/iara-renno-2017-a-ideia-e-ter-uma-continuidade

Qual a expectativa para esta primeira apresentação?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/iara-renno-2017-qual-a-expectativa-para-esta-primeira-apresentacao

Os 75 Melhores Discos de 2016 – 48) Iara Rennó – Arco e Flecha

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O côncavo e o convexo.

Vida Fodona #541: Primavera fria

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Vamos esquentá-la.