Grant Morrison falando com deuses

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Ame-o ou deixe-o, Grant Morrison não aceita meios termos e o documentário Talking with Gods talvez não seja a melhor introdução à sua obra devido ao excesso de referências, citações e opiniões. Mas, pensando bem, talvez seja justamente por isso – é pegar ou largar. Ei-lo na íntegra com legendas em espanhol – o que já ajuda bastante para entender o próprio sotaque escocês do autor:

Assista antes que o YouTube tire do ar.

Grant Morrison no Brasil

Calma que ele ainda não marcou a visita. Por enquanto é só Supergods que está sendo lançado por aqui, com o título de Superdeuses e com essa capa horrorosa aí em cima, pela editora Seoman. O livro é bem bom e a editora disponibilizou o primeiro primeiro capítulo na internet pra quem quiser ler.

Grant Morrison: “Nos vendem uma ficção! Dinheiro não existe!”

E o grande YCK descolou a transcrição (em inglês) do vídeo do Grant Morrison que eu postei ontem (valeuzaço!). Tire um tempinho para ouvir uma mente brilhante (sem trocadilhos com sua careca, vai). E se rolar a traduça pro português, publico aqui:

 

Grant Morrison: A Convenção

Imagine uma convenção dedicada à obra do mestre britânico caçula da geração que deu ao mundo Neil Gaiman e Alan Moore. Imagine esta convenção em Las Vegas, no hotel do Hard Rock Cafe, com a presença do próprio autor de clássicos modernos como Invisíveis e All Star Superman em várias situações, inclusive discotecando. Acredite: a MorrisonCon é de verdade.

“Expect maximum rock ‘n’ roll, chaos magic, mind-bending esoterica, sharp suits, surprise guests, and once-in-a-lifetime performances, all wrapped up in the glory that is comics, comics, and more comics”

Palavras do homem-mito sobre a programação do evento, ainda não revelada.

Grant Morrison, drogas psicodélicas, alienígenas, Alleister Crowley e como mudar o mundo

E pra quem não conhece direito esse tal de Grant Morrison, eis uma palestra que ele deu num evento da Disinfo no ano 2000.

Consegui achar o início da transcrição (em que ele explica que seu sotaque bizarro vem da Escócia), mas se alguém achar a versão completa, por favor, mandaê:

“WOOOOOOOOOW! Here we are! Right! Fuck man, I tell you when I was a kid I read Robert Anton Wilson and all this shit and here we are, we’re standing here, talking about this shit and it’s real! OK, I’m pissed and in half an hour I’m gonna come up on drugs, so watch for it!

I guess, I don’t know, is there any practising magicians in the audience? Put your hand up if we got any? Yeah? Come on!

Bold! OK, a few. OK, by the time we finish this you’re all going to be practising magicians. This shit’s easy right?

I’m like you right? Basically, why are we here, right? Why are we here, at this time, what’s this all about, and by the way this is a Scottish accent so reset the filters and pretend itsh Shean Connery talking to you OK? Double-Oh-Sheven. So, if you can follow me, I’m just gonna talk the way I talk and fuck you if you don’t understand me!

The deal is this: I’ve been writing this comic for the last six years and the weird thing is, like you, like everyone here, we’re trying to figure, what’s going on? Why do we feel different? Why don’t we fit into this world? Why do we think they’re not telling us the truth?

So, I went out and I read Robert Anton Wilson’s books when I was 20 years old, which is 20 years ago now, and I figure, is this guy bullshitting me? He says we can talk to aliens, we can talk to people from Sirius, is he talking crap? He said Aleister Crowley’s got methods for contacting alien intelligences and for changing the world, is he talking crap? So I did it and, no, he’s not talking crap!

Right, and we can all do it!

And this is, urr, by way of trying to demolish the counter-culture and replace it with something useful. We’re just gonna start here and see where we get to.

When I started doing The Invisibles, which is a comic book for people who don’t – who haven’t seen the thing, it’s a comic book which is kinda my attempt to explain what had happened to me after I’d been abducted by aliens in Kathmandu in 1994 and the only reason I was abducted by aliens in Kathmandu in 1994 was because I went to Kathmandu in 1994 to be abducted by aliens!

And it works right!

And these fuckers, they will turn up!

Eu consegui entender com o sotaque dele, mas se alguém achar essa palestra por escrito, facilita pra rapeize…

Vintedoze: Tudo novo

Eis uma das primeiras novidades desse ano: Anos Vinte agora é um programa em vídeo, em coprodução com o núcleo Catatau, da produtora Colmeia (conduzidos pela incrível Bia Sano). No primeiro, falamos sobre Arrested Development, Grant Morrison e Tom Rachman.

O áudio ainda segue baixável para quem quiser ouvi-lo em trânsito – e outra novidade é que teremos mais convidados ainda esse ano.


Ronaldo Evangelista + Alexandre Matias – “Vintedoze #01” (MP3)

O bingo de Grant Morrison

Vi aqui.

Cosplay de Alan Moore

Sim, é o Grant Morrison.

All Star Superman – O filme

Quer dizer, não é um filme, é uma animação. Mas será que o épico do Grant Morrison sobre o azulão conseguiu ser adaptado para o desenho animado? A DC tá numa fase boa nesse tipo de filme (vide o aclamado Under the Red Hood, do Batman, do ano passado) e, se desse certo, podia ser a possibilidade destas animações saírem do nicho do fanboy.

E se você não tem idéia do que seja All Star Superman, só te digo uma coisa: você não sabe o que está perdendo. Sério.

Pra quem manja inglês, duas dicas: o documentário sobre o Grant Morrison (e o trecho em que ele fala como encontrou o próprio Super-Homem, um dia) e uma entrevista que ele deu falando da dualidade entre o Batman e o Super.

Falando com Grant Morrison

E neste fim de semana, o Hector traz para São Paulo, durante a Fest Comix, o documentário Grant Morrison – Talking with Gods. Como ele mesmo avisa na Goma:

As sessões do filme – autorizadas pelo diretor Patrick Meaney e com legendas em português – acontecerão no Brasil apenas uma semana após a premiére oficial na New York Comicon e antes mesmo do lançamento em DVD, programado para o fim do mês.

O filme será exibido na sexta, às 18h, no sábado, no mesmo horário, e no domingo, às 16h.