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Todo o show: Cameron Winter (como Chet Chomsky) e Emily Green do Geese fazem shows solo na casa de shows T.V. Eye

Vamos voltar a falar de Geese? A banda da vez começou 2026 na maciota e seu líder Cameron Winter apresentou-se solo nesta segunda-feira na casa nova-iorquina TV Eye sob o infame e genial pseudônimo de Chet Chomsky dentro de um evento organizado pela Olive Grove Initiative para arrecadar fundos para ajudar famílias carentes em Gaza. Nessa mesma noite, a guitarrista do grupo Emily Green também mostrou seu trabalho solo, tocando sozinha canções ainda sem título um pouco antes do show do vocalista de sua banda. 2026 promete…

Assista aos shows abaixo:  

Geese ♥ Nick Drake

E essa versão de “Place to Be” do Nick Drake cantada pelo Cameron Winter do Geese? O vídeo é de 2022, quando a banda ainda contava com o guitarrista Foster Hudson (que acompanha o vocalista nesta gravação) em sua formação, e foi gravado pra ONG de prevenção ao suicídio Sounds of Saving.

Assista abaixo:  

Paul Thomas Anderson ♥ Cameron Winter

O diretor Paul Thomas Anderson também deixou-se levar pela Geesemania e esteve filmando a apresentação de piano e voz que o vocalista da banda sensação nova-iorquina, Cameron Winter, fez nesta quinta-feira no Carnegie Hall, em sua cidade. Será que vai pro cinema?

Assista abaixo:  

Todo o show: Geese no From the Basement

O Geese também fez erguer as sobrancelhas de Nigel Godrich, lendário produtor indie que trabalha com o Radiohead desde o OK Computer e já fez discos com o Air, Beck e Paul McCartney, que abriu mais uma temporada das sessões From the Basement, que realiza em seu estúdio com a banda nova-iorquina da vez. E eles, pra variar, quebraram tudo.

Assista abaixo:  

Geese ♥ New Radicals e Beatles

Vocês estão acompanhando a ascensão do Geese? A banda nova-iorquina existe há quase dez anos, mas só após o lançamento do primeiro disco solo de seu vocalista Cameron Winter, Heavy Metal, no fim do ano passado, começou a chamar atenção da mídia alternativa nos EUA, que começou a perceber que a banda vinha conquistando um público cada vez maior com músicas longas e difíceis, um vocalista de timbre estranho, um baterista animal e apresentações fulminantes. Seu quarto e recém-lançado disco, Get Killed, está dividindo opiniões entre as pessoas que não acham que eles sejam tudo isso, gente que tem certeza que eles são os próximos Strokes e outros que acham que a banda é uma armação. O fato é que eles são a primeira banda da geração Z a ganhar destaque nos Estados Unidos e isso conversa com um movimento que está acontecendo no mundo todo – novos adolescentes que, um pouco antes ou durante a pandemia, descobriram o prazer de tocar juntos sem que isso fosse pensado como uma carreira formal ou uma forma de ganhar dinheiro – e a energia desse encontro atrai cada vez mais gente da mesma faixa etária encantada com esse superpoder que é ter uma banda de rock que parece ter caído no esquecimento do mercado e da mídia. É o mesmo movimento que tenho registrado aqui no Brasil no Inferninho Trabalho Sujo, uma das inúmeras iniciativas – entre selos, casas noturnas, festas, sites e fanzines – que tentam acompanhar essa novidade que a mídia convencional literalmente ignora. O disco novo não me bateu tanto quanto o solo de Cameron, mas o caso do Geese não é só questão de gosto: eles estão cada vez mais populares e o hype tem gerado notícias constantes sobre o grupo, que acaba de gravar uma improvável versão para o único hit dos New Radicals, “You Get What You Give”, na rádio BBC. Dá uma sacada…