
Os renascidos Strokes também tocaram no Coachella neste fim de semana e além de tirarem uma onda por estarem abrindo por Justin Bieber, ainda mostraram que estão bem e que sabem fazer um showzão, mesmo que não estejam mais na flor da idade (cada geração tem a sua referência de rock clássico). Alguém falou em Primavera São Paulo? E, claro, teve Geese tamém que, pra variar, inseriu mais um cover na parte do meio de sua “2122” – e depois de meter Primal Scream, Stone Roses e Spacemen 3 nos shows que fez no Reino Unido, saudou o festival com uma versão de… “Baby” do Justin Bieber. Uma crítica mais sutil e bem humorada à principal atração do festival esse ano do que as reclamações dos Strokes.

Não deu outra: depois de homenagear o Primal Scream em Glasgow e os Stone Roses em Manchester, o grupo-sensação nova-iorquino Geese celebrou suas influências inglesas quando chegou à capital do Reino Unido, nesta quarta-feira. Como fez nas apresentações anteriores, o grupo liderado por Cameron Winter aproveitou a pausa estratégica em seu épico “2122” para cutucar o nerdismo musical do público que lotou o Apollo londrino ao pinçar “Come Down Easy”, penúltima faixa do segundo disco dos psicodélicos Spacemen 3. Eles não dão ponto sem nó.

E o Geese tá fazendo a Dua Lipa – tocando canções das cidades que passa – em sua passagem pelo Reino Unido, hein? Depois de meter um hit do Primal Scream ao se apresentar na Escócia, agora foi a vez de saudar Manchester, espremendo o groovezinho de “Fool’s Gold” dos Stone Roses no meio de sua “2122” no show que fizeram nesta terça no Victoria Warehouse. E todo mundo sacou seu celular pra registrar o momento e espalhar para o resto do planeta. É massa ver o hype crescendo ao redor de uma banda que o faz por merecer…

“Eu vou pra Lua e você vai comprar a passagem, porra!”, esbraveja Cameron Winter quase no final do mantra motorik “Apollo”, canção novíssima que estrearam neste domingo, quando tocaram no Astra Kulterhaus, em Berlim, na Alemanha, como parte de sua turnê europeia. O krautrock “Apollo”, única canção do bis desta noite, é a primeira música inédita a invadir o repertório da banda desde que o quarteto de Nova York afunilou seu setlist ao redor do disco Getting Killed, dos grandes acontecimentos fonográficos do ano passado. Eles já têm falado em entrevistas que têm material pra lançar um outro disco se quiserem e pode ser que eles tenham finalmente decidido começar a experimentar esse novo material ao vivo. Vai ser foda acompanhar isso…

Falei da passagem do Geese por Paris na sexta passada e pintou o vídeo da íntegra do show que eles fizeram naquela noite no Le Bataclan. É tão bom voltar a ver uma banda crescendo online, com os fãs despejando tudo que conseguem sobre eles na internet… Acho que desde os Arctic Monkeys que isso não acontece com uma banda indie desse jeito. E que banda!

E a guitarrista do Geese Emily Green estreando na passarela como convidada do desfile de outono da Givenchy na Semana da Moda de Paris, no Chateau de Vincennes nessa sexta-feira? Logo depois o grupo nova-iorquino tocou no antológico Le Bataclan.