Vida Fodona #726: Tá frio, mas tá tudo bem

Chega aqui.  

Bom Saber #005: Fernando Catatau

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Esta semana trago uma ótima conversa com Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, como principal atração do Clube Trabalho Sujo. É a quinta edição do meu programa semanal de entrevistas, Bom Saber, em que o cantor, compositor e músico cearense reavalia a história de sua banda, sua volta para Fortaleza e o mergulho em si mesmo que o conduziram ao seu primeiro disco solo, que deve materializar-se em breve. Fernando mudou-se novamente para São Paulo para consolidar esta nova fase, mas, como todos, foi surpreendido pela quarentena e teve de readequar seus planos para este novo estágio, mas de peito aberto. Assim foi a conversa com Catatau, cada vez mais tranquilo e consciente de seu papel como artista, personalidade pública e autor.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas, atualizado todo sábado em meu canal do YouTube (assina lá!). Já conversei com o Bruno Torturra, a Roberta Martinelli, o Ian Black e o Negro Leo (assista a todas entrevistas aqui) e quem colabora financeiramente com o meu trabalho (pergunte-me como no [email protected]) assiste ao programa no dia do lançamento, no próprio sábado. Quem não paga, assiste na semana seguinte.

Jonnata Doll instigado

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O cantor cearense Jonnata Doll finalmente começa a mostrar o novo disco de sua banda, Os Garotos Solventes, ao lançar o primeiro single, “Trabalho Trabalho Trabalho” em primeira mão no Trabalho Sujo. Batizado de Alienígena, o disco tem produção de Fernando Catatau, que também participa do primeiro single, bem como a cantora Ava Rocha e o trumpetista Guizado.

“O disco nasceu da minha experiência em São Paulo”, conta o cantor e compositor. “Cheguei aqui em 2013 e morei em vários lugares, em situações e pessoas diferentes, tendo uma amostra do que é a vida em São Paulo da perspectiva de alguém pobre, sem grana nenhuma, sem pai, dependendo de favores, amigos e bicos – atualmente eu passeio com cachorros e com um porco, o George. Pretendo até fazer um clipe com o George, se o dono dele deixar”, ri, antes de voltar para o assunto do disco.

“Observei essa onda de extrema direita efervescente aqui em São Paulo, aqueles seres bizarríssimos na Paulista e isso fez de Alienígena o disco mais político da gente”, continua. “Ao contrário dos outros, pude utilizar minha autobiografia como relato, usando o meu eu em relação ao outro, à cidade. Nunca o foco sou eu mesmo, tentei estabelecer esse método beatnik, que o Kerouac e o Burroughs faziam muito bem.” Este método é ilustrado na intervenção que a banda fez no centro de São Paulo para realizar o clipe.

A relação com São Paulo também está expressa ao chamar o guitarrista do Cidadão Instigado para produzir o álbum. “Foi o cara que me trouxe pra São Paulo e é um grande parceiro. Ele influenciou também na sonoridade quanto na composição, falava pra fugir de fórmulas, de repetições, me mostrando como cantar de forma livre, sem pensar numa regra, o que deixou as músicas bem psicodélicas.” A própria sensação expressa no título do disco traça um parentesco direto com o conceito do Cidadão Instigado de Catatau – alguém que se muda do Ceará para tentar a sorte em São Paulo, mas ao chegar em São Paulo sente saudades do Ceará. É como se Fernando estivesse passando este bastão para Jonnata.

“Escolhi ‘Trabalho Trabalho Trabalho’ para começar porque é uma música bem diferente da gente e mostra bem o que é o disco. É uma crônica sobre o trabalhador”, explica o compositor. “O alienígena quando chega de fora vê esse ritmo de São Paulo, a pressa, a indiferença e a liberdade de poder fazer o que quiser sem que as pessoas se importem muito, mas também a solidão.” O disco será lançado pelo selo Risco no próximo dia 21 de agosto.

Fernando Catatau: Luz do Fim de Tarde

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Fernando Catatau está mergulhado em outras canções. Ele voltou pra sua cidade-natal como se tivesse encerrado o ciclo que provocava a existência de seu Cidadão Instigado e começou a compor músicas para longe daquele universo musical, canções melancólicas e românticas que remetem à sua nova relação com Fortaleza. É um imenso prazer recebê-lo para mostrar este novo repertório sozinho no palco por duas terças-feiras consecutivas no início de fevereiro no Centro da Terra (mais informações aqui). Conversei com ele sobre esta nova fase numa entrevista sobre esta minitemporada chamada Luz do Fim de Tarde, título de uma destas novas canções.

Centro da Terra: Fevereiro de 2019

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Começamos os trabalhos da curadoria de música do Centro da Terra em 2019 já com algumas mudanças. A sessão de segunda-feira, Segundamente, segue no formato já estabelecido, mas a terça-feira se desmembra para além das temporadas mensais também receber shows únicos ou curtas temporadas. E é com o maior prazer que anuncio as atrações de fevereiro, o primeiro mês de atividades do ano do teatro no Sumaré, que já trazem as mudanças na prática, com shows de Rodrigo Campos, Fernando Catatau, Juliano Gauche e Josyara.

O sambista paulistano Rodrigo Campos é o dono das segundas-feiras na temporada Qualidades Primordiais, em que recebe convidados toda segunda para mostrar diferentes facetas da sua musicalidade. A cada dia um elemento básico é representado pelo encontro entre temperaturas e umidades. Na primeira segunda, dia 4, é o dia da terra: no show Frio e Seco ele recebe os percussionistas Fumaça, Raphael Moreira e Victória dos Santos. Na segunda segunda, dia do fogo, dia 11, Quente e Seco, Rodrigo convida a instrumentista Maria Beraldo. O convidado do dia 18, dia da água, Frio e Úmido, é Kiko Dinucci e Rodrigo encerra a temporada no dia 26, com a noite Quente e Úmido, dia do ar, com as presenças de Maurício Badê e Thiago França (mais informações aqui).

As terças-feiras começam com o guitarrista do Cidadão Instigado, o cearense Fernando Catatau, mostrando as composições de seu trabalho solo na minitemporada Luz do Fim de Tarde em duas apresentações, dias 5 e 12. Acompanhado apenas de programações eletrônicas, violão e guitarra, ele abre para o público composições inéditas que ainda estão sendo desenvolvidas, rascunhos abertos para testar o formato e a natureza das músicas (mais informações aqui). Depois é a vez do capixaba Juliano Gauche apresentar o espetáculo Entre Árvores, na terça-feira dia 19, em que experimenta o repertório de seus dois discos no formato semi-acústico e minimalista, além de fazer versões para outros autores e trazer músicas inéditas, acompanhado de Kaneo Ramos, nos violões, e de Klaus Sena, no piano (mais informações aqui). O mês de fevereiro termina dia 26, uma terça-feira, com o espetáculo Abraça, em que a cantora baiana JosYara mostra seu repertório ao lado da cantora Luê e da atriz Bárbara Santos, que ajudam a desconstruir o disco mais recente da cantora, o belo Mansa Fúria (mais informações aqui). E é só o começo das novidades do ano!

Juliano Gauche 2018: “Nem ouse voltar”

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O cantor e compositor capixaba Juliano Gauche está prestes a lançar seu terceiro disco, coproduzido pelo guitarrista Fernando Catatau, e escolheu o Trabalho Sujo para mostrar o primeiro single de seu Afastamento, “Pedaço de Mim”, pop no melhor sentido do termo:

“Essa música como single foi uma escolha da Sil Ramalhete, minha companheira e produtora, desde que a ouviu no violão. E de acordo com o andar do disco, foi ficando claro que ela era mesmo uma das mais envolventes”, me explica o músico por email. “Ela não sintetiza o disco, assim como nenhuma outra também sintetizaria, mas consegue adiantar um pouco da atmosfera geral”. Isso vem, justamente, da parceria com o líder do Cidadão Instigado. “Ter o Catatau do lado na produção do disco foi um presente pra todo mundo”, continua Juliano. “Ele foi extremamente decisivo na arquitetura dos arranjos, quase um co-autor nas harmonias do disco. Tirou o melhor de todo mundo com muito respeito e generosidade. Foi perfeito. Exatamente o que se espera de uma personalidade como a dele”. Juliano também aproveita para mostrar a capa e o nome das músicas do novo disco, previsto para ser lançado no dia 4 de maio, pela EAEO Records:

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“Silmar Saraiva”
“Pra Festejar Em Silêncio”
“Longe, Enfim”
“Dos Dois”
“Pedaço De Mi”
“Tem Dia Que é Demais”
“Todos Esses Dias Estranhei a Nossa Vida”
“Dos Cachorros Sisudos”

Eis o primeiro single da volta do Cordel do Fogo Encantado

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E aos poucos vem chegando a hora. “Liberdade, A Filha do Vento” é o primeiro single do retorno do grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, que retomou suas atividades ao anunciar o lançamento súbito de seu quarto disco, Viagem ao Coração do Sol. A faixa conta com a participação do produtor do álbum, Fernando Catatau tocando teclados e guitarra, e dá pistas sobre a temática do novo trabalho, que será lançado no dia 6 de abril. “Essa música nasceu com os primeiros contatos para o retorno da banda e traduz o sentimento do nosso novo disco”, resumindo o vocalista Lirinha. O vídeo abaixo é exclusivo para o Trabalho Sujo.

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20 anos de Cidadão Instigado

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A banda cearense Cidadão Instigado encerrou o ciclo do disco Fortaleza no show que fizeram na Virada Cultural do Centro Cultural São Paulo – e a partir deste fim de semana começa a comemorar duas décadas de atividade com dois shows no Sesc Pompeia, nesta sexta e sábado (mais informações aqui), que devem se espalhar para outras cidades em breve. Além dos shows, que prometem músicas de todas fases da banda, toda discografia do grupo foi lançada em vinil numa caixa luxuosa bolada pelo selo EAEO (que está nas últimas unidades!). Hoje o Cidadão firmou-se em uma formação que reúne o líder, criador e guitar hero Fernando Catatau, o baterista Clayton Martin e os multiinstrumentistas Régis Damasceno, Rian Batista e Dustan Gallas, além do sexto elemento – que pilota o som da banda de fora do palco – Yuri Kalil. Conversei com o Catatau sobre estas duas décadas instigadas.

O que você fazia antes de criar o Cidadão Instigado?
Essa é uma pergunta bem abrangente… Fiz muitas coisas antes de montar o Cidadão. Em termos musicais eu toquei em uma banda quando eu tinha 14 anos que se chamava Ultra Leve. Entrei na banda já formada que tocava rock nacional e tinha algumas composições próprias. Fizemos duas apresentações e depois parei de tocar pra andar de skate. Depois do skate surfei de bodyboard e foi a época que conheci o Regis Damasceno e o Junior Boca. Quando ouvi as músicas do Boca eu achei que tínhamos que ter uma banda e assim montamos a Companhia Blue. A banda durou quatro anos, entre 90 e 94, até que eu e Boca viemos para São Paulo. Daí o Boca teve que voltar pra Fortaleza e foi nessa época que eu comecei a compor as músicas que dariam origem ao Cidadão Instigado.

Como a banda começou? Qual era a primeira formação?
Morei um ano em São Paulo e um ano no Rio entre 1994 e 1995. Nesse período eu fiquei muito tempo só compondo e imaginando a banda. Em 1996 eu voltei pra Fortaleza e montei a primeira formação do Cidadão. Lembro que fui chamando alguns amigos que eu conhecia e todos ficavam meio intrigados com as músicas mas iam topando pela amizade. A primeira formação era eu na voz e guitarra, Rian Batista no baixo, Marcos P.A. na zabumba, Otto Junior na percussão, Amaury Fontenele no teclado, Danilo Guilherme e Ludmila Mourão nos vocais.

Como essa formação evoluiu da original para a da primeira demo?
No começo, tivemos muitas formações, até porque era um momento de testes e tentativas, e como eu era muito obsessivo ficava testando todo tipo de instrumentação e arranjos. Naturalmente, algumas pessoas iam saindo e outras entrando pois manter uma banda em Fortaleza não era uma tarefa muito fácil naquela época. Aos poucos os amigos mais antigos foram se aproximando. Um dia vi o Fil que fazia nossa arte gráfica tirando um som e disse que ele ia tocar zabumba. No começo ele recusou mas depois aceitou a proposta e ficou com a gente até o Ciclo da Dê.Cadência. Dustan (Gallas) que tinha acabado de voltar da gringa entrou tocando caixa e prato e o Danilo Guilherme que fazia vocais começou a tocar percussão. Essa foi a formação do EP.

Depois você veio morar em São Paulo e lançou o disco com o Instituto, O Ciclo da Dê.Cadência. Como aconteceu esse encontro?
Eu voltei pra morar em SP em 2001. Nós já tínhamos todas as músicas do Ciclo bem ensaiadas e massacradas. Passamos muito tempo tocando elas até serem gravadas. Quando chegamos pra tocar em São Paulo pela primeira vez foi no projeto Nordestes no Sesc Pompéia. Lembro que quem fechava a noite era o Otto e foi nesse dia que conheci a banda e o Daniel Ganjaman. Trocando uma idéia com o Ganja sobre gravação ele me falou sobre o estúdio da família dele. o El Rocha. Daí me organizei pra gente ir gravar lá. Ao mesmo tempo que o disco ficava pronto o Ganja estava abrindo um selo, o Instituto, junto com o Rica e o Tejo, e nos convidaram para lançar por eles.

Depois veio o Método Tufo de Experiências. Conte a história desse disco.
Na época do Método foi um período bem complexo. Eu já não aguentava mais o que vínhamos fazendo. Entrei em uma grande crise existencial e com o Cidadão Instigado e pensei em acabar a banda e montar meu projeto solo que se chamaria Fernando Catatau e o Método Túfo de Experiências. Em vez de acabar a banda resolvi transformar nosso som e mudar o caminho que a gente vinha traçando. “Minha Imagem Roubada” que foi a ultima música que fiz pro Ciclo já me levava pra outros rumos. Nessa época, em 2001, eu me mudei novamente pra São Paulo e mais uma vez passei por um período de adaptação difícil que foi se refletindo nas músicas. Foi um disco de cortes radicais na vida, dores de amor… É por isso tem varias músicas cheias de emoção. Ficava ouvindo Roberto Carlos, Bee Gees, Genival Santos e varias músicas do meu passado pra tentar resgatar um pouco das minhas lembranças de Fortaleza pra esse novo momento em São Paulo.

Foi a partir dessa época que a formação se estabeleceu, certo?
Foi mais ou menos por essa época. Até o Método ainda tínhamos o lance da bateria desmembrada em caixa e prato e zabumba e quando mudei pra São Paulo e ainda na transição Ciclo/Túfo eu conheci o Clayton que tocava com o Júpiter Maçã e o chamei pra tocar na banda. Na primeira vez que o convidei ele recusou dizendo que não gostava muito desses sons regionais… Eu achei engraçado. Conhecendo ele hoje, sei que era só da boca pra fora. Na mesma época conheci o Mauricio Takara que é irmão do Ganja que chamei pra tocar zabumba. Com o tempo o Takara desistiu da zabumba e tentamos adaptar as musicas pra bateria e o Clayton assumiu. Nessa época o Regis decidiu vir morar em Sao Paulo também e aos poucos a banda foi se reestruturando.

Cinco anos depois vocês lançaram o Uhuuu!, um disco bem mais pra cima e solar. Conte a história desse disco.
Esse foi um disco que eu considero de renascimento pra mim. Depois de passar por esse período bem intenso da minha vida, eu começei a me reerguer e buscar uma vida mais leve e de reconexão com os amigos e principalmente com Fortaleza, daí as músicas que eu ia fazendo vinham com esse espírito. Até o Uhuuu!, o Dustan, que tinha sido na época do Ciclo ainda não tinha voltado e foi nesse clima de reconexão que ele voltou pra banda. Considero um retrato bem sincero desse momento de astral maresia despreocupado.

Entre Uhuuu! e Fortaleza vocês tiveram a fase do Dark Side of the Moon. Como foi esse período?
Na real a fase Dark Side foi no fim do Fortaleza. Já estávamos no fim das gravações do Fortaleza quando o Ramiro nos chamou pra fazer o disco Dark Side of the Moon do Floyd na integra pro projeto 73 Rotações. A priori eu recusei pela responsabilidade ser muito grande e por eu não me garantir de cantar em inglês mas quando os meninos falaram que eles cantariam eu fui mudando de opinião. Foi aquele momento em que já estávamos exaustos com as gravações do disco, com os shows repetidos do Uhuu! daí recebemos a proposta como algo massa. Aprender a tocar esse disco que é um dos mais marcantes na nossa vida foi o melhor presente de todos.

Finalmente, Fortaleza. É o disco de vocês que mais levou tempo para sair. Ele reflete uma maturidade da banda?
A demora foi além de tudo um processo natural. Aquela tentativa de se transformar. Eu sentia que não podíamos fazer outro Uhuu! e sair daquela sonoridade não foi nada fácil. O Uhuu! foi um começo de reconexão com Fortaleza. Com o lado praiano, dos amigos, da maresia, do astral… Já no Fortaleza eu sinto que foi o reconhecimento de um outro lado. Talvez o nosso verdadeiro lado dark side que é o de uma cidade enraizada no coronelismo, cheio de pessoas talentosas mas que são eternamente podadas, das grades, dos prédios, das diferenças sociais, da marginalidade. A realidade é que sempre foi muito difícil aceitar essas lado torto de Fortaleza, mas essa é a realidade da cidade e não da pra fugir. Quando comecei esse processo de reconexão tudo foi exposto e isso se refletiu nas musicas do Fortaleza. Aceitar, caminhar com essas diferenças e principalmente tentar de alguma maneira melhorar essas situações fazem bem mais sentido hoje pra mim. Mais do que se distanciar.

E como vocês começaram a pensar nos 20 anos da banda?
Quando percebemos que estávamos fazendo 20 anos de banda ja pensamos automaticamente em comemorar. Estarmos juntos por tanto tempo e levando as coisas como a gente sempre quis é uma vitória. Então não tinha como não comemorar. Somos amigos, tocamos juntos desde adolescentes, agora somos uma banda com uma discografia completa em LP e o melhor de tudo: ainda gostamos muito do que fazemos. Vamos comemorar!

Fale sobre a caixa de vinis.
O lance da caixa foi algo muito especial pra gente. O João que é dono do selo EAEO resolveu bancar a discografia inteira pensando na nossa comemoração de 20 anos. Eu nem tenho nem palavras pra dizer o quanto ficamos felizes com isso tudo, é como se agora fizesse um pouco mas de sentido. Somos todos de uma época em que comprar um LP era algo muito especial. Eu ficava olhando a capa, os detalhes, era um tempo de romantismo musical e agora termos todos os LPs de uma só vez, o EP em cassete… Emociona a galera das antigas…

E esses shows do Sesc Pompeia, passam por todas as fases?
Esse show tá sendo uma doidêra. Tivemos que ouvir os discos antigos pra conseguir entrar em todos os climas de emoção de cada época e confesso que me trouxe a tona várias coisas que faziamos e que tinhamos deixado de lado, principalmente na época do EP e do Ciclo. Vamos passar por todas as fases e se aprofundar bastante em cada uma delas. Tá sendo massa se redescobrir depois de tanto tempo.

Vocês entram agora no modo comemoração dos 20 anos, mas já estão pensando num próximo disco?
Já tenho muitas músicas feitas mas isso é pra pensar daqui um tempo. Agora é focar nesse show. Em breve passamos a pensar em algo novo.

Que música melhor reflete o Cidadão Instigado vinte anos após sua formação?
“Um Nordestino no Concreto”.

Vem aí o disco novo de Karina Buhr

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O terceiro disco de Karina Buhr – batizado de Selvática – já está gravado e abriu a pré-venda, com direito a recompensas pra quem pagar mais. O disco conta com onze faixas novas da cantora, gravadas com Bruno Buarque na bateria, Mau no baixo, Fernando Catatau e Edgar Scandurra nas guitarras, André Lima nos teclados e participações de Guizado, Laura Lavieri e Elke Maravilha. Quem se interessar pode ver como antecipar a compra do disco aqui.

Vida Fodona #406: Carnaval 2014

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Desconecto até terça que vem, quando volto com aquela festa

Metronomy – “The Upsetter”
Broken Bells – “After the Disco”
Blood Orange – “You’re Not Good Enough”
Don L – “Chips (Controla ou Te Controlam)”
Tommy Guerrero – “The Gunslinger”
Handsome Family – “Far From Any Road”
Nick Drake – “Pink Moon”
Delgados – “Clarinet”
Supercordas – “Happiness is a Warm Gun”
Mutantes – “Lady Lady”
Pavement – “Grounded”
Siba + Fernando Catatau – “Deus é uma Viagem”
Juliana R. – “Fuga”
Benji Hughes – “Country Love”
Rolling Stones – “Memo from Turner”
Erasmo Carlos – “Preciso Encontrar um Amigo”
Beatles – “And I Love Her (Allure Remix)”

E por aí?