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Estreia em transe

, por Alexandre Matias

Sem dirigir nenhuma palavra ao público até o final da apresentação e emendando canções instrumentais próprias com a de autores tão distintos e improváveis quanto o coletivo islandês ADHD, Milton Nascimento, o sueco Peter Sandberg e o trio dinamarquês Hvalfugi, Victor Kroner transformou o palco do Centro da Terra em uma paisagem de contemplação ambient que flertava tanto com o folk quanto com o jazz, o blues e a melancolia que atravessa a solidão nórdica e a saudade latina. Dividindo-se entre efeitos eletrônicos, a guitarra e até uma kalimba, ele abriu a noite acompanhado de uma banda formada por velhos colaboradores como o guitarrista Gabriel Quinto, a violoncelista Francisca Barreto e o baterista Gabriel Eubank, até receber os convidados Pedro Bienelmann no baixo e vocais (quando fizeram a música “Feather” do Ishmael Ensemble) e depois a cantora Nina Fernandes (com quem primeiro dividiram “Habana” do cubano Yaniel Matos, gravada por Francisca e depois “Hey Who Really Cares” de Linda Perhacs). Com a casa lotada para acompanhar sua estreia autoral, Kroner disfarçou bem a timidez ao preferir um show sem texto e hipnotizou o público com uma apresentação que está pronta para correr por outros palcos.

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