Um dos nomes mais ativos da cena faça-você-mesmo brasileira, o guitarrista Rafael Crespo vive a doce contradição de ser mais lembrado por seu trabalho mais comercial (ter fundado o Planet Hemp nos anos 90) do que por seus inúmeros projetos e bandas independentes com os quais atravessou a virada do século transformando a cara da cena paulista. Integrou e fundou bandas como Polara, Aspen, Elroy, Deluxe Trio e várias outras, além de também tocar a clássica gravadora Spicy Recs, que lançou pedras fundamentais do rock independente brasileiro recente como Againe, Garage Fuzz e Pin Ups. Sua nova encarnação é o trio Herzegovina, que fundou ao lado de Mario Mamede, ex-baterista do Moptop, e Marcello Fernandes. Lançados com a fita cassete 5AM no ano passado, agora o trio estreia o clipe de “Ego Arcade” em primeira mão no Trabalho Sujo. “A letra fala sobre como as redes sociais viraram jogos de ego, onde um tenta ‘lacrar’ mais do que o outro”, me explica Rafa em entrevista por email. “Usamos como linguagem videogames dos anos 70 e 80, que eram, na época, a expressão máxima da sofisticação e tecnologia do entretenimento, uma analogia para o uso atual das redes sociais, e como elas serão vistas daqui a alguns anos – algo ultrapassado, datado e tosco, assim espero.” Conversei com ele sobre a nova banda e sobre como ele encara a cena que ajudou a construir.
Conte a história do Herzegovina.
Tudo começou quando eu voltei a morar no Rio no final de 2015. Conheci o Mario, que tocava bateria, e conversando descobrimos que estávamos escutando e querendo fazer o mesmo estilo de música. O Mario conhecia o Marcello e chamou ele pra tocar baixo com a gente, e em março de 2016 começamos a ensaiar e compor. Pensamos em um nome, algo que soasse estranho e familiar ao mesmo tempo e que tivesse a ver com a proposta da música, chegamos em Herzegovina. Pra quem está familiarizado com o nome, sabe que é um país com uma longa história de guerras e conflitos, algo que tentamos refletir em nossa música. Não necessariamente conflitos armados, mas todos os tipos de conflitos existentes, e cada vez mais ampliados pelas redes sociais: políticos, existenciais, sentimentais, de ego, de opiniões, etc. Pra quem não está familiarizado com o nome, pode soar como coisa meio “Proust” como Vovó Herzegovina.
Você já atua há muito tempo na cena independente brasileira. Como vê a evolução do rock independente atual?
Não sei, eu vejo, infelizmente, a música independente seguindo os mesmos caminhos e repetindo os mesmos erros da industria musical. Eu vim de uma escola essencialmente punk, não só musicalmente mas em termos de idéias e concepções. Sempre acreditei que era possível criar e se expressar artisticamente livre dos padrões e moldes comerciais impostos pela indústria. Mas era preciso criar e fortalecer esse “espaço” pra que fosse um lugar livre para todos.
O que eu vi, ao longo desses anos, foi muita gente se aproveitando dessas idéias pra se promover, falta um espirito de comunidade. No meu modo de ver, música alternativa, indie, etc, acabou virando uma caricatura, no fundo parece que todo mundo quer fazer parte da indústria e que esses rótulos só servem pra tentar gourmetizar e diferenciar o trabalho do artista. Respondendo sua pergunta, música independente, alternativa, etc, deveria ser algo inovador, desafiador, subversivo e ousado, mas musicalmente, vejo tudo muito chato, igual e repetitivo, embora existam as exceções.
Dá para traçar um paralelo entre as cenas de rock independente de São Paulo e do Rio de Janeiro, já que você conhece bem ambas?
Acho que eu não saberia dizer. Apesar de ser do Rio, 90 por cento da minhas relações e interações são em São Paulo. Sei que tem muita gente no Rio ralando duro e tentando criar um espaço e fomentar uma cena de música independente e eu admiro e respeito muito essas pessoas. Mas existe uma cultura carioca que precisa ser revista e transformada pelo bem da cultura e da cidade. Quando me mudei para lá, lembro que minha primeira impressão foi “como falta uma postura e uma atitude mais punk na cidade”. Explicando melhor o que eu quero dizer com “atitude e postura punk”, não estou falando sobre estilo musical, mas sobre se organizar, ser mais pró ativo, participar mais, apoiar mais os artistas e os lugares. Acho que tem muita gente talentosa e criativa no Rio, mas como a cidade não é tão grande como SP, falta as pessoas se unirem e se aproximarem mais.
A banda curitibana Cora anuncia seu primeiro álbum, El Rapto, ao assumir uma nova sonoridade a partir do single “Tulpa”, que elas antecipam em primeira mão para o Trabalho Sujo. É a primeira vez que elas compõem e cantam em português – e, como o nome não deixa de entregar, a letra tem inspiração lyncheana: “Veio do Twin Peaks sim, sempre muito presente nas nossas criações e performances”, explica uma de suas mentoras, a vocalista Kaíla Pelisser. “Quando descobrimos toda a simbologia da Cora, usávamos samples das intros da Log Lady nos shows. Já a Tulpa foi um nome que caiu como uma luva pra essa música, que fala exatamente sobre ser tomado por um alterego que se materializa e toma conta da situação, deixando seu ‘verdadeiro’ eu preso, só assistindo. Esse tipo de distúrbio de despersonalização é bem comum que seja engatilhado por uso de alucinógenos, o que é um paralelo mais uma vez com o mito da Cora, que estava colhendo narcisos ao ser raptada – os narcisos teriam deixado ela doidona e suscetível ao rapto e à cisão dela em duas, Cora e Perséfone.”
Kaíla continua, se aprofundando sobre o mito grego que batizou a banda: “Essa alegoria criada pelos mitos e o que eles simbolizam levam muita coisa que está incrustada na nossa cabeça e a gente nem sabe de onde vem. Foi muito louco descobrir quem era a Cora da mitologia e o que ela significava, foi a verdadeira epifanóia. Ela simboliza exatamente essa busca por entender mais profundamente o que tem dentro, da verdade, da auto-aceitação e da aceitação do outro como ele é, da consciência das próprias limitações e dessa dualidade que acontece no processo de amadurecimento. Você tem um pé cá, outro lá, várias vezes se orgulha da autossuficiência e da própria capacidade, e outras vezes fraqueja e acaba cometendo os mesmos erros de sempre.”
“Quanto mais a gente pesquisa sobre esse mito mais ‘coincidências’ com o nosso trampo vamos achando: ao cheirar a flor, que teria agido como um narcótico – narciso e narcótico tem o mesmo radical grego, a palavra narkés, que significa entorpecido -, ela teria ficado vulnerável à captura”, continua a guitarrista Katherine Zander. “Encontramos muitas coincidências com o Twin Peaks também, por um tempo usamos a Log Lady como nosso arquétipo: louca porém realista e sábia. Tem uns lances com o chão preto e branco também e outras surpresas que você vai encontrar no álbum que foram diretamente inspiradas na série.”
A nova fase da banda chega com uma nova sonoridade, mais obscura e triste que o indie pop com guitarras do EP Não Vai Ter Cora, um dos grandes lançamentos do ano passado. “As músicas que lançamos ano passado no single já são muito antigas, de 2013, 2014. Demoramos muito no processo de gravar e lançar”, explica Kathe. “Já as músicas do disco novo são de 2017/ 2018. Então essa transição foi bem progressiva até.” “Já estávamos caminhando pra chegar nessa sonoridade, que seguiu o mesmo conceito que pensamos para a concepção do disco: o rapto da Cora, símbolo da inocência, e a entrada dela no mundo obscuro do inconsciente. O estalo foi mesmo a descoberta e a vontade de explorar o próprio nome da banda, que vem desse mito grego da Cora, que ao ser raptada se transforma em Perséfone e passa a viver um período no inferno e outro junto da mãe na terra/Olimpo. Seguindo o conceito, pensamos que o som também tinha que parecer mais escuro e denso, com elementos que expressassem esses momentos de inferno e céu, morte e ressurreição, que é todo bem carregado e dramático”, conclui Kaíla.
Pergunto se esta nova fase está ligada à redescoberta do sagrado feminino que tem acompanhado o feminismo do século 21. “Essa questão do sagrado feminino passa perifericamente ao conceito do álbum, então é difícil de responder”, responde Kathe. “Mas com base nas coisas que temos observado, os arquétipos femininos e o que eles representam ganham mais força quando as energias masculinas estão muito intensas, como momentos de guerra e terror. E levando em consideração que estamos passando por um retorno do conservadorismo e totalitarismo, faz muito sentido a consequência de uma nova onda feminista para contrapor essa força masculinista.”
Entrevistei, para a revista Trip, o mestre produtor Pena Schmidt, que, no início do ano, reuniu as melhores listas de melhores discos do ano passado na #listadaslistas, que chega a uma conclusão surpreendente:
A ausência de artistas pop de grande escala diz o que sobre esta lista e a situação da música brasileira hoje?
Esse é meu ponto exatamente. Na verdade existe um mercado exacerbado, aparentemente dominado por um estilos musicais absolutamente genéricos, de fórmula repetitiva, com artistas de alto poder de atração de público para grandes eventos em estádios, rodeios e festas, personalidades criadas por alto volume de execução em rádios e playlists, resultado de ações promocionais, popularidade comprada. Este mercado “não-criativo” é incentivado por um mecanismo perverso da distribuição do Ecad (entidade arrecadadora de direitos autorais), que favorece exatamente quem frequenta este ambiente de audiência de massa, comprável. Pode ser dito que uma porcentagem muito grande do dinheiro que circula na música no pais, dezenas de bilhões, circula apenas neste mercado tóxico. Para mim, o fato mais importante revelado pela #listadaslistas é a ausencia de artistas ditos comerciais. Para não dizer que os dados são viciados, temos Pabllo Vitar, um artista de altíssima popularidade presente e na vigésima terceira posição – apenas ela. Dá para se afirmar com segurança que ele apesar de ser um artista popular não faz parte deste mercado comercial mencionado, sendo talvez o único artista pop, no sentido de ter um público de massa representado na #listadaslistas. Anitta, outra artista que poderia ter características parecidas não conseguiu dez recomendações, até por não ter disco lançado em 2017, pois, me parece, vive de singles. O grande mercado é formado por artistas que não representam a música brasileira. A #listadaslistas e seus artistas recomendados vem propor que estes são os artistas que nos representam.
A íntegra da entrevista você lê no site da Trip.
E aos poucos vem chegando a hora. “Liberdade, A Filha do Vento” é o primeiro single do retorno do grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, que retomou suas atividades ao anunciar o lançamento súbito de seu quarto disco, Viagem ao Coração do Sol. A faixa conta com a participação do produtor do álbum, Fernando Catatau tocando teclados e guitarra, e dá pistas sobre a temática do novo trabalho, que será lançado no dia 6 de abril. “Essa música nasceu com os primeiros contatos para o retorno da banda e traduz o sentimento do nosso novo disco”, resumindo o vocalista Lirinha. O vídeo abaixo é exclusivo para o Trabalho Sujo.
Em mais uma colaboração para o site da revista Trip, escrevi sobre a Universal Maurício Orchestra, formada por seis Maurícios da pesada: Fleury, Tagliari, Pereira, Bussab, Badê e Takara:
As gravações aconteceram no final de 2015 e início de 2016. A tônica do som também vinha do sonho de Tagliari. “Foi tudo bem aberto, ninguém trouxe nada pronto, a gente se encontrou e começou a tocar”, lembra Takara. “Tinha essa referência sugestiva ao Miles elétrico, [do álbum] In a Silent Way, e, no fim das contas, a formação, que é bem inusitada pra mim, refletia um pouco isso, a coisa do sax soprano, da percussão”, completa.
“A linha era cada um ficar à vontade naquilo que gosta, sabendo que estávamos inseridos dentro de um coletivo”, completa Badê. “A ideia do Tagliari era fazer uma coisa mais viajandona, instrumental, como o Miles Davis do sonho dele. A gente não ficou discutindo, apertava o rec e saía tocando”, lembra Fleury.
“Não lembro de ter combinado nada. Na real, olhando em retrospecto, foi meio mágico: muito som, muita risada, pouca conversa e a música fluindo. Tanto que quando você escuta o disco todo, vê que cada faixa tem uma onda muito diferente. Foi fruto mesmo de um encontro de vários backgrounds musicais e muita generosidade, um lance bem fraternal”, completa Tagliari. “O disco é isso, música espontânea, sem parar muito pra pensar, sem nada escrito antes, feita muito das influências sonoras que a gente tem, tipo pegar uma ideia que aparecia e brincar em cima dela”, emenda Pereira.
A conexão maurícia — termo cujo significado vem da mesma palavra que dá origem ao termo “mouro” e quer dizer “de pele escura” — não terminou no som. Depois de brincarem com a possibilidade de pedir a capa ao Maurício de Souza, o pai da Mônica e do Cebolinha, lembraram de outro Maurício que não era reconhecido pelo prenome, o DJ e ilustrador MZK, que aceitou prontamente a tarefa de fazer a capa.
A íntegra do texto você lê aqui.
Depois que o primeiro ano de curadoria de música no Centro da Terra restabeleceu as segundas-feiras como dia de shows em São Paulo, é a vez de invadirmos as terças-feiras. Ao contrário do Segundamente, que propõe quatro shows diferentes para um artista em um mesmo mês, a terça, ainda sem nome, é mais livre e, ao mesmo tempo, mais tradicional. São temporadas que ficam ao gosto do artista, que usa aquelas terças para experimentar um novo show, mexer com canções novas ou consolidar um formato em experimentação, sem necessariamente dividir as apresentações em quatro momentos diferentes. A princípio as temporadas são de quatro terças-feiras, mas nem isso está rigidamente definido. Para começar as terças-feiras no Centro da Terra, chamei os irmãos Cappi – Marinho e Fernando, guitarristas do Hurtmold -, que estão às vésperas de lançar seu primeiro álbum – e usam a temporada para burilar sobre este projeto, focado em canções. Na primeira terça, dia 6, eles convidam o produtor Ricardo Pereira. Na segunda terça, dia 13, eles chamam seus compadres de banda Marcos Gerez e Maurício Takara. No dia 20, o convidado é o grande rabequeiro suíço Thomas Rohrer, e a temporada se encerra dia 27, com a participação da querida Juliana Perdigão. Os quatro shows lidam com o mesmo repertório, que vai sendo retrabalhado a cada nova semana. Conversei com os dois sobre esta temporada, que eles batizaram de Terça-Fera.
Como surgiu o MdM Duo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-como-surgiu-o-mdm-duo
Como a temporada Terça Fera funcionará em relação ao disco de estreia?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-como-a-temporada-terca-fera-funcionara-em-relacao-ao-disco-de-estreia
Como serão as quatro noites e quem são os convidados?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-como-serao-as-quatro-noites-e-quem-sao-os-convidados
Vocês vão mexer muito no repertório de cada noite?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-voces-vao-mexer-muito-no-repertorio-de-cada-noite
Vocês vão mostrar material inédito?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/mdm-duo-terca-fera-voces-vao-mostrar-material-inedito
“Parece que passou muito rápido mas ao mesmo tempo parece que foi há muito tempo, porque muita coisa aconteceu!” Bárbara Eugenia resume não apenas o sentimento de seus dez anos de carreira, mas de toda uma década que abalou a todos. No mesmo período em que se firmou como cantora e compositora houve uma mudança cultural e social violenta que, de uma forma ou de outra, está refletida em seu trabalho. É esta transformação que ela coloca em prática na primeira temporada do Segundamente deste ano, quando, nas quatro segundas-feiras de março, ela visita momentos diferentes da sua carreira, priorizando as parcerias. No dia 5, ela abre o mês ao lado de Tatá Aeroplano, mostrando o Vida Ventureira que gestaram na primeira temporada do Centro da Terra do ano passado, quando eles mostraram o disco em primeira mão na celebração dos quinze anos de carreira do músico paulista – que desta vez vem ao palco com a banda completa, com Dustan Gallas, Júnior Boca e Bruno Buarque. No dia 12 é a vez de ela voltar a se reunir com Fernando “Chankas” Cappi, guitarrista do Hurtmold, com quem ela compôs o disco Aurora, fortemente influenciado pela canção beatle. No dia 19 ela se reúne a Pedro Pastoriz para reeditar mais uma versão de seu projeto de intérprete Lovely Hula, recriando clássicos pop em versões luau. E a temporada termina no dia 26 com uma retrospectiva de seus quatro discos individuais, incluindo um que ainda não viu a luz do dia. Conversei com a Bárbara sobre este momento de sua carreira e como ele se reflete neste março no Centro da Terra.
Qual balanço que você faz sobre essa primeira década?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/barbara-eugenia-dez-anos-por-ai-qual-balanco-que-voce-faz-sobre-essa-primeira-decada
Quando você pensou na temporada já sabia que queria?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/barbara-eugenia-dez-anos-por-ai-quando-voce-pensou-na-temporada-ja-sabia-que-queria
O que ficou de fora e poderia ter entrado?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/barbara-eugenia-dez-anos-por-ai-o-que-ficou-de-fora-e-poderia-ter-entrado
Qual a expectativa de fazer esses shows no Centro da Terra?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/barbara-eugenia-dez-anos-por-ai-qual-a-expectativa-de-fazer-esses-shows-no-centro-da-terra
E sobre o último show, do disco novo, o que dá pra adiantar?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/barbara-eugenia-dez-anos-por-ai-e-sobre-o-ultimo-show-do-disco-novo-o-que-da-pra-adiantar
O som sossegado e a vibe ensolarada dão a tônica do novo single do produtor pernambucano Paes, que está prestes a lançar seu segundo disco solo, que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo com o single “Mais Além”, com clipe dirigido pelo artista gráfico Raul Luna. “Quando musiquei este poema (da atriz, poeta e fotógrafa Camila van der Linden), construí com bandas distintas, arranjos bem diferentes. O primeiro – ainda com Barro, Rapha B e Rafael Gadelha na banda – era uma espécie de brega modernoso. O segundo momento – já com Cassio Sales nas baquetas – se tornou um pop rock tribal, por conta dos tambores da bateria marcantes. Testamos ela em shows. Quando comecei a gravar meu novo disco com Arthur Dossa e Cássio, desenvolvemos um arranjo mais minimalista, preciso e direto, como segue todo o mood do álbum.” O disco completo sai ainda este mês
https://www.youtube.com/watch?v=jFmrCOChabY&feature=youtu.be
Completando dezessete anos de carreira neste ano, o compositor e cantor Wado decidiu capturar um balanço de sua carreira em um show gravado ao vivo que será lançado na próxima sexta-feira. Ao Vivo no Rex reúne catorze faixas e depoimentos de amigos e parceiros, como Zeca Baleiro, André Abujamra, Curumin, entre outros, além da participação de Otto em uma das músicas. Nascido em Santa Catarina e morador das Alagoas desde antes da virada do século, Wado é um dos principais nomes da nova música brasileira e aproveita o registro ao vivo como uma entressafra entre seu disco mais recente (Ivete, em que pesquisava as células de ritmo da axé music) e o próximo álbum (um disco de sambas, que ainda vai ser gravado). A capa e a ordem das músicas está embaixo, logo após o papo que tive com ele sobre este novo momento de sua carreira.
Como surgiu a ideia de gravar um disco ao vivo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-como-surgiu-a-ideia-de-gravar-um-registro-ao-vivo
Como você idealizou o show? Por que escolheu o Rex?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-como-voce-idealizou-o-show-por-que-escolheu-o-rex
Como foi a escolha do repertório? E as participações especiais?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-como-foi-a-escolha-do-repertorio-e-as-participacoes-especiais
Qual balanço de sua carreira até aqui que você faz a partir deste disco?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-qual-balanco-de-sua-carreira-ate-aqui-que-voce-faz-a-partir-deste-disco
Como você vê a atual fase da música brasileira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-como-voce-ve-a-atual-fase-da-musica-brasileira
Há algum novo trabalho em andamento?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/wado-2018-ha-algum-novo-trabalho-em-andamento
“Sexo”
“Um Passo à Frente”
“Sotaque”
“Estrada”
“Alabama”
“Filhos de Gandhi”
“Terra Santa”
“Com a Ponta dos Dedos”
“Rosa”
“Crua” (participação de Otto)
“Surdos de Escolas de Samba”
“Tarja Preta/Fafá”
“Cidade Grande”
“Fortalece Aí”
Conversei com a Rita Oliva sobre como vai ser a segunda edição do espetáculo Tempo Espaço Ritual, criado por sua persona Papisa, quando ela toca acompanhada pelas musas Larissa Conforto, Silvia Tape, Laura Wrona e Luna França em mais uma edição do ritual sagrado feminino que ela concebeu para o Centro da Terra em 2017 e agora repete-se nesta segunda (mais informações aqui). O espetáculo faz parte da criação e concepção do primeiro álbum de estreia da cantora e compositora.
O que aconteceu com a Papisa entre o primeiro e este novo ritual?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-o-que-aconteceu-com-a-papisa-entre-o-primeiro-e-este-novo-ritual
Há muitas mudanças entre os dois eventos?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-ha-muitas-mudancas-entre-os-dois-eventos
Como realizar o primeiro espetáculo no Centro da Terra guiou sua carreira?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-qual-a-influencia-deste-espetaculo-na-sua-carreira
Como está o processo de criação e composição do novo álbum?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-como-esta-o-processo-de-criacao-e-composicao-do-novo-album
Há previsões para a realização de novos rituais?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/papisa-tempo-espaco-ritual-2018-ha-previsoes-para-a-realizacao-de-novos-rituais











