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Erudito x popular

Vamos continuar aquela discussão de ontem? Primeiro peço desculpas por não ter continuado o papo logo após o almoço conforme prometi, mas, sacumé, vida corrida, trabalho, etc. Mas vamos lá.

Óbvio que o texto que posto a seguir, escrito pelo Teté para a revista Iara (em PDF aqui) e me passado pela Helô, não é o único exemplo de bom diálogo entre a academia e a produção cultural contemporânea no Brasil e mais óbvio ainda que essa discussão já esteja acontecendo há décadas entre os muros da escola. Mas o que me chamou a atenção do texto abaixo é que, mesmo com todos seus cacoetes e maneirismos da universidade (notas de rodapé, citações, resumo), ele flui tranquilo e explica, para quem é de fora, um momento específico de um movimento cultural – no caso, a batalha de MCs que deu início à ascensão de Emicida. Há uma tentativa de conversar com quem está fora da academia, uma necessidade de compartilhar conhecimento e fazer as informações circularem de um lado para o outro.

Bem sei que, sim, há trabalhos acadêmicos sendo produzidos no Brasil sobre diversas manifestações culturais que não estão nem nos cadernos de cultura (onde deveriam estar). Raro o mês em que pelo menos um estudante (e não só de comunicação) não me venha me procurar como fonte, entrevistado ou para dar dicas sobre determinado TCC, mestrado ou trabalho do semestre. Mas lembro de quando trabalhava no Trama Universitário, fui confrontado por um professor de comunicação que, desesperado, me pedia ajuda: “Como eu faço para conseguir acompanhar meus alunos? Quando eu consigo entender como funciona e o que é o Orkut, eles me vêm com o MySpace que zera todo o meu conhecimento que eu tinha sobre internet até agora”. Acredite: ele não é o único.

E o texto a seguir não deverá ser o representante único desta espécie aqui no Trabalho Sujo. Se você souber de algum legal, por favor, me manda que eu quero ver. Estou inaugurando mais uma seção, chamada Erudito x Popular. O “x” não é de versus, e sim de “vezes”.

E agradeço ao Teté por ter liberado a reprodução do texto por aqui 🙂

Emicida fora do Coachella

Motivo? Visto negado:

Segundo Fióti, Emicida vem enfrentando problemas com o visto desde que foi escalado para o festival –sua apresentação está marcada para o primeiro dia do evento (próximo dia 15). Ele também deveria gravar um EP com uma dupla de produtores de Nova York (o que muda a configuração do visto do rapper).

Mais infos na Folha.

Vida Fodona #265: Só com música brasileira

“Fun, fun. fun…”

Blubell – “Good Hearted Woman”
Lulina + Banda dos Contentes – “O Riso e a Faca”
Curumin – “Solidão Gasolina”
Caetano Veloso – “Rapte-me Camaleoa”
Nina Becker – “Samba-Jambo”
Tulipa Ruiz – “Efemera”
Bárbara Eugênia – “Hauru”
Bonifrate e os Demônios do Brejo – “Céu e Chão”
Mopho – “A Geladeira”
Júpiter Maçã – “Essência Interior”
Mombojó – “O Mais Vendido”
Juliana R. – “Desde Que Cheguei”
Emicida – “Um Final de Semana”
São Paulo Underground – “Pombaral”
Guizado – “Girando”
Burro Morto – “Menarca”

Chega mais.

E por falar no Emicida…

“Uma vez que fui no Ecad e expliquei que no meu show eu criava as canções na hora, aí o cara me disse “mas as palavras que você usa já existem…”

Emicida, via Bracin, via Elson.

Os vídeos de ontem

Falei que ia fazer uns vídeos ontem, olha eles aí. Consegui filmar todas as músicas, menos minha participação (por motivos óbvios, ainda não aprendi a mediar um debate e me autofilmar ao mesmo tempo), mas já já elas aparecem por aí. Os vídeos vão aparecendo exatamente na ordem da noite…


…que começou com o Emicida rimando sem acompanhamento, só na moral…


…continuou com o Takara, o nosso Baden Powell, quebrando tudo sozinho…


…depois PB e Maurício Fleury caíram prum delírio kraut…


…e foram acompanhados pelo Guizado e foram pruma base instrumental que começou electro e caiu pro jazz…


…para depois tocarem “Maya”, do primeiro disco do Gui…


…depois Blubell subiu no palco e cantou sua “Good Hearted Woman”…


…e no final Bruno Morais desenterrou “Morte da Sandália de Couro”, do Bebeto, para encerrar a noite. Não filmei a participação do Zegon, porque seu equipamento só chegou ao final, quando rolou uma jam session com todo mundo e a bateria da minha câmera foi para o saco junto com a minha vontade de fazer uma social. Foi demais, quem foi sabe.

Entre bambas

Hoje medio um papo misturado com jam session (só vendo…) entre alguns dos nomes mais legais da música de São Paulo hoje: Takara, Emicida, Anvil FX, Maurício Fleury, Blubell, Bruno Morais, Yellow P, Guizado e Zegon. O evento é fechado pra convidados, por isso o anúncio em cima da hora – é mais pra não passar batido. Se pans, rolam uns vídeos depois.

Vida Fodona #242: Finalmente dou início à retrospectiva 2010

Começo aqui a versão em áudio da contagem regressiva dos melhores discos de 2010. A menina da foto é a Juliana R. 😉

Brian Wilson – “Summertime”
Cérebro Eletrônico – “Garota Estereótipo”
Sharon Joes & the Dap-Kings – “Money”
Guizado – “Rolê Beleza”
Grinderman – “Palaces of Montezuma”
Gil Scott-Heron – “Me and the Devil”
Robert Plant – “Satan Your Kingdom Must Come Down”
Klaxons – “Venusia”
Emicida – “Rua Augusta”
Maquinado – “SP”
Pato Fu – “Todos Estão Surdos”
Juliana R. – “Longe”
Delorean – “Real Love”
MGMT – “It’s Working”
Satanique Samba Trio – “Ana Lidia Ressurrection”

Chega junto.