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A fase 3 do Emicida

“Hoje Cedo”, com a participação da Pitty, é a primeira música do disco novo do Emicida, que deve ser lançado neste mês de agosto. É a terceira fase da carreira do rapper, um dos artistas brasileiros mais prolíficos deste século:

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Na primeira fase, ele era o garoto-prodígio das rimas, o futuro do hip hop paulistano antes da chegada do Criolo. Na segunda fase, abraçou o sucesso e garantiu que não tinha medo de ser mainstream. Agora ele chega à nova etapa refletindo sobre o que conseguiu.

Vi no Bracin.

Tom Zé vendido a preço de banana e o tribunal do Feicebuqui

tribunal

O segundo volume da Imprensa Cantada de Tom Zé veio motivado pela polêmica ao redor do comercial de Coca-cola narrado por Tom Zé. O disco – que conta com participações do Emicida, do Tatá Aeroplano e do Tim Bernardes d’O Terno, pode ser baixado no site do Tom Zé e o tema “tribunal do Facebook” foi discutido na Galileu que está nas bancas, num artigo do Luli Radfaher.


Tom Zé – “Tom Zé Mané”

Abaixo, as letras do novo disco de Tom Zé:

 

Hoje no Prata da Casa: Mão de Oito

O setembro do Prata da Casa começa com o primeiro lançamento do selo de Emicida, chamado Laboratório Fantasma, que é a banda Mão de Oito – que teve seu disco de estréia produzido pelo Ganjaman. O show começa às 21h e os ingressos – gratuitos – começam a ser distribuídos uma hora antes, no Sesc Pompéia. Abaixo, o texto que escrevi para o projeto.

Como quase todas as bandas, o Mão de Oito começou tocando músicas alheias e escolheu beber na fonte da música brasileira para dançar, caçando a essência de artistas tão diferentes quanto Roberto Carlos, Luiz Melodia e Chico Science. Mas aos poucos foram descobrindo seu próprio som e afinando suas influências em composições próprias que aos poucos os colocam no mesmo cânone dos artistas que eram inspirações iniciais. Os paulistanos foram curando seu próprio somo autoral e, misturando grooves mansos, letras apaixonadas e suingue maneiro, e aos poucos incluíam influências estrangeiras, que vão desde a black music que inspirou seus primeiros ícones até o bom e velho rock clássico, passando por outras referências de balanço, de Fela Kuti a Bob Marley. As coisas ficaram sérias mesmo quando foram escolhidos pelo rapper Emicida para ser o primeiro lançamento de seu próprio selo, o Laboratório Fantasma. Vim, o primeiro EP, já está disponível para download através da página da banda no Facebook e foi teve a produção regida pelo maestro Daniel Ganjaman, do Instituto, um dos nomes mais respeitados da nova música brasileira.

Emicida x Paulinho da Viola

Corajoso, Emicida reinventa “Sinal Fechado” na Globo. A tarefa não é fácil – e ele não faz feio.

O vídeo ainda tem versões para “Pra Não Dizer que Não Falei de Flores” e “BR3” (com o próprio Tony Tornado), mas nenhuma tão inspirada quanto a versão para a música do Paulinho da Viola. Vi no Bracin.

Planeta Terra 2012: Será?

Essa imagem apareceu online hoje, será que é isso mesmo?

Pulp, M83, Grouplove, Mumford & Sons, Klaxons, Oh Land e Hives até seguram a onda de um festival que ainda vai ter Kasabian, Kings of Leon e Gotye. Mas Mundo Livre S/A e Emicida é muita preguiça na hora de procurar banda brasileira nova, hein. E o Gossip e o Garbage não tavam “quase certos”?

Emicida all-star

Os detalhes do vídeo acima, o clipe novo do Emicida, começam com o elenco desse Kill Bill paulistano:

Elenco: Emicida, Neymar, Fióti, Eiryo Okura, Alan Antunes, Gaby Amarantos, Sandro Dias, Rael da Rima, Kamau, Projota e Rashid.

E por mais onipresente que Emicida possa parecer, também há uma sensação de que ele tá só começando…

Emicida 2012

Emicida enfileira Gaby Amarantos, Kamau, Projota entre as estrelas de seu próximo clipe, que ainda terá no elenco a presença de… Neymar.

O clipe estréia nesse domingo, dia 22. E a música é essa aqui:

Criolo + Emicida e a história do rap nacional

O primeiro grande momento de 2012
Sesc Pompéia @ São Paulo
5 de janeiro de 2012

Showzaço do Criolo com o Emicida no Sesc Pompéia nesse fim de semana, com a banda do Criolo – regida pelo Ganjaman – servindo de base para o encontro dos dois principais nomes do rap nacional atualmente. Velhos de guerra, os dois dominaram os dois últimos anos desbravando novas fronteiras para o velho gênero – que, por mais que já tenha seu quarto de século de vida, ainda está preso ao estigma da periferia e no estereótipo paulistano do gênero. Embora tanto Criolo quanto Emicida não neguem suas origens (não é este o ponto), eles impulsionam o diálogo da cultura hip hop para frente, para o alto e além, puxando novos ouvintes para a cena e fazendo questão de ter assento no conselho de segurança da música brasileira, exigência que já deveria ter sido feita há pelo menos dez anos.

Daí a importância do encontro que não foi propriamente um encontro, mas uma seqüência alternada de músicas de cada um dos dois, com o outro por vezes dando o ar de sua graça, quando não ficava, em geral, na posição de backing vocal. Meu excesso de expectativa talvez esperasse Emicida rimando sobre “Não Existe Amor em SP” ou Criolo cantando o refrão de “A Cada Vento”, mas a primeira parte do show foi basicamente um revezamento dos talentos de ambos, passando por seus principais hits. Confesso minha empatia maior por Emicida – seu flow é equivalente à sua presença de palco e ele não parece ser muito diferente dentro e fora de cena. Já Criolo parece assumir um personagem, que dança esquisito e faz poses e caretas. Há quem diga que aí reside parte de seu carisma (a outra vem inegavelmente quando ele canta e conversa com o público), mas, comigo, não bateu.


Emicida + Criolo – “Fogo na Bomba” / “Tik Tak” / “Sr. Tempo Bom” / “Os Mano e As Mina” / “Capítulo 4 Versículo 3” / “UBC” / “Pule ou Empurre” / “Sou Negrão” / “Rap é Compromisso”

Num show surpreendetemente longo, o groove foi comendo lentamente, com todos os músicos trabalhando para não se superporem ao vocalista. Mas as coisas desequilibraram mesmo a partir da segunda parte do show, quando os dois passaram ao centro do palco continuamente, chamando outros vocalistas convidados (os dobras de Criolo e Emicida, Dandã e Rael da Rima, respectivamente, além de Juçara Marçal) para o meio da roda e, finalmente, emendar uma seqüência inacreditável de clássicos do rap brasileiro, recapitulando a história do gênero dos Doctors MC’s ao Sabotage, passando pelos Racionais, RPW, Thaíde & DJ Hum, SNJ, Xis e Rappin Hood, no primeiro grande momento musical de 2012. Showzaço.

Tem mais vídeos que eu fiz do show aí embaixo: