Phyllis & Harold, primeiro longa da diretora americana Cindy Kleine, reúne um trabalho de doze anos de entrevistas com os próprios pais na desconstrução de um casamento de 59 anos. O filme estréia este mês nos EUA depois de fazer o circuito de festivais independentes (sua primeira exibição, diga-se, foi no brasileiro É Tudo Verdade, em 2008) e está sendo vendido como o Cenas de um Casamento do Bergman visto pelo prisma dos seriados de Lucille Ball.
Sou totalmente pró – acho que, mais do que heavy metal, é sempre bom desconfiar de alguém que nunca teve uma fase Jim Morrison. Doors pra mim é primeiro escalão da história do rock, a alguns centímetros dos Beatles, Dylan, Velvet e Hendrix, no mesmo patamar que Beach Boys, Clash, Who e Led. Não é pouca coisa. O documentário When You’re Strange, narrado por Johnny Depp, pode ajudar-nos a reabrir aquelas portas.
A lendária gravadora inglesa que pariu o Jesus & Mary Chain, o Oasis e o My Bloody Valentine, entre outros, foi contada por seus próprios protagonistas no documentário Upside Down. Aí embaixo, o pai da Creation, Alan McGee, fala mais sobre o fime:
Não sei com quem eu tava comentando a resenha do 2001 que a Izadora indicou e da importância ou desimportância da técnica para o cinema o papo descambou na possibilidade ou não da história ser o principal chamariz em um filme. Muito pelo fato de termos sido alfabetizados audiovisualmente pelo cinema norte-americano (que é essencialmente devoto do roteiro), nos acostumamos a nos amparar no “sentido” ou “significado” por trás do filme justamente para estabelecer se gostamos ou não do mesmo.
Para mim, isso não faz mais sentido há um bom tempo – há uma categoria de blockbusters de Hollywood hoje em dia que pode ser entendida basicamente como um showcase de efeitos especiais e que, foda-se se a história de Transformers 2 não faz sentido, serve apenas para grudar o espectador na poltrona na base do choque. Sempre que o troar de uma explosão ecoa nas caixas de som da sala de cinema, me vem a clássica imagem do Alex de Laranja Mecânica atado numa camisa-de-força em uma projeção de imagens que, aparentemente aleatórias, começam a atiçar um sentido submerso no espectador que aciona uma forma de entendimento que não necessariamente é linear ou figurativo. É quase como se os efeitos especiais fossem o equivalente cinematográfico da pintura abstrata – não tente buscar a imagem por trás de todas essas manchas e cores. O próprio 2001 do Kubrick tem um elemento abstrato puro depois que o monolito aparece em Júpiter.
Não tinha visto ainda esse documentário feito pelo Darlan de Castro Rosa na época do entao “último show do Los Hermanos”, em 2007. Nessa época os Strokes ainda eram uma banda, Mallu Magalhães estava dedilhando o violão e o Radiohead era anunciado como provável show no Brasil no ano seguinte. Tudo mudou.
Apesar de quase não ter a banda, o documentário é quase uma pesquisa estatística sobre quem é a geração Los Hermanos. Dá pra baixar inteiro aqui, ó.
A volta da banda à ativa este ano serviu de mote para um documentário sobre o grupo. No Distance Left to Run estréia dia 19 de janeiro nos cinemas da Inglaterra – mas será que vai passar em algum cinema daqui?
E já que falei de dubstep, se liga nesse minidocumentário que fala sobre como o gênero criado por Lee Perry evoluiu rumo ao dubstep e como o clássico álbum Blackboard Jungle foi recriado pelos produtores austríacos Dubblestandart, pelos nova-iorquinos Subatomic Sound System e pelo MC Jahdan Blakkamoore, com a presença do próprio Lee. Pesquei no Dubstepped.