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Ancient Aliens: o melhor seriado hoje em dia

Sim, o melhor seriado atual (em julho de 2011, perceba que estamos no hiato entre as duas temporadas de Fringe) é um programa do History Channel. E Ancient Aliens é só aquilo que aparenta ser: um monte de pseudocientistas, a maioria filhote do Erich von Däniken (autor de Eram os Deuses Astronautas?, também onipresente no documentário), questionando verdades históricas para mexer em velhas perguntas, que linkam Stonehenge aos maias, máquinas voadoras indianas e os tapetes voadores do Oriente Médio, alienígenas, Ilha da Páscoa, Antártida, Atlântida, siderúrgicas portáteis na Bolívia, pirâmides espalhadas pelo mundo, anjos, OVNIs e esse monte de mistério que sempre atiça a curiosidade.

O bom é que a série (cujos episódios têm uma hora e meia) funciona como se tivesse sendo produzida por Fox Mulder – e por mais que costure diferentes aspectos, épocas, ciências e culturas, quase sempre volta para o raciocínio central: de que a civilização moderna é só mais uma das civilizações humanas altamente avançadas tecnologicamente que já habitaram esse planeta e de que sempre contamos como uma mãozinha dos nossos amigos extraterrestres pra chegarmos lá.

Independentemente de ser crível ou não, o ruim desse tipo de teoria é que ele sempre menospreza a capacidade humana, que é sempre vista como júnior demais para conceber projetos arquitetônicos e mecanismos tecnológicos complexos demais em outro momento da história que não fosse depois da revolução industrial.

Mas, por outro lado, eu sempre curto aquela piração do Timothy Leary, que ele diz que todo tipo de aparição que vemos e não conseguimos compreender (espíritos, ETs, assombrações, santos, aliens, anjos, fantasmas) são, na verdade, manifestações de nós mesmos, no futuro, querendo entrar em contato com nós mesmos, no passado. Assim, toda a tecnologia humana teria sido avançada graças ao envolvimento dos próprio humanos do futuro na rotina de seu passado – um clichê em loop, uma fita de Möbius narrativa clássica da ficção científica.

Um documentário sobre a Elephant 6

Sim, Chad Stockfleth está dirigindo um documentário sobre o genial coletivo de bandas dos anos 90 (e, possivelmente, uma das coisas mais legais daquela década). Curte lá:

Ele descreve o projeto:

By the mid-1990s, indie music was in a sorry state. Even the good stuff was obsessed with doubt, aggression and misery. At the same time as the grunge implosion was sucking all the joy out of music, four friends from small-town Louisiana started calling themselves Elephant 6 and tuned into what had been lost: friendship and joy. They got together, swapped tapes, taught each other chords, had visions, wrote songs, formed bands, recruited friends, made classic records, went on tour, had fun, and, over time, changed American music. But to move forward, they had to look backward.

Bill Doss, Will Hart, Jeff Mangum and Robert Schneider formed the Elephant 6 collective in Ruston, La. Their musical touchstones, painfully unfashionable at the time, were the Beatles, the Beach Boys, early Pink Floyd, Love, the Zombies…the daydream/nightmare psychedelia of the late 1960s. The first three bands to coalesce from Elephant 6 were the Apples in Stereo, the Olivia Tremor Control and Neutral Milk Hotel, but there were no clear boundaries between projects. The four friends collaborated on everything, and produced some of the decade’s most visionary music, including In the Aeroplane Over the Sea, Dusk at Cubist Castle, and Fun Trick Noisemaker, each of them an undisputed classic.

Because it was founded on friendship and cooperation, Elephant 6 was destined to grow. By the end of the decade, Doss, Hart, Mangum and Schneider had gathered dozens of like-minded musicians into the Elephant 6 fold. Some of the bands they formed lasted a day, some lasted a week, some are still making music: Of Montreal, Elf Power, Circulator System, The Music Tapes, The Minders, Beulah, Dressy Bessy, the Essex Green, the Gerbils, and on, and on, and on….

The Elephant 6 story has never been told. Made with the cooperation of the founding members of the collective, this film documents Elephant 6 through exclusive interviews, video archives, found footage, and live performance, following the collective from its beginnings, through its heyday, to its resurgence in the last few years, and finally to the Elephant 6-dominated All Tomorrow’s Parties, in Minehead, England, in the winter of 2011.

“What a beautiful dream,” sang Jeff Mangum, “that could flash on the screen in the blink of an eye and be gone.” “Define a transparent dream,” sang Doss and Hart. “What do you see,” sang Schneider, “when you dream about the future?” You see the past and the present. You see the Elephant 6.

E fala sobre o material que está reunindo nessa entrevista:

“Some of the live performances I’ve found are really good. I’m thankful that someone was there with a camera because those performances would have been lost to time. Getting an intimate look at how these guys create music with all of the esoteric instruments and machinery is quite interesting, too. Also, just learning how genuinely friendly everyone is has been a bit of a surprise”

Agora chore:

Demais! Demais!

As histórias dos Beatles

Idéia simples do Seth Swirsky: juntar uns conhecidos pra contar a história da relação deles com os Beatles – principalmente em pessoa. E assim conseguiu conversas com Smokey Robinson, Klaus Voormann, Jon Voight, Brian Wilson, Art Garfunkel, George Martin, Graham Nash, entre outros. Eis Beatles’ Stories:

Vi na Babee.

Da importância de Sgt. Pepper’s

Um documentário feito em 1987 (“It was twenty years ago today!”), pela PBS norte-americana, sobre o clássico disco dos Beatles. Uma aula de cultura pop.

O animal humano

Parece bem foda essa Human Planet, da BBC, que observa o ser humano como um documentário do Animal Planet. Assista o vídeo abaixo em tela cheia, porque as imagens merecem:

Zeitgeist – Moving Forward

Quando muita gente começa a falar de um determinado assunto, é bom ir atrás. Na correria, dei mole e deixei o conselho de umas seis pessoas – amigos, leitores, conhecidos – e só assisti ao terceiro volume da série Zeitgeist, de Peter Joseph, há pouco. O filme, que foi lançado no início do ano, já está no YouTube legendado em vários idiomas e dá passos largos em direção ao clima apocalíptico pesado dos filmes anteriores, ao se dispor a diagnosticar os problemas de larga escala do planeta sob óticas menos abstratas que as de hoje em dia, dissecando conceitos econômicos e interesses políticos para, ao mesmo tempo, apresentar uma possilibidade palpável de mudança. O filme é longo, é chato ver um filme inteiro no YouTube, cada trecho tem 15 minutos, é basicamente um monte de caras dando entrevistas e a legenda às vezes derrapa feio (dá pra sacar, mesmo quem não sabe inglês), mas nada que comprometa. Por isso assiste com calma, com tempo, parando para ver de vez em quando ao invés de mergulhar uma só sessão de cinema na frente do computador. Inevitavelmente vou voltar ao tema do documentário (já o abordo há um tempo, vão perceber), mas como viajo agora no finde, prefiro deixar o papo pra depois que mais gente assistir ao filme. Até segunda.

The Greatest Movie Ever Sold: “O Inception dos documentários”

De novo Morgan Spurlock teve uma idéia simples e dispôs-se a executá-la. Se em Super Size Me – A Dieta do Palhaço (não é a melhor adaptação de nome de filme para o português desde, hmm, Noivo Neurótico Noiva Nervosa?) ele se dispôs a trocar suas refeições pelas oferecidas pelo McDonald’s, em seu novo filme, The Greatest Movie Ever Sold, ele tenta vender um filme sobre publicidade para uma série de publicitários que normalmente apenas anunciam em filmes. Chamado de “o Inception dos documentários” por Jimmy Kimmel (djênio), o novo filme cutuca uma veia ainda intocada em tempos de transparência total que é a publicidade, imune ao wiki-escrutínio digital sofrido pelas indústrias da música, do cinema, da TV, dos jornais e revistas e da própria internet enquanto meio.

O final do trailer me lembra um papo de algum autor de quadrinhos (ou foi cineasta?) sobre publicidade em sonhos… Alguém lembra quem tinha falado disso?