O documentário é em alemão com legendas em inglês, mas mesmo se você não entender patavina de nenhum desses idiomas, dê play no vídeo e deixe rolando por uma hora e meia de trips pesadíssimas da contracultura musical alemã.
Lembram do documentário sobre o OccupyWallStreet que contrapunha imagens da polícia agredindo os manifestantes nova-iorquinos com discursos do Obama e da Hillary pedindo voz para quem fala contra o governo? Olha ele aí legendado:
Bem foda o documentário Bobby Fischer Against the World, que a festejada Liz Garbus lançou no início desse ano. Conta uma história relativamente conhecida – como surgiu o grande mestre do xadrez norte-americano, como sua ascensão popularizou o jogo no planeta e como ele, aos poucos, foi perdendo o prumo mental -, mas de forma magistral, com firmeza e graça tão improváveis em um tema tão árido. A pesquisa, que reuniu impressionantes imagens de arquivo, todas harmonicamente enfileiradas, vai ao ponto de investigar a psicologia da infância do protagonista, uma das celebridades mais enigmáticas da história dos EUA. Junto às cenas resgatadas, há entrevistas comoventes e uma disposição ao mesmo tempo cerebral e emocional à medida em que a história vai sendo contada, como se a diretora jogasse xadrez com as nossas expectativas.
Um filmaço, recomendado até pra quem acha xadrez chato (hereges!).
Mais um resgate feito a partir da reedição que a Rhino tá fazendo de toda obra dos Smiths. Um lançamento que pode, sem querer, dar origem à mais improvável volta de todas – sim, Morrissey e Marr voltaram a se encontrar, por incrível que pareça. A Fab que deu o toque sobre a notícia no Sun:
“I last saw Morrissey a couple of years ago and we hung out for an afternoon and it was pretty funny.
“I’m going to be hanging out with and maybe playing with Andy soon and then getting an email now and then off Mozza is nice. People think The Smiths are bad news, especially when we split, but it’s not.
E se todo ano a gente tem visto um novo grande revival indie (Pavement, Pulp, Suede e agora os Stone Roses), os Smiths sem dúvida, são os maiores de todos. Afinal, foram eles basicamente quem inventaram o que a gente chama de indie até hoje, tanto em termos de som quanto de estética.
Tony Hawk, Fat Mike, Flea e outros pilares da cena faça-você-mesmo dos EUA contam como foi ter de assumir o outro lado da vida que levavam, quando viraram pais. The Other F Word promete: