

O homem mais procurado do mundo hoje é norte-americano e deu uma coletiva nessa sexta-feira, em Moscou.
A íntegra da declaração que deu antes da entrevista coletiva segue abaixo, em inglês, e é a primeira vez em que ouvimos sua versão dos fatos. E, como de praxe, se alguém quiser traduzir, basta colar nos comentários que eu atualizo aqui: A Lia traduziu (valeu Lia!) e o texto segue logo abaixo do vídeo com a íntegra do áudio:
“Oi. Meu nome e Ed Snowden. Pouco antes de um mês atras, eu tinha uma família, um lar no paraíso, e eu vivia confortavelmente. Eu tinha também a capacidade, sem nenhum mandato de busca para apreensão, ler toda sua comunicação. Comunicação de qualquer pessoa, a qualquer momento. Esse e o poder que muda os fatos das pessoas.
E uma violação seria da lei. A 4a. e a 5a. Emenda da Constituição do meu pais, artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, e inúmeros estatutos e tratados proíbem os sistemas em massa de vigilância generalizada. Enquanto a Constituição dos EUA marcam esses programas como ilegais, meu governo discute essas secretas leis de corte, onde o mundo não e autorizado a ver,e de certa forma, legitima um acordo ilegal. Essas regras simplesmente corroem a mais básica noção de justiça – isso tem que ser visto e ser feito. A imoralidade não pode ser moral pelo uso da lei do segredo.
De acordo, eu fiz o que achava certo e comecei uma campanha pra corrigir o que estava errado. Eu não estou procurando enriquecimento pessoal. Eu não procurei vender os segredos dos EUA. Eu não fiz parceria com nenhum governo para garantir minha segurança. Ao invés disso, eu levei o que eu sabia ao publico, para o que afeta a nos todos, possa ser discutido por nos na luz do dia, e pedir ao mundo justiça.
Essa decisão moral de dizer ao publico sobre espionagem e os efeitos em todos nos tem custado caro, mas era a coisa certa a ser feita, e eu não me arrependo.
Desde então, o governo e o serviço de inteligencia americana estão tentando me pegar como exemplo, avisando todos os outros que talvez possa fazer algo como eu fiz. Eu tenho sido considerado sem estado e tenho sido caçado pelo meu ato de expressão politica. O governo americano me colocou fora das listas de voo. Demandou que Hong Kong me mandasse de volta, fora do que diz a lei, violando diretamente os princípios de não-repulsão – A Lei das Nações. Tem ameaçado com sanções países que decidam defender meus direitos humanos e o asilo das Nações Unidas. Tem agido de forma sem precedentes, ordenando aliados militares a forcar o pouso de avião de um presidente latino-americano para fazer buscas de um refugiado politico. Essas perigosas escalações representam uma ameaça não somente a dignidade da America Latina, mas ao básico direito compartilhado por cada pessoa, cada nação, de viver livremente sem perseguições, e procurar e conseguir asilo.
Desde então essa clara agressão de proporção histórica, países ao redor do mundo tem oferecido suporte e asilo. Essas nações, incluindo Russia, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador, tem minha gratidão e respeito for terem sido os primeiros a estarem contra a violação dos direitos humanos, tomada pelos poderosos, ao invés dos sem poderes. Ao negarem a comprometerem seus princípios com a intimidação, eles ganharam o respeito do mundo, Minha intenção é viajar para cada um desses países para mostrar minha pessoal gratidão e obrigado ao seu povo e seus líderes.
Eu anuncio hoje minha formal aceitação a todas as ofertas de suporte e asilo que se apresentaram e aos que possam ser oferecidos no futuro. Com, por exemplo, o asilo oferecido pelo presidente da Venezuela, Maduro, meu status de asilado agora formalizado, nenhum estado tem o direito de interferir no meu direto de ir para meu asilo. Como podemos ver, pelo menos, são alguns governos da Europa Ocidental e America do Norte demonstrando vontade de agir fora da lei, e esse comportamento persiste ainda hoje. Esses fora-da-lei ameaçam fazer o impossível para que eu possa viajar para a America do Sul e possa ser asilado, conforme foi concedido la e de acordo com os nossos direitos compartilhados.
Essa vontade dos poderosos estados de agir extra-ilegal representa uma ameaça a todos nos, e não deve ser permitida. De acordo, eu peco a sua assistência nos pedidos de garantias de uma passagem segura pelas nações relevantes em assegurar minha segurança na viagem para a America do Sul, e também do meu pedido de asilo na Russia, ate que esses estados acessem a lei e a minha viagem permitida legalmente. Eu vou mandar meu pedido para a Russia hoje, e espero que seja aceito favoravelmente.Se você tem algum questão, eu vou responder o que eu puder.
Obrigado.”
O original, em inglês, vem a seguir:

Já já (às 17h) estarei mediando o primeiro dos três debates que a Galileu faz no YouPix, no Pavilhão da Bienal no Ibirapuera. No meu painel falo sobre o futuro das redes sociais. Segue a apresentação:
Quando as redes sociais eram novidade, era comum vermos notícias sobre novos cadastrados e termos atualizações constantes sobre novos números de crescimento. Mas depois do primeiro bilhão do Facebook, os próprios sites e serviços pararam de dar estas notícias. Será que as redes sociais chegaram ao seu ápice? Será que elas serão substituídas por outro tipo de serviço? Ou elas entraram em nosso dia a dia de forma que, em poucos anos, não perceberemos mais que frequentamos redes sociais?
Com Roberto Martini (CEO da Flag.cx, The Creative Disruption Network), Lalai Luna (founder da Remix Social Idea), Edney Souza (VP de publishers da Boo-Box, professor e consultor em mídias sociais) e mediação de Alexandre Matias (Diretor de Redação da Revista Galileu)
Quem vai?
O papo com o animador Richard Swarbrick, que iria acontecer no domingo, foi remarcado para esta terça, às 19h, no Itaú Cultural. Quem vai?
Mais uma atração do Festival Cultura na Rede, realizado dias 29 e 30 de junho, acontece nesta terça-feira, dia 2 de julho, às 19h, no térreo do Itaú Cultural.
O ilustrador e videoartista inglês Richard Swarbrick promove um ciclo com alguns dos seus curtas-metragens sobre futebol. Ao final da mostra, o público poderá participar de um bate-papo com Swarbrick, mediado pelo jornalista Alexandre Matias.
O Festival Cultura na Rede – encontro sobre literatura e futebol, mostra de curtas-metragens, show e performance que abordam a relação entre o esporte e a cultura – está alinhado com o encontro internacional Cultura na Rede, que aconteceu no Museu de Arte do Rio (MAR), nos dias 27 e 28 de junho, no Rio de Janeiro, em parceria com a Fundação Roberto Marinho.
Festival Cultura na Rede – Richard Swarbrick
terça 2 de julho de 2013
às 19h
Piso TérreoMais informações no site do Itaú Cultural.
Você conhece o Next Media Animation, aquele canal de Taiwan que faz umas animações propositalmente toscas pra explicar as notícias. E essa semana foi a vez do canal dar sua versão para os protestos no Brasil:
Vi no Não Salvo.
Já já às 15h converso com o animador e cinegrafista Richard Swarbrick, dentro da programação do festival Cultura na Rede, no Itaú Cultural, ali na Paulista. Saca só:Updeite: Rolou um problema e o papo foi transferido pra terça, no mesmo lugar, às 19h.
/CICLO DE FILMES E BATE-PAPO
Domingo – 15h00
Sala Itaú Cultural – 219 lugaresCiclo de filmes sobre futebol criados pelo ilustrador e videoartista inglês Richard Swarbrick (richardswarbrick.com). Na sequência haverá um bate-papo com o artista, mediado por Alexandre Matias.
Mais informações no site do Itaú Cultural.
Não tenho palavras pra descrever isso:
Vai ser difícil alguém superar essa bobagem esse ano.
A mesma Amanda Ghassaei que usou uma impressora 3D há alguns meses para criar um disco a partir de um MP3 se propõe um desafio ainda maior: fazer discos de madeira. E ela começou testando com uns clássicos, como, por exemplo, “Sunday Morning”, do Velvet Underground. Saca só:
Aí embaixo seguem os vídeos com os testes de gravação feitos com “Femme Fatale”, também do Velvet Underground, e “Idioteque”, do Radiohead.
O fotógrafo Leo Caillard e o designer Alexis Persani ambos franceses, decidiram vestir digitalmente algumas estátuas clássicas, que perdem todo o ar épico com apenas uma calça jeans ou um par de óculos escuros:
Tem mais no portfólio do Persani.










