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Atualização: A banda acaba de lançar música nova com direito a clipe em stop motion, dirigido por Chris Hopewell:

Eis a letra (logo a seguir, uma tradução que fiz):

Stay in the shadows
Cheer at the gallows
This is a round up

This is a low flying panic attack
Sing a song on the jukebox that goes

Burn the witch
Burn the witch
We know where you live

Red crosses on wooden doors
And if you float you burn
Loose talk around tables
Abandon all reason
Avoid all eye contact
Do not react
Shoot the messengers

This is a low flying panic attack
Sing the song of sixpence that goes

Burn the witch
Burn the witch
We know where you live
We know where you live

E a tradução:

Fique nas sombras
Comemore a forca
Arredondando pra cima

Isso é um ataque de pânico
Cante uma música com a jukebox que passa

Queime a bruxa
Queime a bruxa
Sabemos onde você vive

Cruzes vermelhas em portas de madeira
E se você flutuar vai queimar
Conversa solta pelas mesas
Abandone toda razão
Evite todo contato com os olhos
Não reaja
Atire nos mensageiros

Isso é um ataque de pânico voando baixo
Cante uma música de seis centavos que passa

Queime a bruxa
Queime a bruxa
Sabemos onde você vive
Sabemos onde você vive

Forca, portas pintadas de vermelho, referências ao clássico Homem de Palha (o original inglês), críticas à música escapista (o “sixpence” que traduzi como “seis centavos” pode ser uma referência à banda descartável Sixpence None the Richer), mulheres que eram queimadas caso não afundassem nos rios… O clima bonitinho do clipe contrasta com o teor pesado da música e da letra, antecipando que o clima do nono disco do Radiohead pode ser bem grave.

Seguimos à espera.

(O post original vem a seguir):

De repente, deu branco no Radiohead:

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A banda inglesa deletou todo o histórico de suas redes sociais neste fim de semana, logo depois de mandar alguns teaser por correspondência para alguns fãs.

burnthewitch

E no início do dia eles começam a postar vídeos tipo os do Wallace & Gromit em sua conta no Instagram:

Um vídeo publicado por Radiohead (@radiohead) em

O site deles já voltou a funcionar esta manhã e exibe o segundo post do Insta como um teaser… Em comum, “Burn the witch” – “queimem a bruxa” – a internet? As redes sociais? Afinal – “sabemos onde você mora”. Ou é um comentário sobre a ascensão do novo fascismo? E lá vamos nós de novo…

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disse que estou escrevendo meu primeiro livro – que também é o primeiro livro do primeiro YouTuber brasileiro, PC Siqueira. Ele me chamou pra pensar em como fazer um livro de YouTuber que não fosse só um livro de YouTuber e esta semana conversamos sobre este livro, que está chegando aos finalmentes e será lançado ainda este semestre, em um video para o canal do PC.

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Eu e PC Siqueira voltamos a nos encontrar, desta vez no Teatro Eva Hertz, da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, ali na Av. Paulista, neste domingo, dia 15 de novembro, às 13h. Na conversa, vamos continuar o papo que começamos no YouPixCon deste ano, falando sobre produção de conteúdo, fazer o que se gosta, as mudanças nas comunicações, a onipresença das redes sociais, nossa relação com a tecnologia e outros desdobramentos do livro que venho fazendo com ele. Livro? É, pois é…

A nossa conversa acontece dentro do projeto Cultura na Faixa, quando a livraria apresenta uma série de atividades gratuitas durante este fim de semana.

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Escrevi para o UOL Entretenimento sobre a iniciativa do velho capixaba de entrar em serviços de streaming, o que diz respeito às mudanças de hábito digitais no Brasil.

Lendas pixeladas

A Penguin reempacotou clássicos da literatura infanto juvenil com umas capas inspiradas nos games dos anos 80, dentro da coleção Puffin Pixels Series, que ainda promete outros nomes, como Drácula e Frankenstein:

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Indo pra BH

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Participo nesta quarta-feira do Sonâncias, autodefinido como uma mistura de seminário, festival e rodada de negócios que começou nesta terça e vai até sexta em Belo Horizonte. O evento reúne gente de diferentes áreas deste mercado – Fernanda Bas da Som Livre, Marcos Boffa do Sónar São Paulo, Gutie do Rec Beat, Fernando Dotta da Balaclava, Mancha da Casa do Mancha, Coy Freitas do Skol Music, Pena Schmidt do Centro Cultural São Paulo, entre outros – além de shows de bandas como Câmera, Pequeno Céu, Baleia, Mordomo, Douglas Din, Reallejo, Banda Gentileza e Young Lights. A mesa que participo começa às 19h e é a seguinte:

Música e mídia

– Alexandre Matias (SP): Editor do Trabalho Sujo. Foi editor do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo, diretor de redação da revista Galileu, e editor-chefe do projeto Trama Universitário.
– Fabiana Batistela (SP): Fundadora da Inker Agência Cultural e diretora geral da Semana Internacional da Música de São Paulo. Jornalista, foi repórter da revista Bizz.
– Guilherme Guedes (RJ): Jornalista, apresentador do Multishow, Canal Bis e parte da equipe do site Tenho Mais Discos que Amigos.
– Paulo Proença (SP/BH): Jornalista, cofundador e o gestor de conteúdo do site de entrevistas Motif. Também é editor de conteúdo web na Rádio Inconfidência.
– Mediador _ Daniel Barbosa (BH): Jornalista do caderno de cultura do jornal O Tempo. Curador de projetos como Natura Musical, Música Minas, Vozes do Morro e Música Independente.

O Sonâncias acontece no Savassi, na região central da capital mineira e tem mais informações em seu site oficial.

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A IBM colocou ninguém menos que Bob Dylan para anunciar seu novo sistema de inteligência artificial, que, após ler todas as letras do mestre, chega à conclusão que todas elas falam que “o tempo passa e o amor morre”.

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A versão paulistana do festival espanhol terá documentários sobre Frank Zappa e Brian Eno e debates sobre impressão 3D, cultura startup e música latina. Escrevi mais sobre a programação extra do festival, que acontece no fim de novembro, lá no meu blog no UOL.

Mad Max 8-Bit

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Fury Road recebe o já clássico tratamento retrô digital do pessoal do Cineflx, saca só:

elonmusk

Escrevi sobre o industrial magnata Elon Musk para o site da editora Intrínseca, que está lançando sua biografia,

Um futuro longe do online
Elon Musk quer colonizar Marte, popularizar os carros elétricos e a energia solar — independentemente do que aconteça com a internet

“As melhores mentes da minha geração estão pensando em como fazer as pessoas clicarem em anúncios.” A frase, dita por um dos primeiros programadores do Facebook, sintetiza o sentimento de frustração com o futuro trazido pelo Vale do Silício: em vez de viagens interplanetárias, teletransporte ou energia sustentável, o futuro que o século XXI nos apresentou foi o de pessoas grudadas em monitores de todos os tamanhos, inflando seus próprios egos em redes sociais.

A promessa de futuro vendida pelo Vale do Silício misturou-se com o mundo de fama e sucesso de Hollywood, e, em pouco tempo, CEOs atingiram status de popstar. Steve Jobs talvez seja o melhor exemplo desse domínio do mundo dos negócios como uma variação do show business. Mas não se engane, filmes sobre Bill Gates e Mark Zuckerberg já foram produzidos e currículos de executivos bem-sucedidos continuarão sendo vendidos como biografias de pessoas incríveis nos próximos anos.

De lá para cá, a internet mudou. Deixou de ser o reino aberto de trocas de links para se tornar um ambiente de feudos de marcas, clusters de usuários obstinados em reter todos os dados pessoais de seus clientes para vendê-los a outras marcas em forma de publicidade personalizada. Google, Facebook, Microsoft, Apple, Amazon e uma meia dúzia de empresas querem mantê-lo sob seu único guarda-chuva, silos de entretenimento que combinam redes sociais, aplicativos para celulares e tablets, games, serviços de streaming, sites de compras e de armazenamento digital. Todo mundo permanece cada vez mais grudado a uma matrix de distrações, e aquele futuro Jetsons que antevíamos em meados do século passado parece sumir enquanto migramos de uma tela para outra, de uma marca para outra.

Mas para o sul-africano Elon Musk um futuro de viagens interplanetárias e energia sustentável ainda permanece no horizonte. Alheio aos deslumbres do digital, ele preferiu investir seu dinheiro em desafios verdadeiramente transformadores. Ele pertence ao grupo de programadores e engenheiros que ficou conhecido mais tarde como “a Máfia do PayPal” por ter surgido em meio à criação do serviço de transferências financeiras — um grupo de empreendedores que criaram uma espécie de lado B do Vale do Silício mais pop, desenvolvendo aplicativos e redes sociais que orbitam de forma pacífica ao redor das principais, como LinkedIn, Yelp, Reddit e fundos de investimento.

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Musk, no entanto, radicalizou. Preferiu investir em outras formas de conexões humanas ao entender que a internet havia se convertido em uma nova corrida do ouro, fazendo todos apostarem alto no ciberespaço como único futuro viável. Após ficar bilionário com a venda do PayPal, dedicou-se às próprias empresas para atingir suas metas futuristas, que incluem a exploração do espaço, viagens interplanetárias, terraformação de Marte, carros elétricos, transportes suspensos, energia solar… E tem dado certo.

Com sua SpaceX, Musk já realizou viagens tripuladas para fora da órbita da Terra e estuda como criar uma biosfera artificial em Marte que suporte a colonização do Planeta Vermelho — empreitada que ele pretende iniciar ainda em vida. Com a Tesla Motors está mostrando que o carro elétrico não apenas é viável como também pode ser criada uma malha de recarga gratuita para seus carros em três continentes. Sua SolarCity já é a segunda maior empresa em vendas de painéis solares nos Estados Unidos. E sua Hyperloop, que cogita o transporte suspenso entre cidades por tubos de ar comprimido, já começa a fazer testes com um tubo que liga Los Angeles a São Francisco.

A internet atual vive uma transição drástica que equilibra uma geração que viu a chegada da rede como tábua de salvação de um futuro em colapso (a popularização em massa da internet e o surgimento das redes sociais aconteceram logo após o atentado do 11 de Setembro de 2001) com outra que já nasceu on-line e não percebe a rede como novidade. Ambas se encontrarão quando a esperança reluzente do mundo digital se provar apenas uma forma de manipulação e vigilância das pessoas, quando o futuro brilhante da internet se reduzir apenas a uma rede de monitoramento de dados, seja para uso comercial ou governamental. Quando isso acontecer, Elon Musk estará nos esperando com seu futuro megalomaníaco já em andamento.