Trailer da primeira série brasileira do Netflix mostra como funciona a meritocracia agressiva de 3% – postei lá no meu blog no UOL.
O Netflix acaba de lançar o trailer de sua primeira produção brasileira, a série de ficção científica 3%, que começou no YouTube e estreia no dia 25 de novembro. No trailer, é explicada o rígido processo de seleção de uma realidade brasileira futurista que pode ter várias leituras em relação ao nosso presente…
A dupla francesa Justice, formada por Gaspard Augé e Xavier de Rosnay, lança mais uma faixa de seu novo disco, Woman – e “Alakazan”, épica e anos 80 como um desenho animado japonês, foi apresentada utilizando imagens feitas pelos celulares do público da banda em Londres no último dia 16 de setembro.
Lembrando que o Justice já tinha mostrado duas pérolas de seu próximo disco: “Safe and Sound” e “Randy“. “Alakazan” confirma que o rumo deles agora é algo como um Chromeo com esteróides. O disco sai no mês que vem.
A série de ficção científica 3% começou no YouTube em 2011 e cinco anos depois vai ser a primeira produção brasileira do Netflix – com estreia marcada para o fim do ano. Falei disso no meu blog no UOL.
A primeira produção brasileira do serviço de vídeos Netflix já tem data de estreia marcada: todos os episódios da primeira temporada de 3%, uma série de ficção científica criada originalmente para o YouTube, poderão ser assistidos a partir do dia 25 de novembro. A série conta a história de um futuro próximo em que a sociedade é dividida em duas castas e a única possibilidade dos integrantes da classe mais populosa – e mais pobre – passar para a elite desta realidade (os 3% que batizam a série) é através de um processo seletivo que é justamente a história do seriado.
A série foi criada originalmente para o YouTube em 2011 e seus três episódios originais continuam online (assista-os ao final deste post). O grupo do seriado original é encabeçado pelo criador de 3%, o jovem Pedro Aguilera (que a partir do sucesso online conseguiu entrar para a produção de filmes como Copa de Elite e Os Homens São de Marte E É Pra Lá Que Eu Vou), que ao lado dos diretores Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema, foi chamado pelo veterano Cesar Charlone (ex-O2 Filmes, que trabalhou em Cidade de Deus, Ensaio sobre a Cegueira, O Banheiro do Papa) para transformar a premissa original em um seriado brasileiro com distribuição global.
O principal grupo de atores da série, cuja primeira foto oficial de divulgação (acima) foi divulgada hoje, é composto por novatos, à exceção de Bianca Comparato. Fora dos jovens que tentam passar do Continente (a parte pobre) para o Mar Alto (a parte rica) estão nomes já estabelecidos como João Miguel e Zezé Motta.
Assista abaixo os três episódios da 3% original feita para o YouTube.
A banda de mentira de Damon Albarn e Jamie Hewlett lançam mais um episódio para preparar terreno para um novo disco – falei disso lá no meu blog no UOL.
Não dá pra ter uma noção exata ainda pois estamos em plena transição, mas a carreira da banda de desenho animado Gorillaz será vista no futuro como um dos protótipos do pop do século 21. Criada pelo vocalista do Blur Damon Albarn e pelo criador dos quadrinhos Tank Girl Jamie Hewlett, a importância da banda de mentira vai além de sua realidade em duas dimensões (o que não é propriamente uma novidade, dos Archies ao Timmy and the Lords of the Underworld do South Park, passando por Josie & As Gatinhas e Mystik Spiral da Daria). Na verdade o que é interessante é a forma como eles vêm mudando a relação entre artistas e fãs a partir de seus principais vínculos – músicas, discos, shows e o contato nas redes sociais.
Pois foi pelas redes que o grupo anunciou seu aguardado quarto disco, o primeiro desde The Fall, de 2011. Primeiro apareceu a imagem acima, como uma capa de livro, falando sobre The Book of Noodle (O Livro de Noodle, sendo que Noodle é uma das integrantes fictícias da banda). Logo em seguida, por uma manhã, o grupo passou a alimentar suas contas com a história do início do novo álbum, um Kill Bill versão Gorillaz em uma história em quadrinhos à moda – bem – antiga, veja só:
She drifted away from Plastic Beach to safety, or so she thought. Years later Noodle is face to face with pure evil… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/xrGD3H0fgf
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/PWqdMBP16c
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Days after the attack… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/3gHD7ucqIS
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/LMKzalUSdq
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Noodle learned that… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/PPAlD63Hap
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/ICYGXPoYaS
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Disguising herself as… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/Hy1s5NgVYb
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/FrqTfhkizz
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Mazuu! #TheBookofNoodle pic.twitter.com/95hrPPfmGP
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Escaping Mazuu's sumo bodyguards… #TheBookofNoodle pic.twitter.com/0ohSYUeneX
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/qDKYWvtGPs
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
#TheBookofNoodle pic.twitter.com/emX9LdGsKz
— gorillaz (@gorillaz) October 3, 2016
Digo que a história é bem antiga porque todas as cenas do quadrinho são parte de um quadro principal, que era uma das formas de se contar histórias visuais antes dos quadrinhos aparecerem ou o cinema ser inventado.
The Book of Noodle, no entanto, não é o nome do disco – e sim da fase. A banda divide suas obras em capítulos que incluem discos, shows, clipes, EPs, documentários e tudo que mais pode ser produzido dentro de uma temática. Isso foi definido após a série de lançamentos que originou a banda a partir do título de seu primeiro DVD, Celebrity Take Down. A fase seguinte chamava-se Slowboat to Hades (do disco Demon Days, de 2005) e a terceira era Escape to Plastic Beach (que incluiu os discos Plastic Beach, de 2010, e The Fall, de 2011). The Book of Noodle portanto joga uma luz oriental sobre a nova fase da banda, que deve ter seu quinto disco lançado no início do ano que vem – sempre com participações especiais inusitadas, como o maestro eletrônico francês Jean-Michel Jarre e a primeira colaboração entre o trio De La Soul e Snoop Dogg. Vamos aguardar.
Pode parecer só um trote, alguém que comprou um domínio e jogou umas pistas escondidas fáceis de se descobrir só pra aproveitar o boato que tem rolado, que já tinha comentado no meu blog no UOL: que o Daft Punk seria o nome secreto da edição do ano que vem do Lollapalooza, apresentando-se em várias grandes cidades do mundo com o festival ao mesmo tempo em que consagram o ano 7 como o ano de seus discos ao vivo. O fato é que apareceu esta semana um certo site chamado www.alive2017.com que não traz nada além da palavra ALIVE escrita em branco sobre o fundo preto.
Mas quando você entra no código da página, vemos isso:
Que, traduzindo, é isso:
CONTATO CONFIRMADO
IMPRIMA A TRANSMISSÃO
48 51 24 2 21 03
34 03 118 15
51 30 26 N 0 7 39
40 7128 74 0059
35 6895 139 6917
23 5505 46 6333
39 0200 1 4821
33 7206 116 2156
TRANSMISSÃO INTERROMPINDA
…OUVINDO…
NENHUM SINAL DETECTADO, TENTANDO NOVAMENTE EM 10s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 9s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 8s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 7s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 6s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 5s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 4s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 3s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 2s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 1s…
SINAL DETECTADO… CONECTANDO
CONTATO CONFIRMADO
IMPRIMA A TRANSMISSÃO
RA 0h 42m 44s Dec 41 16 9
TRANSMISSÃO INTERROMPIDA REMOTAMENTE
…OUVINDO…
SINAL DETECTADO… CONECTANDO
CONTATO CONFIRMADO
IMPRIMA A TRANSMISSÃO
“ALIVE”
TRANSMISSÃO INTERROMPIDA REMOTAMENTE
…OUVINDO…
…OUVINDO…
NENHUM SINAL DETECTADO, TENTANDO NOVAMENTE EM 10s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 9s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 8s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 7s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 6s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 5s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 4s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 3s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 2s…
TENTANDO NOVAMENTE EM 1s…
NENHUM SINAL DETECTADO
ENTRAR EM MODO SLEEP
DATA DE ACORDAR 2016-10-27
Fácil de descobrir, ainda mais quando você percebe que os números são coordenadas geográficas para as seguintes cidades: Paris (48 51 24 2 21 03), Los Angeles (34 03 118 15), Londres (51 30 26 N 0 7 39), Nova York (40 7128 74 0059), Tóquio (35 6895 139 6917), São Paulo (23 5505 46 6333), Ibiza (39 0200 1 4821) e Indio (33 7206 116 2156). E que saberemos se isso é verdade no próximo dia 27 de outubro.
E, realmente, com o Daft Punk como headliner o Lollapalooza ganha ooooutros contornos…
Conversei com Joana Mazzucchelli, Thiago Pethit, Filipe Cartaxo e Anna Turra sobre a importância do visual na música pop em mais uma edição do Spotify Talks, série de encontros que o Spotify me chamou para idealizar, curar e apresentar neste fim de 2016. Foi a primeira vez que o encontro foi transmitido ao vivo (você pode assistir à íntegra no final deste post) e mais uma vez teve cobertura do Update or Die, que entrevistou os convidados antes do debate sobre o tema em questão:
Joana Mazzucchelli
Anna Turra
Thiago Pethit
Filipe Cartaxo
Depois de discutir a teoria na semana passada, nesta sexta-feira participo pela segunda vez da Bienal do Livro de São Paulo para falar sobre a prática, quando faço a mediação da mesa Vida no YouTube: Verdade ou Ficção, a partir das 16h, que tem a participação do PC Siqueira e do Cauê Moura. Se estiver por lá, apareça!
Daqui a pouco, às 17h, participo da minha primeira Bienal do Livro em São Paulo, dividindo a mesa com o professor Christian Dunker para falar sobre “Campeões de audiência: formação de opinião e influência dos youtubers“, no palco Salão de Ideias. Me rotularam de youtuber na minha descrição, mas não acredite em tudo que você lê! E se você estiver por lá, aparece para dar um alô. Sexta que vem volto ao evento, desta vez com um youtuber de fato: o menino PC Siqueira. Mas lembro por aqui depois.
O primeiro Spotify Talks, série de encontros e conversas sobre música que inventei de fazer com o pessoal do Spotify, aconteceu nesta terça-feira e reuniu alguns dos principais nomes da atual música brasileira. Aproveitei a reunião de Mahmundi, Lucas Santtana, Céu e Emicida para conversar sobre o início de suas carreiras, que começou neste momento estranho da indústria fonográfica, em que o modus operandi convencional – o que chamamos de mainstream – desmorou, implodindo em nichos cada vez mais populosos, em que cada artista pode experimentar tanto na composição e gravação de seus trabalhos, quanto em sua apresentação e divulgação. A íntegra da conversa deve pintar em algum dia desses por aqui, mas o pessoal do Update or Die acompanhou o debate e escreveu sobre o encontro, além de fazer estes vídeos abaixo com os participantes sobre o que é o mainstream neste início de século.
Fala Céu:
Emicida:
Emicida
Lucas:
Santtana
Mahmundi:
O próximo Spotify Tracks acontece no mês que vem e assim que tivermos fechada a programação eu anuncio aqui.
Uma série de encontros para discutir as diferentes facetas do mundo da música neste século – este é o SpotifyTalks, que começa na semana que vem, que desenvolvi em parceria com o aplicativo de streaming de música mais popular do mundo. A ideia dos eventos é justamente mostrar que o Spotify não é apenas um software e que está ativo junto à comunidade musical brasileira e o primeiro deles acontece na terça que vem, com um debate sobre como o que chamávamos de mainstream está mudando à medida em que os nichos deixam de ser pequenos. Para isso, chamei quatro nomes da nova música brasileira que viveram diferentes fases do mercado fonográfico: Céu, Lucas Santtana, Emicida e Mahmundi. Este primeiro encontro é fechado (estamos estudando a possibilidade de transmitirmos os próximos) mas dá pra acompanhar a discussão com o pessoal do Update or Die.











