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Digital

Grande Mini

Que isso não pareça puxa-saquismo nem autopromoção, mas fui pegar a URL do site do Mini para o post anterior e vi que há muito tempo não dava uma passada no Conector.

Vacilo meu.

Desde que ele deu um tempo no carnaval postando desenhos, não passei mais por lá, mas ao visitar seu site desta última vez, percebi como ele está se tornando um dos principais cronistas desta transição analógico-digital aqui no Brasil. E, como bagagem, ele conta com o fato de ser publicitário, budista e ser guitarrista da melhor banda de rock do Brasil atualmente. Isso parece depor contra a qualidade dos textos (publicitário-budista-roqueiro?), mas, pelo contrário, só os aprofunda. Convido-os a ler o Mini falando do impacto da câmera digital nos não-fotógrafos e do Photoshop na vida real, da volta do relógio de bolso, de um jeito moderno de lidar com o stress, de como a mente humana vem se tornando cada vez mais cenário de filmes, do envelhecimento da geração digital, de mobilização digital ou sobre rock gaúcho (usa uma entrevista do Wander para falar sobre o papel do produtor, descobre a ótima Mess e entrevista o Andrio do Superguidis), sobre ficar numa boa, sobre o Avatarfestejando Mulatu ou house fuleiro, ou ainda escrevendo os volumes esparsos da Biblioteca Conector para Estudo de Mídias Variáveis (ã?) e nos entupindo de metáforas (“advogar pureza de métodos e mundos na busca por uma nova solução em qualquer área é como entrar no carro e sair dirigindo com o freio de mão puxado”, “Julie e Julia é, então, uma agradável e consistente Sessão da Tarde com um brinquedinho a la Kinder Ovo incluído pra quem se interessa por comunicação”).

Leiam e vejam se eu estou falando bobagem. Maior orgulho de ser da mesma trupe desse sujeito (Bruno e Arnaldo sabem).

Incrível. Dica do James.

4:20

É o Sonic ou a raposa do Firefox? Ou sou eu que tou trabalhando demais? O disco chama-se Congratulations e sai no dia 13 de abril, mas, óbvio, aparece antes disso online.

4:20

Meus dois centavos sobre o Google Buzz…

Um erra onde o outro acerta

Lembra de quando o Google apareceu? Seu visual clean mostrava que não eram necessários todos aqueles links e diretórios – característicos do Yahoo, o grande mecanismo de busca dos anos 90 – em uma página dedicada apenas a procuras feitas online. A solução do Google era um ovo de Colombo: só com um campo de busca sob um logo colorido, ele relembrava a todos que menos era mais.

Lembra de quando o Facebook apareceu? Seu visual clean mostrava que uma rede social não precisava parecer uma penteadeira de madame (o MySpace) nem uma sala de pré-escola (o Orkut). A solução do Facebook foi arquitetônica nos dois sentidos: ao oferecer um ambiente em que se deve reter o público-alvo, o site apresentava-se agradável, organizado, hierárquico, cool. Tanto sua arquitetura de informação quanto seu acabamento visual têm exatamente o mesmo peso. O site deve ser fácil de ser entendido, utilizado e percorrido, além de, por que não, agradável.

Eis os dois gigantes da internet hoje em dia. E agora, ao lançar um serviço de mensagens instantâneas muito parecido com o Twitter integrado ao seu e-mail, o Google tenta se reinventar de olho em tempos mais – para usar uma palavrinha da moda– “sociais”.

Em outras palavras, assumiu que o Facebook – a maior rede social do mundo – é seu principal rival.

Mas entre o Buzz e uma rede social envolvendo todos os serviços e produtos Google, há um longo caminho. O serviço recém-lançado, no entanto, não é o primeiro flerte do gigante rumo a uma plataforma mais social. O YouTube e o seus Maps já têm elementos de rede social, seu Reader permite compartilhamento de conteúdo. Mas foi com o Buzz que o Google assumiu que quer mudar sua natureza.

Eis o problema central: o Facebook sempre foi uma rede social. É um ambiente murado, em que todos que querem estar ali concordam em ficar apenas ali. Já o Google é o oposto disso. Começou como uma porta de entrada para a internet e está aos poucos crescendo um muro ao redor dela. E se, para usar o Google, for preciso estar dentro destas paredes, muita gente vai pular fora.

Isso fora a questão da interface, que ainda é bisonha – confusa, feia, sem hierarquia, quase aleatória. Parece um rascunho do Google Wave. Não seria o caso de o Google lembrar de como era quando começou?

Meme Engine

Olha as camisetas desse lugar.

Bem massa.

Avisei segunda e volto a lembrar aqui: tou com um blog novo no Link que não vai ser relinkado aqui com a mesma freqüência que as matérias que publico no caderno. Para quem ainda não passou por lá, destaco a história por trás do anúncio do Radiohead no Twitter, um Mario Bros dos tempos do Império Romano, o lançamento do iPad para você montar, uma homenagem ao Xkcd, um site que mostra o que aconteceu no ano em que você nasceu, um encontro entre Mario e Sonic e uma nova hora mágica, além dos bastidores do Link.

Do seu tipo

O fato de ter respondido que sou emocional, afirmativo, progressivo e relaxado fez com que este site dissesse que a fonte que mais tem a ver comigo é a versão itálica da fonte do Pet Sounds. A dica é da Helô.