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zumi

E esse EPzinho da Yumi Zouma segue melhorando…

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Adventure Time talvez seja um dos grandes trunfos culturais dessa década, ainda crescendo lentamente rumo ao topo do pop. A popularização do desenho já está em estágio avançado de massificação e se você não sabe do que se trata, faça-se o favor de se informar e cair na melhor psicodelia do século até agora. Os personagens do programa do Cartoon Network aos poucos estão se embrenhando em nosso inconsciente e não duvide se 2015 assistir ao momento em que eles se tornarão mais populares que o Mickey, o Snoopy ou o Super Mario para todas as faixas etárias. Essa compilação de capas de discos clássicos mashupadas com o imaginário do título, reunida por este blog, já dá uma vaga noção de que o desenho não é mais um segredo entre crianças apaixonadas, pais vidrados e doidões deslumbrados:

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Lá no blog tem muito, muito mais.

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O fundador do site Reflecting in the Chrome, dedicado a reunir todas as gravações de todos os shows do Nine Inch Nails, passou os últimos seis anos arrumando sua coleção digital para oferecer um pacote digital de nada menos que 527 GB de registros ao vivo da banda de Trent Reznor. São áudios de 575 shows retirados de 900 fontes diferentes reunidos em um único torrent que pode ser baixado no próprio site. Um presentaço de fim de ano pros fãs da banda.

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Emicida estava tão tenso que mal conseguiu conversar com o público no início. Justo ele, um MC tão afeito ao diálogo – nem a presença de seu fiel escudeiro (e escada para conversas impagáveis) DJ Nyack nas picapes o deixou à vontade. Afinal, não era pouca coisa: era a primeira noite do 74 Rotações, o projeto do Radiola Urbana que celebra discos clássicos de quarenta anos atrás, e Emicida havia sido provocado por Thiago França, à sua direita no palco, revezando-se entre a flauta, o sax, percussão e geringonças elétricas, para recriar ao vivo o primeiro disco de Cartola. Ao seu redor, uma banda de peso: Rodrigo Campos no violão e cavaquinho, Doni, da banda de Emicida, no violão de sete cordas, o endiabrado Fábio Sá entre os contrabaixos acústicos e elétrico, Nyack entre as picapes e a percussão, esta toda a cargo de Carlos Café, também da banda de Emicida.

O principal desafio era do rapper – afinal não sabíamos se ele iria rimar ou cantar as músicas do mestre carioca. E a introdução deixou bem claro que seguiria os dois rumos – começou rimando a letra de “Alvorada” sobre uma base reta que se equilibrava entre um funk tenso e um samba mecânico, mas ao chegar no refrão, revelou-se cantor e entoou a primeira das melodias de Cartola. Na segunda parte pôs-se a improvisar como sabe e, pouco a pouco, o misto de responsa e importância foi se dissipando e a noite foi ficando mais à vontade.

O clima de homenagem também era o de desconstrução, proposta principalmente a partir da batuta de Thiago, que por mais que fosse o principal maestro da noite, preferiu dar autoria conjunta a arranjos que entortavam completamente os originais (uma suave e noturna “Disfarça e Chora”, uma robótica e poética “Acontece”, o ad lib de “Tive Sim”, uma delicada “Corra e Olhe o Céu”) ou os celebravam ipsis-literis (como “Alegria” emendada com “A Sorrir”, “Quem Me Vê Sorrindo”, “Sim”, “Amor Proibido” e uma fantástica “Ordenes e Farei” vertida em dança latina de salão). O disco de 74 era sampleado e invertido, citado e virado do avesso, reverenciado e relido com ouvidos de fã e instrumentos de cientista, daqueles apaixonados pela intensidade daquele laboratório vivo. O show terminou com dois salves a Adoniran Barbosa (“Saudosa Maloca” e “Despejo na Favela” cujo tema original foi ressuscitado sem o glamour da nostalgia – são duas músicas que falam sobre ocupação e os sem teto), um samba original do próprio Emicida (a irresistível “Hino Vira Lata”) e a completa entrega a “Preciso Me Encontrar”, de Candeia, vertida em uma jam session de tirar o fôlego.

Um show histórico, quem viu sabe. Que é mais um passo na evolução de Emicida – pois ele mostrou que sabe cantar… Dá pra melhorar? Sempre, mas só o fato de não fazer feio (salvo alguns deslizes no início do show) já mostra que esse menino vai longe…

Filmei o show quase todo, inclusive as piadas e os causos que Emicida talvez preferisse que ninguém filmasse. Mas, tudo bem, é do jogo 😉

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A HBO tá apostando firme em séries de grandes diretores sobre a indústria da música: depois da série de Scorsese sobre a cena musical dos anos 70 em Nova York, outro seriado que a emissora deve produzir foi inspirado numa idéia do diretor David Fincher, que também deverá dirigir os episódios. É uma comédia com episódios de meia hora chamada Living on Video, se passa em 1983 e fala sobre a indústria de clipes em Los Angeles – cenário que, como a Nova York dos anos 70 para Scorsese, também é familiar a Fincher, que começou a carreira dirigindo clipes (ele dirigiu vídeos de Madonna, Aerosmith, Paula Abdul, George Michael, Billy Idol e Michael Jackson, entre outros). A série deve funcionar como uma Entourage, mostrando jovens forasteiros se deslumbrando com aquela Califórnia enquanto começam a crescer na carreira. As informações são da Deadline.

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E ainda tem mais essa.

Who – “I Can’t Explain”
Fratellis – “Chelsea Dagger”
Dr. Dog – “Heart it Races”
Spoon – “Inside Out”
Alvvays – “Adult Diversion”
Giancarlo Ruffato – “Alfredo”
Bonifrate – “Aldebaran”
Beck – “Sunday Morning”
Christopher Owens – “Riviera Rock”
Erlend Øye – “Fence Me In”
Pretenders – “Brass in Pocket”
War on Drugs – “Red Eyes”
Foster the People – “Whodini”
Norman Greenbaum – “Spirit in the Sky”
Marilene – “Sinal Vermelho”
João Bosco – “Cobra Criada”
Tatá Aeroplano – “Na Loucura”

Colaê.

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Desde 2010 Martin Scorsese vem desenvolvendo um seriado com a HBO que se passa na Nova York dos anos 70 e fala sobre a indústria da música nesse período. O processo de desenvolvimento e pré-produção chegou ao fim e a série, ainda sem nome, começará a ser produzida no ano que vem, com um elenco que conta com Bobby Cannavale, Olivia Wilde, Ray Romano e Juno Temple. É inevitável imaginar que Scorsese parta das cinzas do Village nos anos 60, passe pela Little Italy, acompanhe a ascensão do punk rock e da disco music e narre sagas de excessos da indústria do disco da época envolvendo dinheiro, drogas, mulheres e violência. É um jeito esperto de juntar algumas pontas de sua filmografia (os documentários sobre música, os filmes sobre a história dos EUA, os épicos sobre o crime organizado) e à própria história pessoal, afinal Scorsese não só viveu intensamente aquele período como era, na época, uma das celebridades no bolão pé-na-cova principalmente devido ao consumo de cocaína. As informações são do site Collider, que também aponta que Mick Jagger está entre os produtores da série.

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E por falar nos Supercordas, vale brindar o belo 2014 feito pela gravadora e produtora Balaclava do Fernando Dotta. A gravadora do guitarrista e vocalista do Single Parents ampliou seu elenco lançando os novos discos do Holger, Bonifrate e Soundscapes, além de apostar em nomes como Terno Rei, Câmera e Séculos Apaixonados e trazer para o Brasil as turnês do Sebadoh, do Mac DeMarco e do Real Estate. Para comemorar o ótimo ano, prepararam uma coletânea comemorativa para download gratuito em seu site – ou através desse link.

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Nem tinha visto o clipe que os Supercordas fizeram pra primeira música de seu próximo disco, “Sobre o Amor e Pedras“: uma colagem caseira de vídeos de shows, gravações em estúdio e imagens bucólicas de horizontes na estrada com tons retrô e psicodélico que reforçam o sabor rural do grupo carioca.

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Sem lançar discos desde 2010, o coletivo canadense Broken Social Scene encerrou 2014 desenterrando a faixa “Golden Facelift”, gravada para o disco Forgiveness Rock Record mas que ficou fora da seleção final. Diz a banda:

“É uma canção que nós, como banda, nos sentimentos muito apegados lírica e musicalmente e queríamos mostrá-la quando fosse a hora certa. Achamos que essa chance apareceu agora que o ano chega ao fim. 2014 não aconteceria sem suas belezas, mas também foi um ano de uma brutalidade incrível e toda a humanidade tem muito o que responder em relação a isso. O Broken Social Scene tenta ecoar as vozes e as preocupações dos oprimidos enquanto cria música que esperamos inspirar aqueles que estão fazendo as coisas boas e úteis para este planeta e para a humanidade.”

É uma bela canção: