
O compadre João Paulo Cuenca – o escritor carioca JP, que tocou na última Noite Trabalho Sujo com o Wilson e o Pattoli – mudou-se para São Paulo desistindo de vez do Rio de Janeiro e deixou seu adeus à antiga Cidade Maravilhosa em sua coluna pro caderno de turismo da Folha. Um trecho:
A política da prefeitura carioca de transformar todos os habitantes da cidade em turistas, priorizando a grana e o lobby de projetos marqueteiros e excludentes, tem transformado o balneário numa cidade ainda mais cara. E, se temos o pior sistema de transporte público do Brasil (é a cidade onde mais se demora a chegar ao trabalho no país), o que dizer da qualidade dos serviços e da nossa mui cara esculhambação? Esse é o principal problema em nascer num cartão-postal careado: acaba-se pagando muito caro, e todos os dias, por algo que não corresponde à fotografia.
É destino melancólico para um lugar que poderia ser a capital cultural do Brasil e do hemisfério sul do planeta. Os maiores artistas brasileiros do século 20 se não nasceram no Rio, moraram ou aconteceram por lá. Hoje, os escassos talentos da província estão à venda e o preço é baixo. Seus pensamentos cheios de fórmulas e receitas velhas, curvados aos fortes, às ideias vencedoras e antigas. As exceções são raras. Como raras as publicações que não contribuem para mascarar a realidade através de manipulações grosseiras. E raros os jornalistas e intelectuais que não se curvam a uma estrutura notoriamente corrupta. Parecem ter medo de perder a boquinha e a pulseira da área VIP.
Leia-a na íntegra aqui. A foto que ilustra o post saiu do Insta dele.

As imagens da cidade ucraniana de Chernobil, vítima de um acidente com uma usina nuclear em 1986, são conhecidas por provocar sensações de estranheza, desespero e isolamento, ao vermos imagens vívidas de uma sociedade morta. As imagens feitas por uma câmera posta num drone, cortesia da empresa Aerocine, dão uma profundidade extra a esse sentimento mórbido e tão humano…

E nem só de Weeknd vive a trilha sonora para o filme 50 Tons de Cinza – vide essa inacreditável versão que o produtor Boots fez para um dos grandes hits de Beyoncé, a já decana “Crazy in Love”. Mantendo só o piano e a voz da versão original, quase na metade da velocidade, o remix joga o hit inflamável em uma lenta carburação R&B que ganha os contornos épicos que se espera desse tipo de filme. Nem preciso ver o filme pra saber que esse remix é melhor que ele inteiro:

Começamos os trabalhos de fevereiro com a presença do grande Luiz Pattoli, que passou janeiro fora do ar e agora volta à toda para nos contar as novidades que trouxe de seu período de descanso. Para ajudar-lhe nessa jornada, Luiz chamou o broder Wilson Farina para ferver a noite, que ainda conta com a presença do escritor carioca JP Cuenca, em sua primeira semana como morador de São Paulo. Nome na lista pro email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Vai ser daquelas noites perfeitas, vai vendo!
Noites Trabalho Sujo apresenta Luiz Pattoli + Wilson Farina + JP Cuenca
Com Luiz Pattoli, Wilson Farina e JP Cuenca
Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

E a música que o velho Moroder fez pra Kylie Minogue ganhou um clipe hipnótico.
E como essa música é boa…

As gravações do disco novo do Radiohead vão indo “numa boa”, conforme disse o baterista da banda Phil Selway em entrevista ao site Drowned in Sound. “Está tudo rolando numa boa, obrigado! Trabalhamos por todo o outono até um pouco antes do natal e agora estamos dando um tempo para cuidar de outros projetos. Vamos voltar ao trabalho em março, quando faremos uma avaliação de como estamos, mas estamos bem animados até aqui. Não está terminado de forma alguma, então temos um longo caminho pela frente. Contudo tem sido um tempo bem produtivo”, comemorou, acrescentando que não queria prever se o disco sairia esse ano ou não. “Eu não queria começar a prever esse tipo de coisa numa agenda do Radiohead por que você pode descobrir seis meses depois que talvez não tivesse sido legal ter dito aquilo”, brincou.

Parte da popularidade dos Chromatics está ligada ao filme Drive, estrelado por Ryan Gosling, que ajudou a consagrar tanto a reputação da banda como a do ator. Os dois voltam a colaborar de uma forma mais ativa na estréia de Gosling na direção, o filme Lost River, que conta com duas faixas dos Chromatics, sendo uma delas (“Yes”) com duas versões, uma “Love Song”…
…e outra “Lullaby”.
As duas faixas contam com as vocalistas de diferentes projetos de Johnny Jewel, como Ruth Radelet (do Chromatics), Megan Louise (do Desire) e Ida No (do Glass Candy). O filme ainda conta com um remix da música feito por outro pseudônimo de Jewel, o Simmetry.
Dizem que o filme não é lá grandes coisas, mas não é disso que estamos falando agora, né?

Nada como começar o dia com o anúncio do novo disco do Unknown Mortal Orchestra. Donos de um dos melhores discos de 2013 e uma das bandas psicodélicas mais promissoras do mundo hoje, eles anunciaram o título, a capa e a primeira faixa de seu próximo álbum, que chama-se Multi-love. O disco sai em maio e aponta para um caminho mais pista e mais hi-fi do que o que estávamos acostumados. Mas não menos delicioso, saca só…

E o Modest Mouse segue pavimentando seu caminho rumo ao novo disco, cada hora com uma música nova: depois de “Lampshades on Fire” e “Coyotes” é a vez de eles mostrarem mais uma música nova – e “The Best Room” aumenta ainda mais a expectativa de um discaço à vista:
