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Destaque

Hoje começa a minha curadoria do Prata da Casa, no Sesc Pompéia – e o primeiro nome que escolhi foi o Rodrigo Ogi. Abaixo, o texto de apresentação que fiz para o show de hoje.

Os anos 10 têm sido promissores para o rap nacional, principalmente por consolidar carreiras de artistas que há anos “no corre”. Ogi (nascido Rodrigo Hayashi) é desses: lançou-se no grupo Contra Fluxo e já pichava anos antes de começar a rimar – os grafiteiros Osgêmeos fizeram a capa de seu primeiro disco solo justamente por serem conhecidos desde os tempos do pixo -, mas só lançou seu primeiro trabalho solo agora. Crônicas da Cidade Cinza foi festejado desde seu lançamento no primeiro semestre, terminando o ano entre os melhores discos nacionais de 2010. De título auto-explicativo, o disco tece sua narrativa a partir de diferentes pontos de vista sobre São Paulo em faixas curtas e dirigidas como pequenos filmes, de ambiência estudada e rimas que fogem do óbvio. Em Crônicas vivem o nordestino exilado (“Eu Tive um Sonho”), a vítima de violência policial (“Noite Fria”), o motorista da madrugada (“180 por Hora”), o operário (“Corrida de Ratos”), o motoboy (“Profissão Perigo”) e outros personagens comuns ao cotidiano de São Paulo, todos encarnados por Ogi, sempre em primeira pessoa.

Lembrando que o show começa pontualmente às 21h e os ingressos começam a ser distribuídos (é de graça!) às 20h. A chuva passou, vambora! E na semana que vem tem o Cícero.

Peguei o disco novo da Céu aqui e, meu amigo, se ela já tinha ido longe em Vagarosa, imagine-a puxando uma caravana de malucos com gente como Dustan Gallás, Rica e Gui Amabis, Bruno Buarque, Pupillo, Dengue, Thiago França, Fernando Catatau e tantos outros, numa procissão bicho-grilo que sai da Vila Madalena e atravessa uma psicogeografia que mistura estradas desérticas nos EUA, o interior da América Latina, o chão de terra das ilhas do Caribe (Jamaica sendo a mais evidente) e o nordeste brasileiro. Apesar de se vender como road album, Caravana Sereia Bloom tá mais pra Bye Bye Brasil do que pra Easy Rider. E isso, ao contrário do que podem achar, é bom… Beeem bom.

E há quem diga que esse papo de mashup é velho, que desse mato não sai mais coelho… Com vocês, Raphael Bertazi, de Pirassununga:

Feist + Mastodon

E aí, Vinícius, o que é que você me diz?

Vai viajar ou ficar em São Paulo? Se for ficar, já aviso que tou preparando dois bailes homéricos. Atenção.

Gif surrupiado do Papel Pop

Olha o trailer do filme novo do super-herói.

Hm, sei lá, mesmo com a Emma Stone de Mary Jane Gwen Stacy, a impressão que eu tenho é que esses filmes estão ficando todos iguais… e que 2012 é um ano-chave pro gênero.

Vamos celebrar o gif animado, essa cápsula de imagem sem som que tanto evoluiu dos tempos das sirenes e avisos de “em construção” nos tempos do Geocities e do Tripod e hoje permite registros como esses abaixo, do show de Madonna no Superbowl. Quem precisa assistir ao vídeo?

O Buzzfeed tem mais outros tantos.

Tudo bem que são só pequenos trechos, mas, porra…

E esse é o clássico show em que o Paul Simonon destruiu o próprio baixo – momento capturado pela fotógrafa Pennie Smith que foi parar na capa de um dos melhores discos de todos os tempos, o London Calling:

Segura esse barulho curitibano-sideral.

Não estive lá, mas os relatos informam que nossas Noites seguem pegando fogo! Luciano e Tico seguraram a onda bonito e a Bárbara registrou mais uma das melhores sextas-feiras de São Paulo. A próxima é com a Babee!

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