Já comentei sobre esse show aqui, que já tinha aparecido em partes no YouTube, e agora chega inteirinho. Assista enquanto é tempo, pois é uma das maiores bandas da história em um de seus grandes momentos ao vivo.
Minha coluna na edição desta semana do Link foi sobre como desativaram minha conta no Facebook.
O dia em que minha conta do Facebook foi desativada
Estamos às vésperas de um êxodo em massa do Facebookistão?
Sexta passada acordei, li o jornal, tomei café e liguei o computador. Abri meu e-mail e, quando comecei a abrir as abas subsequentes para continuar minha rotina matutina dentro da rede, um aviso a interrompeu: “A sua conta do Facebook foi suspensa”.
Um microssegundo de pânico (“Minhas fotos! Minhas mensagens! Meus contatos!”) foi seguido de um longo segundo de paz (“Imagine não ter que me preocupar mais com o Facebook…”). Enquanto a metade mecânica do meu cérebro abria novas abas para buscar “Como recuperar minha conta no Facebook” em fóruns específicos, a outra, a racional, procurava pelo telefone da assessoria de imprensa da rede social ao mesmo tempo em que eu pensava em você, caro leitor do caderno que edito, que pode passar por uma situação semelhante sem saber a quem recorrer.
Porque nem sequer há um e-mail para quem você possa mandar sua reclamação. O máximo que dá para fazer é acessar a página facebook.com/help e ver o que é que você pode ter feito para ter a conta suspensa. Milhares de perfis do Facebook são suspensos ou bloqueados diariamente pelos motivos mais diversos: os usuários infringem direitos autorais, publicam conteúdo impróprio ou tentam se passar por pessoas que não são. Outra possibilidade de ser defenestrado da rede social – ou ter algumas funções do perfil desabilitadas – é a falta de noção ao usar ferramentas básicas do site. Quem adiciona centenas de amigos no mesmo dia, publica fotos ininterruptamente ou convida desconhecidos para participar de grupos, por exemplo, pode ter desativado o recurso que usou sem parcimônia.
E enquanto tentava descobrir como fazer para minha conta voltar a funcionar (e em todas as dificuldades que alguém que não tenha contato direto com a equipe do site poderia passar), fiquei pensando que este tipo de atitude pode acabar frustrando o usuário casual.
Motivos para deixar o Facebook – como motivos para permanecer lá – não faltam. O site é constantemente acusado de utilizar informações valiosas sobre cada um de nós para transformar-se num negócio bastante lucrativo – isso sem contar as teorias de conspiração que acusam a rede social de ser uma máquina de espionagem governamental. Mas não chegamos àquela fase que aconteceu logo depois do auge do Orkut no Brasil, antes da tal “orkutização”, quando centenas de usuários da primeira rede social do Google resolveram cometer o que foi batizado, à época, de “orkuticídio”.
Mas os números de crescimento do Facebook vêm diminuindo. A rede passou os 800 milhões de cadastrados no final de 2011 e levou quase seis meses para atingir os 900 milhões de usuários que ainda não foram oficializados em comunicado, apenas nas especulações que precederam sua abertura de capital na Nasdaq.
E os casos de contas desativadas, por motivos diferentes, vêm aumentando. E se eu, que me encaixo na categoria hard user da rede social, pensei na possibilidade de uma vida sem Facebook, imagine quem entrou na rede porque os amigos insistiram (“todo mundo está lá!”) ou porque se sentiram por fora, mesmo sem ter intimidade com o meio digital…
Steve Coll, jornalista da revista norte-americana New Yorker, nem precisou passar pelo perrengue que passei para decidir deixar a rede social. No artigo “Deixando o Facebookistão”, ele explica a série de motivos que o fizeram abandonar o site e conta que, ao encontrar o botão escondido que permite desativar a sua conta, foi perguntado sobre os motivos da saída. Não encontrou as alternativas reais que motivaram sua desistência (sugeriu “regras cidadãs inadequadas” e “dúvidas sobre governança corporativa”) e escolheu a que mais se encaixa com sua insatisfação: “Eu não me sinto seguro no Facebook”.
No início da tarde de sexta-feira, uma mensagem chegou ao meu e-mail dizendo que minha conta havia sido desativada “por engano”. Vai entender… Mas não duvide se começarmos a ver, até o fim do ano, um êxodo massivo da maior rede social do mundo.
Sem aviso e sem alarde, porque quando a coisa é séria não é preciso afobação – e eis que aproveitamos mais uma véspera de feriado para transformar uma noite de quarta em um evento incrível, daqueles de ficar com as pernas bambas de tanto dançar e com a cara dolorida de tanto sorrir. E essa ANALÓGICODIGITAL JUNINA promete: do lado Analógico, o trio Veneno (Ronaldo Evangelista + Maurício Fleury + Peba Tropikal) recebe o patrão do Baile Tropical, Patrick Tor4, para esquentar o caldeirão de grooves interplanetários de vitrolas que seduzem a pista aos giros. Do lado digital, o senhor Trabalho Sujo, Alexandre Matias, comanda os trabalhos escrachadamente pop chamando primeira a dupla Fer Cardoso e Tati K, donas da já clássica festa Brasa, tocando só música brasileira pra começar bem a noite. Depois é a vez de outra dupla, a Selvagem do Trepanado e Millos Kaiser, entortar de vez cérebros e quadris com uma mistura naturalíssima de épocas e gêneros díspares. E para encerrar, ninguém menos que a lenda-viva DON LETTS fecha a pistinha azul com muitos grooves afro-jamaicanos. E se você já está habituado com o caráter transcedental das madrugadas naquele andar do outro mundo, prepare-se para entrar no próximo nível!
Quarta, 6 de junho de 2012, 0h
ANALÓGICODIGITAL apresenta DON LETTS
VENENO SOUNDSYSTEM + TRABALHO SUJO
No som: Alexandre Matias, Fernanda Cardoso, Tatiana K., Trepanado, Millos Kaiser, Mauricio Fleury, Peba Tropikal, Ronaldo Evangelista e Patrick Tor4.
Trackertower
Rua Dom José de Barros 337, esquina com av. São João
$25 (lista: baile@venenosoundsystem.com)
Solzinho providencial pede um Vida Fodona vintage.
Rita Lee & Tutti Frutti – “Cartão Postal”
Carole King – “I Feel the Earth Move”
Cure – “Lullaby”
Spiritualized – “Ladies & Gentlemen We’re Floating in Space”
Badly Drawn Boy – “Pissing in the Wind”
Girls – “Vomit”
Wilco – “Impossible Germany”
Kavinsky + Lovefoxxx – “Night Call”
Daft Punk – “Make Love”
Queen – “Don’t Stop Me Now”
Bobby Womack – “Across 110th Street”
Van Morrison – “Astral Weeks”
Doors – “The Soft Parade”
Neutral Milk Hotel – “Oh Comely”
David Frickle entrevistou um dos dois beastie boys vivos sobre o que acabou de morrer, na Rolling Stone:
“My wife is like, ‘I want to make sure you’re getting it out.’ But then I’m walking the dog and I’ll start crying on the street.” Horovitz shook his head wearily. “It’s pretty fucking crazy.”
Yauch was the oldest of the Beastie Boys. Was he a leader in the early days?
Yauch was in charge. He was smarter, more organized. In a group of friends, you all come up with stupid shit to do. But you never do it. With Yauch, it got done. He had that extra drive to see things through. We each had our roles. One of his was the make-it-happen person.
I’d be like, “We should take these pictures where we’re dressed as undercover cops. That would be funny.” But Adam was really into movies. So we made a whole video of that [“Sabotage”]. It wasn’t just a nice picture for us to have.What was Yauch’s musical role in the Beastie Boys?
He was a really good bass player. He loved Daryl [Jennifer] of the Bad Brains. And he could sound like that. When we met [producer-musician] Mark Nishita, he and Adam would talk all this musical shit: “You should go up a fifth here.” I’d be like, “Tell me where to put my fingers, and I’ll play that for four minutes.”
Adam was the Techno Wiz – that’s what me, Mike and Rick [Rubin] called him. I went to his apartment in Brooklyn once. He had a reel-to-reel tape recorder, and he had strung the tape all over the place – through the kitchen, around chairs. He was cutting up this Led Zeppelin beat, playing it over and over. I was like, “How did you figure that out?” He said, “I heard Sly Stone did that.”
A entrevista continua lá no site da revista.
Falsas verdades, daqui.
Demais essa versão Playmobil dos Trabalhadores de Tarsila do Amaral, não?
Culpa do artista plástico Heberth Sobral, que recriou várias outras situações brasileiras com os clássicos brinquedos, veja abaixo:
Ela para com seu amplificadorzinho na rua, às vezes abre uma estante para lembrar das letras e começa a cantar. E aí…
Acha pouco? Ela chama-se Jesuton, é inglesa e tem sua própria página no Facebook. Separei mais uns vídeos dela aí embaixo:
Mesmo com uma história nada óbvio, com seu elenco soberbo, com seus roteiros sem clichês e sua trilha sonora impecável, uma das maiores qualidades de Breaking Bad é sua cinematografia. Filmada em película e com cenas que valorizam tomadas em câmera lenta (há cenas de deserto que são dignas dos Coen), sua linguagem visual também valoriza a forma como a câmera é posicionada, que foge do trivial mesmo quando é posta dentro da geladeira ou no porta-malas de um carro, como podemos ver no vídeo abaixo, feito por um editor chamado Kogonada (que contém spoilers para quem não viu a série):
E lembre-se que Breaking Bad volta em julho – naquela que deve ser sua última temporada.

















