E o Bonde do Rolê entrou no modo lançamento do segundo disco com força, desovando esse minimix no mesmo dia em que seu Tropical/Bacanal chega à internet.
Mais um que se vai.
Os discos oficiais todo mundo já tem, o que pega nessa caixa são os discos-extra, cheio de boas novidades…
Dá pra baixar por aqui. E alguém já viu se o show de ontem já tá rolando online por aí?
Não conhecia esse documentário/show que Chan Marshall fez com o diretor Mark Borthwick, gravado na época do You Are Free, em 2004.
JP que descolou. E é basicamente isso: Chan Marshall e um violãozinho no meio do mato. O setlist segue abaixo:
Bem bom esse single da Frankie Rose que a Babee me mostrou outro dia…
Dá pra baixar no Soundcloud da Slumberland.
Finalmente gerações inteiras que conhecem a banda punk de Ohio como uns nerds hitmakers da new wave conseguirá compreender todo o projeto-objeto que é o Devo, uma das bandas mais complexas e ousadas da história da música pop, que nasceu de um protesto político, virou um projeto de arte e uma banda de música pop, que é idiota e intelectualizada ao mesmo tempo. Are We Not Men? – The Devo Documentary, de Jeff E. Winner, foi bancado via Kickstarter e arrecadou quase três vezes o valor que havia pedido para ser feito (25 mil dólares) e reúne entrevistas com os principais envolvidos na história da banda, além de um monte de cenas da época. Vê só o trailer:
Abaixo tem mais um trecho de cenas do documentário, prometido para este ano.
Não ouvi o disco todo do Bonde ainda (não tenho taaanta vontade assim, pra falar a real, mas vou ouvir – tem pra ouvir aqui). Mas a versão do grupo pra “Babydoll de Nylon”, do Robertinho do Recife, que virou “Baby Don’t Deny It” (que trocadilho!) e tem a participação do Caetano Veloso, ficou bem boa, olha só.
Pra quem não conhece o original, ele tá aí embaixo:
Aproveitem.
Que notícia de merda, bicho… 🙁
Ao menos vi o cara ao vivo tocando com o Apples in Stereo, no primeiro SWU, mas perdi de ver o Olivia Tremor Control ao vivo, o que é uma lacuna e tanto. A causa da morte não foi anunciada, mas ele tava tão bem no show no festival da Pitchfork…
Que merda.
Quem encerra a programação do Prata da Casa de julho é a Maíra Freitas, pianista de primeira, que fica entre a música instrumental, o jazz, a bossa nova e o samba. O show começa às 21h, no Sesc Pompéia, e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Abaixo, o texto que escrevi para o show dela.
O samba sempre esteve associado a instrumentos de corda (como violão ou cavaquinho) e percussão, mas o piano nunca foi um parente distante – afinal ele é, essencialmente um instrumento de cordas e de percussão e foi através dele – e do violão de João Gilberto – que o gênero transmutou-se na bossa nova. Maíra Freitas, pianista de formação clássica, lembra desta conexão ao dividir o holofote entre seu instrumento e sua bela voz, que apesar de nos remeter para as praias cariocas dos anos 60, também nos envia tanto para o samba de roda quanto para os antigos sambas-enredos, influências que vieram do berço, uma vez que seu pai, Martinho da Vila, revolucionou ambas searas. Sua abordagem, no entanto, é quase de câmara, como pede sua formação original. Mas isso não deixa o calor do gênero de fora, nem o suíngue macio que escorre entre seus dedos, pelas canções.









