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…afinal, como esquecer?

Quem lembrou dela foi a revista Sports Illustrated, que a convidou para sua clássica edição anual de trajes de banho. Abaixo, o making of:

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Beck talvez seja um dos artistas do século passado que melhor entendeu a internet. Em vez de discutir download x streaming, ele entendeu que a rede é um vínculo direto do artista com o público e que esse contato vai além do lançamento de discos, singles, turnês ou clipes. Assim, ele cria uma série de projetos que o fazem reimaginar o conceito de música popular à luz das novas tecnologias, como o Song Reader que lançou no fim do ano passado – uma compilação de canções não-gravadas publicadas no formato de partituras. Quem quiser ouvi-las, que as toque.

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Agora ele se junta ao diretor Chris Milk para recriar a clássica “Sound and Vision” de David Bowie de forma que ela circule na cabeça do ouvinte. Por isso, ponha seus fones e aperte o play:

Numa arena circular, Beck gira sozinho com seu violão entre o público e uma orquestra de 160 músicos (que inclui uma seção de cordas, um coral gospel, os Dap-Kings, um tocador de serrote, outro de teremin, uma harpista, integrantes de uma banda marcial, um grupo de música peruana e outro de música da Indonésia – todos regidos pelo pai de Beck, David Campbell). As gravações foram feitas usando uma horrenda Binaural Head e o número de microfones e de câmeras espalhados por todos os ângulos conseguiu registrar cada detalhe da versão épica para o clássico de Bowie, que ressoa em diferentes cantos dos fones de ouvido. Tudo bem que tudo foi bancado por uma marca de carros, mas isso não tira o mérito artístico do baixote, que sintoniza-se até com as lens flare de J.J. Abrams, heheheh…

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Que versão! Que momento!

Isso me lembra do grande programa não realizado dos anos 00, a Armação Ilimitada do século 21, As Aventuras de Mocotó e Cabeção na Balada de São Paulo. Ia ser incrível.

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Quer dizer, o motivo é conhecido, o que este vídeo nos mostra é como foi feito o anúncio…

Se você não sacou a referência

Indie-Crush 2012

indie-crush-2013

E por falar na Taís, ela escolheu anunciar seu já famoso Indie Crush 2012 no novo endereço dOEsquema. É uma votação anual de “melhores do ano” e que não preza por nenhuma objetividade, uma vez que ela e alguns conhecidos escolhem os nomes da cena indie brasileira prontos para serem objetos de paixão. São meninos e meninas que aparecem e desaparecem do cenário à medida em que suas bandas ou vida social coincidem com o termômetro do calor do ano. Os nomes deste ano estão reunidos lá no blog dela.

noites_annix

Recuperou-se do carnaval? Pronto pra mais uma noite de acabação feliz? Foi pra isso que chamei a querida Annix para uma sequência de hits de todas as épocas, países e gêneros daquelas – e ela vai caprichar tanto no soul quanto no ska, pós-punk, new wave e muita música pra se acabar de dançar na melhor sexta-feira de São Paulo. Para quem ainda não sabe, o caminho das pedras está tanto na página do evento no Facebook ou no site do Alberta – e quem quiser mandar nomes para a lista de desconto, é só enviar os nomes para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Simbora!

A volta do !!!

thr!!!ler

“Slyd” é o nome do primeiro single de Thr!!!ler que dá as caras – e anuncia a volta retumbante do grupo californiano !!!, que sempre é uma boa notícia. Saca só:

wilco-2013

“Walk On” foi a escolhida, sente o drama:

indieoteca-novacarne

Quatro novos blogs já estrearam em 2013 nOEsquema (quem visita nossa home bem sabe), mas nem tivemos tempo de fazermos as respectivas apresentações, devido a como o ano novo está puxado (e isso não é uma reclamação). Por isso peço desculpas aos recém-embarcados passageiros do vôo OEsquema por não ter-lhes apresentado devidamente. Antes de mais nada, não custa realçar que é uma honra tê-los a bordo, Taís, Chris, Cristiano e Calbuque.

Taís Toti é jornalista como mais da metade de nossos condôminos e cobre cultura em veículos tradicionais há um bom tempo, desde antes de sair de Minas Gerais, onde nasceu. Mas é no Indieoteca (outro blog que eu tunguei da Fubap) que ela se solta e fica à vontade para linkar vídeos que gosta e comentar filmes e discos do jeito que tem vontade. Depois de uma passagem pelo Rio, ela veio parar em São Paulo e quando soube que havia uma vaga no Divirta-se do Estadão, dei o toque para ela, que, depois de muito tempo, veio sentar-se perto de mim na redação do jornal do Limão, quando eu ainda trabalhava no Link. Ela já estava na mira para vir para OEsquema há um tempinho, mas oficializei o convite no final do ano passado, quando ela ameaçou começar um papo que queria desistir do blog, que não tinha mais tempo e não sei o quê… Pois eis o Indieoteca nOEsquema, “ex-indie, atual hipster”, como se autodefine, que já estreou com o Indie Crush desse ano (já falo sobre isso).

Já o gaúcho Cristiano Bastos eu nunca vi mais gordo – nos conhecemos virtualmente e mais por páginas de papel do que digitais. Primeiro graças ao hercúleo Gauleses Irredutíveis (um livro sobre a história do rock do Rio Grande do Sul, escrito com o Alisson Avila e o Eduardo Müller) e depois pela série de matérias que ele tem feito para a revista Rolling Stone, quase sempre sobre política ou música brasileira. Uma delas resultou no documentário Nas Paredes da Pedra Encantada (que dirigiu com Leonardo Bonfim), sobre o clássico Paebiru de Zé Ramalho. Cristiano também mantinha seu Zuboski no Blogger, mas queria começar o blog do zero e perguntou se tinha alguma vaga em nosso condomínio. E assim nasceu o Nova Carne, em que ele se dispõe a tratar de seus assuntos favoritos, além de desenterrar matérias, entrevistas e posts do antigo blog, sempre em versão redux.

O Bruno fala mais sobre o Chris e o Calbuqueno URBe, mas não custa registrar também a enorme satisfação de ter o mestre Calbuque em nosso elenco, um cara cujo principal trabalho autoral na imprensa brasileira é a página dupla Rio Fanzine (ao lado do compadre Tom Leão), que inspirou a criação do Trabalho Sujo ainda no papel e que cheguei a colaborar em sua encarnação nos anos 90 e início da década passada. Além de ser um dos pouquíssimos nomes no mundo a poder usar o termo “jornalismo dub” para se autodescrever.

carnaval-psicodelico

Sexta passada, eu, Danilo e Malg fizemos um belo bailinho carnavalesco pra quem se dispôs a ficar em São Paulo no feriado – abaixo tem as fotos da Bárbara. E nessa sexta tem a Annix!

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