
Não há nada de novo no som do Astrolábio – projeto que começou pelas mãos dos arquitetos e instrumentistas Arthur Mei e Pedro Cornetta, ambos obviamente apaixonados por Pink Floyd. O som no EP Coma (que pode ser baixado no site de sua gravadora, a Sinewave) é uma peça musical dividida em quatro partes e conduzida pelo andamento hipnótico de sequências de acordes ao piano acompanhadas de solos épicos com a mesma queda para o blues elétrico que David Gilmour. Baixo e bateria, neste caso, ficam em segundo plano e funcionam mais como coadjuvantes para definir intensidade do que protagonistas, como no Pink Floyd. Ocupando o espaço entre a guitarra e os teclados, texturas sonoras analógicas e efeitos vintage ajudam o grupo a entrar em uma viagem que descrevem, em inglês, disposta a guiar “the visitor through strange landscapes created by surrealistic collages, in a mystical and scientific journey to the center of yourself”. Maior blá-blá-blá. Mas dê uma chance ao som:
A descrição – que ganha forma de narração na faixa “Imagens En Mouvement”, dita por Nathália Rodrigues – é melhor compreendida quando descobrimos que Coma é a trilha sonora para um filme de mesmo nome, dirigido pelo próprio Pedro Cornetta, metade da banda. veja abaixo:
Mesmo assim, falta alguma coisa. Talvez seja o primeiro passo rumo a um amadurecimento mais autoral e menos formulaico. Mas é um bom começo.

O produtor de TV Lorne Michaels, que havia acabado de emplacar seu Saturday Night Live em 1975, foi chamado para produzir o especial It’s OK, sobre os Beach Boys – e chamou Dan Ackroyd e John Belushi – os célebres Irmãos Cara de Pau – para atuar como policiais em um trecho cômico do programa. Sente só:
Vi no Dangerous Minds.

Viram as imagens que fizeram para divulgar a nova temporada de Arrested Development? Saca só logo abaixo:

Os irmãos Karin Dreijer Andersson e Olof Dreijer explicam (dublados por atores, bem ao seu estilo) o que querem com seu novo disco – o cada vez mais surpreendente Shaking the Habitual – e abordam pontos como seu processo de composição e gravação, suas buscas estéticas, uma identidade original, a função política e o papel da música de protesto hoje além do questionamento sobre o que é arte e liberdade no século 21. No vídeo abaixo, em inglês:

E aproveitando o Record Store Day deste sábado, a dupla MGMT voltou à atividade lançando um single em cassete – “Alien Days” parece uma versão instantânea dos momentos mais fofinhos dos Flaming Lips, quando o contador de psicodelia nem sai do zero de tanto açúcar. Duvido que quem comprou a fita a ouça mais do que uma vez.

Dinâmica de Bruto, mais uma vez na veia. Veja abaixo:

E essa combinação explosiva que vai ter versão em vinil graças ao Record Store Day? Coisa séria…

Eis outro disco que estou esperando com atenção…

“Up all night to get lucky!” – a Noite Trabalho Sujo de hoje fica por conta do duelo entre eu e Danilo, que desfilamos hits de diferentes procedências para não deixar a noite parar – com ênfase no novo hit do Daft Punk, que estreia hoje no Alberta! Para quem não sabe o caminho das pedras, basta seguir a página do evento no Facebook ou o site do Alberta que as informações estão todas lá. E para mandar nome para a lista de desconto, basta enviar os nomes pro email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. “So let’s raise the bar!”

Hoje faz 70 anos que um cientista, o suíço Albert Hofmann, decidiu tomar 250 miligramas substância que havia sintetizado três dias antes, chamada dietilamida do ácido lisérgico. Ao descobrir seus efeitos sem querer, decidiu experimentá-los de forma recreativa intencionalmente, ao passear de bicicleta pela cidade de Basel, onde morava. Aquele passeio mudou o século 20.