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daftpunk

Calma que ainda não é turnê – é só um clipe feito por um fã do novo single do Daft Punk, reunindo imagens da dupla e da Pharrell como se “Get Lucky” fosse uma música pra se ouvir na estrada.

Vi na Prefix.

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Eis mais uma inédita de Lana Del Rey em 2013, desta vez sua faixa na trilha do remake que Baz Luhrman fez para o Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. Apenas correta.

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Daquele jeito…

Jean Michel Jarre – “Zoolookologie”
Hot Chip – “Over and Over”
Donna Summer – “I Feel Love”
Pulp + James Murphy – “After You (Soulwax Remix)”
Rita Lee – “Lança Perfume”
Doobie Brothers – “What a Fool Believes”
Darryl Hall & John Oates – “Kiss on the List”
Tim Maia – “A Fim de Voltar”
Blondie – “Rapture”
Chic – “Everybody Dance”
David Bowie – “Let’s Dance”
Daft Punk + Pharrell Williams – “Get Lucky”
Michael Jackson – “Rock With You”
Rolling Stones – “Miss You”

Bora!

Modus-Cover

O estúdio belga Coming Soon aceitou o desafio da revista inglesa Modus para fazer a capa de sua edição sobre educação em um quadro negro. Ficou demais, veja abaixo:

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Smiths 8-bit

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O canadense Jairus Khan fez essa versão de “Bigmouth Strikes Again” de brincadeira, mas não é que ficou legal?

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Guto Barra e Gisela Matta (esta última recentemente morta ao andar de bicicleta no Rio de Janeiro) assinam a direção do documentário Restless: Keith Haring in Brazil sobre as vindas de um dos pais do grafitti moderno ao Brasil nos anos 80, especificamente para a cidadezinha de Serra Grande, perto de Ilhéus, na Bahia. N’O Globo, o Calbuque conversou com Barra, Julia Gruen (da Keith Haring Foundation, que banca o filme) e Kenny Scharf, artista plástico norte-americano, amigo pessoal de Keith, que morreu em 1990, e dono de um dos últimos resquícios da vinda de Haring ao Brasil, um mural pintado no chão. Veja o trailer de Restless abaixo:

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caetano-veloso

Caetano escreveu sobre as batalhas sobre o Ecad em sua coluna do Globo deste domingo. Eis o trecho:

A carta assinada por muitíssimos compositores, músicos e cantores, em tom de defesa do Ecad contra uma suposta manobra sinistra para destruí-lo, não contou com minha assinatura, e eu ia escrever e-mails para, pelo menos, Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Abel Silva, mas a estreia do “Abraçaço” em Sampa, logo em seguida à estreia carioca no Circo Voador e a uma apresentação em Fortaleza, não me deixaram cabeça nem energia para nada. Quando eu ia escrever, a carta ainda não tinha as assinaturas que exibe hoje. Eu ia explicar minha pausa para ponderação. Como o assunto é notório, faço-o aqui.

Há um projeto de lei no Senado esperando para ser votado em urgência. O Ministério da Cultura tem uma proposta que é bastante próxima da que é feita no PLS129. Falei brevemente com a ministra em São Paulo; ouvi demoradamente, já no Rio, um assessor seu que me pareceu muito claro. Conversei com Leoni, Tim Rescala, Gil, Emicida, li os artigos de Ivan Lins e Sérgio Ricardo. Os manifestos dos defensores da manutenção do modus operandi atual do Ecad são pouco ou nada técnicos — e são alarmistas: querem acabar com o Ecad e deixar tudo voltar ao caos que era antes, tal como Ipojuca Pontes fez com a Embrafilme. “O Ecad e o Direito do Autor: mexeu nisso, tudo desaba”, diz Abel. Tendo a pensar que é hora de arrefecer os ânimos e tentar pôr Leoni e Bastos pensando juntos, para ver se aproveitamos a oportunidade de andar com o tema. Nem o Ministério nem o PL propõem a extinção do Ecad. Ambos enfatizam a necessidade de supervisão (o PLS129 propunha que feita pelo Ministério da Justiça; o Minc tomaria a tarefa para si).

Não creio que Abel ou Fernando estejam protegendo vantagens indevidas; tampouco creio que Tim Rescala e Ivan Lins estejam lutando pelo poder das emissoras de TV. Suponho que seja hora de amadurecer a conversa. Nunca fui bom nisso de contas, administração, leis. Mas tenho vocação para o centro e, eu que já pedi que Silas Malafaia intermediasse um diálogo entre quem não admite que o assassino de Lennon seja louvado como o enviado da Santíssima Trindade e o pastor que propôs isso, acho que posso pedir que Sérgio Ricardo e Fernando Brant se entendam. Não é “se mexer, desaba”; é “se não pode mexer, não anda”.

No resto da coluna ele ainda fala sobre a escritora Agustina Bessa-Luís. A íntegra está aqui. Não tenho dúvidas de que a melhor coisa desse Caetano indie pós-Cê é o seu reencontro com o texto. O colunista Caetano Veloso está em ponto de bala, talvez em sua melhor fase. Acho louvável que sua estética atual se dedique ao risco e à descoberta, mas o resultado final ainda me parece filhote daquela vanguarda de plástico que gerou discos estranhos nos anos 80 como Velô e Caetano (de 1987) – mas ainda assim é melhor do que ficar na mesma ou, pior, virar mero intérprete, como havia sido em sua década anterior, dedicada a songbooks. Seu retorno ao texto, por outro lado, é exemplar, como no texto acima.

tomverlaine

Tudo bem que, fora Jimmy Rip – o segundo guitarrista que assumiu o posto depois que Richard Lloyd deixou a banda em 2007 -, o Television que se apresentou na quarta passada no Beco era o mesmo que havia gravado Marquee Moon. Era o mesmo Billy Ficca de cabelo descolorido e comprido firme na bateria e o mesmo Fred Smith, que a idade transformou num tiozão do churrasco, com o mesmo baixo forte e preciso. Mas o show era – como sempre foi – de Tom Verlaine. É ele quem ergue a banda a um nível extraterreno, que disse o célebre Ahmet Ertegün, da Atlantic, ao se recusar contratá-los por considerá-los música de outro planeta. Seus épicos urbanos são cantados com uma voz ao mesmo tempo doce e resmungona e ele floreia estas composições que remetem a um Bob Dylan indie com uma guitarra magistral, de ângulos improváveis, tocada com o polegar, sem palheta.

No show desta semana, a terceira passagem da banda por São Paulo, não foi diferente. Embora a harmonia entre os quatro seja incandescente e do substituto Jimmy Rip faça jus às frases originais de Richard Lloyd, o holofote naturalmente cai sobre Verlaine. Isso acontece justamente pelo instrumental de sua banda orbitar ao redor da força gravitacional gerada pela alternância dos versos de suas canções mundanas e de seu timbre elétrico ímpar. É a mistura improvável de canções mundanas e solos transcendentais que formam o coração e o cérebro do grupo. E o fato do homem Television ter o dobro da idade da média da platéia do Beco não o torna tão distante daquela realidade – a fauna da rua Augusta em 2013 não é muito diferente da Nova York do final dos anos 70, talvez mais populosa. Mas descer a rua paulistana antes de assistir aos nova-iorquinos foi uma experiência complementar ao show. Grisalho e de cabelo curto, Verlaine parecia mais um velho punk disposto a cantar as glórias de seu tempo, mas bastou a banda começar a tocar e suas duas vozes – a da garganta e a da guitarra – pareciam estar falando sobre a rotina daquele lugar, em São Paulo.

Entre clássicos e músicas menos conhecidas, a banda começou o show pontualmente às 11 da noite e segurou quase duas horas de apresentação, com poucas músicas durando menos que cinco minutos. O grupo até arriscou uma música nova e uma versão de “Persia” com vocal e letra, fazendo jus à sua lenta tradição de moldar canções com o passar das décadas. Afinal, lá vão quase quarenta anos desde o primeiro disco e a discografia oficial do Television, sem contar os discos ao vivo, tem apenas três discos de inéditas. O público, mais velho e mais intenso que o que assistiu ao Toro y Moi duas semanas antes naquele mesmo lugar, pedia músicas da clássica estréia da banda no grito e fechava os olhos em transe durante os longos solos de guitarra. E depois dos doze minutos de “Marquee Moon” ao vivo, a banda ainda voltou para um bis com “Psychotic Reaction” do Count Five, um clássico do protopunk psicodélico, fechando a experiência como se o Television fosse uma banda adolescente.

Fiz uns vídeos, confira abaixo.

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psychocandy-vnil

E por falar em Record Store Day, e o Jesus & Mary Chain que relançou seu primeiro disco com esse vinil branco manchado? Lindaço – a foto saiu do Instagram dessa menina aqui. Só existem mil cópias desta versão.

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Seguimos à espera do disco novo do Daft Punk, com um pingo de esperança que “Get Lucky” seja mais épica em sua versão do álbum e com um tanto de desconfiança que toda a chegada da nova faixa seja um bem arquitetado viral. Isso não diminui a expectativa em relação ao disco novo – muito pelo contrário. E o que dizer quando surge uma entrevista dada à seção Obsession, do Le Nouvel Observateur (em francês, mas devidamente traduzida para o inglês pelo site Sodwee, abaixo) em que a dupla descreve faixa a faixa todo o novo e ainda não vazado Random Access Memories? Manipulando seu próprio tempo, o Daft Punk consegue nos levar de volta àquela época em que a música demorava para atravessar fronteiras e suas descrições e impacto chegavam antes, na forma de palavras. Leia a descrição das faixas abaixo – citando as participações de Giorgio Moroder, Chilly Gonzalez, Panda Bear e Juliana Casablancas – e veja se não dá ainda mais vontade de ouvir o disco – e se alguém se dispor a traduzir para o português, eu publico aqui.

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