
E já que falei em Sebadoh, que tal um show deles no meio dos anos 90?
Coisa finíssima.

Uma banda que poderia tranquilamente se beneficiar das décadas como artista cult para atingir um público maior e faturar mais dinheiro que em toda sua carreira seria o Hüsker Dü, mas é uma volta controversa, principalmente por conta da relação entre seus principais compositores, Bob Mould e Grant Hart. Enquanto Mould seguiu seu rumo depois da banda primeiro com o trio Sugar e depois com uma estabelecida carreira solo (que, pelo que consta, finalmente vem ao Brasil esse ano), Hart teve uma vida pós-banda bem errática, lançando projetos e discos que não deram certo e não repercutiram direito, muito por seu envolvimento com drogas. Agora ele acaba de lançar The Argument, disco duplo inspirado no Paraíso Perdido do poeta inglês John Milton que vem colhendo boas resenhas. Dá pra ouvi-lo aí embaixo:
Mas o estado de Hart não é dos melhores, como podemos ver no vídeo abaixo:
Vamos torcer que o novo disco o reabilite a voltar com a moral que merece.

Depois de dois shows com o pé na música pop, o sonic youth Lee Ranaldo mostrou seu lado artsy ao se apresentar na semana passada no mesmo Sesc Pompéia em que mostrou seu disco solo mais recente, só que atravessando o lado da rua, no Teatro da unidade, e não mais na Choperia. Sozinho no palco do teatro, ele desbravou o terreno da microfonia e do barulho sem as muletas da melodia, do refrão ou de letras. Dedicou sua apresentação ao puro ruído elétrico, transformando sua guitarra em uma antena reverberadora de sons muito mais do que um instrumento musical. Mexendo nos botões dos pedais e de dois amplificadores espalhados pelo palco, ele usava um arco de violoncelo e baquetas para vibrar a eletricidade sonora pelas cordas da guitarra, além de arrastá-la no chão, pendurá-la numa corda no palco e girá-la sobre a própria cabeça. O teatro só tinha uma das metades abertas pois a apresentação – chamada “Sight Unseen” contava com uma apresentação em vídeo, feito pela esposa Leah Singer, projetada num telão atrás de Lee. O filme intercalava cenas de árvores ao vento a cenas de diferentes platéias em situações distintas, colando as imagens com sons de diálogos, ruídos de multidão e palavras repetidas. Na primeira performance, na terça-feira passada, ele ficou sozinho no palco e não sentou em momento algum. No dia seguinte, empunhou seu instrumento como guitarra por poucas vezes, convidou um grupo de percussionistas brasileiros (Maurício Takara entre eles) para tocar aleatoriamente ampliando o próprio caos elétrico, além de passear pelo público. Dois shows distintos e bem diferentes do que ele fez na semana anterior. Em comum, apenas o entusiasmo em conversar com o público ao final e, claro, paredes de microfonia, marca registrada do sujeito. Fiz uns vídeos aí embaixo, olha só:

Pra encerrar a semana de ficção científica que está rolando no MIS, a Galileu propôs uma mesa para falar sobre como as grifes Jornada nas Estrelas e Guerra nas Estrelas ajudaram a popularizar o gênero no final do século 20. Medio o bate-papo logo em seguida da exibição de um episódio da série clássica do Jornada e antes de uma maratona com os seis (isso, OS SEIS) filmes da saga do clã Skywalker na ordem e o Luís e o Ramon participam dessa conversa. Inevitável falar também do futuro das duas grifes. Vamo lá?
27/07 (sábado) – 15:30
“Como Star Wars e Star Trek reinventaram a ficção científica”
Embora sempre popular, a ficção científica era um nicho restrito a iniciados e a geeks, mas a partir do lançamento da série Jornada nas Estrelas e, dez anos depois, dos filmes Guerra nas Estrelas, este cenário começou a mudar – o cinema passou a dar mais destaque para o gênero, que conquista cada vez mais fãs e hoje é um dos principais filões da indústria do entretenimento.
Mediação: Alexandre Matias (diretor de redação da revista Galileu)
Participação: Luís Alberto Nogueira (diretor de redação da revista Monet) e Ramon Vitral (repórter do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo)
Ingresso gratuito: retirar com 1h de antecedência na recepção

Uma das melhores surpresas da música eletrônica brasileira nos últimos anos – o paulistano radicado em Brasília Pazes – lançou seu primeiro disco fora de nosso país no mês passado. O EP Sleeping Dolls saiu pela gravadora californiana Time No Place e já vem colhendo bons elogios – a Fact, por exemplo, chamou a faixa “Frozen”, gravada com os vocais da cantora turca Biblo, de “o que aconteceria se ‘Tick of the Clock‘, dos Chromatics, fosse gravada pelo Massive Attack”. Responsa:
Tive a satisfação de colocar o Lucas Febraro, nome de batismo do artista, na programação do Prata da Casa do ano passado. Foi o show mais vazio de todo o ano (não tinham vinte pessoas), mas também foi o show mais de vanguarda que passou por aquele palco em 2012. Dá uma sacada nesses vídeos que fiz, aí embaixo:
Te gusta?

Vi a receita aqui.

Recuperados do fim de semana passado? Foi de moer os ossos, mas a melhor sexta-feira de São Paulo não pode parar! Esta semana recebo o compadre Luiz Pattoli, para um duelo que desafia os limites da música pop – tudo para fazer você esquecer o frio polar dessa São Paulo invernal. Quer chegar? Todos os rumos estão dados na página do evento no Facebook ou no site do Alberta. E os nomes na lista de desconto podem ser mandados até às 20h dessa sexta pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com. Prometo calor!

Além de ser deliciosa, essa nova música do Is Tropical – “Dancing Anymore” – ainda tem um clipe bem bom, saca aê. E toma cuidado porque o vídeo é NSFW…

Que tal uma horinha de Thin Lizzy?

Essa idéia é muito boa pra ficar só num trailer fake feito pelo College Humor, fala sério.