
Eis o vídeo de ‘Take Back the Night”, que passa um pouco da linha Michael Jackson e quase pisa no terreno do Jamiroquai (por pouco) e já desponta como um dos hits de 2013.

Beck, duas vitrolas, um microfone e muito groove…

Vamos celebrar.
Big Star – “Thirteen”
Glue Trip – “Lucid Dream”
Washed Out – “All I Know”
Arctic Monkeys – “Do I Want to Know?”
PELVs – “Still P.G. (Reggae Version)”
Jagwar Ma – “The Throw”
Strokes – “Tap Out”
MGMT – “Alien Days”
Mayer Hawthorne – “Designer Drug”
Justin Timberlake – “Take Back the Night”
Breakbot + Ruckazoid – “Why?”
Jamie Lidell – “I’m Selfish”
Daft Punk – “Lose Yourself to Dance”
Is Tropical – “Dancing Anymore”
Sebadoh – “Brand New Love”

Testa você mesmo pra ver se não funciona:

Só quem foi, sabe. As fotos da Bárbara dão apenas uma noção de como foi…

Uma estudante da Virginia Tech escreveu para a gravadora Sub Pop para ver se conseguia que o Nirvana gravasse uma mensagem de incentivo para os alunos de sua faculdade – aparentemente sem saber que a banda não existe há quase vinte anos pois seu líder Kurt Cobain se matou em 1994. Eis a carta:

A Sub Pop aproveitou a deixa para tirar um sarro da cara da coitada e reuniu um grupo para posar como se fosse o Nirvana, gravando a tal mensagem (com Mark Arm, do Mudhoney, posando de Kurt Cobain, que era destro mas tocava a guitarra como canhoto):
Mas como a Sub Pop tem a fama de fabricar hypes, não duvide que essa história seja pura cascata. Vi no Daily News.

Calma que o maior nome da música brasileira não vai sair tirando foto de posições de acordes estranhos, telefonemas dados na madruga, delivery de restaurante nem de fumaça branca – foi só uma foto que sua filha Bebel postou em sua conta do Insta.

E por falar em anos 90, uma das melhores bandas indies brasileiras, a carioca PELVs resolveu comemorar duas décadas de atividade lançando uma caixa digital, dividida em quatro volumes de acordo com os quatro discos lançados preguiçosamente durante sua existência. A caixa será posta para download no site da banda e trará uma série de extras, entre versões alternativas, demos, covers e gravações raras da história da banda.

Eles descolaram uma música para mostrar aqui no Trabalho Sujo (uma versão manhosa para “Still P.G.“, do disco Pensinsula), mas além desta, logo em seguida seguem as capas de cada volume e quais músicas estão em cada um dos volumes, além do EP virtual que liberaram há pouco, com quatro faixas:

Um pouco antes da querida Lana Del Rey descer aos trópicos pela primeira vez (ela é uma das atrações do festival Planeta Terra desse ano), ela anunciou no Twitter seu novo projeto – um filme de meia hora chamado… Trópico:

O filme é produzido por Rick Rubin e dirigido por Anthony Mandler (que já trabalhou com a cantora nos clipes de “National Anthem” e “Ride“) e estréia ainda esse ano, mas não muito mais novidades sobre a produção. Vamos esperar…

Mais uma prova do novo disco do Sebadoh, que de novo dá indícios de que pode ter o maior sucesso comercial de sua carreira num disco de volta.
Quando disse que esse novo Defend Yourself levaria a banda “para as massas”, não estava sugerindo que eles fossem chamados pra ser headliner do próximo Rock in Rio nem que gravassem singles com Justin Timberlake e Adele. Mas não custa lembrar que o Sebadoh, por maior que seja sua relevância atual, é uma banda minúscula – daquelas que são conhecidas apenas por quem gosta muito de rock independente norte-americano ou que se interessa por música pop de uma forma bem ampla (um público bem pequeno). O nome até pode ter aparecido em uma capa de alguma edição da Spin nos anos 90 (nem lembro), mas se tiver aparecido foi muito mais para dar credibilidade indie à publicação do que para vender mais exemplares da revista (lembro deles citados na capa de uma Ray Gun que trazia a foto do Beck, mas a Ray Gun era bem menos comercial que a Spin…).
E o pouco de Defend Yourself que já apareceu por aí (mais especificamente essa primeira faixa, “I Will”) é muito mais fácil de atingir um público maior do que o do saudoso Lado B da MTV brasileira, fase Massari. Compare com o lamento de canções como “Two Years Two Days“, “Soul and Fire” e “Happily Divided” ou com rocks frágeis como “Not Too Amused“, “Brand New Love” e “Rebound” com essa música nova (que parece misturar essas diferentes qualidades). Junte isso a uma cultura cada vez mais nostálgica e em breve teremos uma nova geração descobrindo clássicos perdidos dos anos 90 como Bubble & Scrape, Smash Your Head in the Punk Rock e Sebadoh III, além de ser seduzido pela melancolia de parte do hardcore americano dos anos 80 e pelo faça-você-mesmo extremo da estética lo-fi. E, pensando bem, faz todo sentido: depois da volta do vinil e de um revival do cassete, era inevitável que tivéssemos a volta do gravador de fitas Tascam, de quatro canais (é questão de tempo…).
Apesar das brigas da última década do século passado, os três Sebadohs já voltaram a se conversar faz tempo, tanto que o novo disco nem sequer é a primeira volta do grupo (que voltou há cinco anos, tocando ao vivo seus discos na íntegra), mas é a primeira vez que voltam a lançar material novo desde 1999. E podem, como havia dito antes, atingir um público bem maior do que o que tiveram em vida. É a recompensa de manter-se fiel aos seus princípios para, no final, colher o que plantou.