
Danilo e Manu fizeram bonito na Noite Trabalho Sujo da sexta passada, como dá pra ver pelas fotos da Bárbara, abaixo. E atenção: por motivos de ordem maior o Alberta não abrirá neste fim de semana, portanto não teremos Noite Trabalho Sujo nesta sexta-feira 13 (o que eu, adepto do 13, considero uma pena). Mas haverá o sábado 14…

Eis Lousy with Sylvianbriar, que Kevin Barnes vinha nos prometendo. Será que…?

Em seu primeiro show na atual turnê pela América Latina nesta quinta-feira, Bruce Springsteen homenageou um dos maiores nomes da música chilena ao cantar seu “Manifesto”, em espanhol.
Jara foi o equivalente chileno a personalidades brasileiras como Geraldo Vandré ou Chico Buarque, que usavam a música para contestar a ditadura de seu país – mas ao contrário de nossos conterrâneos, ele não foi poupado pelo regime de Pinochet – foi um dos milhares de presos levados ao Estádio Chile no dia seguinte ao golpe militar do dia 11 de setembro de 2013. Lá, há quarenta anos, foi torturado, teve suas mãos quebradas e seus torturados lhe deram um violão para que cantasse – Jara desafiou seus carrascos cantando “Venceremos“, pouco antes de ser assassinado. Trinta anos depois de sua morte, o estádio passou a chamar-se Estádio Victor Jara. Springsteen, como bom working class hero, não poderia passar essa oportunidade e fez bonito. Resta saber quem ele homenageará em sua passagem pela Argentina (no fim de semana) e pelo Brasil (o show em São Paulo é quarta e o no Rio, durante o Rock in Rio, é no sábado que vem).
Abaixo, a letra de “Manifesto”:

E tá uma beleza, viu?

O disco novo leva apenas o nome da banda e a capa mais uma vez é assinada pelo MZK, que garantiu a indicação do disco de estréia do grupo paulistano ao Grammy Latino de melhor capa. Neste sábado, o Bixiga lança o novo disco no Circo Voador e antes disso lanço mais uma música deles aqui no Trabalho Sujo. Por enquanto, mais um teaser do disco novo:

Uma paródia épica (cheia de spoilers pra quem não viu a série até agora):
Dica do Thiago (valeu!).

Assisti ao último dos dois shows do lançamento do novo disco do Emicida no meio desta semana (os vídeos já estão lá na TV Trabalho Sujo) e depois comento com mais sobre aquela noite. Antes disso, queria frisar a importância de seu novo O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui, seu principal registro em disco. Em vez de expandir os horizontes do hip hop para outros gêneros musicais, Leandro Roque de Oliveira faz o caminho inverso, e convida outros gêneros – principalmente o samba – a entrar na arena em que hoje domina, a do hip hop nacional. O velho gênero, representado em diferentes escalas por pelo Quinteto em Branco e Preto, por Wilson das Neves, Tulipa Ruiz, Fabiana Cozza e Juçara Marçal, é o principal alvo do MC, disposto a provar sua importância e a registrar sua reverência num misto de empáfia e humildade que o tornam um dos principais nomes da música brasileira no século 21. Mas talvez o momento mais desconcertante do disco é quando ele dispensa convidados mais célebres e chama a própria mãe, Dona Jacira, para cantar em um momento único em que o drama épico do melhor do rap brasileiro ganha contornos familiares, íntimos e dolorosos, numa música que já tem seu espaço no cânone da canção brasileira. “Crisântemo” é da mesma estatura de “Deus Lhe Pague” de Chico Buarque, “Sinal Fechado” de Paulinho da Viola e “Tô Ouvindo Alguém me Chamar”, dos Racionais MCs. Emicida está no topo e ele parece saber para onde vai.
Abaixo, o vídeo que fiz da música na apresentação do Sesc Pinheiros.

E o disco novo do Bonifrate – Museu de Arte Moderna – será lançado ainda este mês, mas ele já começa a dar um aperitivo do que vem por aí.
Não custa lembra que o Bonifrate abre a festa Trabalho Sujo + Casa do Mancha que rolará neste sábado, na Trackers.

A AMC acaba de confirmar que o advogado de Walter White em Breaking Bad, Saul Goodman, do infalível bordão “Better Call Saul” e vivido por Bob Odenkirk, irá ganhar seu próprio seriado.
Para celebrar, alguns dos grandes momentos do personagem na série.
